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Cassie Rebellato Souza89
Joana Rita Galvão222
Carla Denise Tedesco90
Cleide Fátima Moretto 223 Eixo Temático e Tema: EIXO 1: Educação Ambiental na construção das sociedades
sustentáveis: Educação para redução de riscos de desastres e para resiliência.
Palavras-Chave: Degradação Ambiental; Meio Ambiente; Antropocentrismo.
Resumo Expandido: A sociedade, por meio da evolução nas áreas da ciência e da
tecnologia, descobriu que as condições ambientais são importantes para a saúde e para o seu bem-estar, tanto em curto, como no prazo. Nesse contexto, reflete-se acerca do homem, o qual é pertencente à natureza e deve a ela a sua sobrevivência. Tem se evidenciado, que ao mesmo tempo em que construímos o meio, tanto cultural quanto material, destruímos, por meio da antropização de diversas áreas. Com objetivo de contribuir para o debate sobre a relação entre a degradação ambiental e a proteção do meio ambiente foi realizada uma revisão narrativa a partir de publicações científicas que estavam em diversas bases de dados da Internet. Para Silva (2004) o meio ambiente é a interação do conjunto de elementos naturais, artificiais e culturais que propiciam o desenvolvimento equilibrado da vida em todas as suas formas. Porém, essa interação de elementos vem sendo explorada de forma desproporcional, gerando inúmeros problemas, modificando completamente a dinâmica que antes existia. Para Wolkmer e Paulitsch (2011) a situação assume contornos emergenciais especialmente quando a sociedade subestima o alerta de que a manutenção dos padrões atuais de utilização dos recursos conduzirá ao colapso dos mesmos e criará desequilíbrios nas nossas sociedades. O homem se constitui numa das figuras que torna essa questão mais complexa, pois intervém de forma extensa e crucial. Santos (2014) comenta que existem dois lados nesse jogo homem e natureza, começando pela exploração extremamente equivocada do ecossistema de um lado, e do outro lado, a ampliação da consciência ecológica, a qual está produzindo mudanças significativas, no sentido de equilibrar a relação de proteção ambiental versus desenvolvimento. Morimoto e Salvi (2009) ressaltam que, vivemos em um momento marcado por uma enorme crise ambiental, a qual o homem em seu total pensamento individualista foi capaz de alterar a composição da atmosfera, mudar o curso dos rios, desmatar florestas, extinguir espécies, interferindo totalmente no ambiente natural. Existe um conjunto de ideias e pensamentos que constituem o antropocentrismo que não são frutos exclusivos da modernidade, mas que certamente, graças a ela, tornou- se intensa e ameaçadora para a vida do nosso planeta. Dessa forma, evidencia-se, a necessidade de uma mudança paradigmática dos objetivos políticos e econômicos, a fim de evitarmos a exploração desenfreada do meio ambiente, ante o perigo real e próximo de esgotamento dos recursos naturais em nosso planeta. Nesse sentido, cada um precisa descobrir-se como parte do ecossistema, formando uma sociedade resiliente e sustentável, ou seja, formando uma consciência de solidariedade, capaz de restabelecer seu equilíbrio após este ter sido rompido, criando uma capacidade de recuperação, a qual visa preservar para as sociedades futuras. Para cuidar do planeta precisamos passar por uma alfabetização ecológica e rever nossos hábitos, desenvolvendo uma ética de cuidado. Sachs (2007) lança seu olhar crítico na relação homem-natureza e o seu repensar na sociedade atual observando e evidenciando que existem medidas que se mostram prementes diante do modelo insustentável de desenvolvimento e consumo que se instituiu, e ainda enfatiza que o meio ambiente é um elemento importante para a qualidade de vida do homem na terra, condicionando a disponibilidade e a qualidade dos recursos renováveis e não renováveis. Wolkmer e Paulitsch (2011) corroboram com essa
89 Mestrandas do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade de Passo Fundo. 90 Professoras do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade de Passo Fundo.
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discussão, explicando que surgiram formas de viabilizar o desenvolvimento, mas de maneira sustentável, confrontando-se, ao modelo de desenvolvimento soberano sobre a determinação dos processos de produção e trabalho na economia, em que se valoriza o acréscimo de riqueza em detrimento da preservação e conservação do meio ambiente. Conforme Waquil et. al. (2004) a preocupação mundial referente à preservação dos recursos naturais nos dias de hoje faz com que pesquisas sejam desenvolvidas e voltadas à identificação das principais causas, causadores e quais as consequências geradas pela degradação do meio ambiente, assim como pesquisas focadas em alternativas para a resolução dos problemas dela oriundos. Nesse sentido, a questão ambiental atual refere- se ao desenvolvimento de novas formas de pensar e de agir, individual e coletivamente, tanto diante de caminhos e modelos de produção de bens, para suprir necessidades humanas, como em relações sociais que não perpetuem a desigualdade e a exclusão social, e, ao mesmo tempo, que garantam a sustentabilidade ecológica. Conforme Boff nos exemplifica a sociedade sustentável é a que produz o suficiente para si e para os seres dos ecossistemas onde ela se situa, mostrando ser capaz de assumir novos hábitos, não tratando apenas de deixar de consumir, mas de consumir responsavelmente. Essa proposta requer um resgate de valores, que sejam permeados pelo direito ambiental e pela educação ambiental, tendo em conta o papel desempenhado por todos. O desafio demanda uma adequada educação ambiental, que desempenhe fundamental no processo de conhecimento, nas modificações dos valores e das condutas pró- ambientalistas e, principalmente, de conscientização social, ao capacitar para uma consciência dos atos praticados.