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3.1.3 Narrative bilder defineres sjelden

Federico García Lorca publicou seu primeiro livro em 1918, aos vinte anos de idade e, em 1928, escreveu Bodas de Sangue, considerada sua primeira peça trágica. Quando morreu, em 1936, aos 38 anos, somava dezoito anos de produção literária, sem contar os anos anteriores, quando estudou música. Lorca foi um artista: poeta, dramaturgo, músico, desenhista, conferencista, deixava clara, em entrevistas, sua posição sobre o trabalho do artista. Lorca não apenas produzia a arte, mas também refletia sobre ela. Nos dezoito anos em que produziu, Lorca escreveu doze livros de poemas, um livro de prosa, doze obras de teatro completas (deixou várias inacabadas), e um roteiro de cinema, e foi diretor do grupo de teatro estudantil La Barraca. Uma produção tão extensa quanto intensa, tendo em conta o pouco tempo no qual foi concebida.

Das obras dramáticas de Lorca, três contam com maior êxito mundialmente, a trilogia rural, que assim é conhecida por ser um conjunto de peças que se passam no meio rural, no qual nasceu o poeta, ao sul da Espanha, na província da Andaluzia. Tal trilogia lorquiana é composta pelas peças Bodas de Sangue, Yerma e A casa de

Bernarda Alba, e são essas algumas das últimas obras do escritor. Porém, o dramaturgo García Lorca não pode ser reduzido a apenas três peças, assim como o Lorca poeta também não pode ser rotulado como o poeta cigano.

Logo após a publicação do primeiro livro de Lorca e sua única obra em prosa, Impresiones y Paisajes, em 1918, o escritor começou a traçar algumas linhas de produções dramáticas. Nas peças inéditas Do amor (1919) e Sombras (1920), encontram-se alguns dos temas que serão presentes em grande parte da obra lorquiana:

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o religioso (Sombras) e o social (Do amor). Porém, é apenas com O sortilégio da

mariposa que Lorca se lança oficialmente como dramaturgo. A peça estreou em março de 1920, sem boa recepção do público. Quinze anos mais tarde, já famoso como dramaturgo, Lorca declara: ―quando eu estreei minha primeira obra, O sortilégio da

mariposa, me deram um pontapé enorme, enorme!‖ (MARTÍN, 1998, p. 82). A consequência foi, segundo o irmão do poeta, Francisco García Lorca, que O sortilégio

da mariposa não foi representada mais do que duas vezes, quase um recorde, já que o costume era que as obras reprovadas tivessem um mínimo de três apresentações (LORCA, 1981, p. 266). O sortilégio da mariposa é uma comédia romântica que fala do amor impossível entre uma barata e uma mariposa.

Dois anos depois, em 1922, Lorca terminou sua segunda obra dramática, A

Tragicomédia de Dom Cristóvão e D. Rosita, uma obra para marionetes que só seria estreada em 1937, na Madri da Guerra Civil Espanhola. Em 1931, Lorca escreve uma variação da peça, O Retábulo de Dom Cristóvão e D. Rosita, peça que ele mesmo montou em Buenos Aires, em 1934. O Retábulo de Dom Cristóvão e D. Rosita é uma comédia de costumes que segue o modelo da comédia dell‘arte e trata de alguns dos grandes temas lorquianos, como os casamentos arranjados por motivos econômicos e a luta contra a autoridade familiar para conseguir a felicidade amorosa.

Mariana Pineda, escrita em 1923, leva à cena a primeira heroína lorquiana. A peça se baseia na história real de Mariana Pineda que, em 26 de maio de 1831, foi executada publicamente em sua cidade natal, Granada, aos vinte e seis anos de idade. Viúva e com dois filhos, Mariana foi condenada por ter sido pega, em sua casa, bordando uma bandeira com símbolos republicanos. Na época, recaía a pena de morte àqueles que fossem responsáveis por atos de rebeldia contra o soberano ou comoção popular, e foi o que aconteceu com Pineda, que foi considerada ré por exaltada adesão

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ao sistema constitucional revolucionário e por estar em contato com anarquistas expatriados em Gibraltar (MARTÍN, 1998, p: 108). Mariana Pineda de Lorca estreou em junho de 1927, em Barcelona, em outubro do mesmo ano em Madri, e em Buenos Aires, em 1934.

Dois anos depois de Mariana Pineda, Lorca escreveu sua quarta obra dramática, A Sapateira Prodigiosa, 1925. Esta peça, que só estreou cinco anos mais tarde, trata de uma farsa muito espanhola e de linguagem muito pura, como declarou o autor para o jornal La Razón, de Buenos Aires, em novembro de 1933 (MARTÍN, 1998, p. 124). A Sapateira prodigiosa mais uma vez traz o tema da mulher jovem, casada por conveniência com um homem mais velho. O casamento arranjado faz com que a Sapateira viva sonhando com amores impossíveis, ao mesmo tempo em que trata seu marido de maneira ríspida, e assim o casal leva uma vida infeliz. No final da peça, a Sapateira declara seu amor ao marido, conciliando-se com ele, dando um desfecho feliz à obra. Como o próprio autor definiu, A Sapateira prodigiosa é uma farsa simples, de tom puramente clássico, e a personagem da Sapateira é um tipo e um arquétipo de uma só vez; é uma criatura primária e é um mito da ilusão insatisfeita. Ainda sobre o estilo apresentado em A Sapateira prodigiosa, Lorca completa: ―as cartas inquietas que recebia de meus amigos de Paris, de formosura e amarga luta com uma arte abstrata, me levaram a compor, em reação, esta fábula quase vulgar com sua realidade direta, onde eu quis que fluísse um invisível fio de poesia e onde o grito e o humor se levantam claros e sem armadilhas‖ (MARTÍN, 1998, p. 124). O estilo da farsa simples, apresentado na peça, não se repetiria nas obras de Lorca, mas a mescla da prosa com a poesia no texto dramático voltaria a ser usada, com mais êxito, em Bodas de Sangue.

Na sequência da dramaturgia lorquiana, A Sapateira é o elo perdido que precede a peça Amor de Dom Perlimplín com Belisa em seu Jardim. Não se sabe

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exatamente a data de conclusão da produção da obra, mas em 1925, em carta a Fernández Almagro, Lorca dizia que estava escrevendo a peça. Supõe-se que o autor a tenha concluído em 1928, pois, em entrevista ao jornal La Gaceta Literaria, de 15 de dezembro de 1928, Lorca afirmava que preparava um volume de teatro, Amor de Dom

Perlimplín com Belisa em seu jardim. Anos mais tarde, no jornal Heraldo de Madrid, em 4 de abril de 1933, Lorca descreve o tema de Don Perlimplín como ―o herói, ou o anti-herói, a quem o tornam corno, é espanhol e calderoniano, mas não quer reagir calderonianamente, e aí está sua luta, a tragédia grotesca de sua estória‖.

Dom Perlimplín é uma variação sobre o tema da anterior: o matrimônio de um velho com uma mulher jovem. Porém, nessa obra não é a simples e extrovertida jovem que assume o protagonismo, mas sim o velho marido, que apresenta a personalidade complexa de um solteirão quinquagenário que nunca tinha pensado em se casar, dizendo que estava satisfeito em viver com seus livros. Mas a verdade é que o velho homem temia as mulheres desde que, quando criança, ficou conhecida a história de uma mulher que estrangulou o marido. Porém, a empregada do protagonista o faz mudar de ideia, estimulando-o a casar-se com Belisa. A primeira tentativa de estreia da peça foi em fevereiro de 1929, mas a estreia foi censurada pela ditadura de Primo de Rivera, e contou com apenas uma apresentação presenciada pelo autor, em 5 de abril de 1933, em Madri.

Entre os anos de 1929 e 1930, García Lorca viaja a Nova Iorque e Cuba, de onde volta com um vasto número de poemas, conferências, obras de teatro e, entre elas, um texto de teatro que o próprio autor classificava como ―irrepresentável‖. Em 24 de dezembro de 1930, Lorca fala pela primeira vez de uma de suas obras que compõe o ―teatro impossível lorquiano‖, em entrevista ao jornal madrileno La Libertad: ―Não, não é minha obra (referindo-se a La Zapatera prodigiosa)... já tenho outra... O Público. Essa

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sim... Dramatismo profundo, profundíssimo‖. Lorca declarou que considerava a obra irrepresentável porque as personagens principais eram cavalos, e de fato há equinos na peça, mas não parecem ser as personagens principais. Talvez a verdadeira razão do caráter irrepresentável não seja a forma da peça, mas seu conteúdo, que trata mais do sentido psicológico das personagens do que do lado técnico. ―O Público não pretendo estrear em Buenos Aires, nem em nenhuma outra parte, pois acredito que não haja companhia que se anime de levá-la a cena, nem público que a tolere sem se indignar [...] porque é o espelho do público. Quero dizer, fazendo desfilar na cena os dramas próprios que cada um dos espectadores está pensando, enquanto está assistindo, muitas vezes sem prestar atenção à representação‖.

A primeira encenação de O Público aconteceu em 1979, por um grupo de estudantes da Universidade de Ríos Piedras, em Porto Rico. A estreia mundial da peça se deu apenas em 1986, em Milão, e só no ano seguinte teve sua primeira encenação na Espanha, em Madri. O Público trata dos sonhos delirantes de um diretor teatral, homem que ao longo de sua vida escondeu sua homossexualidade e dedicou seu trabalho ao teatro burguês — considerado por Lorca como o teatro que busca o aplauso fácil e o apreço social das obras, como no caso de encenações estereotipadas de Romeu e Julieta. Porém, em seu sonho, o diretor não pode controlar os embates de um público nada convencional — cavalos —que o obriga a montar um autêntico Romeu e Julieta, com a condição de que a peça só poderia ser representada por dois atores do sexo masculino. O

Público é a única peça na qual Lorca se refere diretamente ao tema da homossexualidade. Em geral, o autor preferia tratar desse assunto em poemas, como no caso dos Sonetos de amor obscuro.

A segunda peça que Lorca produziu após sua passagem pela América foi

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remetem ao estilo surrealista, estilo ao qual muitas vezes Lorca é relacionado pelos críticos de sua obra. Mas, diferentemente da peça O Público, atrás da atmosfera que envolve a peça, Assim que passarem cinco anos tem uma coerência estrutural e temática inegável, ao mesmo tempo em que se trata de um complexo conjunto de emoções e interpretações de acontecimentos. Ou seja, não há enredo, só uma rota de colisão e buscas sem objeto; não há narrativa, mas, em seu lugar, o escritor situa a trama na fala que antecede o ato.

O próprio autor percebia que esta peça era mais possível de ser encenada, e declarou, em 1933, que a peça estava sendo ensaiada, mas a guerra civil interrompeu os planos do autor até o ano de 1978, quando Assim que passarem cinco anos foi realmente encenada. A trama trata sobre um jovem que promete a sua namorada que voltaria para se casar com ela assim que passassem cinco anos. Depois de passado o prazo, acontece o encontro entre o casal, porém, a personagem que recebe o nome de Noiva — como em Bodas de Sangue, uma noiva que nunca deixa de sê-lo, uma mulher que estará sempre na condição de solteira prometida, o futuro que não chega à vida das personagens — rejeita o Jovem que por cinco anos esperou para reencontrá-la. Agora, ele tem em sua datilógrafa — a mulher que sempre o amou e da qual ele nunca aceitou o amor — a última oportunidade de chegar ao noivado e satisfazer o desejo da paternidade. Mas, para a datilógrafa, o amor do Jovem também chega tarde.

Lorca disse da peça: ―Assim que passarem cinco anos, a lenda do tempo, cujo tema é esse: o tempo que passa [...] é um mistério, dentro das características do gênero, um mistério sobre o tempo, escrita em prosa e verso‖ (GIBSON, 1998, p. 146). Nessa peça, temos uma história de amor e de rejeição, para, afinal, o amor ser sempre um amor adiado. O tempo, implacável, e a urgência do amor são temas que voltam a aparecer em outras peças lorquianas, como em Yerma, onde o passar do tempo aumenta

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a angústia da personagem, ou em A casa de Bernarda Alba, onde Adela não aceita esperar que seu amado Pepe fique viúvo para, como sugere a governanta Pôncia, enfim, viver seu amor. Coincidentemente, em seu manuscrito, Lorca datou a peça em 19 de agosto de 1931, exatamente 5 anos antes da data à qual se atribui a morte do escritor. Uma das personagens de Assim que passarem cinco anos diz: ―Dentro de quatro ou cinco anos existe um poço onde cairemos todos‖ (Ato I), e, cinco anos depois, não apenas o próprio Lorca é lançado em um poço-vala, mas toda a Espanha se depara com o levante de Franco, dando início à Guerra Civil Espanhola.

No mesmo ano em que terminou Assim que passarem cinco anos, em 1931, Lorca foi nomeado diretor da companhia de teatro estudantil La Barraca. O grupo era subsidiado pelo governo e viajou por toda a Espanha, representando obras clássicas da dramaturgia espanhola nos povoados que nunca tinham visto uma obra de teatro. Foi nessa época que Lorca escreveu suas obras mais conhecidas: Bodas de Sangue, Yerma e

A casa de Bernarda Alba, a chamada trilogia rural. Lorca escreveu a primeira peça dessa trilogia, Bodas de Sangue, entre os anos de 1928 e 1933. Nas palavras do autor, a peça levava à cena ―figuras reais, rigorosamente autêntico o tema... primeiro, anotações, observações tomadas da vida, mesmo, do jornal às vezes... depois, um pensar em torno do assunto. Um longo pensar, constante. E, por último, o translado definitivo da cabeça para a cena‖ (apud MARTÍN, 1998, p: 192). Quando Lorca disse que às vezes encontrava os temas de suas obras em notícias de jornal, muitos estudiosos passaram a relacionar a peça a um assassinato ocorrido no ano de 1928, mesmo ano que Lorca começou a escrever Bodas de Sangue, e que foi amplamente divulgado pela imprensa espanhola.

No jornal ABC, em 24 de agosto de 1928, circulava a manchete ―Crime desenrolado em circunstâncias misteriosas‖. O fato referia-se a um casamento em

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Almería, Andaluzia. O noivo e alguns convidados, mas como iam passando as horas e a noiva, uma jovem de vinte anos, não chegava, os convidados foram embora, contrariados. Um deles encontrou, a oito quilômetros dali, o cadáver ensanguentado de um primo da noiva, Montes Cañada, de trinta anos. Investigando o caso, a polícia encontrou a noiva, que estava escondida perto do local onde estava o cadáver, com as roupas ensanguentadas. Presa, a noiva contou que estava fugindo com o primo, a cavalo, mas na fuga encontraram um homem encapuzado que disparou quatro disparos, matando Montes Cañada. O noivo também foi preso.

Três dias depois, o mesmo jornal circula a notícia: ―Se esclarece o mistério do crime da fazenda de Níjar‖, dizendo que a detenta, Francisca Cañada Morales, submetida a intenso interrogatório, acusou o irmão do noivo, José Pérez Pino, como o autor do crime. Acareados ambos os irmãos, José acabou confessando o crime, declarando que havia bebido demais e que encontrou os fugitivos no caminho. José disse que sentiu tanta vergonha pela ofensa que se inferia ao seu irmão que se lançou contra Montes Cañada com o revólver que usava e acabou disparando os tiros. Eutimio Martín (1998) vê no assassinato ocorrido em Almería apenas o detonador para a formulação artística de Lorca, já que, segundo ele, os temas contidos na peça eram venerados pelo autor, como o próprio escritor disse:

Amo a terra. Sinto-me ligado a ela em todas as minhas emoções. Minhas mais antigas recordações de criança têm sabor de terra. A terra, o campo, fizeram grandes coisas na minha vida. Os bichos da terra, os animais, as pessoas do campo, têm sugestões que poucos alcançam. Eu as capto agora com o mesmo espírito de meus anos infantis. No contrário, não poderia ter escrito Bodas de Sangue (apud MARTÍN, 1998, p. 193).

Com Bodas de Sangue, Lorca consagrou o estilo que mistura prosa e poesia. Essa mescla sempre foi rejeitada por crítica e público, mas para o autor ela se faz

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fundamental, pois ―a prosa livre e dura pode alcançar altas hierarquias expressivas, permitindo-nos um desembaraço impossível de conseguir dentro do rigor métrico‖, e sobre a poesia, ―vinda em boa hora a poesia naqueles momentos que a disposição e o frenesi do tema o exijam. Mas nunca em outro momento‖, disse Lorca (apud MARTÍN, 1998, p. 193).

Após Bodas de Sangue, Lorca escreve sua segunda tragédia, Yerma, da qual será tratado mais detalhadamente no capítulo ―A fértil Yerma e a esterilidade hispânica‖. Na época, Lorca anunciava à imprensa qual seria sua próxima obra: ―Agora termino a trilogia que começou com Bodas de Sangue, segue com Yerma e acabará com

A destruição de Sodoma‖ (MARTÍN, 1988, p. 212). Porém, o escritor interrompeu a produção de A destruição de Sodoma, que ficou inacabada, e se dedicou a escrever

Dona Rosita, a solteira. O tema da peça é, mais uma vez, a obrigatoriedade do casamento e a vida das mulheres que ficam solteiras. Nessa obra, Lorca coloca em cena a vida social espanhola, como ele havia colocado em Yerma, mas em Dona Rosita o autor usa a comédia como estilo para expressar sua crítica, tendo em mente uma peça que faça rirem as gerações mais jovens, mas que reflita a classe média, de pensamento provinciano, como o próprio escritor colocou. Segundo Lorca, ―está aí a vida de minha Dona Rosita: mansa, sem fruto, sem objeto, brega [....]. É o drama da breguice espanhola, da pantomimice espanhola, da ânsia de gozar que as mulheres reprimem com força no mais fundo de sua entranha febril‖ (apud MARTÍN, 1998, p. 229). Dona

Rosita, a solteira, estreou em 1935, e foi a última obra que Lorca viu estrear. Quanto a sua última peça, A casa de Bernarda Alba, escrita em 1936, — ano da morte de Lorca —, esta será tratada mais detalhadamente no capítulo ―O cárcere de Bernarda Alba‖.

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