• No results found

Del II Rettslige utgangspunkter og

4.2 Ytringsfrihet, herunder presse-

4.2.3 Ytringsfrihetens innhold

Nas seções anteriores apresentei os fundamentos teóricos relacionados a este estudo. Nesta seção descrevo o método que utilizei nesta pesquisa, o paradigma que a caracteriza, as configurações do processo de coleta de dados e de análise dos dados coletados.

A visão de mundo sob a qual desenvolvi esta tese é a do paradigma interpretativo (MORGAN, 2007), que percebe a realidade social como produto da experiência dos indivíduos e de cada indivíduo (GÜNTHER; VIDOTTO; BASTOS, 2012).

Neste estudo parto do pressuposto de que a realidade é construída pelos indivíduos que interagem com seus mundos sociais. Busco revelar como todas as partes trabalham juntas para formar um todo, por meio das experiências e percepções dos pesquisados, mediadas pelas minhas próprias percepções como pesquisadora. Por ser focado no processo, significado e compreensão, o produto final do estudo é ricamente descritivo (MERRIAM, 1998).

Associada a esse paradigma está a perspectiva da prática, que representa um panorama dentro do campo do conhecimento organizacional e se coaduna com a visão de processo de liderança, pensando a prática como um “fazer coletivo conhecível” (GHERARDI; STRATI, 2014), articulando a espacialidade do saber (onde é feito) e a sua enação (como é feito) (BRUNI; GHERARDI; PAROLIN, 2014).

Há tantas maneiras de se fazer pesquisa interpretativa que um único desenho de pesquisa não poderia servir a todos (YANOW, 2014). Mediante discussão no âmbito do LGR (Laboratório Liderança e Gestão Responsável), ponderando os objetivos deste estudo e as considerações da banca de qualificação, pautei esta pesquisa pelo método da pesquisa qualitativa genérica (MERRIAM, 1998).

A pesquisa qualitativa é vista por Merriam (1998) como um conceito guarda-chuva que cobre diversas formas de pesquisa direcionadas a compreender o fenômeno social. Por exemplo, a autora considera como tipos comuns de pesquisa qualitativa na educação: básca ou genérica, etnografia, fenomenologia, grounded theory e estudo de caso (MERRIAM, 1998). O quadro a seguir apresenta as principais características de cada tipo de pesquisa qualitativa.

Quadro 8 – Tipos de pesquisa qualitativa e suas características. Tipo de pesquisa

qualitativa Características

Básico ou genérico Inclui descrição, interpretação e compreensão. Identifica padrões recorrentes na forma de temas ou categorias.

Pode delinear um processo. Etnografia Foco na sociedade e cultura.

Descobre e descreve crenças, valores e atitudes que estruturam o comportamento de um grupo. Fenomenologia Procura a essência ou a estrutura básica de um

fenômeno.

Usa dados que são experiência direta do pesquisador e do participante.

Grounded theory Constrói indutivamente uma teoria substantiva

baseada em algum aspecto prático do mundo real.

Estudo de caso Descreve e analisa holística e intensamente uma unidade singular.

Pode ser combinada com qualquer dos tipos citados neste quadro.

Fonte: adaptado de Merriam (1998).

A visão geral dos procedimentos adotados está representada na figura 1.

Figura 1 – Visão geral do método utilizado

Fonte: Elaborado pela autora (2017). 3.1 FASE PRÉ-CAMPO

Esta fase abarcou o desenvolvimento do projeto de pesquisa e suas primeiras definições: o tema, o problema de pesquisa e a base metodológica, em que utilizei as discussões no grupo do LGR (Laboratório Liderança e Gestão Responsável) e a prospecção nas bases de dados como forma de desenvolvê-la. A partir disso, elaborei a base teórica do estudo com artigos científicos coletados nas bases de dados e obras correlatas.

A qualificação da primeira versão do projeto trouxe contribuições para a execução e alguns ajustes na base teórica (focando na liderança como prática) e no método a ser utilizado (seria etnografia, passou a ser pesquisa qualitativa básica/genérica).

Nesta fase, fiz a primeira abordagem aos locais que estudaria, as escolas, mas não obtive êxito. Mediante conversa com um familiar, entrei em contato com a Gerência de Formação Permanente (GFP) da Prefeitura Municipal de Florianópolis e descobri que a entrada no

campo seria a partir da indicação desse órgão. E, para obter a indicação das escolas para o estudo, meu projeto precisava ser aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CEPSH) da UFSC. Cerca de oito meses depois, o projeto foi aprovado pelo CEPSH (ANEXO A) e retomei o contato com a GFP (Gerência de Formação Permanente).

3.2 FASE DE CAMPO: COLETA DE DADOS

Nesta fase a GFP (Gerência de Formação Permanente) me informou que as escolas indicadas têm estas características:

a) uma escola com anos iniciais, e outra com anos iniciais e finais;

b) as duas possuem educação integral, porém, com experiências de turmas integrais e com contraturno;

c) dois diretores experientes em gestão6 e eleitos democraticamente7;

d) uma das Unidades possui um grupo gestor que auxilia na gestão dessa Unidade;

e) as duas Unidades estão localizadas em regiões opostas da Ilha (uma na Costeira e outra na Cachoeira).

Uma das escolas é chamada neste estudo de EBIAS e é localizada no bairro Cachoeira do Bom Jesus (região norte da ilha de Santa Catarina). Nessa escola entrevistei os membros da equipe pedagógica: diretora, administrador, dois supervisores, uma orientadora, três coordenadoras (duas da sala multimeios e uma do laboratório de ciências) e a secretária, durante os meses de outubro, novembro e dezembro de 2016, utilizando o termo de consentimento livre e esclarecido (APÊNDICE D).

A outra escola é denominada neste estudo EBALV e está situada no bairro Costeira do Pirajubaé (região sul da ilha de Santa Catarina). Nesta, entrevistei as integrantes da equipe gestora, formada pela diretora, administradora, coordenadora de projetos extraclasse,

6 Na época, há pelo menos oito anos no cargo.

7 A cada quatro anos, a rede municipal de ensino realiza eleições em cada escola para a escolha do diretor. Decreto nº 16.182/16. Disponível em: <http://www.pmf.sc.gov.br/arquivos/arquivos/pdf/05_07_2016_13.55.53. 2f305783cc2c3a2774fa3c6c738e14f9.pdf>.

coordenadora pedagógica e secretária, durante os meses de outubro, novembro e dezembro de 2016.

No início das primeiras entrevistas, tive a impressão de que seriam necessários diversos ciclos de entrevistas com cada informante. No entanto, ao final do primeiro ciclo, faltando duas últimas entrevistas em cada escola, muitas informações já se repetiam e traziam poucos dados novos, alcançando o grau de saturação teórica que sinaliza que o ciclo de entrevistas pode ser encerrado.

O quadro 9 traz a denominação dada aos entrevistados, e o tempo de duração da respectiva entrevista, sendo que essa sequência não necessariamente corresponde à ordem em que cada um foi entrevistado.

Quadro 9 – Denominação dos entrevistados e duração das entrevistas Escola Denominação Duração

EBIAS