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Norwegian

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6.4 Going on the Attack

6.4.4 Norwegian

Assim como nos demais bancos estaduais do país, realizou-se no Banespa uma significativa modernização de sua estrutura organizacional a partir do final da década de 1960. Tanto as infra-estruturas físicas (rede de agências, automação bancária) quando as atividades administrativas da instituição foram bastante transformadas no período.

As mudanças técnicas introduzidas visavam primordialmente a “racionalização da burocracia” da instituição, lembra-nos Fernando Costa (1988). Inicia-se também no Banco um processo de automação, tendo sido o aparelhamento eletrônico das agências aumentado e modernizado. É instalada uma nova Central de Processamento de Dados, que figurava então entre as maiores e melhores da América Latina. “Devido à importância da rede de comunicações em seu sistema bancário de caráter nacional, foi instalada uma central de telex, um sistema de

comunicação pelo rádio, entrelaçando todas as suas agências no país, além do equipamento PABX, e novas linhas telefônicas diretas” (COSTA, 1988:334).

Essa modernização dos sistemas técnicos permite ainda a implantação de uma série nova de processos contábeis, e de oferecimento de produtos aos clientes do Banco. Também a topologia da instituição é alterada, já que se configura uma nova regionalização das agências. Buscando uma otimização do controle das informações – local e regionalmente geradas – foram designadas “concentrações regionais” do Banco no interior do Estado, tendo como finalidade o contato direto com as entidades de classe e os produtores de cada região, além de procurar “ otimizar as relações Banco-clientes” (COSTA, 1988:334).

Em 1966, contando com 120 agências, o Banespa ambicionava a expansão de suas agências para um número maior de municípios, tanto em São Paulo, como nos demais Estados da federação81. A principal justificativa desta difusão espacial de suas atividades era a necessidade de expansão do crédito agrícola, já que o Banespa possuía também a “função de fomentador da agropecuária paulista”(COSTA, 1988:334).

O incremento da produtividade no campo, gerado pela especialização e modernização das áreas cultivadas, aumentava gradativamente a importância dos financiamentos agrícolas do Banco. Com relação à sua “Carteira de Crédito Rural”, é possível dizer que estas operações alcançaram um valor máximo relativo no ano de 1975, segundo Fernando Costa (COSTA, 1988:389).

81 A partir do ano de 1964, foram adquiridos alguns Bancos fora de São Paulo, para efeito da ampliação da

rede de agências do Banespa. A aquisição de outros bancos era a única forma de expansão da rede de captação bancária, já que o mecanismo de concessão de cartas-patente (que permitia a abertura de novas agências bancárias) não era, no ano de 1964, passível de ser utilizado. Entre as instituições adquiridas, constam: a) Banco Cordeiro, com sede em Cordeiro (RJ); b) Banco do Pará, com sede em Belém (PA); c) Banco de Crédito Pessoal (com sede no então estado da Guanabara – RJ), no ano de 1964; d) Banco Nacional da Lavoura e Comércio (adquirido em 1967). Foram somadas às agências que já estavam sob comando do sistema de ações do Banespa outras 72. As exceções – em relação à abertura de agências novas por parte do Banco - foram conseguidas em função de uma combinação particular de fenômenos: no ano de 1967, foram permitidas a construção de agências nas cidades em que grandes infra-estruturas estavam sendo construídas, como por exemplo as usinas hidrelétricas de Urubupungá, Ilha Solteira e Pedregulho (Furnas) (COSTA, 1988:335).

Relata ainda o autor (COSTA, 1988:389) que “a partir de 1982, os financiamentos à produção de alimentos básicos, principalmente milho, arroz e feijão, tiveram maior evolução nessa carteira”. Daí ser possível afirmar que o Banco era um produtor de “solidariedades orgânicas” (SANTOS, 1996) na região, já que os cultivos financiados eram basicamente voltados para as necessidades alimentares mais básicas da população do Estado.

Outro aspecto que nos permite falar da formação de solidariedades orgânicas pela ação do Banespa, diz respeito tanto à distribuição “setorial” quanto “territorial” de seus recursos. No ano de 1969, por exemplo, as atividades industriais foram responsáveis por cerca de 16,1% dos depósitos do Banespa, mas receberam cerca de 47,5% dos empréstimos totais do Banco. Já os produtores agrícolas depositaram 5,4% dos totais, e tomaram emprestado cerca de 20,0% do volume de recursos. O comércio, por sua vez, depositou 9% dos recursos do ano, e tomou emprestados cerca de 14,9% deles.

A situação se invertia nos casos do público em geral (que depositava cerca de 24,3% da massa de recursos, e emprestava apenas 3,4% ) e do Poder Público, já que este contribuía com nada menos que 45,2% dos depósitos e absorveu apenas 14,2% dos empréstimos (COSTA, 1988:383). Em função destes dados (que se repetem para outros anos da ação do Banespa), é possível asseverar que a ação do Banco drenava recursos de sistemas superavitários e “irrigava” atividades econômicas dinâmicas, que contribuíam para o desenvolvimento do Estado de São Paulo como um todo.

Processo semelhante era passível de ser visto também em relação à distribuição territorial dos recursos do Banco. Em 1969 as agências localizadas na Grande São Paulo captaram cerca de 67,7% dos depósitos totais, cabendo às do interior do Estado cerca de 25,6% (os restantes 7,7% originaram-se das agências forâneas). O destino final dos empréstimos, por sua vez, teve a seguinte distribuição: a

Grande São Paulo recebeu 53,2% , o interior do Estado cerca de 36,7% e outros Estados cerca de 10,1% (COSTA, 1988:383).

A partir destes dados, é possível afirmar que a ação do Banespa tinha um caráter mais distributivo, “horizontalizador”. Isto é, sua ação procurava financiar todos os circuitos geográficos (industriais, agrícolas, de comércio), assim como procurava desconcentrar geograficamente esse financiamento. É também Fernando Costa que nos lembra que a ação do Banco “procurou melhor aproveitamento entre zonas de diferentes poderes aquisitivos” (COSTA, 1988:383).

7.3. A Caixa Econômica do Estado de São Paulo e a racionalização da

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