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OECD: Trender som vil forme utdanningssektoren OECD gir hvert tredje år ut Trends shaping

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Utviklingstrekk fremover

Boks 6.1 OECD: Trender som vil forme utdanningssektoren OECD gir hvert tredje år ut Trends shaping

Queina Lima da Silva138

Ana Tereza Reis da Silva139

Cleonice Ferreira dos Santos140

Heron de Sena Filho141

Eixo Temático e Tema: Eixo Temático e Tema: Educação Ambiental na construção das

sociedades sustentáveis. Colonialidade/Decolonialidade e Interculturalidade.

Palavras-Chave: Colonialidade, Decolonialidade, luta por terra, agricultura familiar e

agronegócio.

Resumo expandido: O Brasil e os países da América Latina foram colonizados por

países europeus que visavam conquistar territórios, explorar as riquezas e difundir sua cultura por todo o mundo. Segundo Walsh (2012, p.66):

la colonialidad es el patrón de poder que emerge en el contexto de la colonización europea en las Américas – ligado al capitalismo mundial y el control, dominación y subordinación de la población a través de la idea de raza –, que luego se naturaliza – en América Latina pero también en el planeta – como modelo de poder moderno y permanente.

È intrínseca a relação entre colonialidade e capitalismo: uma deu origem a outra, permitindo que ocorresse a exploração dos recursos naturais dos territórios, da mão de obra dos povos autóctones, índios e negros escravizados que tiveram sua cultura negada, expropriados de suas terras, tendo que incorporar tradições histórico-culturais do povo europeu, que impuseram sua “superioridade de raça”, sob os dominados. Colocando em prática a colonialidade do ser, segundo Walsh (2012, p.68): “es la que se ejerce por medio de la inferiorización, subalternizacion y deshumanización”, o colonizador leva o colonizado a negar pouco a pouco sua cultura, sua língua materna, suas tradições históricas, subjetividade humana, esvaziando os sujeitos de sua humanidade. Os colonizadores impõe ao povo dominado a colonialidade do saber, que segundo a mesma autora é “el posicionamiento del eurocentrismo como orden exclusivo de razón, conocimiento y pensamiento, la que descarta y descalifica la existencia y viabilidad de otras racionalidades epistémicas y otros conocimientos”. Assim, parte da prerrogativa que há somente um tipo de saber válido, o formulado pelo europeu. (WALSH, 2012, P.67). Tal posicionamento nega os saberes populares dos povos tradicionais, construídos a partir da experiência. Outro tipo de colonialidade é a cosmovisão da mãe natureza, propondo uma ruptura no relacionamento entre as pessoas e a natureza que na visão da colonialidade/capitalismo passa a ter função utilitária, o meio ambiente é visto como algo sem vida, que fornece os recursos necessários ao enriquecimento e à sobrevivência das

138Universidade de Brasília (UnB). [email protected].

139Universidade de Brasília (UnB). [email protected].

140Universidade Federal do Goiás (UFG). [email protected]

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o revista brasileira de

educação

ambiental

pessoas, ou seja, se torna algo externo ao ser humano, pois com a chamada revolução verde o homem passa a controlar a natureza e por isso acredita não ser mais preciso analisá-la, consultar os “deuses e ancestrais” para saber a melhor época de plantar e colher. Este trabalho é fruto de debates realizados durante a disciplina tópicos especiais em Educação Ambiental e Estudos de (coloniais) em Educação: saberes, territórios e diferença. A metodologia usada, foi uma revisão bibliográfica, na qual realizamos uma reflexão comparativa a respeito da luta pela terra vivenciada no contexto MATOPIBA entre agricultores familiares e o agronegócio, relacionando este com o colonialismo e a colonialidade. Assim, para romper com a colonialidade, surge um movimento que ficou conhecido como “giro decolonial”, que segundo Mignolo (2007, p.29):

es la apertura y la libertad del pensamiento y de formas de vida-otras (economías-otras, teorías políticas-otras); la limpieza de la colonialidad del ser y del saber; el desprendimiento de la retórica de la modernidad y de su imaginario imperial articulado en la retórica de la democracia.

A decolonialidade é um modo de pensamento alternativo, não hegemônico, que considera a pluralidade de saberes e culturas, acredita na existência de formas alternativas, rejeita os binarismos, a lógica racionalista trazida pela modernidade. Segundo Santos (2007, p.20): “o que necessitamos é de um novo modo de produção de conhecimento. Não necessitamos de alternativas, necessitamos é de um pensamento alternativo ás alternativas”. A decolonialidade aceita a diversidade de modos de vida, de produção e de teorias. A concentração fundiária é um traço do campo brasileiro, evidenciando a não superação do colonialismo. O modelo agrícola adotado pelo Estado brasileiro é a agricultura moderna de base mecânico-tecnológica e científica, que se expressa no MATOPIBA, nova fronteira agrícola brasileira, resultado do acrônimo das iniciais dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, que vem sendo palco de diversos conflitos por terra entre populações tradicionais e agronegócio. Posto que a agricultura em larga escala gera a desterritorialização dos povos tradicionais, e o extenuamento da biodiversidade, fazendo-se necessário adotar práticas menos nocivas, é preciso uma “ecologia de saberes”, que postula a necessidade de “diálogo entre saber científico, saber laico, saber popular, saber dos indígenas, saber das populações urbanas marginais, com o saber camponês” (SANTOS, 2007, p.32-33). Fazendo a contra-hegemonia ao modelo agroindustrial que autodetermina como o único capaz de alimentar a população mundial, temos a agricultura familiar, baseada em saberes agroecológicos que respeitam os ciclos

produtivos da natureza. Segundo Ploeg (2009, p.17): “É enorme e indispensável sua

contribuição para a produção de alimentos, a geração de emprego e renda, a sustentabilidade e o desenvolvimento de modo geral”. Os alimentos produzidos pelos agricultores familiares são os que podem suprir a demanda humana de alimentação. O estudo evidenciou a não superação da colonialidade no campo brasileiro e a necessidade de democratizar o acesso à terra e adotar modelos alternativos para garantia da biodiversidade do planeta.

Referências

MIGNOLO, Walter D. El pensamiento decolonial: desprendimiento y apertura. Un manifiesto. In. Santiago Castro-Gómez y Ramón Grosfoguel. El giro decolonial: reflexiones para una diversidade epistémica más allá del capitalismo global. Bogotá: Siglo del Hombre Editores, 2007.

PLOENG, J.D. Sete teses sobre a agricultura camponesa. In: PETERSEN, P. (org.). Agricultura familiar camponesa na construção do futuro. Rio de Janeiro: AS-PTA, 2009, p. 19-30.

SANTOS, Boaventura. Renovar a teoria critica e reinventar a emancipação social . São Paulo: Boitempo, 2007.

WALSH, Catherine. Interculturalidad y (de)colonialidad: Perspectivas críticas y políticas. Visão Global, Joaçaba, v. 15, n. 1-2, p. 61-74, jan./dez. 2012.

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO

ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS

NO ENSINO FUNDAMENTAL II

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