1 Innledning
1.4 Studier av lokalbaserte tiltak på rusmiddelfeltet
Turma 6 Natália 12 Turma 7 Patrícia 8 Turma 8 Sabrina 11 Turma 9 Mônica 14 Turma 10 Natália 18 Turma 11 Patrícia 15 Turma 12 Sabrina 15 Turma 13 Mônica 11
Quadro 2 - Turmas analisadas, respectivas professoras e quantidade de Agendas
Em cada uma das turmas, analiso 6 Agendas, sendo 3 da fase inicial do curso e 3 da fase final, o que totaliza 48 Agendas analisadas.
A opção por separar a análise em dois blocos deve-se ao fato de que, mudando o momento do curso, estarei transversalizando a experiência, fazendo um corte. O meu primeiro bloco é o início do percurso do professor e o meu segundo bloco é o final do percurso do professor. Esta distinção, ao mesmo tempo em que me possibilita ter uma visão global do processo e focalizar a 32
Háumprofessorparacadacomponentedocurso. 33
A numeração das turmas refereͲse apenas a esta pesquisa, a título de organização das Agendas coletadas.
transformação, também me possibilita analisar o desenvolvimento, considerando que desta forma será possível acompanhar o desenrolar de dois períodos distintos do curso, o que pode trazer melhor compreensão dos acontecimentos. Depois de analisar as duas fases separadamente, apresento a associação das duas fases, o que me possibilita obter a noção de totalidade, por meio da reintegração dos elementos.
Um aspecto da Complexidade explorado é que a Agenda indica movimentos de (des)organização do sistema, ou seja, do curso. O curso é visto como um sistema previsto e normatizado que se desorganiza ao longo de seu percurso. A Agenda funciona como um “termômetro do sistema”, pois registra os percursos, revelando as normas estabelecidas.
Cada uma das professoras atuou em duas diferentes turmas, uma em cada semestre, o que também me ajuda a observar melhor cada professor, em relação às suas atitudes em dois momentos diferentes. Para isso, analiso as duas turmas do mesmo professor. Essa análise é pertinente à pesquisa devido ao fato de que o professor é visto também como um aprendiz na abordagem deste estudo, e a análise em momentos diferentes pode trazer elementos que reflitam aspectos relacionados à formação do professor.
Neste capítulo, estão expostas a análise e a discussão dos resultados, organizadas por fases de desenvolvimento do percurso do professor expressas nas Agendas ao longo do curso. As fases iniciais e finais são delimitadas pelas três Agendas elaboradas no período inicial e pelas três Agendas elaboradas no período final do curso. Os resultados são apresentados por meio da descrição narrativa do contexto em que o fenômeno observado aconteceu, partindo de perguntas norteadoras que me ajudam a reconhecer a interconectividade, a interdependência e a interatividade entre o conteúdo das Agendas e o todo. Cada uma das fases, portanto, apresenta uma subdivisão orientada pelas perguntas de pesquisa, quando investigo as funções das Agendas e suas estruturas, a linguagem que materializa essas funções e estruturas, e as relações que o professor estabelece entre o conteúdo das Agendas e o desenvolvimento do curso. Essa subdivisão pretende distinguir, sem disjuntar, os diferentes aspectos que integram os procedimentos dos professores no que diz respeito ao gerenciamento do curso, levando em conta as necessidades emergentes.
A distinção de blocos dos percursos iniciais e finais do professor me permite encontrar diferenças entre os professores, considerando que ao longo do curso os acontecimentos vão se apresentando de forma divergente para cada uma das turmas. Assim, posso discutir os procedimentos utilizados pelos diferentes professores à luz dos princípios da complexidade e das dimensões do curso.
Em seguida, para concluir o capítulo, são apresentados os resultados da associação dos aspectos apresentados nas duas fases analisadas. Esses resultados me permitem encontrar indícios das atitudes do professor, observar os caminhos trilhados, descobrir as consequências de cada escolha, as transformações do professor, e o que elas acarretaram. Além disso, a associação dos resultados obtidos nas duas fases oferece subsídios que me auxiliam no
sentido de estabelecer parâmetros que possam contribuir para processos de formação de professor.
3.1 Início do percurso do professor
Apresento, inicialmente, a análise do bloco das Agendas iniciais, que representam o início do percurso do professor, a fase da expectativa, a fase da regra, na qual o professor quer que tudo seja realizado no curso conforme as instruções contidas no material de conteúdo exatamente como elas se apresentam, quando ele acha que as coisas irão acontecer do jeito que ele planejou, em que os alunos são convidados a olhar as coisas “do jeito que elas têm que ser”.
Para iniciar a discussão, os resultados da análise das três primeiras Agendasestão organizados em um quadro sistematizado, que se encontra mais à frente, de acordo com os elementos observados, a saber:
x a materialidade da linguagem; x as dimensões do curso;
x a complexidade do processo.
A análise dos elementos referentes à materialidade da linguagem baseia- se na Gramática Sistêmico-Funcional. O foco dessa análise na pesquisa está no significado da oração atrelado às metafunções de linguagem, ou seja, significado como troca (metafunção interpessoal), significado como representação (metafunção ideacional) e significado como mensagem (metafunção textual), como já visto no capítulo da fundamentação teórica. Na Agenda, todos os significados estão presentes, no entanto, aponto no quadro apenas o significado ou os significados que se sobressaem no texto.
A análise das dimensões do curso refere-se à verificação dos pontos de apoio que o professor utiliza enquanto direciona o andamento do curso,
levando em conta as necessidades emergentes. As três dimensões do curso são a dimensão conceitual, a dimensão das relações e a dimensão das mídias, já apresentadas igualmente.
A análise da complexidade do processo toma como base os princípios da complexidade, também apresentados no capítulo da fundamentação teórica, e tem como finalidade verificar como as ações do professor durante o gerenciamento do curso são influenciadas pelo que acontece no restante do curso e vice-versa, isto é, como o que acontece no curso como um todo influencia as ações e tomadas de atitude do professor.
Em todos os momentos da análise, é levado em conta o que acontece no restante do curso, considerando que todos os eventos estão associados.
No quadro, também são expostos os seguintes elementos referenciais: x a posição da Agenda no curso, ou seja, primeira, segunda ou terceira
Agenda;
x as professoras analisadas (Natália, Patrícia, Sabrina e Mônica); e x a indicação das turmas de cada professora.
O quadro nos permite ter uma visão global de como as professoras gerenciaram o início do curso, o que será discutido detalhadamente nos subitens deste capítulo.