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Vurdering av registreringsvirksomheten frem til 1977

9.5. Registreringen av opplysninger om politisk tilhørighet og politisk virksomhet

9.5.2. Vurdering av registreringsvirksomheten frem til 1977

Na tabela 4.20, apresentam-se as interações de cada aluno ao longo da realização das tarefas analisadas das aulas assinaladas com os números 4 e 7. Na referida tabela, constata-se que Gui foi o aluno do grupo que mais interagiu verbalmente.

Tabela 4. 20. Interações dos alunos do grupo 2 ao longo da realização das diferentes tarefas

Alunos Nível

de ajuda

Tipo de ajuda Categoria Gui Dino Hugo Carmo

Não-

verbal Receber ajuda

Observar com registo 1 4 4

Recebe instrução

Verbal

Pedir ajuda

Questão sem resposta Questão Questão específica 4 Verificar resposta Pedir instruções 1 1 1 Dar ajuda Explicar Expor 5 1 Confirmar resposta 1 1 Sem conteúdo Tentativa de resposta Resposta 6 5 2 1

Receber ajuda Recebe instrução

Total de interações dos alunos 17 9 7 5

De notar que os alunos do grupo com mais interações ao nível de receber ajuda são Hugo e Carmo, destacando-se como sendo as suas interações mais frequentes. Estes alunos evidenciaram necessitar de ajuda três vezes, contudo só Hugo pediu explicitamente ajuda uma vez. Ao longo da realização das diferentes tarefas, Carmo e Hugo só contribuíram, ao nível do processo de resolução, na tarefa de tipologia exploratório da aula 7. Gui é o aluno do grupo com maior número de interações, sendo o único que colocou questões específicas nestas tarefas, bem como o único a não registar interações não-verbais.

Na tabela 4.21, apresentam-se os padrões de interação dos alunos, ao longo da realização das tarefas apresentadas nas duas aulas.

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Tabela 4. 21. Padrões de interação evidenciados pelos alunos do grupo 2 ao longo da elaboração das diferentes

tarefas

Tarefa Nível do processo Nível do resultado

Problema do triângulo Colaboração semi-direta Univocal Tarefa exploratória Colaboração indireta

Colaboração Semi-direta

Univocal Problema da justificação

escrita Colaboração Semi-direta Univocal

Exercício com recurso ao

transferidor Interação oculta Respostas aparentemente individuais Neste grupo, ao nível do processo evidenciaram-se dois padrões de colaboração: colaboração indireta e semi-direta. Numa das tarefas de tipologia exercício, todos os elementos do grupo evidenciaram trabalhar em interação oculta. Ao nível do resultado o padrão mais frequente foi o univocal, tendo-se verificado em três das quatro tarefas analisadas, em que foi sempre o mesmo aluno o primeiro a explicitar que obteve o resultado.

Ao longo da realização do trabalho de grupo, nomeadamente ao longo da realização das tarefas exploratória, problema da justificação escrita e exercício com recurso ao transferidor, ao nível do processo, o padrão de colaboração indireta evidenciou-se em uma das três tarefas apresentadas. O padrão de colaboração semi-direta evidenciou-se duas vezes, e o padrão de interação oculta evidenciou-se uma vez.

Ao nível do resultado, em duas das três tarefas evidenciou-se o padrão univocal. Apenas na tarefa de tipologia exercício é que os alunos evidenciaram cada um ter construído a sua resposta.

Os padrões de interação evidenciados pelos alunos deste grupo, nas diferentes tipologias de tarefas apresentadas evidenciam-se na tabela 4.22.

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Tabela 4. 22. Padrões de interação evidenciados pelos alunos do grupo 2 ao longo da elaboração das diferentes

tipologias de tarefas

Nível do processo/ Nível do resultado

Padrões Problemas Tarefa Exploratória Exercício com recurso ao transferidor Nível do processo Colaboração indireta Colaboração direta Colaboração semi- direta   Interação oculta Trabalho independente Nível do resultado Univocal Multivocal Respostas aparentemente individuais 

Problemas. Nos dois problemas analisados ao nível do processo, o padrão de interação evidenciado foi o mesmo: colaboração semi-direta. No entanto, no problema da justificação escrita Dino, depois de ter ouvido a resposta de Gui, foi capaz de a reformular e escrever a sua resposta, apesar de esta ter sido elaborada com base na resposta de Gui. Ao nível do resultado o padrão foi univocal, onde as ideias de Gui dominaram.

Exploratório. A tarefa de natureza exploratória favoreceu a existência de colaboração indireta entre os alunos do grupo, contudo ao nível do resultado este foi univocal, já que foi ditado apenas por um aluno.

Exercício. A elaboração da tarefa de tipologia exercício propiciou ao nível do processo o padrão de interação oculta entre os elementos do grupo, onde cada um evidenciou ter elaborado a sua resposta.

4.2.4. Perceções dos alunos sobre o trabalho de grupo Trabalho de grupo

Na afirmação 1.2 do questionário onde se afirmava “Para mim trabalhar em grupo na resolução de uma tarefa, na aula de matemática é:” deu origem à seleção de três opções

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diferentes por parte dos alunos. Dino e Gui selecionaram opções distintas e diferentes da selecionada por Hugo e por Carmo, que selecionaram a mesma opção. Dino, Carmo e Hugo concordam, na medida em que para eles, trabalhar em grupo é “Discutir aspetos da tarefa com os meus colegas de grupo” contudo Dino é da opinião que depois deve elaborar a sua resposta enquanto que para Hugo e para Carmo a resposta deve ser elaborada em conjunto. Para Gui, trabalhar em grupo é trabalhar sozinho e esclarecer as dúvidas que vão surgindo com os seus colegas de grupo, elaborando a sua resposta. De facto, nas tarefas analisadas o padrão evidenciado ao nível do resultado foi o univocal em que Gui elaborou a sua resposta, tendo-a apresentado a Dino, que por sua vez, elaborou a sua com base na de Gui. Dino interagiu mais com os seus colegas Hugo e Carmo, do que Gui, tendo essa situação revelado por exemplo, nas tarefas de tipologia problema em que Dino disse “como se faz” a Hugo e a Carmo. Este facto evidencia-se na perceção de Gui e de Dino sobre o trabalho de grupo, uma vez que Gui prefere “resolver a tarefa sozinho” enquanto Dino prefere “discutir”. Contudo não houve discussão mas sim partilha de soluções ou de procedimentos. Tal como se pode constatar na tabela 4.20, neste grupo não existiram interações da categoria explicar, sendo mais frequentes as interações das categorias expor ou resposta, dadas frequentemente por Gui.

Carmo foi a única aluna do grupo a discordar da afirmação 5 do questionário, evidenciando que no seu grupo, nem sempre se sentiu à vontade para esclarecer as suas dúvidas. De facto, esta aluna foi a que menos interagiu com os seus colegas de grupo, tal como se pode verificar na tabela 4.20. De igual modo, foi a aluna do grupo que concordou, enquanto os seus colegas ou discordaram ou discordaram totalmente, com a afirmação 8 do questionário, onde se afirmava que “Quando alguém tinha dúvidas chamavam logo o professor para explicar”. Esta perceção pode estar relacionada com o facto de se sentir pouco à vontade para esclarecer dúvidas com o seu grupo, chamando o professor para as esclarecer.

No que diz respeito à existência de um líder, Gui foi o aluno do grupo que concordou com a afirmação 17 do questionário, onde se afirmava que “Um dos elementos do grupo assumiu muitas vezes o papel de líder ou moderador”. Na entrevista, questionou-se os alunos acerca da existência de um líder no grupo, tendo sido Gui quem manifestou vontade em falar. As suas opiniões encontram-se no episódio E25_EG3:

Episódio E25_EG3

Professora: Existe um líder?

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Gui, ao evidenciar que o papel de líder pode ser assumido por um dos alunos do grupo com nível de desempenho mais elevado, está a assumir que quem pode assumir esse papel pode ser ele ou Dino, uma vez que foram eles que obtiveram esse nível à disciplina de matemática (tabela 3.2). No entanto, Dino, no questionário, discordou da afirmação 17.

Aprendizagem da Geometria

Na tabela 4.23 apresentam-se as frequências relativas em percentagem das perceções dos alunos sobre a importância do trabalho de grupo para a aprendizagem da Geometria, recolhidas através do questionário, onde se pode constatar que a opinião dos alunos é ou Concordo ou Concordo Totalmente.

Tabela 4. 23. Percentagem de alunos do grupo 2 segundo as opções de resposta das escalas de Lickert

Afirmações D/DT C/CT

19. O trabalho de grupo revelou-se importante para a aprendizagem da Geometria. 100%

20. O trabalho de grupo permitiu-me compreender melhor a Geometria do que em anos letivos

anteriores. 100%

21. O trabalho de grupo permitiu-me ultrapassar dificuldades que tinha em Geometria. 100%

22. O trabalho de grupo permitiu-me conhecer diferentes processos de resolução de tarefas de

Geometria. 100%

23. No trabalho de grupo, a descoberta de determinados erros nos processos de resolução das

tarefas permitiu construir novas aprendizagens em Geometria. 100%

24.Considero que o contributo individual de cada um dos elementos do grupo para a resolução

da tarefa deve ser discutido por todos, e que isso é importante para a minha aprendizagem. 100%

DT- Discordo Totalmente; D – Discordo; C – Concordo; CT – Concordo Totalmente

Em geral, os alunos deste grupo consideraram que o trabalho de grupo revelou-se importante para a aprendizagem da Geometria, permitindo compreendê-la melhor do que em anos letivos anteriores, e permitindo construir novas aprendizagens.

Perceção final sobre o trabalho de grupo

No final do ano letivo, os alunos em entrevista foram convidados a refletir se as suas perceções acerca do trabalho de grupo mudaram. Foi Gui quem teve a iniciativa de responder afirmativamente, e quando questionados sobre o que mudariam no seu grupo, foi Gui quem mais uma vez teve a iniciativa de responder. A sua resposta encontra-se no episódio E26_EG3.

Episódio E26_EG3

Professora: O que mudavam?

Gui: Desde o início não púnhamos a Carmo à beira do Hugo porque já ficaram muito tempo juntos. E é só isso.

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Gui revelou não ter sido boa ideia Hugo e Carmo estarem ao lado um do outro. De facto, Hugo baixou de nível de desempenho à disciplina de matemática. No entanto, esse aluno evidenciou ter a perceção de que não se esfoçou o suficiente tal como evidenciou no episódio E20_EG3. Do que se pode observar das aulas, Carmo e Hugo eram os alunos do grupo com mais conversas fora da tarefa. No final do primeiro período, já tinha sido sugerido a Carmo que tirasse maior partido do potencial do seu grupo, tal como se pode verificar na tabela 3.3. e tendo sido questionada no intuito de perceber se ela terá ou não dado o seu melhor nesse sentido. O diálogo encontra-se no episódio E27_EG3:

Episódio E27_EG3

Professora: Conseguiste tirar partido do grupo, ou achas que podias ter tirado mais?

Carmo: Podia ter tirado mais, mas tirei mais do que com o grupo anterior.

Carmo assumiu que poderia ter tirado mais partido do seu grupo do que efetivamente tirou, mas deixou claro que conseguiu tirar mais partido neste do que do grupo 6, ao qual pertencia antes da mudança.

4.3. Grupo 3 – Carlos, Luca, Ricardo e Tadeu