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5.3 Tros- og livssynsfrihet og
Qualquer processo de obtenção de dados passa por duas fases distintas: o design do estudo e o trabalho de campo, ou seja, a forma como o estudo vai ser conduzido e como vão ser recolhidos os dados e por quem.
Quer em gestão, quer em marketing, quer em estudos sociais, o design de um estudo pode ser classificado em dois grandes grupos (Malhotra, 1996, p. 86; Churchill, 1996, p. 114; Zikmund, 1997, p. 51), baseados:
- na Pesquisa Exploratória - que tem como principal objectivo a produção de conhecimento e compreensão sobre a situação em estudo, ou seja, é utilizada para clarificar e definir a natureza do problema;
- na Pesquisa Conclusiva – que serve como auxílio ao tomador de decisão na determinação, avaliação e selecção de uma dada situação e pode ser de dois tipos, descritiva (descrevendo as características de uma população ou amostra) ou casual (determinando as relações de causa efeito).
No caso concreto do design deste trabalho, a pesquisa exploratória, a definição da informação a recolher, a pesquisa conclusiva, o método de recolha dos dados, a construção do instrumento de recolha de dados e o método de amostragem e cálculo da dimensão da amostra foram os procedimentos adoptados para a obtenção da informação necessária.
Pesquisa exploratória
Em termos genéricos, a utilidade da pesquisa exploratória é descrita por Malhotra (1996, p. 117) e Churchill (1996, p. 118). No caso concreto deste trabalho, através desta pesquisa, pretendeu-se, entre outros factores, obter conhecimento sobre o assunto em estudo, clarificando ideias e estabelecendo prioridades sobre o objecto de análise.
Existem muitas técnicas que permitem investigar problemas. Autores como Malhotra (1996, p.165-184), Churchill (1996, p.118-129) e Zikmund (1997, p. 129-146) indicam quatro métodos de pesquisa exploratória:
- Fontes de dados secundários - Estudos piloto
- Estudos de casos - Observação
Para efeitos deste trabalho, utilizou-se apenas o primeiro dos quatro métodos de pesquisa exploratória descritos. A informação obtida por este método permitiu posteriormente, definir o tipo de dados primários a recolher.
- Fontes de dados secundários -
Como métodos empregues, fez-se o levantamento bibliográfico, o levantamento documental e estatístico e a pesquisa de estudos já efectuados, tendo como base, entre outros, a listagem de publicações anteriormente mencionadas, e dentro destas, os trabalhos mais focalizados numa abordagem de cariz microeconómico. Recorrer-se a estas fontes torna o trabalho menos dispendioso e mais rápido do que recorrer às fontes primárias, uma vez que estas últimas são obtidas em primeira mão pelo investigador e envolvem a sua recolha. Por outro lado, a utilização dos dados secundários traz algumas desvantagens, que variam consoante os objectivos, a natureza e os métodos utilizados para os recolher. Tanto num caso, como noutro, existem vantagens e inconvenientes que interessa desde logo salientar e que constam no quadro 6.
Quadro 6- Diferenças entre dados primários e secundários
Dados Primários Dados Secundários
.A partir de conhecimentos individuais; .Em geral o custo é elevado, em tempo e viagens;
.Tendem a apresentar alguma subjectividade; .Deve existir um pré-teste;
.São em geral muito específicos para o problema em estudo.
.A partir de publicações existentes ou recolha de outra informação;
.Custo nulo ou muito baixo;
.Podem ser recolhidos com alguma facilidade; .Podem ser enviesados ou incompletos; .Podem estar desactualizados;
.Exigem uma análise rigorosa das suas limitações.
Fonte: Viana et al (1997).
Os dados secundários disponíveis a um estudo, recolhidos mediante estudos documentais (“desk reserach”), podem ser obtidos externamente à empresa ou empresas a partir da qual a pesquisa será conduzida, em bibliotecas, livrarias, Internet, órgãos governamentais e não governamentais, jornais, revistas e bases de dados ou internamente.
No âmbito do presente trabalho, recorreu-se, fundamentalmente, às seguintes fontes externas de informação secundária:
- Pesquisa bibliográfica, que envolveu consultas a bases de dados de referências bibliográficas de várias entidades, tais como, Direcção Regional de Agricultura do Algarve, Universidade do Algarve, Universidade de Évora, Instituto Superior de Agronomia, Ministério da Agricultura e de outros organismos por este tutelados, Ministério do Planeamento e de outros organismos por este tutelados, Comissão de Coordenação da Região Algarve, Instituto Nacional de Estatística, entre outras; - Consulta de sites específicos da Internet e de outra informação relevante, veiculada
mediante pesquisa realizada por intermédio de vários motores de busca.
No domínio da pesquisa bibliográfica / cibernética, destaque para dois grandes tipos de dados recolhidos:
- Informação sobre o nível de execução e tipologia das ajudas comunitárias, colocadas ao dispor das explorações agrícolas no âmbito do QCA II definido para o Algarve; - Elementos estatísticos para a Região Algarve, veiculados via Recenseamentos
Gerais da Agricultura (RGA), mormente os dois últimos, respeitantes aos anos de 1989 e 1999.
A análise da informação secundária obtida revelou que na grande parte dos trabalhos realizados recorre-se, essencialmente, a técnicas de estudo descritivo, mediante recurso a fontes de informação dos dois tipos (secundárias e primárias), valendo-se para esse efeito das duas técnicas de pesquisa mais usuais:
- estudos documentais (para recolha e análise de dados secundários), apresentando esses trabalhos entre si diferenças quanto aos níveis de desagregação da informação secundária utilizada, e
- complemento dessa informação através do recurso a estudos quantitativos (recolha e análise de dados primários), mais concretamente, a inquéritos por amostragem utilizando questionários estruturados.
Grande parte da informação obtida através das fontes de informação secundária serviu de apoio à concepção da generalidade dos capítulos constantes neste trabalho, com particular relevância no que diz respeito ao Capítulo Segundo “Avaliação do impacte do programa PAMAF na evolução do complexo agro-florestal regional”.
- Estudos piloto -
Em muitas situações, grande parte das experiências e dos conhecimentos adquiridos não estão disponíveis em suporte escrito mas na mente das pessoas que, directa ou indirectamente trabalham com o problema em estudo. Como tal existem técnicas que permitem ouvir as suas opiniões. Tal é o caso do Estudo Piloto.
O estudo piloto visa reunir informação básica acerca do campo de pesquisa em questão antes de utilizar métodos mais precisos e inflexíveis (Moreira, 1993, p.134). Consiste num projecto de pesquisa que envolve uma amostragem, menos rigorosa que noutro tipo de estudos, porque efectuado com um reduzido número de indivíduos.
Estes estudos geram dados primários através de quatro tipos de técnicas: a entrevista de grupo, a entrevista individual, as técnicas projectivas e a pesquisa on-line (mail e
internet).
Este tipo de estudos não foi considerado no presente trabalho uma vez que exigem uma selecção cuidadosa dos entrevistados. Devem ser indivíduos com mais experiência, informação e capacidade analítica de comunicar as suas experiências e conhecimentos, situação que se considerou não existir no âmbito do presente trabalho.
- Estudo de casos -
O estudo de casos consiste na investigação intensiva sobre casos idênticos ao problema em questão com o objectivo de obter informação complementar. O método pode envolver o exame de registos existentes, a observação de uma situação ou constatação de um facto, de entrevistas estruturadas ou não, entre outras formas. Também esta técnica de pesquisa exploratória foi considerada não adequada no caso concreto deste estudo, quer porque cada empresa é um caso diferente, quer pela atitude receptiva e
capacidade de integração que o investigador deve reunir nestes casos, quer ainda pelo elevado nível de profundidade com que os dados devem ser obtidos (Churchill, 1996, p. 128).
- Observação informal -
A observação é uma técnica de pesquisa exploratória onde alguns indivíduos, que estão relacionados com o problema em estudo, são observados. Nesta técnica a observação é informal e dirigida, uma vez que se centra unicamente na observação de objectos, comportamentos e factos de interesse para o problema em estudo. Essas informações são obtidas junto de uma amostra casual ou intencional de pessoas com experiência nesse campo. Contudo, estas pesquisas não são conclusivas, não são tomadas como verdades, devendo posteriormente ser investigadas (Churchill, 1996).