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Klafkis eksemplariske prinsipp

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TEORETISKE BEGREPER SOM ANALYSEREDSKAPER

3.6 Klafkis eksemplariske prinsipp

O processo de concepção para a FAD está descrito na seção A CONCEPÇÃO NO CONTEXTO DESTE ESTUDO, foi desenvolvido por uma equipe de arquitetos, conforme tradicionalmente é feito no planejamento do espaço físico da UFMG.

Os dados aqui apresentados foram consultados em: relatório de levantamento e

demais dados (DPFP, 2009), caderno de apresentação do anteprojeto (DPFP,

2010), caderno de diretrizes construtivas e desenhos técnicos (DPFP, 2013), entrevista com o arquiteto Geraldo Ângelo Silva Dinho, um dos responsáveis técnicos pela concepção.

O conjunto arquitetônico é conformado por cinco blocos principais. Quatro deles com três pavimentos corridos mais o pilotis, e o quinto bloco, atípico, conformando o auditório. As conexões entre os blocos ocorrem por passarelas de estrutura metálica. A área total da edificação projetada é de 25.500m².

Figura 84. Visada completa do conjunto FAD Fonte: (DPFP, 2013)

Os blocos estão concebidos em sistema de concreto moldado no local, com as lajes sem vigamentos aparente em concreto protendido. Os andares são divididos internamente por dry-wall em salas secas (aulas, seminários, etc.) e vedados externamente por uma telha metálica ondulada e trechos de concreto aparente.

O bloco do auditório possui o vigamento invertido, com vigas pré-dimensionadas em 115cm de altura. As lajes, de todos os blocos, estão pré-dimensionadas em 25cm. Os pilares têm seção retangular de 90x25cm, em concreto aparente, e alguns pilares do auditório e do piloti têm seção redonda.79

Segundo o memorial descritivo80 os pressupostos projetuais foram ressaltados em

três pontos: reconhecimento do sítio (limites, percursos e conexões), interpretação do programa elaborado a partir das demandas (visando alta flexibilidade espacial) e a busca pela organização construtiva a partir dos elementos e sistemas que são tradicionalmente usados nos prédios do câmpus81.

A solução plástica decorre das opções adotadas para a construção. Estrutura em modulação de 780cm, as fachadas longitudinais (norte-sul) voltam-se para jardins internos, com lajes conformando marquises de proteção solar. Perpendicularmente às estruturas principais, estão dispostas as passarelas de ligação. As fachadas menores, para melhor controle da radiação solar, são predominantemente fechadas. Com aberturas estratégicas para permitir ventilação cruzada ou para permitir visibilidade para o bosque. (DPFP, 2010)

O sistema estrutural portante é independente do sistema de vedação, que conforma as fachadas e as divisões internas (característica importante que será considerada na simulação).

Na imagem a seguir, ressaltamos as linhas de modulação estrutural que podem ser observadas pela imagem da maquete eletrônica.

79 Para efeito deste estudo adotaremos os valores de pré-dimensionamento. Admitindo que os projetos estruturais têm flexibilidade para ajustes necessários.

80 Memorial descritivo do projeto arquitetônico, DPFP agosto de 2010.

81 A partir da observação dos edifícios do câmpus Pampulha nota-se que há um predomínio da construção em concreto moldado no local, assim como a tradição construtiva no restante da cidade. São algumas exceções como a faculdade de odontologia, em estrutura metálica, ou a Unidade Administrativa II, em pré-fabricado, que é um edifício pequeno de dois pavimentos. Segundo (MALARD e MACIEL, 2012) algumas famílias de edifícios podem ser destacadas como o Sistema Básico e as unidades do Câmpus 2000. Essas últimas, as construções mais contemporâneas, também concebidas em sistema construtivo convencional (concreto moldado e alvenarias).

A modulação fica aparente nas fachadas norte e sul. Sinalizamos também a sequência de pilares das marquises do pilotis (junto ao auditório).

Figura 85. Destaque para a modulação de pilares Fonte: (DPFP, 2013). Editado pelo autor.

As vedações externas estão propostas em painéis de telha ondulados, pequenos trechos de concreto aparente. Nas passarelas de ligação as vedações laterais são em tela de chapa de alumínio expandida.

Figura 86. Destaque para as fachadas com telha ondulada Fonte: (DPFP, 2013). Editado pelo autor.

As esquadrias, localizadas nas fachadas norte e sul dos quatro blocos de pavimento corridos, têm peitoril de placa cimentícia, até meia altura, e vidro nas janelas.

Figura 87. Destaque para as fachadas sul com esquadrias Fonte: (DPFP, 2013). Editado pelo autor.

Os eixos estruturais estão definidos a cada 780cm ao longo da extensão dos blocos. Entre os pilares estão confinadas esquadrias. Os pilares conformam nichos de 90cm de profundidade, essa geometria é importante para a o contexto arquitetônico, pois é nesse local que estão instaladas a marquise e os brises (ver corte).

Figura 88. Esquema da fachada norte em planta, modulação estrutural típica Imagem do autor (2015)

A estrutura dos blocos pode ser entendida a partir do corte transversal, a seguir.

Figura 89. Corte transversal dos Blocos 02, 03, 04, 05 Imagem do autor (2015)

Através da análise deste corte típico, que mostra a vedação das fachadas norte e sul, observa-se como são compostas de um peitoril de placa cimentícia até altura média e uma esquadria com vidro até o restante do pé-direito. A laje estende-se para além do limite da esquadria, conformando uma marquise, por onde se prende o brise atirantado, na fachada norte.

Tais elementos, conforme descrito anteriormente e demonstrado nos desenhos, são partes integrantes da concepção do edifício e definem a arquitetura em seus aspectos de uso, funcionais (organização espacial pela modulação, qualidade ambiental, controle de solar e ventilação) e formais/estéticos (geometria e volumetria).

O local de implantação foi definido desde a aprovação do plano diretor do câmpus Pampulha (resolução 08/2009 do Conselho Universitário).

Conforme indicado na planta a seguir, está limitado pela Avenida Mendes Pimentel, à frente; pelo canal de drenagem existente, aos fundos; ao setor das artes, lateral

leste; pequeno bosque na lateral oeste. O formato da implantação é, portanto, consequência direta dos limites físicos (limites naturais e canal de drenagem) e legais (definição de setorização do plano diretor do câmpus).

Figura 90. Localização da FAD em relação ao câmpus

Fonte: junho de 2015. Editado pelo autor a partir da imagem do site da Proplan. NORTE no topo da folha. https://www.ufmg.br/proplan/wp-content/uploads/2015/05/1979_plano_diretor_cidade_universitaria.pdf

Ainda com base no memorial descritivo (DPFP, 2010), a interpretação do

programa de necessidades permitiu a ordenação dos usos previstos a partir das

seguintes ações: priorizar as ocupações públicas no térreo, liberando os pavimentos superiores para atividades mais privadas e tranquilas; estruturar a edificação através de aberturas norte-sul, permitindo melhor controle de incidência solar nas áreas internas; organizar as atividades a partir de um eixo principal de circulação; distribuir as áreas de circulação vertical e os sanitários em pontos estratégicos de convergência e de fácil visibilidade.

Figura 91. Visada sudeste para Nova Faculdade de Direito da UFMG Fonte: (DPFP, 2010)

Figura 92. Visada do piloti e da passarela de ligação Fonte (DPFP, 2013)

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