10.2 Sentrale forhold og utviklingstrekk 165
10.2.2 Arbeidsliv og arbeidstakere
As comunidades da Serra do Espinho oferecem um grande potencial, capaz de desenvolver um ecoturismo que valorize as suas belezas. Desse modo, é necessário que a população que nelas residem e os visitantes, conheçam e valorizem as suas riquezas naturais e humanas, procurando se organizar e se adaptar às exigências de preservação dos riachos, da vegetação natural, das formações rochosas, e ter conhecimento de leis ambientais. Assim, o desenvolvimento baseado na preservação ambiental, se bem planejado, será capaz de promover o crescimento econômico.
Para conhecer melhor a área de estudo, foi elaborado um croquis de identificação das principais trilhas ou caminhos (estradas) que dão acesso às comunidades da Serra do Espinho (Figura 3). Assim, foi possível calcular a extensão do percurso, o grau de dificuldade de acesso, devido ao relevo acentuado e os cuidados que se deve ter durante o percurso.
Figura 3. Mapa das trilhas ecológicas na Serra do Espinho - Pilões/PB
Concomitantemente, foram identificadas as principais atrações ao longo das trilhas, que geralmente, levam às cachoeiras, matas e lajedos, onde é possível observar as “marmitas de gigante” (Figuras 4 e 5).
A beleza natural da área chama a atenção dos visitantes, pois ainda é possível apreciar uma paisagem diversificada, com espécies arbóreas, características da mata de altitude, assim como de caatinga, mas que já se
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147incomoda com a quantidade de lixo depositada sobre o solo e em todo o percurso do rio. Trata-se de um ambiente que precisa de um planejamento ambiental para que esse espaço não perca as suas riquezas naturais.
É buscando tal planejamento que o grupo vem realizando o processo de conscientização ambiental com as comunidades locais e visitantes a partir das conversas e apresentações do potencial natural da área, da distribuição de sacolas e luvas plásticas e de panfletos educativos, mostrando o quanto é importante manter o local livre de lixos e visando despertar o interesse das pessoas em preservar os seus ambientes naturais, orientando-os para um turismo sustentável.
Figuras 4 e 5. Formações de Marmitas (os pilões) nas comunidades de Ouricuri, Poço Escuro e Veneza.
Figura 6 e 7- Ação socioeducativa através da distribuição de sacolas e luvas pláticas aos turistas na Cachoeira de Ouricuri Serra do Espinho, Pilões/PB, 2015.
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148Tendo em vista o fator econômico, o geoturismo poderá ser desenvolvido nessas comunidades, e como segmento da atividade turística que tem o patrimônio geológico como seu principal atrativo e busca sua proteção por meio da conservação de seus recursos e da sensibilização, do turista utilizando para isto, a interpretação desse patrimônio tornando acessível ao público leigo, além de promover a divulgação da ciência da terra (AZEVEDO, 2007). Porém, os condutores e auxiliares de trilhas deverão ser capacitados por órgãos responsáveis e conhecer previamente as condições gerais e eventuais alterações dos percursos onde será realizada a atividade para oferecer ao turista, maior segurança (ABNT, 2007) (Figuras 8 e 9).
Figura 8 – Trilha do Memorial Casa de Farinha de Veneza.
Fonte: Cardoso, 2013
Figura 9 – Pedra do Espinho, Pilões/PB. Fonte: Cardoso, 2013
A trilha ecológica Veneza – Poço Escuro – Pedra do Espinho é um ótimo recurso para fazer com que o turista aprecie a natureza através das suas formas de relevo, vegetação, das formações rochosas e entenda a dinâmica de como os pequenos agricultores estão inseridos na formação dos seus territórios.
O turista, ao chegar à Pedra do Espinho, poderá desfrutar de uma vista do alto e visualizar as comunidades e as cidades vizinhas. A Pedra do Espinho tem uma altitude de 442m e possui uma capela e um cruzeiro em seu ponto mais alto. Existe ainda um desenho na rocha que se assemelha a um pé humano, o que muitos os chamam de “pé de Cristo” contribuindo para crença de muitas pessoas, motivo de diversas romarias que acontecem principalmente no dia 12 de outubro. Nessa ocasião, as pessoas fazem suas preces e caminham por essas trilhas com uma grande satisfação espiritual. Percorrido o longo e difícil caminho, os usuários (turistas) retornam à Comunidade Veneza e à cachoeira local, quando podem tomar um banho refrescante, acompanhado de almoço da gastronomia local.
A caminhada nessa trilha do Memorial casa de Farinha no projeto de assentamento Veneza até a Pedra do Espinho - tem um percurso total de 6,06 km, e o tempo previsto para percorrê-la é estimado em 3 horas, em virtude dos obstáculos naturais e da intensa declividade. Ao longo desse percurso a trilha percorrida tem dois momentos: primeiramente começa com uma caminhada
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149moderada por dentro da reserva florestal, com espécies vegetais de grande porte como o angico (Anadenanthera macrocarpa (Benth.) Brenan), juá (Ziziphus joazeiro Mart.), mutamba (Guazuma ulmifolia Lam.), ingá (Inga vera subsp. Affinis (DC.) T.D. Penn e outras diversas espécies que chegam a medir em torno de 10 a 20m de altura. Nesse primeiro momento as altitudes variam de 325m a 230m, enquanto que no segundo momento o relevo se apresenta bastante íngreme e acidentado, com altitudes de 250m a 440m e a trilha vai se estreitando até a 50cm chegando a dificultar a caminhada por causa da vegetação densa e da sua declividade.
A Pedra do Espinho é uma formação rochosa com mais de 400m de altitude, muito utilizada para o turismo de aventura e a prática de esportes radicais (como o rappel), além de servir como área para treinamento das forças armadas e do corpo de bombeiros. Próximo ao sopé desse grande afloramento rochoso encontra-se uma gruta conhecida por “Loca do Major”, que ainda precisa ser estudada para reconhecer o seu potencial.
Existem ainda várias trilhas que podem ser transformadas em espaço de reconhecimento e de valorização dos elementos naturais, dentro de uma perspectiva de uso sustentável. As riquezas geológicas, geomorfológicas e da biodiversidade carecem de estratégias de conservação que sejam adequadas às condições locais e que incentivem na conservação desse patrimônio geoambiental. Sua importância vai além da relevância educacional e científica, pois envolve a identidade local, a relação do morador com o seu próprio ambiente e sua valorização. Ocorre que esse patrimônio está sujeito a degradações humanas e naturais, que interferem negativamente em muitos casos, com atitudes pouco conscientes como a deposição de lixo nos afloramentos e a derrubada da mata ciliar, intensificando os processos erosivos nos rios (erosão lateral) e assoreamento dos mesmos.
Nesse contexto, é preciso que as comunidades conheçam e valorizem as suas riquezas naturais e humanas, procurando se organizar e se adaptar às exigências de preservação dos riachos, da vegetação natural, das formações rochosas (pilões), que dão nome ao município, ter conhecimento de licenciamento ambiental e de segurança na atividade turística. Assim, o desenvolvimento baseado no turismo de base rural, se bem planejado, será capaz de promover o crescimento econômico endógeno e exógeno, com seus agentes sociais locais.
O ritmo das caminhadas e o sentido dessas atividades dependem dos objetivos dos caminhantes. Essas áreas apresentam relevos irregulares, com diversas feições geológicas (geoformas), regime hídrico perene, com nascentes em diversos locais, cachoeiras e piscinas naturais, o que possibilita o intemperismo das rochas, fatores importantes na formação do relevo, que poderá ser relatado por um guia especializado.
Na Comunidade de Titara – O turista poderá iniciar sua caminhada ecológica com o café da manhã contemplando a formação do relevo e as cidades vizinhas, já que a mesma tem uma visão bastante ampla, haja vista que a mesma tem mais de 400m de altitudes e em seguida o visitante poderá desfrutar ao término da trilha com banho de bica na comunidade de Veneza e degustar da gastronomia local.
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1501200m acompanhando o percurso do rio Ouricuri, sempre observando o barulho da água vertendo morro abaixo, até cruzar o lajedo para chegar a mais bela cachoeira da região – a Cachoeira de Ouricuri, que forma um lindo lago de águas calmas e claras e propiciam um banho refrescante, para diminuir o cansaço da caminhada. Durante a época chuvosa as águas do rio Ouricuri atingem a maior parte dos lajedos e a trilha de Ouricuri recebe um atrativo extra. Trata-se das atividades de rapel e tirolesa, que podem ser feitas no cruzamento da margem esquerda do rio para a margem direita, observando- se o rio espumante por entre as rochas. (Figuras 10 e 11) comunidade do Ouricuri, Serra do Espinho-Pilões/PB.
Figura 10 – Cachoeira de Ouricuri. Fonte: Cardoso, 2013.
Figura de 11 – Trilha para a Cachoeira de Ouricuri.
Fonte: Cardoso, 2013.
O grupo “Nas Trilhas da Serra do Espinho” começou o processo de sensibilização ambiental e de preservação ecológica, após ter realizado o levantamento científico do potencial geoambiental das quatro comunidades estudadas, com o intuito de desenvolver na população uma visão de um crescimento socioeconômico sustentável, capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem afetar a capacidade de atendimento às necessidades das gerações futuras (World WideFund for Nature/Fundo Mundial para a Natureza, 2010), tendo em vista que as comunidades atraem turistas de toda região que vem apreciar as suas belezas.
Em conversas com os turistas fomos capazes de orientá-los para recolher o lixo que produzissem, mostrando a importância de manter o local livre de resíduos, para que futuramente seus sucessores venham a encontrar esses locais com a mesma beleza em que eles hoje encontram, além de promover a sua própria segurança devido o grande índice de garrafas de vidros que podem vir a se quebrar caso sejam deixadas em lugares inapropriados. Questionamos também sobre as dificuldades encontradas para manter esses locais limpos, onde os mesmos citaram a questão da falta de lixeiras e de recolhimento do lixo através da prefeitura municipal da cidade que “abandonou” essas comunidades, deixando que os mesmos utilizem de queimadas para livrar-se de todos os resíduos produzidos tanto por eles, como pelos visitantes.
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151 CONSIDERAÇÕES FINAISAo pensar as ações socioeducativas de conscientização ambiental para as comunidades e visitantes da Serra do Espinho, em Pilões/PB, acreditamos que as práticas realizadas puderam contribuir não apenas como forma de repensar as ações humanas sobre a natureza, mas também originar uma visão crítica e consciente nos sujeitos envolvidos, referente às questões ambientais, incentivando uma maior participação dos mesmos nas discussões voltadas para a resolução de problemas dessa natureza na sociedade, tanto local, quanto mundial, buscando também despertar a conscientização da prefeitura municipal da cidade, para que olhem para tais áreas não só como uma comunidade qualquer, mas como um local de beleza natural esplêndida e única, capaz de gerar uma renda extra para a população residente e para a economia da cidade através do geoturismo ou turismo sustentável, pois ao estudar e apresentar para todas as comunidades o potencial natural das áreas formamos “guias” instruídos sobre toda a sua localidade, mostrando o quão é valiosa e importante a preservação de sua região.
REFERÊNCIAS
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ambiental
153EDUCAÇÃO AMBIENTAL:
INTERDISCIPLINARIDADE,
DESAFIOS E POSSIBILIDADES NO
MEIO URBANO
Deborah Amorim Noberto Pinto 1 Maria Aurislane Carneiro da Silva 2 Myrna Lorena Lima Ramos3
RESUMO: O presente trabalho tem como objetivo explanar sobre a Educação
Ambiental, sua definição, histórico e como esta vertente dos estudos sobre Educação favorece e incentiva a interdisciplinaridade, que atualmente se configura como um elemento indispensável no processo ensino-aprendizagem, para que haja uma formação efetiva do educando. Para falar acerca das práticas de Educação Ambiental em meio natural, será utilizado o exemplo do projeto De Olho na Água, implantado no município de Icapuí, localizado no extremo leste do Estado do Ceará, como um exemplo de projeto que obteve resultados satisfatórios. Enfatizaremos, claro, tanto as facilidades quanto as limitações do projeto citado. Posteriormente, será apresentada uma proposta de atividade de Educação Ambiental em meio urbano, o que se revela como um dos maiores desafios enfrentados na realização deste trabalho. Propor uma maneira de implantar a EA em um ambiente urbano que contêm poucos elementos naturais é uma forma de incentivar a implantação deste modelo educacional em um meio diferente, onde a população não está acostumada a lidar com métodos de cuidados ambientais, muitas vezes por não considerar necessária a preservação do seu lugar.
Palavras-chaves: Transdisciplinaridade; Preservação; Ensino.
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1 Graduanda em Geografia pela Universidade Federal do Ceará
2 Graduanda em Geografia pela Universidade Federal do Ceará
3 Graduanda em Geografia pela Universidade Federal do Ceará
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