9.6. Kommisjonens vurdering av overvåkingsvirksomheten 1. Overvåkingsvirksomheten - oppsummering
9.6.3. Vurdering av overvåkingstjenestens bruk av telefonkontroll og brevkontroll
Com este estudo, pretendiam-se estudar os padrões de interação dos alunos ao longo das diferentes tipologias de tarefas. Para tal, recorreu-se aos padrões descritivos utilizados na literatura por Cobb (1995) e aos diagramas visuais propostos por Artzt e Armour-Thomas (1992). No entanto, apesar de os diagramas visuais fornecerem uma boa representação da disposição dos alunos em grupo, apresentaram algumas limitações quando se pretendiam representar os padrões descritivos. Por exemplo, um aluno que ao nível do processo trabalhe em interação oculta, é representado por uma circunferência com linha a tracejado. Por outro lado, se o mesmo aluno tiver verbalizado a solução ao nível do resultado, então esse aluno passaria a ser representado por uma circunferência com linha a cheio. Quer isto dizer que o diagrama visual nem sempre fornece uma boa representação das interações ocorridas ao nível do processo e ao nível da solução.
Apesar de no âmbito da intervenção, terem sido implementadas mais tarefas de diferentes tipologias para além das apresentadas, para este estudo foram selecionadas aquelas em que os alunos dos três grupos realizaram a maior parte do trabalho sem a presença do professor. Seria interessante, antes da implementação do trabalho de grupo em sala de aula, desenvolver nos alunos algumas competências nesse sentido, de modo a poder elaborar um estudo mais alargado das suas interações em grupo, e sem a presença do professor, ao longo
119
de um maior número de cada uma das diferentes tipologias de tarefas. Assim, embora neste estudo se tenham abordado diferentes tipologias de tarefas, esta abordagem foi superficial uma vez que foram apenas consideradas duas tarefas da tipologia problema e uma de cada um dos outros tipos. Seria por isso interessante elaborar um estudo nesse sentido que complementasse o presente, depois de se terem desenvolvido tais competências do trabalho de grupo nos alunos. Além disso, alguns dos alunos não têm consciência do tipo de ajuda que pode ser útil ou não para os seus colegas de grupo, em determinado momento de resolução da tarefa. Seria interessante desenvolver essa destreza nos alunos partindo de atividades orientadas para o efeito, como por exemplo fazendo-os demonstrar o que poderia ser uma “boa” ajuda e o que poderia ser uma “má ajuda” (Webb, Nemer & Ing, 2006, p.69). Estudar a utilidade da ajuda que um aluno presta a outro, em determinado momento do processo de resolução de uma tarefa também poderá ser importante, já que permitirá saber quais os tipos de ajuda que podem ser mais úteis aos alunos: Quem beneficiará mais? Será quem dá a ajuda ou quem a recebe? Será que o ato de dar ajuda é mais benéfico que o ato de a receber?
Por último, como recomendação, ainda no âmbito do trabalho de grupo, poder-se-ia estudar a ajuda prestada pelo professor ao grupo. Quando o professor circula pelos pequenos grupos, coloca questões aos alunos de modo a não lhes dar respostas pois nem à tarefa nem a subtarefas, mas fazendo com que eles progridam na resolução da mesma. O professor deve evitar dar respostas mas apenas ajudar a pensar. Estudar o efeito da ajuda prestada pelo professor aos alunos em grupo também se poderia revelar um complemento a este estudo para uma melhor compreensão do fenómeno Trabalho de Grupo.
As entrevistas aos alunos dos grupos identificados com os números 1 e 3 não foram efetuadas com todos os elementos do grupo presentes, sendo que um elemento de cada um dos grupos foi entrevistado individualmente. Compreender se a presença desses elementos no grupo afetaria as revelações ou não, mantém-se no entanto uma incógnita.
A observação das gravações audiovisuais e a categorização das diferentes interações foi realizada por uma única pessoa, não se sabendo por isso até que ponto a presença de um outro observador poderia levar a categorizar as diferentes interações de maneira diferente.
Considera-se ainda o facto das entrevistas só terem sido realizadas no mês de Junho quando a intervenção decorreu no mês de Janeiro ser outras das limitações deste estudo. As entrevistas e a aplicação do questionário deveriam ter decorrido no mês seguinte à intervenção, uma vez que os alunos poderiam não se lembrar dos episódios em sala de aula. No entanto
120
tentou-se contornar essa limitação, mostrando aos alunos o episódio da gravação audiovisual correspondente à situação que se pretendia ver esclarecida.
Numa sala de aula em que os alunos estão organizados em grupo em que toda a turma resolvia a mesma tarefa ao mesmo tempo, e devido à proximidade dos alunos de diferentes grupos, não se sabe até que ponto o que era dito pelos alunos de um grupo A pode ou não ter influenciado as interações entre os alunos de um grupo B.
Considera-se que deveria ter sido contabilizado o tempo que cada aluno passou a observar e a registar na sua tarefa, o que via na tarefa do seu colega. Esse registo permitiria dar ao leitor uma ideia mais concreta do tempo que o aluno passou a observar com registo.
O estudo das interações incidiu no tema da Geometria. Seria também interessante verificar, uma vez que podem existir alunos que se sentem mais à vontade nuns temas do que noutros, se os padrões de interação na realização dos trabalhos de grupo se mantêm ou se evidenciam outros, consoante diferentes tipologias de tarefas apresentadas.
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125
126
ANEXO 1
127
Tabela 5. 1 Tarefas implementadas no âmbito da intervenção
Aula Objetivo da aula
Tarefa
Nome Exercício Problema Tipologia Exploratório Reduzido Nível de exigência Elevado Matemático Contexto Semi- realidade 1 Introduzir o conceito de lugar geométrico;
Identificar e construir a mediatriz de um segmento de reta;
Identificar a circunferência e o círculo como lugares Geométricos.
Tarefa orientada
O centro de saúde
O sinal sonoro
3 Identificar a bissetriz de um ângulo, semiplano aberto, semiplano fechado e coroa circular como lugares geométricos;
Construir a bissetriz de um ângulo.
Tarefa orientada (para a construção da bissetriz
de um ângulo)
Bissetriz
Semiplanos
No referencial
4 Construir a circunferência inscrita num triângulo; Construir a circunferência circunscrita a um triângulo.
O melhor local para o encontro dos três amigos1
O centro do logótipo
Incentro e Circuncentro
7 Determinar o valor da soma das amplitudes dos ângulos internos de um polígono convexo;
Determinar a amplitude de um ângulo interno de um polígono regular com 𝑛 lados;
Determinar o valor da soma das amplitudes dos ângulos externos de um polígono convexo;
Determinar a amplitude de um ângulo externo de um polígono regular com n lados;
Identificar e utilizar raciocínio indutivo e dedutivo.
Tarefa Exploratória dos
polígonos
Problema da justificação
escrita”
Amplitudes dos ângulos internos de um polígono convexo regular2 Ângulos externos do Triângulo
1 Neste relatório, esta tarefa, tendo em conta a sua tipologia, denominou-se por “Problema do Triângulo”.
128
ANEXO 2
129
1. Três amigos residentes em diferentes freguesias do concelho de Barcelos um de
Perelhal, um de Cossourado e outro de Sequeade estão a fazer planos para se
encontrarem para o almoço. Cada um deles quer conduzir a mesma distância. Desenha a lápis, no mapa da figura abaixo apresentada, uma construção geométrica rigorosa que te permita assinalar o ponto correspondente ao local onde os três amigos se devem encontrar. Assinala no mapa esse ponto.
130
ANEXO 3
131
Qualquer polígono convexo com mais de três lados pode ser decomposto em triângulos. 1.1 Considera os polígonos convexos da folha anexa. Decompõe cada polígono em
triângulos, traçando todas as suas diagonais a partir de um dos seus vértices. De seguida, preenche os restantes espaços da tabela.
Nome do polígono Número de lados Número de triângulos em que ficou decomposto
Soma das amplitudes dos ângulos internos Quadrilátero
Pentágono
Hexágono
Heptágono
132
ANEXO 4
ENUNCIADO DO PROBLEMA DA JUSTIFICAÇÃO ESCRITA E DO EXERCÍCIO COM RECURSO AO TRANSFERIDOR
133
1.2. Num pequeno texto sintetiza as justificações e apresenta as conclusões a que chegaste com o preenchimento da tabela.
3. Ângulos Externos
3.1. Os polígonos também têm ângulos externos. No triângulo [ABC], em baixo, um dos
ângulos externos é o ângulo DCB que se obtém construindo a semirreta 𝐴̇𝐶(prolongando o lado [AC])
São igualmente ângulos externos os ângulos EBA e FAC.
134
ANEXO 5
PEDIDO DE AUTORIZAÇÃO AO DIRETOR DA ESCOLA PARA PROCEDER À GRAVAÇÃO ÁUDIO-VISUAL DAS AULAS
135
Exmo Senhor Diretor
_________________________________ No âmbito do curso de Mestrado em Ensino de Matemática no 3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, da Universidade do Minho, nós, Andreia Abreu e Maria Júlia Alves, professoras estagiárias de Matemática desta Escola, encontrámo-nos a elaborar um relatório de estágio, intitulado O ensino e aprendizagem de Geometria com recurso a materiais manipuláveis: uma experiência com alunos do 9º ano de escolaridade e As interações dos alunos em grupo na aprendizagem da Geometria: uma experiência com alunos do 9º ano de escolaridade, respetivamente.
O relatório de estágio pressupõe um projeto de intervenção pedagógica supervisionada na educação em Matemática. Este projeto orienta-se no sentido de definir temas, objetivos e estratégias de ação, que decorram de observação e análise das práticas de ensino e aprendizagem na área de docência e contribuam para a compreensão e melhoria dessas práticas. Nesse sentido, há necessidade de efetuar uma recolha de dados que, nestes estudos impõe gravações audiovisuais de algumas aulas de Matemática.
De forma a viabilizar este estudo, solicito a V. Exa. autorização para realizar as gravações nas aulas de Matemática.
Quer no processo de recolha de dados, quer no relatório de estágio, comprometemo-nos a garantir o anonimato em relação à identidade dos alunos da turma e ainda a solicitar a autorização aos Encarregados de Educação.
Desde já agradecemos a sua atenção. Com os melhores cumprimentos,
30 de Novembro de 2011 Autorização As professoras estagiárias
___________________________ _____ de ______________ de 2012 (Andreia Cristina Freitas Abreu)
O Diretor
__________________________ _____________________________ (Maria Júlia Rodrigues Alves) (_____)
136
Anexo 6
PEDIDO DE AUTORIZAÇÃO AOS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO DOS PARTICIPANTES DESTE ESTUDO PARA PROCEDER À GRAVAÇÃO AUDIO-VISUAL DAS
137
Exmo(a) Senhor(a)
Encarregado(a) de Educação do(a) aluno(a) ___________________________________ Nº____ da turma A do 9º ano.
No âmbito do Curso de Mestrado em Ensino da Matemática no 3º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, da Universidade do Minho, eu, Maria Júlia Alves, professora Estagiária de Matemática da Escola
Secundária de Barcelos, encontro-me a elaborar um relatório de estágio, intitulado Interações dos alunos no
trabalho de grupo na aprendizagem da Geometria no 9º ano de escolaridade.
O relatório de estágio pressupõe um projeto de intervenção pedagógica supervisionada em Educação Matemática. Este projeto orienta-se no sentido de definir temas, objetivos e estratégias de ação, que decorram da observação e análise das práticas de ensino e aprendizagem na área de docência e contribuam para a compreensão e melhoria dessas práticas. Neste sentido, há necessidade de efetuar uma recolha de dados que, neste estudo, impõe gravações audiovisuais de algumas aulas da disciplina de Matemática e a aplicação de um questionário.
Quer no processo de recolha de dados quer no relatório de estágio, comprometo-me a garantir o anonimato em relação à identidade do seu educando, bem como dos restantes alunos da turma, e que todos os dados recolhidos serão exclusivamente utilizados no âmbito dos estudos referidos.
Após a autorização concedida pela Direção da Escola, solicito de igual modo a autorização de V. Exa., de forma a viabilizar este projeto de intervenção pedagógica supervisionada.
Desde já, agradeço a sua colaboração.
6 de Dezembro de 2012 Autorização
A Professora Estagiária ___de Dezembro de 2012
_____________________________
(Maria Júlia Rodrigues Alves) Assinatura do(a) Encarregado(a) de Educação
138
ANEXO 7
PEDIDO DE AUTORIZAÇÃO AO DIRETOR DA ESCOLA PARA ENTREVISTAR E ÁUDIO-GRAVAR OS ALUNOS
139
Exmo Senhor Diretor
_________________________________
No âmbito do Curso de Mestrado em Ensino da Matemática no 3º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, da Universidade do Minho, eu, Maria Júlia Alves, professora Estagiária de Matemática da Escola
Secundária de Barcelos, encontro-me a elaborar um relatório de estágio, intitulado Interações dos alunos no
trabalho de grupo na aprendizagem da Geometria: uma experiência com alunos do 9.º ano de escolaridade.
O relatório de estágio pressupõe um projeto de intervenção pedagógica supervisionada em Educação Matemática. Este projeto orienta-se no sentido de definir temas, objetivos e estratégias de ação, que decorram da observação e análise das práticas de ensino e aprendizagem na área de docência e contribuam para a compreensão e melhoria dessas práticas. Neste sentido, há necessidade de recorrer à realização de entrevistas para conhecer a opinião dos alunos relativamente ao assunto em estudo. Para o efeito, solicito a sua autorização para entrevistar e áudio-gravar o seu educando.
Quer no processo de recolha de dados quer no relatório de estágio, comprometo-me a garantir o anonimato em relação à identidade dos alunos da turma, e que todos os dados recolhidos serão exclusivamente utilizados no âmbito dos estudos referidos.
Desde já,agradeço a sua colaboração.
Autorização
28 de Maio de 2013 ___de Maio de 2013
A Professora Estagiária
_____________________________ (Maria Júlia Rodrigues Alves)
O Diretor
140
ANEXO 8
PEDIDO DE AUTORIZAÇÃO AOS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO DOS PARTICIPANTES DO ESTUDO PARA ENTREVISTAR E ÁUDIO-GRAVAR OS ALUNOS
141
Exmo(a) Senhor(a)
Encarregado(a) de Educação do(a) aluno(a) ___________________________________ Nº____ da turma A do 9º ano.
No âmbito do Curso de Mestrado em Ensino da Matemática no 3º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, da Universidade do Minho, eu, Maria Júlia Alves, professora Estagiária de Matemática da Escola Secundária de Barcelos, encontro-me a elaborar um relatório de estágio, intitulado Interações dos alunos no trabalho de grupo na aprendizagem da Geometria: uma experiência com alunos do 9º ano de escolaridade.
O relatório de estágio pressupõe um projeto de intervenção pedagógica supervisionada em Educação Matemática. Este projeto orienta-se no sentido de definir temas, objetivos e estratégias de ação, que decorram da observação e análise das práticas de ensino e aprendizagem na área de docência e contribuam para a compreensão e melhoria dessas práticas. Neste sentido, há necessidade de recorrer à realização de entrevistas para conhecer a opinião dos alunos relativamente ao assunto em estudo. Para o efeito, solicito a sua autorização para entrevistar e áudio-gravar o seu educando.
Quer no processo de recolha de dados quer no relatório de estágio, comprometo-me a garantir o anonimato em relação à identidade do seu educando, bem como dos restantes alunos da turma, e que