Myndighetenes styring av universiteter og høyskoler
8.10 Utvalgets vurderinger
Andréa Bulloza Trigo Passos146
Patrícia Mendes Calixto 147
Cláudia da Silva Cousin148
EIXO 2: Cenários da Pesquisa, da Informação e da Comunicação em Educação
Ambiental.
Palavras-Chave: tecnologias sociais; educação profissional; educação ambiental. Resumo Expandido: Este resumo aborda a relação que deve existir entre Educação
Profissional e Educação Ambiental, principalmente diante do compromisso dos Institutos Federais com a produção de tecnologias sociais. Por isso, passados cinco anos de
publicação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental (DCNEA)149
precisa-se resgatar a Educação Ambiental (EA) como um tema transversal que deve estar presente em todos os níveis e modalidades de ensino, sobretudo na Educação Profissional. Os Institutos Federais (IFs) têm como finalidade promover a produção e o desenvolvimento de tecnologias sociais, especialmente as voltadas para preservação do
meio ambiente150. Segundo Bava (2004), a Rede de Tecnologia Social (RTS) conceituou
tecnologia social (TS) como sendo “técnicas e metodologias transformadoras, desenvolvidas na interação com a população, que representam soluções para a inclusão social”. Essas tecnologias surgem no sentido de questionar o papel da inovação na sociedade contemporânea e a lógica de produção que a sustenta, chamando a atenção de diversos atores que participam do processo de desenvolvimento de ciência e tecnologia para outros problemas e novas soluções, que venham ao encontro da sociedade que se pretende construir. Sendo assim, este resumo traz uma reflexão acerca da abordagem da EA de forma contínua, integrada e transversal na Educação Profissional como meio de fomentar a produção de tecnologias sociais, conferindo eficácia às políticas públicas. Esta forma de ensino precisa transcender a formação profissional, aliando esta à formação integral, a fim de buscar solucionar problemas contemporâneos. Essa discussão é um recorte da pesquisa de Mestrado que se encontra em desenvolvimento, e pretende contribuir para o debate entre os educadores e gestores dos IFs, sobre a importância do enfoque ambiental no Ensino Técnico, a fim de formar profissionais responsáveis e críticos e, especialmente, contribuir para produção de tecnologias que possam beneficiar a sociedade. Os Institutos necessitam avançar neste campo e tem potencial para tal, sobretudo, se contar com os princípios e fundamentos da EA. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa teórica, que buscou confrontar a legislação
146Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSUL). E-mail:
147Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSUL) -câmpus Charqueadas. E-
mail: [email protected].
148Universidade Federal do Rio Grande (FURG). E-mail: [email protected].
149CNE/CP Resolução nº 2, de 15 de junho de 2012. Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Educação Ambiental. Disponível em: <http://conferenciainfanto.mec.gov.br/images/pdf/diretrizes.pdf>. Acesso em: 1 jan. 2017.
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o revista brasileira deeducação
ambiental
dos IFs com as publicações na área de EA, relacionadas às tecnologias sociais e à Educação Profissional. Analisar a Educação Profissional é ultrapassar os campos da educação e perpassar pelo campo do trabalho, analisando como se dão essas relações na sociedade. Em oposição à Educação Profissional que treina, adestra e acomoda, com o intuito de formar minimamente o indivíduo, se busca a formação integral dos sujeitos. Segundo Leff (2010, p. 218) a crise ambiental constitui um chamado à reconstrução social do mundo. Atribuir a dimensão ambiental ao Ensino Técnico significa aproximar o trabalho manual da atividade intelectual, em prol da diminuição das desigualdades. Para Dawbor (2009, p. 112) “desigualdade constitui o principal problema hoje, ao lado da destruição do meio ambiente, temos de concentrar esforços muito mais amplos na compreensão das políticas ativas de combate à pobreza e de resgate da sustentabilidade.” As tecnologias sociais surgem neste contexto, para redirecionar a trajetória da inovação científica e tecnológica. Neste aspecto, a EA crítica e transformadora desempenha um papel preponderante. Ainda, para Dawbor (2009, p. 155), “Os dois dramas, o social e o ambiental, balizam precisamente as inovações sociais que temos de empreender, pois é em função delas que temos de trabalhar.” Para aferir o quanto a Educação Ambiental tem se aproximado das temáticas da Educação Profissional e das TS’s realizaram-se buscas
em duas revistas na área de EA – a Revista Eletrônica do Mestrado em Educação
Ambiental (REMEA)151 e a Revista Brasileira de Educação Ambiental (RevBEA)152.
Utilizou-se como marcador temporal o período que vai de 2012 a 2017. Na REMEA foram localizados apenas três artigos que abordam as TS’s e seis que tratam do Ensino Técnico. Já na RevBEA não foram encontradas publicações sobre TS’s e sobre Educação Profissional apenas seis achados. Os resultados indicam, ainda que superficialmente, o distanciamento da EA em relação a esses temas. Sendo assim, conclui-se que as políticas para Educação Profissional precisam transcender o texto da lei e passar a trabalhar a EA, efetivamente, de forma transversal, para que a abordagem ambiental esteja presente não só transformando a relação que se dá no binômio educação e trabalho, mas também contribuindo para a construção de tecnologias que venham a construir uma sociedade mais justa, inclusiva, solidária e sustentável.
Referências
BAVA, Silvio Caccia. Tecnologia Social e Desenvolvimento Local. In: Tecnologia social: Uma estratégia para o desenvolvimento. Fundação Banco do Brasil-RJ, 2004. BRASIL. Lei 11.892, de 29 de dezembro de 2008. Institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências. Disponível em
<https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11892.htm>. Acesso em: 27 de outubro de 2016.
DOWBOR, Ladislau. Inovação Social e Sustentabilidade. In.: Revista Brasileira
de Gestão Urbana, Curitiba. v. 1, n. 1, p. 109-125, jan./jun. 2009.
LEFF, Enrique. Epistemologia ambiental. 5.ed. São Paulo: Cortez, 2010.
151A Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental é vinculada ao Programa de Pós-Graduação
em Educação Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Disponível em: <https://www.seer.furg.br/remea>. Acesso em 18 jan. 2017.
152 A Revista Brasileira de Educação Ambiental (RevBEA), organizada pela Rede Brasileira de Educação
Ambiental (REBEA) apresenta artigos sobre experiências, ensaios ou reflexões teóricas sobre a EA. Disponível em: <http://www.sbecotur.org.br/revbea>. Acesso em 18 jan. 2017.