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4 Utvikling av metodeapparatet for diagnose

4.2 Atferdsteorien til Cyert & March - diagnose begreper

4.3.1 KSFM - innhold

3.7.1.1. Coberturas vegetais

Na semana que se procedeu a semeadura das coberturas vegetais, as plantas daninhas presentes na área, na qual predominava o apaga-fogo [Alternanthera tenella (Colla)], a corda-de-viola [Ipomoea grandifolia (Dammer) O’ Donell] e o picão-preto [Bidens pilosa (L.)], foram dessecadas com glifosato (herbicida não seletivo e de ação sistêmica do grupo químico dos derivados de glicina substituída) na dose de 960 g ha-1 do ingrediente ativo (i.a.), objetivando propiciar o bom desenvolvimento das culturas. O herbicida foi aplicado com pulverizador tratorizado de barras regulado para aplicação de 220 L ha-1 de calda.

As coberturas vegetais foram semeadas no dia 27 de agosto de 2009, com semeadora específica para o sistema plantio direto e mecanismo de distribuição de sementes com fluxo contínuo. O milheto [cultivar ADR 500®(1) – ciclo tardio e adaptada para produção de massa seca em sistema plantio direto (RODRIGUES; PEREIRA FILHO, 2010)] e a crotalária foram semeados em linhas espaçadas de 0,17 e 0,34 m, com quantidades de sementes certificadas de 15 e 50 kg ha-1, respectivamente. No cultivo consorciado (milheto + crotalária), a quantidade de sementes foi a mesma utilizada no cultivo isolado para ambas as espécies vegetais. O milheto foi semeado em linhas intercalares com as de crotalária, portanto, espaçadas de 0,17 m. A emergência da maioria das plântulas ocorreu no quarto e sexto dias após a semeadura do milheto e da crotalária, respectivamente. Contudo, é oportuno destacar que no sistema de cultivo consorciado, houve dominância da crotalária em relação ao milheto, devido ao fato de que a Crotalaria juncea é considerada uma fabácea com YHORFLGDGH GH desenvolvimento LQLFLDO PXLWR U£SLGD (FREITAS et al., 2003; FORMENTINI et al., 2008; KAPPES, 2011).

O florescimento de ambas as coberturas vegetais foi constatado aos 44 dias após a emergência, tanto no sistema isolado quanto no sistema consorciado. Não

(1) Nomes de produtos comerciais e suas utilizações nos experimentos não caracterizam recomendação ou preferência

foram realizados quaisquer tipos de adubação mineral e tratamentos fitossanitários das coberturas vegetais, haja vista o seu bom desenvolvimento. O fornecimento de água, quando necessário, foi realizado com sistema de irrigação por aspersão do tipo “canhão” hidráulico auto-propelido, levando-se em consideração os dados de precipitação pluvial registrados na Estação Metereológica da Fazenda de Ensino, Pesquisa e Extensão da UNESP.

Aos 63 dias após a semeadura, momento em que as coberturas vegetais apresentavam-se com altura entre 180 e 200 cm, estas foram dessecadas com glifosato e 2,4-D sal dimetilamina (herbicida seletivo e de ação sistêmica do grupo químico do ácido ariloxialcanóico), nas doses de 1.440 e 800 g ha-1 do i.a., respectivamente. A aplicação foi realizada com pulverizador tratorizado de barras regulado para aplicação de 200 L ha-1 de calda. Cinco dias após a aplicação dos herbicidas, as coberturas vegetais foram manejadas com desintegrador mecânico horizontal, com altura de corte aproximada de 15 cm, objetivando fragmentar e distribuir de forma uniforme os resíduos das culturas na área de cultivo e facilitar a semeadura do milho. Após o manejo mecânico das coberturas vegetais, realizou-se a calagem do solo perante aplicação de 1.500 kg ha-1 de calcário dolomítico [CaCO

3 (PRNT: 85%; CaO: 36 a 39% e; MgO: 12 a 15%)]. O calcário foi aplicado com distribuidor a lanço em área total, sendo posteriormente realizado o manejo do solo.

3.7.1.2. Manejo do solo

O solo foi manejado dois dias após as coberturas vegetais serem fragmentadas mecanicamente. O manejo com escarificador + “grade leve” foi realizado com implemento escarificador de sete hastes à profundidade de trabalho em torno de 0,35 m e com grade 32 x 20” à profundidade aproximada de 0,1 m. O manejo do solo com “grade pesada” + “grade leve” foi realizado com grade 14 x 32” na profundidade em torno de 0,2 m e com grade 32 x 20” na profundidade de 0,1 m. O manejo no sistema plantio direto ficou restrito somente a desintegração mecânica das coberturas vegetais. É oportuno ressaltar que nesse sistema, os resíduos das culturas proporcionaram excelente cobertura do solo.

3.7.1.3. Cultura do milho

As sementes foram tratadas com imidacloprido (inseticida sistêmico do grupo químico dos neonicotinóide) e tiodicarbe (inseticida do grupo químico dos carbamatos), nas doses de 50 e 150 g do i.a. para 60.000 sementes, respectivamente, objetivando evitar o ataque inicial de eventuais insetos praga, especialmente lagarta-elasmo [Elasmopalpus lignosellus (Zeller)], percevejo-barriga- verde [Dichelops melacanthus (Dallas)], cigarrinha-das-pastagens [Deois flavopicta (Stal)] e cupim [Procornitermes striatus (Hagen)].

A semeadura foi realizada no dia 16 de novembro de 2009 (11 dias após o solo ser manejado), distribuindo-se 5,4 sementes por metro de sulco a uma profundidade de 4 cm, no espaçamento de 0,9 m entre as linhas. Utilizou-se semeadora específica para o sistema plantio direto, equipada com mecanismo sulcador de hastes (tipo “botinha”) e sistema de distribuição de sementes pneumático (vácuo por discos perfurados). Nos três sistemas de manejo do solo, a emergência da maioria das plântulas ocorreu seis dias após a semeadura, estabelecendo-se população inicial de 54.490 plantas ha-1, estando coerente com a recomendação proposta pela empresa produtora das sementes (Tabela 5) (DEKALB, 2011). Na adubação mineral de semeadura foram aplicados 24, 84 e 48 kg ha-1 de N, P

2O5 e K2O, respectivamente, utilizando-se o formulado N-P2O5-K2O 08-28-16 (+ 1% de cálcio, 2% de enxofre e 0,3% de zinco), conforme as características químicas do solo e as recomendações propostas por Sousa e Lobato (2004).

Durante a condução da cultura foram realizadas as práticas fitotécnicas de acordo com a sua necessidade. O manejo fitossanitário foi realizado com produtos específicos para cada caso, visando manter a cultura em condições adequadas de sanidade sem interferir negativamente em seu desenvolvimento. No manejo de plantas daninhas, aplicou-se atrazina (herbicida seletivo e de ação sistêmica do grupo químico das triazinas) e tembotriona (herbicida seletivo e de ação sistêmica do grupo químico benzoilciclohexanodiona), nas doses de 1.000 e 100 g ha-1 do i.a., respectivamente. Adicionou-se na calda de aplicação o adjuvante éster metilado de óleo de soja (500 g ha-1 do i.a.). A aplicação foi realizada com pulverizador de barras

tratorizado munido com pontas do tipo jato plano (“leque”) e regulado para aplicar 200 L ha-1 de calda. É oportuno destacar que no momento da aplicação, as condições climáticas estavam adequadas, as plantas daninhas estavam nos estádios iniciais de desenvolvimento e a cultura encontrava-se com 50% das plantas com a sexta folha expandida (RITCHIE; HANWAY; BENSON, 2003), ou seja, aos 17 dias após a emergência.

Não houve a necessidade de manejo químico da lagarta-do-cartucho [Spodoptera frugiperda (J.E. Smith)], pois por se tratar de um genótipo transgênico (tecnologia Bt), seu dano não atingiu o nível crítico de manejo, que é de 20% de plantas com folhas raspadas até os 30 dias após a semeadura e de 10% de plantas com folhas raspadas dos 40 aos 60 dias após a semeadura da cultura (GALLO et al., 2002). Devido à baixa incidência de doenças fúngicas foliares, não foi realizada aplicação de fungicida.

O nitrogênio foi aplicado quando 50% das plantas apresentavam-se com a quinta folha expandida (RITCHIE; HANWAY; BENSON, 2003), aos 11 dias após a emergência. A aplicação foi realizada manualmente, distribuindo o fertilizante sobre a superfície do solo (sem incorporação), ao lado e aproximadamente 5 cm das fileiras, a fim de evitar o contato do fertilizante com as plantas, o que poderia provocar a desidratação e morte das células (OLIVEIRA, 1995). É válido ressaltar, que no momento da aplicação do fertilizante nitrogenado, o solo apresentava-se com boa condição de umidade, fator este que propicia a minimização das perdas de nitrogênio por volatilização da amônia (NH3), conforme ressaltado por Costa et al. (2004). Ademais, no dia seguinte à aplicação, constatou-se precipitação pluvial de 6,1 mm, condição climática que pode ter contribuído para a incorporação do fertilizante no solo.

O florescimento pleno da cultura (50% das plantas no início da polinização) (RITCHIE; HANWAY; BENSON, 2003) ocorreu aos 50 dias após a emergência. A colheita das espigas foi realizada manualmente, no dia 08 de abril de 2010, correspondendo a 137 dias após a emergência, momento no qual os grãos apresentavam-se em média, com 16% de umidade. Em seguida, as espigas foram submetidas à análise dos componentes de produção e à trilha mecânica, para mensuração de produtividade da cultura.