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Lovendringer etter 2005

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Historisk tilbakeblikk

4.1 Universitets- og høyskolesektoren

4.1.7 Lovendringer etter 2005

PEDAGOGIA ECOVIVENCIAL:

NAS TRILHAS DA EDUCAÇÃO

AMBIENTAL CRÍTICA

Luciane Schulz136

Eixo Temático e Tema: Educação Ambiental na construção das sociedades sustentáveis

- Espaços de Construção de Saberes, Fazeres e Sentires.

Palavras-Chave: Afetividade; Ecovivencialidade; Emancipação; Jogo de Areia;

Pedagogia Ecovivencial.

Resumo Expandido:Durante nossa longa experiência de professora, em se tratando da Educação Ambiental (EA), questionamos se tem sido suficientemente transformadora numa perspectiva crítica (LAYRARGUES; LIMA, 2014). O que temos percebido são práticas que partem de premissas conservacionistas, assumindo concepções que carregam em si o trabalho voltado à preservação do ambiente natural, isolando-o da esfera cotidiana que compõe o espaço mundial. Sentindo falta de uma abordagem que abraçasse a complexidade do exposto, temos como objetivo nesse ensaio apresentar o recorte de um estudo maior, a tese de doutoramento intitulado “Pedagogia Ecovivencial: por uma Educação Ambiental Emancipatória”, defendida como estratégia pedagógica de Educação Ambiental Crítica (EAC) (SCHULZ, 2014). A pesquisa ocorreu com 13 estudantes dos cursos de Pedagogia, Bacharelado em Agroecologia, Pós-Médio em Agropecuária e Ensino Médio/Técnico em Agropecuária da Universidade Federal da Paraíba, em Bananeiras-PB, durante o período de outubro de 2011 a maio de 2013. Como fundamentação teórica, para a dimensão da ecovivencialidade, nos ancoramos na Ecopedagogia (GUTIERREZ; PRADO, 2008), pois ao promover momentos em contato com as mais variadas realidades ambientais, promove a aprendizagem do sentido das coisas. Para a dimensão da emancipação, mergulhamos nos saberes de Freire, (2011a, 2011b), em função de ser uma das referências fundadoras do pensamento crítico na educação brasileira na defesa da formação de sujeitos sociais emancipados. Os ensinamentos de Maturana (2009, 2011) e o papel da emoção e da Biologia do Amor fundamentaram a dimensão da afetividade, uma vez que a emoção orienta as atitudes no mundo em que se vive. Essa pesquisa é de natureza qualitativa (MINAYO, 2008), tendo a sustentação da Fenomenologia Antropológica (MERLEAU-PONTY, 1994). Adotamos para a obtenção de dados: o questionário semi-aberto; o Jogo de Areia (KALFF,1980; SCOZ, 2011); nove ecovivências (SCHULZ, 2013) utilizando a observação participante do tipo periférico; o diário de campo e fotografias e gravações em áudio. Para análise dos dados, recorremos a Tamaio (2002), Sauvé (2005) e Bardin (2011), com a análise de conteúdo. À vista dos elementos analisados, eis os nossos resultados: i. Dimensão da

Ecovivencialidade - A Pedagogia Ecovivencial promoveu um crescimento conceitual dos

estudantes, percebendo o meio ambiente como algo integrado com outros seres e que por sua vez podem gerar impactos no meio em que vivem. A partir de ecovivências houve a emergência de uma visão integradora e sistêmica sobre os elementos água e terra, diretamente implicado no fazer e no viver do campo, refletindo na mudança de hábitos e atitudes com relação ao meio em que vivem. Esses achados reforçam a nossa crença na educabilidade do ser humano, no qual a capacidade de aprender serve não apenas para nos adaptar, mas sobretudo para transformar a sua realidade. ii. Dimensão da Afetividade - os estudantes escolheram uma planta que floresce no semiárido, configurando o seu

136Universidade Regional de Blumenau–FURB–PPGE. Estágio Pós-doutoral.

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o revista brasileira de

educação

ambiental

pseudônimo na pesquisa tais como Ipê-amarelo, Macambira, Xique-xique, Jurema, Mandacarú, Juazeiro, Palma, Cacto Branco, Coroa-de-Frade, Girassol. Analisando as justificativas para a planta escolhida, na grande maioria surgiu como tema a valorização da resistência, havendo identificação como um ser resistente, rústico, que aprendeu a acumular a força para resistir, para manter-se vivo; iii. Dimensão da Emancipação - As percepções dos estudantes para os problemas ambientais no semiárido fazem emergir a alma da zona rural, mas que na sua maioria ainda não se implica pessoalmente, mostrando-se evasivos, enfim homens no mundo e não com o mundo, homens expectadores e não recriadores (FREIRE, 2011a, p. 87). Diante da megacrise ecológica atual, emerge a urgência de se levar em conta a construção histórica, individual, coletiva, destas relações com o meio ambiente. Por ser um processo lento em construção cotidiana, não podemos esperar que ocorra imediatamente. Diante desses achados concluímos que a Pedagogia Ecovivencial por meio de seus espaços amorosos, estimulou a fruição dos sujeitos diante das ecovivências propostas, num processo ecoformativo, trazendo para a pesquisa o momento histórico que vivem, a voz emergente de luta na terra, pela preservação da sua cultura e fonte de sustento e de vida. Todos esses achados são significativos para convalidar nossa proposta como estratégia pedagógica para uma EAC, tendo como dimensões a ecovivencialidade, a afetividade e a emancipação.

Agradecimentos:

À CAPES pelo apoio financeiro à pesquisa; à Universidade Federal da Paraíba por tornar possível o doutoramento da autora.

Referências

BARDIN, L. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.

FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. 50ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011a. FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia – Saberes necessários à prática educativa. 43ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 2011b.

GUTIÉRREZ, F.; PRADO, C. Ecopedagogia e Cidadania Planetária. 4ª. ed. São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 2008.

KALFF, D.M. A psychotherapeutic approach to the psyche. 2a ed. Boston: Sigo, 1980. LAYRARGUES, P. O.; LIMA, G. F. C. As macrotendências político-pedagógicas da Educação Ambiental brasileira. Ambiente & Sociedade, v. XVII, n.1, p. 23-40, 2014. MATURANA, H. R.; VERDEN-ZÖLLER, G. Amar e Brincar: fundamentos esquecidos do humano. Trad. Humberto Mariotti e Lia Diskin. 3ªed. São Paulo: Pala Atenas, 2011. MATURANA, H. R. Emoções e linguagem na educação e na política/Humberto Maturana; tradução: José Fernando Campos Fortes. Belo Horizonte: UFMG, 2009. MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. Tradução de Carlos Alberto Ribeiro de Moura. São Paulo: Martins Fontes, 1994.

MINAYO, M. C. de S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 11ª edição. São Paulo: Hucitec, 2008.

SAUVÉ. L. Uma cartografia das correntes de Educação Ambiental. In: SATO, M.; CARVALHO, I. C. M. (Orgs.). Educação Ambiental: pesquisas e desafios. Porto Alegre: Artmed, 2005. p. 17-44.

SCHULZ, L. Ecoformação por meio de acampamentos: ressignificando os ambientes de aprendizagem com adolescentes do ensino médio/técnico. Revista Eletrônica do

Mestrado em Educação Ambiental. V. 30, n. 1, p. 320– 334, jan./ jun. 2013.

SCHULZ, L. Pedagogia Ecovivencial: por uma educação ambiental emancipatória.

2014. 243 p. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Educação.

Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa.

SCOZ, B. J. L. Identidade e subjetividade de professores – sentidos do aprender e do ensinar. Petrópolis: Vozes, 2011.

TAMAIO, I. O professor na construção do conceito de natureza: uma experiência de Educação Ambiental. São Paulo: Annablumme:WWF, 2002.

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o revista brasileira de

educação

ambiental

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: AS

TEORIAS FLECKIANAS COMO

SUBSIDIO PARA A FORMAÇÃO DE

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