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De «gode» og de «dårlige» innvandrerne

In document Nye naboer, Nye grenser (sider 46-56)

Outro aspecto relevante são os canais de comunicação interna que aparecem como reforço da “transparência” da corporação. A organização utiliza do jornalismo empresarial para construir credibilidade com o público interno, assim como para o público externo, pois tem como política não fazer publicidade, já que “ela não divulga, ela tem uma norma de não fazer e divulgar” (Chefe, 2009). Ou seja, ela diz não fazer publicidade de suas ações, e como não há campanhas de divulgação, os funcionários acreditam que ela não divulga. Todavia, há um forte trabalho de assessoria de imprensa e jornalismo empresarial que divulgam as ações da empresa, o que propaga sua imagem com maior credibilidade junto aos públicos, o que não é visto como publicidade.

A intranet e o email foram citados por todos os trabalhadores como fontes de informação, que é referendada pelas reuniões junto às lideranças quando o assunto é sobre o mundo da empresa, e pelos canais midiáticos tradicionais quando o assunto extrapola os muros da organização.

A Gerdau é uma empresa nacional e internacional né. É uma empresa de capital nacional mas que tem empresas no exterior também. E nós temos a... a gente chama de GGNEWS. Todos os dias pela manhã a gente recebe as principais notícias do Brasil e do mundo. É... dividida por tópicos. Dentro da Gerdau, o quê que está acontecendo na Gerdau. A parte de economia. A parte de res... tudo que trata de responsabilidade social que para a Gerdau é interessante, também vem a responsabilidade social no quê o mundo e o Brasil está fazendo. E tem a responsabilidade social interna também. Dessa forma que nós nos informamos diariamente (Assessora, 2009).

De dois em dois meses, é gerado através da comunicação da empresa, é, tudo que acontece na unidade de Divinópolis. Esse jornal chama “Diretas Já” (...) É, tem informações de Porto Alegre e, também, informações que é inserido aqui. Aí por

este jornal, traz todas as informações da Gerdau. Assim, em termos de recursos humanos, de metas, de colaboradores que estão entrando na empresa, os aniversariantes, os que estão sendo contemplados por estar completando mais de um ano de empresa, e assim por diante. Agora as metas, nós ficamos sabendo é na área com os nossos gestores. Aí tem os gestores e os facilitadores. Aí eles é que passam a meta da empresa e da área para a gente (Novato, 2009).

Tem lá o GerdauNews, esse GerdauNews ele duas, três vezes por dia, ele cai na tela para a gente e lá vem informações. Por exemplo, a unidade tal está comemorando hoje cinco anos sem acidente. A unidade tal, fez um trabalho na comunidade não sei o quê. A unidade de Barão de Cocais treinou tantos jovens nisso ou naquilo. Então, nesse Gerdau News tem informação desse tipo, tem informações também o preço do minério subiu; a China está assim; as Bolsas tá assim, tá assado; a usina da Usiminas vai parar o forno. Então duas ou três vezes por dia cai lá essas manchetes. Se a gente quiser abrir a gente clica e abre lá o restante. Tem esse Gerdau News e tem essa internet que qualquer coisa a respeito da empresa que a gente quiser saber tem lá as caixinhas (Chefe, 2009).

Os trabalhadores da Gerdau têm acesso a vários meios de comunicação que são disponibilizados pela empresa, bem como a informação já filtrada por ela, na intranet. Desse modo, apesar da complexidade da corporação, há uma homogeneização dos discursos em suas mídias. A seleção e classificação dos temas facilita a leitura e dirige os conteúdos conforme o que a corporação acha que é de interesse de seus funcionários ou importante para suas outras áreas de atuação. Assim, a empresa mantêm todos informados de suas práticas, metas, objetivos e realizações, bem como das transformações ambientais que interferem em seu negócio. A corporação estimula os trabalhadores, buscando controlar as mensagens em momentos de crise vividos por ela.

Durante a pesquisa, o mercado sofreu com uma crise econômica mundial, comparada à crise de 1929, e a siderurgia foi diretamente atingida. A Gerdau, conforme descrito no terceiro capítulo, tomou medidas de redução produtiva que impactaram na vida do trabalhador72. Contudo, a empresa não se posicionou oficialmente junto a seus funcionários, mas criou um ambiente de recepção que os conduziu a compreender a situação e as medidas que seriam tomadas para garantir sua estabilidade, como pode ser visto no relato abaixo.

Isso ela, isso a gente, ela não fala, quer dizer, os gestores falam para a gente né “nós estamos em crise, a empresa está em crise”. E a gente vê também via internet. Lá tá vendo que a empresa fulana ou ciclana está demitindo. Os jornais está demitindo e

72 Ao total, em Divinópolis são 4.200 metalúrgicos, segundo dados do Sindicato dos trabalhadores. Com a crise

econômica de 2008, várias siderúrgicas pararam. Em maio de 2009 apenas três permaneciam ativas – Gerdau, Álamo e Susa –, o que provocou a demissão de aproximadamente 1.300 profissionais, entre trabalhadores da siderurgia e fundição do município. Neste cenário, conforme antecipa as informações do Relatório Anual de 2008, a Gerdau realizou, na unidade local, férias coletivas para mais de “440 colaboradores voltados às atividades de produção e áreas administrativas” (GERDAU..., 2008b), no período de 15 de dezembro a 5 de janeiro de 2009, paralisando toda a produção. Apenas 60 funcionários continuaram trabalhando para realizar a manutenção nos equipamentos da empresa (GERDAU..., 2008a). Além disso, foi feita negociação com o sindicato para cancelamento do contrato de trabalho de 64 profissionais, mas apenas 38 foram realmente afastados e atualmente participam de um treinamento técnico no SENAI, dentro do programa federal “Bolsa Qualificação”, sem previsão de data para retornar as atividades.

ela não é diferente, está lá, pelos canais que ela tem, fulana... e tem um canal lá da Intranet, que é interna, tá, ela expõe todas as empresas, mineração, setor de siderurgia, por exemplo, ela faz de tudo, né. Por isso que a gente abre aquilo lá, na parte de siderurgia e vai vendo: fulano demitiu tanto, ciclano demitiu tanto, a fulano está vendendo porque não dão conta mais. Então esses, esses canais para a gente, a gente fica sabendo como está essa crise, sabe. Não é que eles vão e falam com a gente. A gente no dia-a-dia foi e vai vivenciando aquilo ali. E por outro lado, você vê as demissões, há demissões, dá férias coletivas, têm férias de cinco meses lá do pessoal, alguns pessoais. Então, quer dizer, no dia a dia a gente vai vivenciando isso aí. Eles também não têm nem como divulgar isso aí. Como que eles divulgam isso, está na mídia direto para nós (Líder, 2009).

Ao serem questionados sobre a posição da empresa em relação ao momento de crise econômica e ao fato de ela não ter se manifestado sobre as ações que tomaria, nenhum dos entrevistados viu como problema o “silêncio” da corporação. Ao contrário, disseram estar informados da situação pelas mídias e pelos gestores. Apesar de não se posicionar oficialmente, a empresa o fez ver por meio da organização de mensagens sobre o cenário econômico e a distribuição destas para seus funcionários, por meio dos canais de comunicação interna e das lideranças, informando que havia uma situação global de instabilidade e quais eram as ações que vinham sendo tomadas pelas empresas em geral. Reiterando essas notícias, as mídias hegemônicas publicisavam o que acontecia no mundo e em relação à siderurgia. Desse modo, quando a ação foi tomada, não houve estranhamento por parte do trabalhador local que já havia naturalizado a situação e se conformado com ela.

Outro aspecto relevante em relação à atuação comunicativa da empresa no momento de crise foi sua ação com os sindicatos. Os sindicalistas, que têm outra percepção da relação empresa-empregado por causa de sua atividade, vêem a Gerdau como referência, pois é o melhor exemplo de gestão que eles têm diante a realidade local. Desde o fim de 2008, o sindicato foi chamado e procurou empresas para negociar contratos de trabalho, uma vez que o problema econômico refletiu diretamente sobre o trabalhador: redução de salário e desemprego. Diante da organização da Gerdau, suas normas e diretrizes, bem como sua postura de antever situações de crise e antecipar a ação, ela conseguiu definir o modo com deveria ser conduzido o problema. A empresa chamou o sindicato e pediu o cancelamento de 64 contratos, mas na prática apenas 38 foram cancelados e os trabalhadores passaram a fazer parte do Bolsa Qualificação, programa emergencial do governo para conter os problemas trabalhistas e a crise econômica73. Com os impasses jurídicos junto às demais empresas locais

73 O acordo foi de que os trabalhadores, receberão do Bolsa Qualificação até R$ 870, todos os benefícios

oferecidos normalmente, como por exemplo, vale transporte e cestas básicas, mais um abono financeiro da empresa e três meses de estabilidade ao terminar a suspensão. E ainda multa caso o período de estabilidade seja desrespeitado, segundo informações do Sindicato dos Metalúrgicos. Além disso, devem receber da empresa formação técnica que lhes possibilite ser recolocados no mercado de trabalho. No caso da Gerdau o curso é oferecido pelo SENAI.

para acordos de cancelamento dos contratos, o acordo feito entre Gerdau e sindicado dos trabalhadores tornou-se referência para as negociações, como noticiou o jornal local Gazeta do Oeste, “se o acordo for o mesmo feito à Gerdau, as empresas em debate aceitarão” (NORONHA, 2009)74.

A ação comunicativa da empresa no momento de crise, demonstra o profissionalismo em relação à articulação de sua comunicação. Ela sabe a quem comunicar, como, quando e por quais meios. O jornalismo empresarial aparece como ferramenta importante para a informação, principalmente porque cria um ambiente de decodificação “transparente” em relação à situação, o que isenta a empresa de se manifestar formalmente, além de preparar o trabalhador para as mudanças no ambiente de trabalho. Apesar de as notícias serem um

clipping e direcionadas aos públicos internos, não é a empresa quem está falando, são os

diversos produtos jornalísticos. São vozes externas à empresa, que justificam e consolidam as posições tomadas internamente. Diante a naturalização da lógica de beneficiamento das organizações em detrimento dos trabalhadores, para os funcionários a corporação tomou as providências que deveria tomar. Pelo discurso da empresa, não haveria outra atitude a tomar e, caso nada fosse feito, a situação poderia piorar ainda mais, pois todos ficariam vulneráveis. Desse modo, alguns tiveram que ser sacrificados para o bem da maioria. O medo do desemprego faz com que o sujeito se sinta aliviado de não estar no grupo de corte, apesar de sua aflição em relação à situação dos colegas de trabalho. Por outro lado, o mesmo receio promove o engajamento do trabalhador, que sabe que precisa se fazer valer para não entrar no grupo de “risco” e que isto se dá por sua produtividade, pelo lucro que gera para a empresa.

A Gerdau também ela, ela, está sofrendo com a crise. Ela tomou várias medidas para atuar frente à crise. Ela reduziu produção a nível Brasil, a nível do grupo mesmo, no mundo inteiro (...). Ela cortou programas de expansão que tinha, programas em andamento ela paralisou, ela readequou o quadro, ela tomou várias medidas. Demissões foram poucas em relação. Aqui em Divinópolis, por exemplo, foram muito poucas, pouquíssimas demissões que houveram em função da crise. Ela adotou esse programa de suspensão de contrato temporário com algumas pessoas. Aí, eu não sei, a nível geral, mas Divinópolis, particularmente, foi... Dentro do grupo, Divinópolis tem uma vantagem muito grande porque Divinópolis tem o custo, o melhor custo operacional do grupo no Brasil é em Divinópolis. Outra vantagem é que Divinópolis consegue atender várias normas de exportação, por exemplo, para produzir para a África é um tipo, para produzir para o México é outro e isso aí vai. E as outras unidades, não são todas que conseguem produzir atendendo aquelas especificações, Divinópolis consegue. Então, para Divinópolis a crise também atingiu, mas Divinópolis está conseguindo manter, não em ritmo normal, mas quase em ritmo normal, porque, aí chega lá um pedido de exportação “opa, onde que consegue fabricar e ter um lucrozinho?(...) Mas o grupo em si está muito bem preparado né, a gente sabe que diferente de alguns grupos, o grupo Gerdau

74 A posição da empresa no município é tão diferenciada das demais siderúrgicas, que o sindicato a separa das

sempre se preocupou em ganhar dinheiro vendendo aço. Ele nunca ganhou dinheiro especulando, é, com dólar, mexendo com cambio, negociações futuras, nunca. Ele sempre procurou ganhar dinheiro fabricando e vendendo aço. Então hoje, o grupo Gerdau se encontra numa situação muito boa, muito sólida, o que a gente ouve dos diretores. Ele tem as suas dívidas, por causa das aquisições que fez, que vinha fazendo, né, ele vinha comprando unidades no mundo inteiro. Mas o dinheiro para pagar essas dívidas eles já tem guardado, então é muito organizada a empresa (...). Férias coletivas, antecipou manutenções, parou por unidade por vários dias para reduzir o estoque. Readequou o quadro, então. E principalmente, todo um trabalho, a nível operacional de conscientização, com relação ao momento. O nosso gerente executivo sempre comenta que onde ele anda na área ele sempre ouve das pessoas, ele vê que as pessoas estão por dentro e estão sabendo tudo sobre a crise e sabe o que ela tem que fazer né, u,u. No início do ano passado, no início, né, quando estourou a crise o nosso vice presidente ele soltou, vamos dizer assim, “ô, o nosso lema agora é, se você passar na rua, na área aí, no pátio, se você ver um parafuso jogado, pega esse parafuso e leva lá para o almoxarifado e manda guardar”. Quer dizer, a mensagem foi muito clara em termos de economia. Isso aí, a liderança, passou para os operadores de uma forma assim bem clara e bem entendida e isso é fundamental. O bem maior da empresa são as pessoas e a empresa tem esse nível de conscientização com relação ao momento e ajuda a economizar para a gente não ter despesa disso (Chefe, 2009).

No relato acima, destaca-se o valor dado à empresa que gera sua riqueza por meio do trabalho, já que ela “nunca ganhou dinheiro especulando”, assim como ele trabalhador. Nesse sentido, o narrador destaca a seriedade e a solidez da organização, bem como sua capacidade de adaptação. Valores que foram explorados pelo Relatório Anual de 2009, como visto no terceiro capítulo. Percebe-se que durante o ambiente de crise, a corporação deve ter disseminado em suas comunicações as mesmas mensagens que viriam a ser expostas no Relatório Anual e que seriam reconhecidas e reiteradas pelos profissionais, por meio de sua formação, treinamentos, informações e experiência cotidiana. Na fala do entrevistado se vê as marcas da cultura Gerdau. Para ele a organização está “sofrendo com a crise”, por isso ela “readequou” o quadro de funcionários e “suspendeu” contratos, ações necessárias para preservar seus trabalhadores, afinal, “o bem maior da empresa são as pessoas”. Assim como no Relatório75 Anual 2009, na fala do trabalhador as palavras positivadas substituem o vocabulário pejorativo em relação as demissões feitas pela organização, o que demonstra a incorporação acrítica da fala oficial da empresa.

O relato também faz ver que o trabalhador sabe que o que pesa para as decisões mercadológicas da corporação é a capacidade de gerar lucro para a empresa e que isto depende do nível de competitividade interna, o que pede dos funcionários maior adequação às normas e aos objetivos da organização. Apesar de ter conhecimento de que a empresa fez uma reserva financeira para arcar com os compromissos relativos às aquisições de novas unidades, não parece incomodar o fato de, em contrapartida, a empresa demitir funcionários para reduzir

75 Para mais informações sobre o discurso da Gerdau em relação a crise econômica, consultar as análises

a produção. Por um lado, isto acontece porque o trabalhador minimiza o impacto das demissões, uma vez que diante o cenário global, foram poucas as demissões feitas pela Gerdau. Por outro lado, é comum não ver relação entre a aquisição, que é um investimento, e a demissão, que é o corte de custos. Pois esse é o modelo comercial: é preciso investir para crescer e isso gera endividamentos, tornando-se necessário cortar custos para não gerar instabilidade ao investidor. Essa prática é exercitada similarmente no planejamento familiar e como a estabilidade da empresa é de interesse do trabalhador, que quer afastar a ameaça do desemprego, não há questionamento consciente sobre a incoerência da ação. Para ele trata-se de uma ação coerente. Em relação a essa discussão presente nas entrevistas, apenas os sindicalistas viram e questionaram as práticas das organizações de demitir para não correr risco com a crise, como uma manobra produtiva que visa a enxugar os quadros de funcionários sem alterar a carga produtiva. Ou seja, explorar ainda mais o força de trabalho humana.

Por último, o narrador demonstra ter conhecimento sobre a lógica que orienta as decisões da empresa, o lucro. Tendo em vista que a unidade de Divinópolis é mais lucrativa e econômica para a Gerdau, em relação a outras unidades que realizam o mesmo processo de produção, o entrevistado sabe que diante de sua capacidade produtiva e o engajamento dos profissionais, os funcionários de Divinópolis estão em situação favorável dentro do grupo. Caso haja demissões, estas afetarão primeiro as unidades menos competitivas. Nesse sentido, a fala revela a dialética entre a conformação à cultura organizacional e a resistência a uma situação social por meio do engajamento a esta mesma cultura.

A gente tem aqui um custo infinitamente inferior, tem um custo de produção, custo operacional, inferir a esses outros lugares aí. Equipamentos, os equipamentos são basicamente os mesmos. Em muitas empresas as máquinas são as mesmas. Então eu acho que o que diferencia são as pessoas. Divinópolis é um centro exportador. Tem dirigentes para todo lado aí, daqui de Divinópolis. Que se formou aqui. Eles vêm aqui pega e leva para outros. Então eu realmente, viu, o diferencial de Divinópolis são as pessoas (Chefe, 2009).

A fala do Chefe faz ver que a competição não se restringe ao ambiente externo da organização. Dentro do grupo as unidades competem entre si para garantir o “cliente” – a Gerdau. Como a empresa tem os mesmos equipamentos e diretrizes para a produção, o que muda de uma unidade para a outra é a capacidade produtiva das pessoas que nela trabalham. Dito de outra maneira, a criatividade local e a capacidade das pessoas em tornar o negócio da organização ainda mais lucrativo. É o conhecimento do sujeito no desenvolvimento da sua atividade e a comunicação deste conhecimento, que lhe dão garantias de continuar ou não na empresa. O trabalhador sabe que se ele for mais “flexível” e polivalente que seu concorrente,

a empresa vai ganhar mais, pois reduz custos e aumenta a margem de lucro. Isto é bom para a empresa e é a forma de garantir-lhe uma pseudosegurança de trabalho.

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