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Del II Rettslige utgangspunkter og

9.4 Utvalgets vurdering og konklusjon 92

Os PqTs internacionais apresentam diversas formas quanto ao seu modelo, organização e características, tanto nas questões físicas estruturais quanto administrativas.

Considerando o papel do Poder Público, é possível identificar dois exemplos de modelos relevantes. Na Europa e na China, o Estado tende a atuar como o principal agente, originando PqTs estatais ou mistos, com entidades de direito privado e participação pública. Nos

Estados Unidos, o ator de destaque é a universidade, que trabalha com capital privado (STEINER; CASSIM; ROBAZZI, 2008).

Os modelos e classificações de PqTs como habitats de inovação, segundo Sá (2011),

[...] são determinados a partir de características similares existentes entre esses empreendimentos e seguem os principais eixos de análise: a) tipos de atividades prioritárias desenvolvidas no PqT; b) grau de intensidade de atuação de um determinado ator (player) do PqT; c) principal entidade de gestão e de financiamento do PqT; d) instituição âncora/mobilizadora; e) viés tecnológico/ científico/ empresarial etc (p. 40). Considerando os elementos apresentados nos estudos da ABDI e ANPROTEC (2008), Sá (2011) apresenta uma forma de análise de modelos de PqTs a partir da sua atuação, que pode ser observada no Quadro 11.

Quadro 11 - Classificação dos parques tecnológicos.

CLASSIFICAÇÃO CARACTERÍSTICAS

PqT Consolidado PqT com base de C&T e empresarial de relevância nacional e com potencial de posicionamento em nível internacional. PqT com viés Científico PqT com base de C&T com bastante destaque relativo à base empresarial. PqT com viés Empresarial PqT com base empresarial com bastante destaque relativo à base de C&T.

PqT Emergente PqT com posicionamento em nível regional. Fonte: Sá (2011, p. 42).

Com base nos estudos de Sanz (2003), Sá (2011), em sua pesquisa sobre PqTs apresenta os modelos elaborados a partir de características pré-definidas. As pesquisas de Figlioli (2007) complementam essa análise acrescentando o modelo japonês, explicitadas no Quadro 12.

Quadro 12 - Modelos de parques tecnológicos.

MODELO CARACTERÍSTICAS

Modelo Californiano

 PqTs criados sem planejamento fenômeno espontâneo favorecido pela capacidade de atratividade da região;  vinculados a fortes universidades;

 projetos autofinanciados;

 atrelados a setores tecnológicos com alto valor agregado, fruto de P&D das universidades;

 forte movimento de criação de novas EBT – spinoffs de laboratórios das universidades e de empresas do PqT.

Modelo Britânico

 PqTs criados por universidades;

 atividades centradas em P&D das universidades e de laboratórios de empresas;

 forte movimento de incubação de empresas;

 atrelados a setores tecnológicos com alto valor agregado, fruto de P&D das universidades.

Modelo Norte- Europeu

 PqTs criados de forma estruturada com base nas experiências de sucesso dos outros modelos existentes;  desenvolvidos em regiões com cultura de

empreendedorismo consolidada e alto padrão de desenvolvimento econômico;

 projetos financiados pela parceria entre universidades- governo-iniciativa privada;

 forte incentivo à transferência de tecnologia.

Modelo Mediterrâneo

 PqT criados para revitalização e ocupação de grandes áreas;

 idealizados como instrumentos de desenvolvimento regional;

 projetos promovidos por entidades públicas.

Modelo Japonês

 Projetado para aliviar regiões super-populosas, criando novas fontes de riquezas em regiões menos desenvolvidas;  os atores são os governos regionais e grandes empresas;  o PqT se constitui com empresas, centros de P&D e

universidades;

 com foco na transferência de tecnologia, mantém forte relação com a universidade;

 grande tradição na relação universidade-empresa.

Fonte: elaboração própria a partir de Sá (2011); Sanz (2003) e Figlioli (2007). A literatura traz, ainda, modelos como o de Bolton, proposto em 2007, em que os PqTs podem caracterizar-se como estáticos e dinâmicos. Nessa proposta, as incubadoras estão no centro do processo e irradiam negócios para os centros de pesquisa e universidades que, por

sua vez, reverberam com contratos de pesquisas e alianças estratégicas. A comunidade empresarial tem relações com os demais elementos, e a universidade agrega através de programas de pesquisas tecnológicas e empreendedorismo (GARGIONE, 2011).

As pesquisas de Zouain ampliaram a proposta de Bolton com a inserção de novos elementos, como a maior participação dos centros de pesquisa cooperativa de grandes corporações com instituições regionais, ampliação dos atores, revitalização de áreas urbanas degradadas ou economicamente deprimidas e a ampliação do conhecimento e formação em empreendedorismo (GARGIONE, 2011; ZOUAIN, 2003).

Os estudos realizados pela ABDI e ANPROTEC (2008) apontam algumas características que configuram os PqTs no Brasil. Dentre os aspectos levantados, destacam-se:

 Falta de estratégia clara de posicionamento e crescimento da maioria dos PqTs, dificultando a definição de um modelo de negócios sustentável para alavancagem do empreendimento;

 grande dependência dos recursos públicos para projetos;  pouca experiência na área imobiliária e financeira das equipes de planejamento, implementação e operação;

 dificuldades de engajar lideranças acadêmicas;

 dificuldades de articular os projetos de PqTs para que não sejam trabalhos sem base e de poucos resultados;

 dificuldades em mudar a cultura das universidades em relação ao empreendedorismo e inovação;

 dificuldade no alinhamento de estratégia de implantação dos PqTs com as prioridades regionais e nacionais e as tendências internacionais;

 falta de recursos financeiros públicos e de regras claras referentes à segurança e questões jurídicas relacionadas ao capital privado;

 falta de política de apoio estabelecendo os atores e seus papéis;

 possuem fortes iniciativas com a promoção do empreendedorismo inovador;

 possuem forte relação com programas de planejamento regional visando ao desenvolvimento econômico e tecnológico;

 possuem projetos liderados por entidades gestoras de programas que obtiveram êxito na área de incubação de empresas, transferência de tecnologia entre universidade e empresa, desenvolvimento para o setor empresarial;

 espaços físicos geralmente de origem pública ou de universidades;

 projetos que dependem fortemente de pessoas ou grupo de pessoas que coordenam as iniciativas;

 alavancagem e consolidação por grandes estatais de caráter tecnológico; e

 referências físicas do processo de desenvolvimento dos polos tecnológicos para as indústrias de tecnologia.

As distintas definições de PqTs apontam que estes se diferenciam de um parque empresarial ou de um parque de negócios por causa da presença de empresas intensivas em conhecimento que são capazes de gerar alta tecnologia. Dessa forma, esses empreendimentos podem ter dois tipos de origem: interna – ligados a universidades e centro de investigações e empresas criadoras de conhecimento e tecnologia; e externa – atração de empresas, principalmente as multinacionais (RODRÍGUEZ-POSE, 2012).

Desde os primeiros ensaios do Silicon Valley muitas mudanças relacionadas aos modelos de parque evoluíram. Adán (2012) afirma em suas pesquisas que um parque de terceira geração tem características como: atores globais com rotas locais, ou seja, o PqT define a imagem e a marca da cidade em que está localizado e a projeta para o exterior; as empresas situadas nos PqTs de terceira geração não têm fronteiras nos mercados e aumentam a sua presença no mercado internacional; os PqTs são parte da comunidade onde estão localizados, compõem o entorno onde estão localizados; necessitam ter uma gestão profissionalizada de grande qualidade capaz de gestionar uma diversidade de questões que um parque possui e proporcionar negócios atraentes aos investimentos empresariais; ser um investimento essencial para as atividades das universidades; fazer parte de uma multiplicidade de redes; e estar a par das necessidades das empresas que estão localizadas no parque, pois é preciso não somente o apoio físico, mas também atender às diferentes demandas geradas por essas organizações.

Na literatura pesquisada, outros modelos de PqTs são encontrados. Essa classificação difere em questões direcionadas às suas especificidades, como os componentes do PqTs, os atores que o compõem, o local em que é implantado, as características das instituições âncora, sua missão e objetivos (ABDI; ANPROTEC, 2008; ADÁN, 2012; FIGLIOLI, 2012; GARGIONE; LOURENÇÃO; PLONSKI, 2005; GIUGLIANI, 2011; SÁ, 2011; STEINER; CASSIM; ROBAZZI, 2008).

Os modelos estudados são similares em alguns pontos, mas no que tange à complexidade dos modelos de espaços heterogêneos, em que a ciência, a tecnologia e a inovação caminham juntas, os PqTs têm se modificado e amadurecido com o passar do tempo. Além disso, um dos elementos-chave para o planejamento, implantação e consolidação dos parques são os atores que participam dessas ações.