• No results found

4 Fra handlingsplan til handling

4.2 Tiltaksmenyen

4.2.1 Innholdet i tiltaksmenyen

O condicionamento do medo corresponde ao processo desenvolvido por Ivan Pavlov no início do século XX. Ele observou que os cães salivavam quando era tocado um sino, se o som informasse o momento em que ele receberia um pedaço de carne em sua boca. Ele chamou a carne de estímulo incondicionado (EI), o sino de

21

Gêmeos idênticos são formados a partir de um mesmo óvulo fecundado, são do mesmo sexo e com características muito semelhantes.

22

Gêmeos fraternos são formados por dois ou mais óvulos fecundados podendo ser do mesmo sexo ou não e com características parecidas ou não.

23Homozigoto: diz-se de indivíduo no qual os alelos de um ou mais genes são idênticos. 24

Fenotípico: referente a fenótipo, sendo este o conjunto de características observáveis, aparentes, de um indivíduo, de um organismo, devidas a fatores hereditários (genótipo) e às modificações trazidas pelo meio ambiente.

estímulo condicionado (EC), e salivação produzida pelo EC de reação condicionada

(RC). O potencial de o sino levar à salivação foi condicionado por sua relação com a

carne, que provocou naturalmente e incondicionalmente a salivação.

Em um experimento típico do condicionamento do medo, Ledoux (2001) colocou um rato numa pequena gaiola. Em seguida, ouvia-se um som, seguido de um choque rápido e brando nos pés. Depois de algumas repetições desse processo, o rato começa a mostrar medo.

Destaquemos então as correspondências com Pavlov. O som foi o EC, o choque foi o EI e as expressões autônomas e comportamentais foram a RC. Na linguagem de Ledoux (2001), o EI foi o gatilho natural e o EC foi o gatilho aprendido.

Devemos destacar que o condicionamento do medo não inclui o aprendi- zado da resposta. O que ocorre são emergências ligadas a cada situação.

Verifica-se que os ratos paralisam-se quando submetidos a um som. Eles o fazem naturalmente quando expostos a perigos potenciais. É uma estratégia inata (filogenética) que pode ser disparada pelo gatilho natural ou o aprendido. Os animais possuem um arsenal de respostas quando se defrontam com o perigo, e inclusive o homem comporta-se dessa maneira.

O aprendizado do medo condicionado é muito rápido e pode dar-se em seguida a uma EC-EI e uma RC, apenas uma vez. Essa característica é evolutiva, pois os animais na natureza não podem se dar ao luxo de uma pedagogia do erro, porque esta pode ser fatal.

Imaginemos um pescador num rio do Mato Grosso e uma cobra sucuri que vive nesse ambiente. Ele está pescando tranqüilamente e de repente surge uma sucuri que avança sobre ele. O pescador precisa se esforçar muito para poder escapar dela. Nas próximas vezes em que ele for pescar no mesmo rio, evitará o mesmo lugar, e ainda será cauteloso ao ir pescar em outros rios. O rio, o barranco, a vegetação, a lâmina de água tornaram-se interligadas no cérebro do pescador, e a proximidade do rio coloca-o na defensiva.

Cabe citar um exemplo do nosso dia-a-dia: se uma pessoa se aproxima de você por trás e lhe arranca a bolsa, fazendo-o cair, e sai correndo, na próxima vez que você estiver andando na rua e alguém se aproximar por trás você ficará desconfiado, terá um sobressalto, o que fará com que mude imediatamente a posição da bolsa. Entra em funcionamento o medo condicionado.

O condicionamento do medo não é apenas rápido, também é duradouro, sendo que provavelmente ele jamais será esquecido (LEDOUX, 2005). Voltando ao exemplo do pescador e da sucuri, se o pescador voltar ao mesmo rio e não mais encontrar a sucuri, ele se comportará como se nunca tivesse se encontrado com

ela. Porém, se voltar a se encontrar, ressurgirá a relação EC-EI (LEDOUX, 2001;

2004; 2005).

Essa descoberta pode ser transposta para os seres humanos com trans- tornos mentais, e aqui ganha importância a saúde dos professores, pois muitas são as

pesquisas que indicam que há muitos professores com transtornos mentais (ABP,

2007; GASPARINI, 2006). Em São Paulo, na rede estadual, cerca de 50% dos

professores estão acometidos por algum transtorno mental (APEOESP, 2006).

Em relação às crianças, a situação não é melhor. Em notícia divulgada

pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), no dia 13 de novembro de 2006,

meninos e meninas entre 8 e 15 anos, brasileiros, são os mais estressados entre os países pesquisados. O medo os acompanha diariamente, sendo que há

condicionamento de diversas formas (ABP, 2007).

Cabe destacar que a terapia não apaga a memória que vincula as reações do medo aos estímulos disparadores. Ela apenas impede que os

estímulos deflagrem a reação ao medo (LEDOUX, 2001; LEITE, 2005; CICERI,

2004 e GIORA, 2000).

Cabe-nos ainda dar uma explicação sobre como o medo é percebido pelo sistema nervoso. A figura 1 mostra uma visão geral do cérebro.

FIGURA 1 - VISÃO GERAL DO CÉREBRO

FONTE: Ledoux (2005)

Para explicarmos o processo, utilizamos a figura 2.

FIGURA 2 - A AMÍGDALA E O MEDO

FONTE: Ledoux (2005)

Analisemos um caso clássico citado por Ledoux (2001). Imaginemos que estamos andando em uma floresta e, de repente, ouvimos um estalido (acompanhe o caminho da explicação na figura 2). O som vai diretamente para a amígdala por meio da via talâmica (via secundária). Ela lança o primeiro sinal de alerta: 'Atenção,

perigo', e aciona o primeiro procedimento de preservação: PARE! NÃO SE MEXA! E também parte do tálamo para o córtex (via principal), que identifica o ruído

do galho seco que se quebra com um estalido da pressão da bota, ou, então, de uma cascavel sacudindo o chocalho na ponta da cauda. Porém, quando o córtex conclui

Para a sobrevivência, a resposta imediata vinda do tálamo Æ amígdala é fundamental, pois para preservar a integridade física é melhor pensar que um galho é uma cobra do que pensar que uma cobra é um galho. Ainda há a vantagem do tempo de resposta pela via talâmica secundária – um estímulo acústico leva 12 milésimos

de segundo para chegar à amígdala e praticamente o dobro a partir do córtex sensorial (LEDOUX, 2001).

Evidentemente que essa explicação é simplificadora, mas é importante para destacar a importância da amígdala no entendimento do medo. Ledoux (2001), Damásio (2004) e Ciceri (2004) afirmam que a amígdala é o centro de percepção do medo em nosso organismo. Ela desempenha outras funções biologicamente, mas a reação ao medo é uma tarefa imprescindível.

Ledoux (2005) e sua equipe comprovaram isso ao lesionarem a amígdala de alguns ratos e perceberem que eles perderam a noção de perigo. Portanto, a

amígdala e o medo fazem parte do mesmo sistema que alcança os animais que a possuem, incluindo o homem.