Undervisning, vurdering, sensur, klage på eksamen og utstedelse av vitnemål
21.3 Undervisning og læring ved universiteter og høyskoleruniversiteter og høyskoler
Larissa Pedrolongo da Silva 78
Frederico Yuri Hanai 79
Rodolfo Antônio de Figueiredo 80
Eixo Temático e Tema: EIXO 1 - Educação Ambiental na construção das sociedades
sustentáveis / Tema: Educação Ambiental, Meio Ambiente e Saúde.
Palavras-Chave: Educação Ambiental; Bacia Hidrográfica; Ambiente Urbano.
Resumo Expandido: A necessidade de medidas que reflitam sobre, preservem e
recuperem o que já foi destruído do meio ambiente, torna a educação ambiental cada vez mais necessária, pois ela incentiva a reflexão e propicia a transformação dos seres humanos. Acredita-se que a mudança da percepção ambiental de educand@s adult@s possa gerar mudanças que ocasionem hábitos de vida mais harmoniosos entre el@s e o ambiente em que estão inseridos. A relação de ex moradores de rua com a sociedade e com o ambiente em que estão inseridos é de extrema relevância social e ambiental. Devido a isso, essa pesquisa ocorreu com um grupo de 13 homens (entre 18 e 60 anos) ex-moradores de rua, que residem na Comunidade Católica Divina Misericórdia, situada na cidade de São Carlos/SP próximo ao córrego do Gregório. A existência de problemas ambientais e de moradores de rua mostra a desigualdade social brasileira causada pelo sistema capitalista em que vivemos (ALVAREZ; ALVARENGA; RINA, 2009) e também pela forma de desenvolvimento da sociedade atual. A pesquisa em questão teve como objetivo conhecer a percepção ambiental dos educandos adultos, principalmente com relação à água, já que ela é a fundamental na realização de atitudes por parte educand@s que preservem ou não o ambiente. Para entender as concepções de ambiente, é preciso considerar a forma como o individuo o enxerga, considerando seus valores, costumes e crenças (apude DORNELLES 2006). Essa valorização dos conhecimentos prévios d@s educand@s é um dos pontos principais para a aprendizagem dialógica que é à base da metodologia dessa pesquisa. Segundo Carvalho (2001) a educação ambiental popular, que também é uma das bases dessa pesquisa, vê o processo educativo associado a um ato político, ou seja, auxilia na formação de cidadãos e de novas políticas públicas (sujeitos capazes de agir criticamente na sociedade), além de atingir principalmente indivíduos adultos (CARVALHO, 2001). Para esse estudo optou-se por utilizar uma metodologia qualitativa com base na metodologia comunicativa crítica contida no conceito de Aprendizagem dialógica, através de uma entrevista aberta individual com os participantes, gravada em áudio e analisada através do paralelo entre as relações de indivíduos urbanos da cidade de São Carlos e também com as relações de indivíduos ribeirinhos da cidade de Cachoeira de Emas apresentada no artigo Análise da relação homem-água: Estudo de Caso na bacia hidrográfica do rio Mogi-Guaçu, região de São Carlos-SP de Dictoro (2013). Para a analise das falas dos educandos usaram-se as
78 Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade Federal de São Carlos. E-mail:
79 Departamento de Ciências Ambientais da Universidade Federal de São Carlos. E-mail: [email protected]. 80 Departamento de Ciências Ambientais da Universidade Federal de São Carlos. E-mail: [email protected].
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revista brasileira deeducação
ambiental
categorias que Dictoro (2013) usou em seu artigo: relações de respeito/envolvimento; relações de crenças/religiosas; relações místicas; relações de lazer; relações de saúde; relações de percepção dos impactos de empreendimentos e qualidade da água; relações de conservação; relações entre água e desperdício; e conhecimento local. O objetivo principal dessa pesquisa foi alcançado, já que a percepção ambiental dos educandos adultos ex-moradores de rua a respeito da água e de suas relações com a mesma foram obtidos. Conclui-se que a percepção dos indivíduos adultos ex-moradores de rua a respeito da água é mais utilitarista, mas que eles conseguem perceber aspectos como a poluição, desperdício e respeito água em maior grau que os indivíduos urbanos. No caso dos Ribeirinhos, suas falas mostram uma relação de respeito e envolvimento com água muito maior do que os indivíduos urbanizados, o que mostra como as relações cotidianas com água vividas pelos Ribeirinhos e pelos indivíduos urbanos estão fortemente ligada à percepção ambiental que cada um deles possuem. Acredita-se que a percepção ambiental e da água dos indivíduos ex-moradores de rua esteja entre as percepções dos indivíduos Ribeirinhos e dos indivíduos urbanos, já que a categoria Relações de respeito e envolvimento pela/com água, Relações da água com a Saúde, e Percepção dos impactos e poluição na água foram observadas em grande parte em seus discursos. Já a categoria Relações místicas da água não foi encontrada, apenas a crença/religiosa. Esses fatos estão relacionados com a diferença entre as relações que eles estabeleceram com seu entorno e com a água enquanto viviam nas ruas, das relações dos indivíduos Ribeirinhos e dos indivíduos urbanos. Outro ponto importante é a valoração dos conhecimentos prévios dos educandos trazida por essa pesquisa, o que, de acordo com o Conceito de aprendizagem dialógica, contribui na melhoria da autoimagem dos educandos, que consequentemente auxilia na tomada de decisão e na realização de mudanças, principalmente em seus hábitos cotidianos. As informações obtidas nessa pesquisa vêm ao encontro do que diz Fernandes (2004) sobre a percepção ambiental ser fundamental para compreender as relações entre ser social e ambiente, já que as diferenças nas percepções dos valores e da importância do ambiente entre os grupos socioeconômicos é o que torna difícil a preservação ambiental. Essas informações também são essenciais para a elaboração de atividades educativas que sejam capazes de proporcionar os elementos necessários para a mudança de hábitos do cotidiano por parte dos educandos.
Referências
ALVAREZ, A.M.S.; ALVARENGA A.T.; RINA S.C.S.A. Histórias de vida de moradores de rua, situações de exclusão social e encontros transformadores. Saúde e Sociedade, v. 18, n. 2, p. 259-272, 2009.
CARVALHO, I.C.M. Qual educação ambiental? Elementos para um debate sobre educação ambiental e extensão rural. Agroecologia e Desenvolvimento Rural
Sustentável, v. 2, n. 2, p. 43-51, 2001.
DICTORO, V.P. Análise da relação homem-água: estudo de caso na bacia do rio
Mogi-Guaçu, região de São Carlos-SP. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado
em Gestão e Análise Ambiental), Universidade Federal de São Carlos, 2013.
DORNELLES, C.T.A. Percepção ambiental: uma análise na bacia hidrográfica do rio
Monjolinho. Dissertação (Mestrado em Ciências da Engenharia Ambiental),
Universidade de São Paulo, São Carlos, 2006.
FERNANDES, R. S. et al. O uso da percepção ambiental como instrumento de gestão em aplicações ligadas às áreas educacional, social e ambiental. In: ENCONTRO DA ANPPAS, 2., 2004, Indaiatuba. Anais... Belém: Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ambiente e Sociedade, 2004.