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In document Ny lov om universiteter og (sider 90-98)

Giovana Dorini da Gama156

Irene Carniatto157

Eixo Temático e Tema: EIXO 1: Educação Ambiental na construção das sociedades

sustentáveis.

Palavras-Chave: Cidades sustentáveis; Recursos hídricos; Impactos ambientais.

Resumo Expandido: À medida que se reduz a disponibilidade de água com

características adequadas para consumo e melhor qualidade de vida, se faz necessário fortalecer visões integradoras que estimulam uma reflexão sobre a diversidade e construção de sentidos na relação entre o indivíduo, ambiente e o desenvolvimento, em prol da conservação e preservação dos recursos hídricos. Lado a lado, a crescente degradação dos ecossistemas aquáticos e do próprio equilibro do ciclo hidrológico, tem exigido medidas urgentes contra elementos poluentes que acarretam no declínio da qualidade dos corpos d’água. O planejamento ambiental integrado de bacias hidrográficas e zoneamento tem sido utilizado para observações de impactos ambientais sofridos por sua área de drenagem, visto apresentar interações entre os recursos naturais e as atividades antrópicas ali desenvolvidas (SANTOS; KOPP; OLIVEIRA, 2015). Desse modo, pesquisas que propiciam o diagnóstico ambiental e análise de atividades antropogênicas, podem conceber dados significativos para o planejamento e monitoramento ambiental, bem como a elaboração de propostas pedagógicas centradas na sensibilização e conscientização, mudança de comportamento e atitudes da sociedade em relação ao ambiente. Um instrumento muito utilizado para a identificação de impactos ambientais em Bacias Hidrográficas inseridas em áreas urbanas e utilizadas para o abastecimento público é o uso de metodologias que auxiliem no processo de análise dos mananciais. Exemplos desse tipo de metodologia são os Protocolos de avaliação rápida, capazes de informar o grau de conservação dos cursos d’água por meio da avaliação das condições ambientais em trechos de rios e córregos, contribuindo para o manejo e a conservação destes ambientes (CALLISTO et al. 2002). Bacias hidrográficas compreendem mananciais utilizados para o abastecimento humano em regiões metropolitanas, devendo ser preservadas para garantir a qualidade e a disponibilidade de água para uma grande demanda populacional, logo, há a necessidade de estudos que procurem medir a qualidade dos mesmos, bem como verificar o quanto as atividades antropogênicas têm impactado estes ambientes. Dessa maneira, a contar do desenvolvimento do projeto intitulado “Cidades Sustentáveis e Resilientes - Água e Saneamento” foi estabelecida a seguinte premissa de pesquisa: a partir do pleno conhecimento do meio físico e realização de um diagnóstico ambiental, identificando e relacionando os principais impactos na Bacia Hidrográfica do Rio Cascavel, situada no

156 Universidade Estadual do Oeste do Paraná. E-mail: [email protected].

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educação

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Município de Cascavel - Paraná, é possível o planejamento e otimização de recursos financeiros das entidades públicas gestoras, voltadas para a preservação e conservação da Bacia e seus afluentes, bem como da mata ripária nativa, proporcionando aos cidadãos uma cidade mais sustentável e segura e consequentemente melhorias na qualidade de vida. Assim, a presente pesquisa tem como objetivo, contribuir para a formação de cidadãos conscientes, comprometidos e críticos rumo à sociedade sustentável, sensibilizando professores, alunos e a população em geral através de oficinas ecológicas com foco nos temas ambientais, apresentando os dados obtidos nas avaliações realizadas a priori e destacando a importância da preservação e conservação de recursos hídricos, da mata ripária nativa e a destinação correta dos resíduos, bem como, o fortalecimento da capacidade de gestão democrática do Município, tendo como plataforma os pilares do Programa Cidades Resilientes da Organização das Nações Unidas (ONU), desenvolvido pelo CEPED - UNIOESTE. A Bacia Hidrográfica do Rio Cascavel, área de estudo desta pesquisa, está localizada no Município de Cascavel - Paraná com grande parte de suas nascentes dentro do perímetro urbano, situados entre os Paralelos 24º 32’e 25º 17’ de Latitude Sul e os Meridianos 53º 05’ e 53º 50’ de Longitude Oeste. Através dessa bacia e seus afluentes, principalmente o rio cascavel, é realizada a captação superficial do sistema de abastecimento da cidade de Cascavel – Paraná. A coleta de dados foi realizada por meio de seis visitas a campo, no período entre Janeiro e Julho de 2017. Foram selecionados vinte pontos de coleta para uma avaliação do ambiente ciliar, com a aplicação do Protocolo de Análise rápida da Qualidade macroscópica para Ambientes ciliares de Água doce. Ademais, obteve registros fotográficos, filmagens em um ângulo de 360º e o registro da localização geográfica dos pontos, além de terem sido feitas anotações para melhor caracterizar a situação dos locais avaliados. Como resultados serão apresentados a contribuição com a sistematização de dados significativos referente as condições ambientais atuais da Bacia Hidrográfica do Rio Cascavel e a mobilização da comunidade em oficinas ecológicas que serão realizadas juntamente com o Centro Universitário de Estudos, Pesquisas e Extensão de Proteção e Desastre da UNIOESTE – CEPED em parceria com a Defesa Civil na Escola, nas quais serão desenvolvidas diversas metodologias integrando conhecimentos de educação ambiental com os dados da pesquisa, que permitirá a discussão e a elaboração de mapas temáticos pelos participantes, apontando a qualidade do ambiente ciliar e os riscos de desastres em cada ponto avaliado, bem como medidas mitigadoras para a prevenção, redução e enfrentamento destes riscos. Busca-se através desta pesquisa estabelecer uma relação entre a educação para a cidadania e meio ambiente, que assume um papel cada vez mais desafiador, demandando a urgência de novos saberes para compreensão dos processos sociais e riscos ambientais que se intensificam.

Agradecimentos

A Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná, pelo financiamento da bolsa de pesquisa.

Referências

CALLISTO, M. et al. Aplicação de um protocolo de avaliação rápida da diversidade de habitats em atividades de ensino e pesquisa (MG-RJ). Acta Limnologica Brasiliensis, v. 14, n. 1, p. 91–98, 2002.

SANTOS, K.P.; KOPP, K.A.; OLIVEIRA, W.N. Métodos de avaliação rápida da integridade ambiental aplicados à Bacia do Ribeirão Sozinha, Goiás. Revista Brasileira de

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AMBIENTALIZAÇÃO NA

UNIVERSIDADE: DIAGNÓSTICO E

CONSTRUÇÃO

Ricardo Marcelo de Menezes158

Joana Carla Ruppenthal159

Vinicius Martins da Silva160

Eixo Temático 2: Políticas, Programas e Práticas de Educação Ambiental. Política

Nacional de Educação Ambiental, Diretrizes Curriculares Nacionais de Educação Ambiental e Experiências na Educação Básica e Superior

Palavras-Chave: Ambientalização. Educação Superior. Educação Ambiental.

Resumo Expandido: Inúmeros estudos vêm sendo realizados em diversas frentes

dentro de Instituições de Ensino Superior (IES), no Brasil e por todo o mundo, com vistas a compreender como o processo de ambientalização vem ocorrendo e a que nível a inserção da sustentabilidade socioambiental vem de fato se processando. O conjunto desses estudos, com tentativas de inserir os temas socioambientais em cursos e disciplinas, e a implantação de sistemas de gestão ambiental nos campi universitários configuram aquilo que se chama de “ambientalização da universidade”. Ambientalizar o ensino, para Kitzmann (2007), significa “inserir a dimensão socioambiental onde ela não existe ou está tratada de forma inadequada”. Com o intuito de dinamizar práticas voltadas ao fortalecimento das questões ambientais, especialmente dentro das IES, que pesquisadores se uniram para desenvolver um projeto maior, denominado “Ambientalização e Sustentabilidade na Educação Superior: Subsídios às Políticas Institucionais em Santa Catarina”. O recorte em questão, é parte deste projeto, que contempla uma universidade comunitária da região oeste do Estado catarinense

(Universidade do Oeste de Santa Catarina – UNOESC), que objetivou identificar

concepções, práticas e possíveis obstáculos no processo de ambientalização. O presente estudo teve como escopo investigar indícios de ambientalização, realizados ou não na UNOESC, a partir de 11 (onze) dimensões pré-estabelecidas, quais sejam: Política de Ambientalização/Sustentabilidade/Meio Ambiente/ Responsabilidade Socioambiental; Gerenciamento e/ou monitoramento de bens e serviços naturais (recursos), riscos e impactos ambientais; Sensibilização, participação democrática e comunicação (“Educação Ambiental”); Compromisso para a transformação das relações ser humano- sociedade-natureza; Complexidade: diálogo em torno da ecologia de saberes, trabalho em redes; Contextualização local, global, local-global, global-local; Consideração dos sujeitos na construção dos saberes e fazeres; Consideração das relações com a comunidade e o entorno; Coerência e reconstrução entre teoria e prática; Construção de espaços permanentes de reflexão, formação e atualização; Adoção de valores como solidariedade, cooperação e responsabilidade. Definidas as dimensões, partiu-se para a

158 Mestre em Direito pela Universidade de Caxias do Sul, docente da Universidade do Oeste de Santa

Catarina - Unoesc (Joaçaba, Santa Catarina, Brasil). E-mail: [email protected]

159 Graduanda em Direito pela Universidade do Oeste de Santa Catarina - Unoesc (Joaçaba, Santa Catarina,

Brasil). E-mail: [email protected]. Pesquisa financiada com recursos do Estado de Santa

Catarina (Programa UNIEDU).

160 Graduando em Direito pela Universidade do Oeste de Santa Catarina - Unoesc (Joaçaba, Santa Catarina,

Brasil). E-mail: [email protected]. Pesquisa financiada com recursos do Estado de Santa Catarina (Programa

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coleta dos dados, realizada em dois grupos de documentos: institucionais (Plano de Desenvolvimento Institucional - PDI) e curriculares (Projetos Pedagógicos - PPC dos

cursos e os Plano de Ensino - PE das disciplinas161 do primeiro e segundo semestres de

2015), do campus sede da Universidade. A abordagem metodológica caracterizou-se pelo enfoque quanti-qualitativo e o uso de técnicas de análise documental (LÜDKE; ANDRÉ, 2003; RICHARDSON, 1999) e de análise de conteúdo (BARDIN, 2010). Na sequência, realizou-se a codificação dos referidos documentos e partiu-se para a tabulação e interpretação dos dados coletados. Pois bem, na universidade, objeto do presente estudo, em relação ao quantitativo de documentos pesquisados, foram analisados os PCC de 22 cursos que compreenderam 8 (oito) grandes áreas de ensino. Assim, foram selecionados pela equipe de pesquisadores 479 indícios de ambientalização, sendo: 429 no ensino, 34 na gestão, 13 na extensão e 3 na pesquisa. No PDI obteve-se um total de 54 indícios de ambientalização (34 na gestão, 12 na extensão, 6 no ensino e 2 na pesquisa). Adiante, na análise dos 22 PPC, obteve-se 126 indícios de ambientalização, destes 124 estão no nível de ensino. Já para análise dos PE ficou definido, como critério metodológico, que somente seriam objeto de análise os PE das disciplinas dos cursos em cujos PPC fossem identificadas, no mínimo, 3 das 11 dimensões pré-definidas. Do total de 22 PPC, foram selecionados 19 cursos cujas disciplinas compreenderam pelo menos 3 dimensões. Assim, de um universo de 1.793 PE, foram selecionados pela equipe de pesquisadores 131 PE que reuniram 299 indícios de ambientalização. Os cursos com o maior número de indícios de ambientalização totais encontrados foram Administração (58) e Ciências Biológicas (47). Estes cursos, que obtiveram o maior número de indícios, serviram de critério metodológico para a escolha do público entrevistado. Foram entrevistados 03 gestores, 02 coordenadores, cujos cursos apresentaram a maior quantidade de indícios de ambientalização e 04 professores, 02 de cada curso, das disciplinas que obtiveram em seus PE pelo menos 3 das 11 dimensões estudadas. Foi ouvido ainda um terceiro coordenador de curso, constante do rol de cursos que também apresentaram indícios de ambientalização. Realizadas as entrevistas, estas foram devidamente codificadas, com a lógica das 11 dimensões que orientaram a pesquisa desde o início. As entrevistas foram organizadas de forma semiestruturada, sendo que cada indagação buscou identificar aspectos distintos e visões de cunho subjetivo acerca do entendimento de cada sujeito entrevistado no que tange a prática de ações de ambientalização dentro da IES, dos cursos e disciplinas ministradas. De maneira geral, os resultados, embora parciais, nos revelam um horizonte que nos permite inferir que existe ambientalização na Universidade, mas que ainda pode ser significativamente ampliada, fazendo parte das atualizações do PDI e dos PPC, com vistas ao desenvolvimento de uma política de ambientalização e sustentabilidade pautada na solidificação dos elementos já dispostos pela IES.

Referências

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. ed., rev. e atual. Lisboa, Portugal: Edições 70, 2010.

LÜDKE, M.; ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo. E.P.U, 2003.

KITZAMANN, Dione. Ambientalização de espaços educativos: aproximações conceituais e metodológicas. Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, Rio Grade, v.18, p. 1-22, jan/jun. 2007.

RICHARDSON, R.J. Pesquisa Social: método e técnicas. 3. Ed. São Paulo. Atlas. 1999.

161 Nessa universidade, as “disciplinas” são consideradas “unidades de aprendizagem”, porém aqui será

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL: AS

PRÁTICAS DAS UNIDADES DE

CONSERVAÇÃO DE

ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL DE

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