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K OMMERSJ I ALLE KANALER

5. CASE 2: SER DET UT SOM EN FABRIKK?

5.11 K OMMERSJ I ALLE KANALER

De acordo com o Mapa Geológico do Estado de Goiás (DNPM, 2007) o Corredor Ecológico Jalapão – Chapada das Mangabeiras está inserida em terrenos da Formação Urucuia, que se distribui pelos estados da Bahia, Tocantins, Minas Gerais, Piauí, Maranhão e Goiás, onde ocupa uma área estimada de 120.000 km². Em relação à geologia e hidrogeologia, pouco se conhece a respeito da unidade, caracterizada como uma unidade neo-cretácica, com espessura máxima estimada até então em 400 metros, constituída essencialmente por arenitos. Seus litótipos formam mesas com topos aplainados, e vertentes fortemente ravinadas(MELO, et al, 2002).

Segundo Melo et al, (2002), a formação Urucuia, é representada por uma sucessão de camadas de arenitos com tons e cores variados, provenientes principalmente do processo de sedimentação eólica, com estratificações laminares e cruzadas. Esse tipo de formação é comum nas encostas da Serra do Espírito Santo, onde também ocorrem arenitos e conglomerados. Os arenitos constituídos essencialmente de grãos de quartzo finos, são arredondados e esféricos exibindo colorações que variam de esbranquiçada a creme e avermelhadas, enquanto os

materiais esbranquiçados e cremes se fragmentam facilmente, os conglomerados são mais compactados que os arenitos e são constituídos de grãos milimétricos a centimétricos de quartzo, quartzito e feldspato, imersos em matrizes areno-siltosa.

Toda a área de influência direta é coberta por neossolo quartizarênico de espessura fina a muito fina, de coloração esbranquiçada a creme, com grãos de quartzo finos, parcialmente arredondados a esféricos, que estão presentes nos arenitos da encosta da Serra do Espírito Santo. (MACRO, 2003).

Deve-se registrar que com exceção da Serra do Espírito Santo, que é formada por arenitos e conglomerados, a maior parte da região é coberta pelo neossolo quartizarênico proveniente de processo erosivo sobre os arenitos que ocorrem nos domínios serranos contíguos (MACRO, 2003).

3.4 Solos

Segundo Ross, 2000, o solo não é simplesmente um substrato para o desenvolvimento da biosfera. O solo se apresenta como um dos determinantes das características da Biosfera e é modificado por elas, através dos processos interativos que mantém com os seres vivos. O solo é onde estão ancorados e o elo de transferência do alimento e da água para as plantas, fechando o ciclo por onde flui a energia. Os solos se desenvolvem a partir de uma matriz rochosa que por ação do clima, dos seres vivos e da força da gravidade, se diversifica em muitos tipos. Esses se formam por processos lentos e são agrupados pelos especialistas conforme uma série de atributos genéticos.

Nas áreas de cerrados os solos são, naturalmente, pobres em nutrientes, devido a sua origem associada a depósitos sedimentares antigos, que vêm sofrendo pedogênese há milhares de anos. Com referência aos tipos de solos que ocorrem no corredor Ecológico Jalapão – Chapada das Mangabeiras, há um predomínio do Neossolo Quartizarênico (ROSS, 2000).

Quanto ao domínio da área de influência indireta, com exceção de estreitas faixas de várzeas (veredas) e de mata ciliar, o restante também é encoberto por Neossolo Quartizarênico, de coloração esbranquiçada a creme, com grãos de quartzo finos a muito finos, parcialmente arredondados a esféricos (ROSS, 2000).

Esse solo é característico da região do Jalapão e é típico das regiões de campos e cerrado do Centro-oeste brasileiro, apresentando baixa fertilidade natural, textura muito arenosa, inconsistente, profundo, excessivamente drenada e facilmente sujeita aos processos erosivos (ROSS, 2000).

Nas estreitas faixas de várzeas/veredas e de Mata Ciliar ocorre Neossolo Quartizarênico Hidromórfico. Trata-se de um tipo de solo profundo, fortemente drenado, textura arenosa, fraca consistência, friável e fraco horizonte A. Esses domínios hidromórficos permanecem sob influência do nível freático durante o ano inteiro, favorecendo a acumulação de matéria orgânica (ROSS, 2000).

3.5 Clima

Os climas no Brasil possuem grande influência das massas de ar e das precipitações, possibilitando a presença de dois grandes conjuntos climáticos no país, os climas quentes ou tropicais e os climas mesotérmicos ou subtropicais. Inserido no grupo dos climas quentes tropicais e de acordo com a classificação de

Köppen, o Estado do Tocantins apresenta um tipo climático que se enquadra

predominantemente na categoria Aw, esta tipologia é caracterizada como de Savanas Tropicais (tropical quente e úmido), com verão úmido e inverno seco. A característica distintiva desse tipo climático é a alternância entre uma estação chuvosa de verão e uma estiagem de inverno. O Fator determinante para a presença de duas estações durante o ano é a circulação atmosférica regional, cujos mecanismos atmosféricos são desenvolvidos em escala continental (WELLS, 1995). Este tipo climático ocorre no Corredor Ecológico Jalapão – Chapada das Mangabeiras (MACRO, 2003).

3.6 Recursos Hídricos

Duas grandes bacias se destacam no sistema hidrográfico do Estado do Tocantins: A bacia do rio Tocantins ocupando a porção oriental e a bacia do rio

Araguaia, situada na parte ocidental. Na região próxima ao limite entre os estados do Tocantins e da Bahia, mas ainda como parte da bacia do rio do Sono, está localizada a Lagoa dos Três Rios, ponto indicado por algumas bibliografias como ideal para transferência de água ao projeto de transposição para o nordeste do Brasil (SOUSA JR. et al, 2002).

Os índices pluviométricos da região durante a estação chuvosa juntamente com a elevada permeabilidade permite o acúmulo de depósitos de água no subsolo, sendo os maiores responsáveis pela manutenção dos cursos d’água perenes durante o período seco do ano, mesmo com índices de vazões apresentando reduções significativas neste período. A bacia hidrográfica do rio do Sono possui entre os principais tributários: rio Novo, rio Perdida, rio Caracol e rio dos Patos. Porém, o mais caudaloso e conseqüentemente o principal curso d’água da região é o rio Preto. (MACRO, 2003).

O Ministério da Integração Nacional vem nos últimos anos realizando estudos visando viabilidade da transposição de águas para o nordeste, e a bacia do rio Sono possui permeabilidade elevada e boa capacidade de acumulação no subsolo, formando excelentes aqüíferos e mantendo descargas relativamente elevadas mesmo no período de estiagem (SOUSA JR. et al, 2002).

3.7 Vegetação

A vegetação predominante no Corredor Ecológico do Jalapão é o Cerrado

Stricto Sensu, com árvores entre quatro e oito metros de altura e cobertura arbórea

entre 20 e 60%, associada a um estrato herbáceo bem desenvolvido composto principalmente por gramíneas, representando a maior camada que reveste o solo do Corredor Ecológico Jalapão. O Campo-cerrado constitui o segundo tipo de cobertura vegetal mais representativo na região, (comunidade dominada por camada graminosa exuberante e marcada pela presença de árvores e arbustos que resultam em 20% de cobertura de copa). Outras formações vegetais também estão presentes, mas, em menor quantidade, como o Cerradão, a Mata Ciliar, a Mata Galeria, as veredas, o campo limpo, o campo sujo e o campo de murundus (ARRUDA, 2004).

3.8 Demografia

Cerca de sete mil pessoas ocupam a área do Corredor Ecológico Jalapão – Chapada das Mangabeiras, considerando a população que habita a borda do corredor, onde está localizada a grande maioria dos municípios inseridos, total ou parcialmente, nos limites do corredor, o número de habitantes chega a 20 mil. Esse contingente populacional relacionado à área do corredor perfaz uma densidade demográfica de 0,6 hab/km², segundo o IBGE, uma das menores concentrações populacionais do Brasil. Essa é uma das causas de a região ser ainda bem preservada e, por isso mesmo, apresentar um grande potencial para o desenvolvimento de forma sustentável (ARRUDA, 2005).