Universitets- og høyskolelovens virkeområde
10.4 Internasjonale utviklingstrekk
11.3.9 Mangfold i sektoren
em 50% das UC de administração estadual de SC, algumas mais estruturadas que outras, em função de estrutura física e pessoal, mas, algo já é feito. É necessário dinamizar atividades nas UC que ainda as não praticam e otimizar as ações daquelas UC que já executam algo.
Referências
BRITO, M. C. W. Unidades de Conservação: interações e resultados. São Paulo:FAPESP, 2000.
UICN. Guidelines protected Area Management Categories. Gland: UICN,
MEDEIROS, R. A Proteção da natureza – das estratégias internacionais e nacionais
às demandas locais. Tese de Doutorado – Geografia/UFRJ. Rio de Janeiro, 2003.
CAMPANILI, M.; PROCHNOW, M. (orgs.). Mata atlântica: Uma rede pela floresta. Brasília: rma, 2006.
PRIMACK, R.B.; RODRIGUES, E. Biologia da conservação. Londrina, 2001. 328p.
DUDLEY, N.; PHILLIPS, A. Forests and protected areas: guidance on the use of
IUCN protected area management categories. Gland, Switzerland: IUCN, 2006.
58p.
MMA. Diretrizes para estratégia nacional de comunicação e Educação
Ambiental em Unidades de Conservação – ENCEA. Brasil, sd.
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
MARCONI, M. de A.; LAKATOS, E. M. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003.
147
_____________________________________________________________
o revista brasileira deeducação
ambiental
AGROECOLOGIA E EDUCAÇÃO
AMBIENTAL NA PROMOÇÃO DO
DESENVOLVIMENTO RURAL
SUSTENTÁVEL
Angélica Góis Morales169
Fábio Freitas dos Santos170
Cristina Vicente dos Reis Fernandes171
Eixo Temático e Tema: Eixo 1- Educação Ambiental na construção das sociedades
sustentáveis. Educação no campo, comunidades tradicionais e povos indígenas.
Palavras-Chave: Educação Ambiental; Agricultura Familiar; Desenvolvimento rural
sustentável; Sustentabilidade no campo.
Resumo Expandido: Os desafios da sociedade contemporânea despontam numa crise
socioambiental sem proporções definidas, embasadas numa sociedade consumista e imediatista que envolve todos os setores. Um desses grandes desafios é o contexto rural, do qual sua ação é invisível para a sociedade, uma ação diária que nos padrões da agricultura convencional passam imperceptíveis, entretanto, não para a natureza. Faz-se necessário um diálogo na sociedade de todo esse desgaste no âmbito rural para a construção de sistemas de produção que passem a evitar a agressão à natureza e colocar em risco a saúde do planeta. Para tanto, este artigo traz a discussão de uma possibilidade dialógica em educação ambiental na promoção de um desenvolvimento rural sustentável. A agroecologia contribui como uma ciência inovadora e seu conteúdo é multi, inter e transdisciplinar, evidenciando a necessidade de se transcender todas e quaisquer técnicas que sejam necessárias no meio rural com práticas sustentáveis que fecham um ciclo. E a educação ambiental como um processo educativo, contribui no diálogo socioambiental para a construção de um sistema produtivo rural sustentável e para o desenvolvimento rural. O termo agroecologia pode ser entendido como uma ciência integradora agregando conhecimentos de outras ciências, bem como saberes populares e tradicionais advindos das experiências da agricultura tradicional de comunidades quilombolas, indígenas e rurícolas, com vistas a uma agricultura ambientalmente sustentável, economicamente eficiente e socialmente justa, por meio de ações que conciliam conservação dos recursos naturais, geração de renda e qualidade de vida. Para Altieri (2004, p.13) agroecologia é definida como “bases científicas para uma agricultura alternativa”. Isso implica buscar respeitar diversidade ecológica e os valores socioculturais locais (GUZMAN, 2001). No entanto, o grande desafio do agronegócio na sociedade atual é produzir cada vez mais alimentos, para suprir a grande demanda mundial, usando tecnologias sempre mais avançadas, que superem a provocação, em contrapartida, de como produzir sem degradar e poluir o ambiente, fonte dos recursos
169 Docente da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), Câmpus de Tupã Líder do Grupo
de Pesquisa em Gestão e Educação Ambiental (PGEA) . E-mail: [email protected] ou [email protected]
170Mestre em Agronegócio e Desenvolvimento pela UNESP/Câmpus de Tupã. Membro do Grupo de Pesquisa em
Gestão e Educação Ambiental (PGEA). E-mail: [email protected]
171Mestranda em Agronegócio e Desenvolvimento pela UNESP/Câmpus de Tupã. Membro do Grupo de Pesquisa em
148
_____________________________________________________________
o revista brasileira deeducação
ambiental
naturais necessários para tal objetivo. Um ideário produtivo proposto e implementado nos países mais desenvolvidos após o término da Segunda Guerra Mundial foi a Revolução Verde, cuja meta era o aumento da produção e da produtividade das atividades agrícolas, assentando-se para isso no uso intensivo de insumos químicos, das variedades geneticamente melhoradas de alto rendimento, da irrigação e da motomecanização. Porém, não deu o resultado esperado, e deixou muitos agricultores endividados. Desse cenário, emerge uma nova visão de agricultura, com olhar ecológico evidenciando meios sustentáveis de produção de alimentos, que compreende as possibilidades regionais de plantio, podendo ser tão eficiente quando comparada com a convencional. Assim, a produção agrícola pode ser classificada em 3 tipos básicos. São eles:
1) a produção moderna (familiar ou não), de origem euro-americana; 2) a produção tradicional (basicamente familiar), que permanece em países e/ou regiões onde a modernização da agricultura ainda não ocorreu ou ocorreu de modo incompleto; e 3) a produção rotulada como ecológica (familiar ou não) de algum tipo (agroecológica, orgânica, biodinâmica, permacultura, etc.), confinada a nichos de mercado (ROMEIRO, 2014, p. 512).
Nesse sentido, a agroecologia traz contribuições relevantes para que essa premissa seja alcançada, pois oferece opções de agricultura equilibradas ambientalmente, que possibilitam o diálogo social para uma comunidade sustentável. No âmbito rural, a educação ambiental desempenha um importante papel no desenvolvimento sustentável e na agricultura, sendo que de maneira direta influencia as comunidades envolvidas com a agricultura para a redução dos impactos representados por danos ambientais, o que gradativamente tem incorporado à adoção de práticas sustentáveis na agricultura tradicional de comunidades e no manejo dos territórios rurais, e consequentemente, agregando valor competitivo perante o mercado de consumidor. Constata-se, portanto a necessária articulação de padrões de produção rural com os de sustentabilidade no campo vislumbrando um desenvolvimento rural sustentável reconhecendo as interações humanas com o meio ambiente, buscando novas técnicas de manejo agrícola, assim como a construção de novos saberes que remetidos ambientalmente constituem uma ressignificação ambiental, considerando a complexidade em que estão inseridos, na busca de conhecimentos que sejam interdisciplinares e que possam complementar a visão holística, fechando os ciclos para a utilização dos recursos naturais e se tornando enfim, sustentável no meio rural.
Referências
ALTIERI, M. Agroecologia: a dinâmica produtiva da agricultura sustentável. 4. ed. Porto Alegre: UFRGS, 2004.
GUZMAN, E.S. Uma estratégia de sustentabilidade a partir da agroecologia.
Agroecologia e desenvolvimento rural sustentável. Porto Alegre, v. 2, n.1, jan./mar.
2001.
ROMEIRO, A.R. O mundo rural no Brasil do século 21: a formação de um novo padrão agrário e agrícola. Brasília: Embrapa, 2014.