• No results found

Del I Meldingsdel

8.4 Departementets vurderinger

No caso concreto dos produtores agrícolas inquiridos, é quase total a predominância do sexo masculino em detrimento do feminino (91,7% vs 8,3%), sendo de destacar no entanto os 28,6% de mulheres ao nível da OP- Hortícolas.

Considerando os produtores agrícolas segundo a idade dos mesmos, acentuou-se o seu envelhecimento, já que em 2000, os produtores com idade igual, ou superior a 65 anos representavam 20,8% do total, enquanto em 1993 eram somente 4,2%. Desagregando os dados por OP, é notória a maior faixa etária dos produtores de frutos de casca rija e alfarroba, face aos de citrinos e sobretudo aos de hortícolas (na classe ≥ 65 anos o peso relativo é, respectivamente de, 40% , 14,3% e 0%)

Enquanto em termos globais, no conjunto do Algarve, o número de produtores agrícolas sem qualquer nível de instrução representava, em 1999, ainda 39,1 % do total - em 1989 atingia os 54,8 % - (vide Anexo B - Quadro 27), constituindo juntamente com o ensino básico (55,1%), a esmagadora percentagem das qualificações literárias dos produtores algarvios, no caso concreto destas explorações alvo de inquérito, não foram referenciados produtores sem qualquer nível de instrução. Se bem que o ensino básico seja ainda bastante significativo (41,7% do total), os detentores de formação ao nível do secundário já representam 33,3% do total, seguidos de muito perto pelos produtores com frequência de ensino superior. (25,0% do total em 2000, muito por força dos produtores de citrinos onde este grupo representa 57,1% do total), enquanto no conjunto do Algarve, em 1999, somente 5,8 % tinham instrução ao nível do ensino secundário ou politécnico/superior (vide Anexo B - Idem).

O tempo de trabalho dedicado à actividade agrícola por parte dos produtores inquiridos, denotou, em 2000, alterações significativas relativamente a 1993. Constata-se ter existido um aumento da percentagem (+ 100%) dos produtores que dedicavam de “≥ 50% a < 100%” do seu tempo às suas explorações, conforme se constata na observação do gráfico 23. Pelo contrário, registou-se uma redução (-27,3%) da percentagem de produtores que dedicam de “>0% a <50%” do seu tempo à actividade agrícola, enquanto o número daqueles que a desenvolvem a tempo completo, estagnou. Por OP constata-se que a evolução global acima expressa é similar, ressalvando no entanto o

facto de na OP de Citrinos os produtores que dedicavam “<50%” do seu tempo à actividade na exploração, se bem que decrescendo em termos absolutos (-28,6%), de 1993 para 2000, conforme observável no gráfico 23, detém o maior peso relativo (71,4%), ao passo que na OP- Frutos Casca Rija e Alfarroba e na OP- Hortícolas, essa posição de maior destaque era ocupada pelos que se dedicam a tempo completo (50% e 71,4%, respectivamente).

Gráfico 23- Variação do tempo de actividade na exploração por categoria de OP (1993/2000)

Fonte: Anexo D- Quadro 2.5.

Por classes de SAU foi visível, conforme se observa no gráfico 24, um retrocesso, nas classes [ 5, 10 [ ha e de dimensão igual ou superior a 10 ha, no que concerne ao tempo de actividade na exploração inferior a 50% (-100% e - 50%, respectivamente). Esse efeito foi contrabalançado nessas mesmas classes, por um aumento de, respectivamente, 200% e 100%, nas ocupações temporais compreendidas entre 50% e 100%, sendo que nesta última, se registou igualmente, uma variação positiva de 50%, em relação aos produtores agrícolas que dedicam à exploração o seu tempo completo.

-28,6 -50,0 -27,3 33,3 100,0 -60,0 -40,0 -20,0 0,0 20,0 40,0 60,0 80,0 100,0 120,0 (% ) >0 a <50% >=50% a <100% Tempo completo

Gráfico 24- Variação do tempo de actividade na exploração por classes de SAU (1993/2000)

Fonte: Anexo D- Quadro 2.6.

Por tipologia de OP, os dados do inquérito em causa demonstram o equilíbrio, à data de 2000, entre o chamado agricultor a tempo parcial (representavam 100% nas explorações da OP- Citrinos), e os agricultores a título principal (maioritários, entre os produtores da OP- Frutos Casca Rija e Alfarroba, onde representavam 70% do total e entre os da OP- Hortícolas, 71,4%). De assinalar que neste inquérito não se registou a existência (em 2000) de qualquer jovem agricultor.

Em termos de estatuto jurídico, há uma superioridade do produtor singular empresário (54,2% em 2000), face aos 37,5% correspondentes ao produtor singular autónomo e aos 8,3% de sociedades (totalmente concentradas na OP- Citrinos), conforme se pode observar no gráfico 25. No entanto em termos de variação, de 1993 para 2000, enquanto ao nível dos singulares autónomos houve um decréscimo (-18,2%), as outras duas categorias, aumentaram em, respectivamente, 8,3% e 100,0%. Por OP é notório o maior peso do produtor singular empresário ao nível dos citrinos e hortícolas (57,1% e 100% do total, respectivamente), ao passo que ao nível da OP- Frutos Casca Rija e Alfarroba predominam largamente os singulares autónomos (80% em 2000), se bem que tenham registado um declínio de cerca de 10%, face a 1993. É notório um certo paralelismo, no que a este item concerne, entre o estatuto jurídico do titular da exploração – sociedade/produtor singular empresário - e tipologias de actividade agrícola ditas mais empresariais/profissionalizadas – citricultura/horticultura – em contraponto a formas de exploração ditas mais “artesanais/tradicionais”, característicos das actividades ligadas

-100,0 -50,0 200,0 100,0 50,0 -150,0 -100,0 -50,0 0,0 50,0 100,0 150,0 200,0 250,0 (% ) >0 a <50% >=50% a <100% T empo completo [ 0, 2 [ ha [ 2, 5 [ ha [ 5, 10 [ ha > = 10 ha

ao pomar tradicional de sequeiro, onde predomina o estatuto do produtor singular autónomo.

Gráfico 25- Evolução da representatividade dos diferentes tipos de estatuto jurídico dos produtores inquiridos (por tipo de OP)

Fonte: Anexo D- Quadro 5.1.

Por classes de SAU, e curiosamente, o produtor singular autónomo predomina nas explorações agrícolas pertencentes à classe de dimensão igual ou superior a 10 ha (muito por força da influência das explorações associadas da OP- Frutos Casca Rija e Alfarroba), embora o seu peso relativo tenha decaído de 66,7% em 1993, para 50% em 2000, conforme se pode observar no gráfico 26. Já nas explorações das classes [ 2, 5 [ ha e [5, 10 [ ha predominava o produtor singular empresário.

Gráfico 26- Evolução da representatividade dos diferentes tipos de estatuto jurídico dos produtores inquiridos (por classe de SAU)

Fonte: Anexo D- Quadro 5.2. 28,6 90,0 45,8 37,5 57,1 57,1 10,0 20,0 50,0 54,2 4,2 14,3 80,0 100,0 100,0 8,3 28,6 14,3 0,0 20,0 40,0 60,0 80,0 100,0 120,0 1993 2000 1993 2000 1993 2000 1993 2000 (%)

Produtor singular autónomo Produtor singular empresário Sociedade OP-Citrinos OP-F.Casc.Rij. OP-Hortícolas GLOBAL

50,0 50,0 37,5 28,6 28,6 28,6 50,0 50,0 62,5 71,4 71,4 66,7 50,0 71,4 16,7 16,7 16,7 33,3 0,0 20,0 40,0 60,0 80,0 100,0 120,0 1993 2000 1993 2000 1993 2000 1993 2000 (%)

Produtor singular autónomo Produtor singular empresário Sociedade