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ambiental

JOGO DE TABULEIRO COMO

VEÍCULO FACILITADOR NA

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Ana Cristina Figueira de Almeida177

Resumo Expandido: O presente trabalho visa relatar a experiência da produção de um

jogo através das vivencias orientadas no Parque Nacional do Itatiaia pelos alunos do entorno, realizado durante o ano de 2016. O projeto teve como tema gerador a Educação Ambiental crítica, cujo objetivo foi identificar as experiências e as percepções ambientais dos alunos no Parque Nacional do Itatiaia e como é transmitido e vivenciado dentro e fora da sala de aula. Como metodologias foram desenvolvidas atividades ambientais com os alunos, nas quais os mesmos foram mediados pelo moderador do Parque, incentivando- se, assim, a percepção ambiental e suas interações com o meio. Diante dos resultados obtidos, foi possível produzir um jogo de tabuleiro para aplicação em sala de aula.

Introdução: A educação ambiental tem o papel de construir valores sociais,

conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente. Sua concepção pode ser colocada em prática por meio formal, dentro da escola, bem como de modo informal, através dos meios de comunicação (VALENTIN; SANTANA, 2006). Ambos os processos têm em comum a ideia de que é necessário formar cidadãos sensibilizados capazes de tomar decisões conscientes para a vida (SEGURA, 2001). Desse modo, é preciso pensar em novas formas de estabelecer uma relação entre o homem e o meio ambiente que sejam social e ambientalmente responsáveis. Por isso, faz-se necessário que se tomem medidas para minimizar os efeitos antrópicos sobre a natureza, fomentando o desenvolvimento de uma consciência ética nos indivíduos em relação à preservação do meio ambiente. A educação ambiental constitui-se como uma das principais ferramentas e, através dos jogos é possível proporcionar a participação do jogador no diagnóstico dos problemas ambientais, bem como a busca de soluções para os mesmos, incentivando a consciência e uma conduta ética em relação às questões ambientais com base em seu aprendizado durante a jogada.

Materiais e Métodos: Esta investigação é parte de um projeto de pesquisa piloto que

busca a construção participativa da criação de um jogo didático sobre informações ambientais e a apropriação significativa do material na educação básica. O estudo foi realizado nas dependências do PNI, Centro de Visitantes/Parte baixa ao longo do ano de 2016 focando as escolas visitantes. As etapas foram divididas em: observações preliminares na área de estudo; revisão bibliográfica, análise documental e análise dos dados coletados, realizada pela adaptação da técnica de Análise de Conteúdo de Bardin (1994) levando em consideração os eixos temáticos de observação: mudanças na paisagem do PNI e práticas ambientais. A partir das respostas obtidas pelos alunos através de um bate papo informal, foi confeccionado o jogo de forma totalmente artesanal, utilizando como base do tabuleiro o mapa turístico da região. Para as cartas, todas as imagens foram cedidas pelo fotógrafo local Ricardo Deutsch Junior de seu acervo pessoal. Este jogo pode ser usado como exemplo para a elaboração de outros materiais para uso pedagógico em outras regiões, modificando ou acrescentando conteúdos significativos. Proposta Do Jogo: O jogo tem como estratégia didática a valorização do lugar, e pode ser usado para iniciar um conteúdo, ou mesmo finalizar um assunto.

Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia/ PPGEO. Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. E-mail: [email protected]

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Objetivo do jogo: O objetivo do jogo é chegar ao final da trilha (Figura 1) e responder as

perguntas ou elaborar soluções para os problemas apresentados quando cair na imagem

do sapinho. (Imagem escolhida pelos alunos, símbolo do PNI. Sapo flamenguinho –

(Melanophryniscus moreirae).

Fonte: Arte Mapa turístico - Antônio Leão/ Design do jogo – Ricardo Deutsch Junior – 2016.

Jogadores: de 5 a 15 alunos; Regras: a metodologia do jogo segue os padrões normais

de qualquer jogo de tabuleiro; com exceção de quando o jogador cair no sapinho, este deverá responder ou solucionar a carta. Vence aquele que finalizar o jogo primeiro.

Possibilidades de Conteúdos: As cartas (Figura 2) abrangem temas ambientais. Já o

tabuleiro, permite noções geográficas. As cartas problemas, possibilitam o aluno desenvolver soluções juntamente com o grupo. O jogo produzido busca assumir com o tema Conhecendo o PNI uma perspectiva de educação ambiental crítica.

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Conclusão: O jogo apresentado neste trabalho discute o espaço vivido pelas crianças e

suas apropriações. Quando estimuladas, se apoderam de conteúdos ambientais, sendo levadas a discutir temas importantes na prática da E.A. Deste modo, o jogo pode contribuir para o processo de valorização de uma consciência ambiental e para a transformação de seus comportamentos, pois permitem uma interação com o sujeito e objeto, o que vem de encontro com as propostas dos temas transversais. Para que os alunos se sintam integrados ao mundo, é preciso lembrar que o conhecimento não é passivo, mas construído pelo ser humano através de suas relações com o meio. A consciência ambiental não é transmitida, ninguém conscientiza ninguém, e sim, motivada, através de atividades de sensibilização, que possibilitem às pessoas refletirem sobre suas ações. O jogo propõe a interação do aluno com a natureza; media como ele vê essa natureza, e promove o debate. Todo esse contexto é necessário para que o aluno se conscientize da importância de suas ações com relação ao ambiente, sendo assim competente para ter uma postura ética e responsável frente aos problemas ambientais. O jogo aqui discutido foi confeccionado com materiais simples e de fácil difusão pelos professores do ensino fundamental. Sugere-se que novos estudos de avaliação do desenvolvimento do jogo com as escolas que visitam o Parque anualmente, sejam feitos a fim de avaliar a metodologia proposta e aprimorar os conteúdos apresentados pelo jogo.

Referências

BARDIN, I. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições Setenta, 1994.

SEGURA, Denise de Souza Baena. Educação ambiental na escola pública: da curiosidade ingênua à consciência crítica. São Paulo: Fapesp. 2001.

VALENTIN, L. & SANTANA, L. C. Projetos de educação ambiental no contexto

escolar: mapeando possibilidades. In: 29ª Reunião Anual da ANPEd. Caxambu, MG,

2006. Anais eletrônicos. Disponível em: http://www.anped.org. br/reunioes/29ra/29portal. Acesso em 09/11/06.

BARBETTA, P.A.; REIS, M.M.; BORNIA, A.C. Título de Livro. 3ª ed. São Paulo/ SP: Atlas, 2010.

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LEVANTAMENTO DE ESPÉCIES

VEGETAIS NAS TRILHAS

ECOLÓGICAS DO REFÚGIO

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