9.4. Andre rettsregler som regulerer adgangen til overvåking
9.4.2. Overvåkingsmetoder som ikke er forbudt ved lov
Nesta subsecção apresentam-se as perceções dos alunos sobre o trabalho de grupo recolhidas através do questionário (ANEXO 8). No fim, apresenta-se a perceção do grupo, recolhida em entrevista e no fim do ano letivo, acerca do trabalho de grupo.
Trabalho de grupo.
Na questão de escolha múltipla 1.2 do questionário onde se afirmava “Para mim trabalhar em grupo nas aulas de matemática é:”, Lúcio foi o único aluno do grupo a selecionar a opção “Resolver a tarefa sozinho e esclarecer as dúvidas que vão surgindo com os meus colegas
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de grupo, elaborando a minha resposta”, enquanto os seus colegas selecionaram a opção “Discutir aspetos da tarefa com os meus colegas de grupo e elaborar uma resposta conjunta”.
Relativamente ao grupo de afirmações “Eu e o trabalho de grupo”, André foi o único aluno do grupo que discordou da afirmação 2, não concordando que cada elemento do grupo constituísse uma peça fundamental para a sua aprendizagem e para a dos seus colegas. No que diz respeito à afirmação 3, Lúcio foi o aluno do grupo que não considerou que trabalhar em grupo lhe pudesse ter permitido conhecer diferentes formas de pensar. Segundo Webb (1980) alunos com nível de desempenho médio não beneficiam da experiência de grupo pois eles não têm uma participação ativa nas explicações nem na sua solicitação. Este facto pode explicar a perceção de Lúcio, o aluno do grupo com nível de desempenho médio à disciplina de matemática, uma vez que não evidenciou ter uma participação ativa nas explicações nem a solicitá-las o que consequentemente não lhe possibilitou conhecer diferentes formas de pensar. Todavia, constatou-se através das respostas à afirmação 4 que os alunos consideraram que o trabalho de grupo lhes tenha permitido conhecer diferentes processos de resolução. De facto, tal como se pode constatar na tabela 4.10 as interações da categoria expor, onde se incluem interações como expor procedimento, foi a categoria de interação mais explícita no grupo, tendo sido quase sempre o mesmo aluno a expor. De facto, tal como se pode constatar na tabela 4.10, neste grupo o número de interações da categoria expor é superior ao número de interações da categoria explicar.
Relativamente ao grupo de afirmações “Como eram esclarecidas as dúvidas”, todos os alunos do grupo consideram sentir-se à vontade para esclarecer as suas dúvidas no grupo, colocando-as primeiro aos seus colegas que as tentavam explicar explicar. Relativamente à afirmação 8, Zeca e Celso consideraram que quando tinham dúvidas chamavam logo o professor para explicar, enquanto André e Lúcio não o faziam. Do que foi possível verificar através da análise das gravações audiovisuais, Lúcio evidenciou que o modo mais no esclarecimento das suas dúvidas foi através de interações da categoria observar com registo, uma vez que esta é a categoria de interação através da qual recebeu ajuda mais frequentemente.
Relativamente ao grupo de afirmações “A partilha”, todos os alunos do grupo consideram sentir-se à vontade para partilhar os seus raciocínios, sendo André o único a concordar totalmente com esta afirmação. De facto, ele foi o aluno com mais interações verbais (tabela 4.10). André e Zeca foram os alunos do grupo que consideraram gostar menos de ouvir
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os seus colegas do que partilhar os seus raciocínios e as suas dúvidas, no trabalho de grupo. Também consideraram que não gostam mais de primeiro observar e ouvir os seus colegas de grupo a discutir e a resolver, e só depois partilhar as suas ideias. Estes dois alunos demonstram, na sua perceção no trabalho de grupo, que não desempenham um papel de ouvir as discussões dos seus colegas, mas sim de tentarem trabalhar. De facto, André é o aluno que mais interage verbalmente e Zeca, e não obstante ser o aluno do grupo com menos interações, evidenciou trabalhar em interação oculta em duas das quatro tarefas analisadas. Zeca foi o único elemento do grupo a não considerar que existe um líder. Essa sua perceção pode estar relacionada com o facto de ter sido o único aluno do grupo que trabalhou em interação oculta, tendo os seus colegas trabalhado de forma colaborativa em todas as tarefas. Nesse sentido, o próprio André reconhece-se como o líder do grupo, Lúcio e Celso também o consideram como líder do grupo. Lúcio demonstrou isso por estar a observá-lo constantemente durante a elaboração das tarefas. Celso manifestou isso numa entrevista realizada. No episódio E17_EG1, encontra-se a revelação de Celso:
Episódio E17_EG1:
Professora: Há um líder?
Celso: Sim (…). No meu grupo é o André sabe explicar melhor as suas ideias e sabe interagir melhor com as pessoas (…).
Celso referiu que o líder do grupo é André, porque na sua opinião é o aluno que sabe explicar melhor e interagir com os colegas.
Aprendizagem da Geometria
Na tabela 4.13 explicitam--se as respostas dos alunos do grupo 1 relativamente ao grupo de afirmações sobre a importância do grupo para a aprendizagem da Geometria.
Tabela 4. 13. Percentagem de alunos do grupo 1 segundo as opções de resposta das escalas de Lickert
Afirmações D/DT C/CT
19. O trabalho de grupo revelou-se importante para a aprendizagem da Geometria. 50% 50%
20. O trabalho de grupo permitiu-me compreender melhor a Geometria do que em anos
letivos anteriores. 50% 50%
21. O trabalho de grupo permitiu-me ultrapassar dificuldades que tinha em Geometria. 25% 75%
22. O trabalho de grupo permitiu-me conhecer diferentes processos de resolução de
tarefas de Geometria. 100%
23. No trabalho de grupo, a descoberta de determinados erros nos processos de
resolução das tarefas permitiu construir novas aprendizagens em Geometria. 100%
24. Considero que o contributo individual de cada um dos elementos do grupo para a resolução da tarefa deve ser discutido por todos, e que isso é importante para a minha
aprendizagem. 25% 75%
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André e Lúcio discordaram das afirmações 19 e 20 do questionário, e Lúcio discordou das afirmações 21 e 24. De facto, o André também foi o único aluno do grupo que discordou da afirmação 2 do questionário onde se dizia “Considero que cada um de nós constitui uma peça fundamental para a minha aprendizagem e para a aprendizagem dos meus colegas”. Apesar deste aluno ter sido o que mais interagiu verbalmente (confirmar tabela 4.10), ele evidencia não considerar o grupo importante para a sua aprendizagem. Para Lúcio, o trabalho de grupo não permitiu que ele ultrapassasse as dificuldades que tinha em Geometria. Esta perceção do aluno, mais uma vez, vai ao encontro do que Webb (1980) refere acerca dos alunos de nível 3, em que estes não beneficiam da experiência de grupo por não terem uma participação ativa nas explicações ou a solicitá-las.
Perceção final sobre o trabalho de grupo
André assumiu a sua perspetiva sobre o trabalho de grupo, que mudou. Contudo, este aluno evidencia dar importância aos seus “companheiros de grupo” tal como ele referiu. Recorde-se que este aluno, no episódio E1_EG1 evidenciou que escolheu os colegas com quem mais gostava de trabalhar. No terceiro período, Mário, o aluno do grupo 6 que se mostrava constantemente descontente com o seu grupo, mudou-se para o grupo 1. Esta mudança parece não ter agradado André, que assume que a partir desse momento passou a falar menos com os seus colegas de grupo, Zeca e Lúcio, do que antes. A revelação do referido encontra-se no episódio E18_EG1.
Episódio E18_EG1
1 André: Sim, acho que sim mas isso depende muito dos nossos companheiros de grupo. (…) Por exemplo agora que o Mário está no nosso grupo, falo muito menos com vocês (Zeca e Lúcio) dá para ver na dá? (…) é quase como se tivéssemos dois grupos vocês os três (Mário, Zeca e Lúcio) e eu e o Celso (…).
2 Professora: Então o Mário influenciou a separação do vosso grupo? É isso que queres dizer?
3 André: De certo modo é, nota-se não vou dizer que não.
4 Zeca: Se calhar ele até ficava melhor em outros grupos. Há grupos que apesar de serem grupos são mais individualistas.
5 Lúcio: Ele não trabalha muito. (…) Mas ele quando falava não era dos exercícios era de outras coisas.
André evidencia que o novo elemento alterou as interações entre os alunos do grupo, provocando alterações no modo como o mesmo funcionava. As interações 4 e 5 do episódio anterior evidenciam que Zeca e Lucas também não apreciam a situação. Na tentativa de
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perceber melhor o ponto de vista de André, a professora estagiária questionou-o novamente. O modo como foi questionado e a sua revelação encontram-se no episódio E19_EG1.
Episódio E19_EG1
Professora: Achas que tem a ver com o identificar com as pessoas que leva a que nós trabalhemos melhor em grupo?
André: Não é tanto o identificar mas às vezes só a própria coisa de gostar de trabalhar com a pessoa já é mais fácil, já incentiva mais, pronto.
Nos episódios E18_EG1 e E19_EG1 André evidencia que é mais fácil, e que é mais incentivador trabalhar em grupo quando se gosta de trabalhar com os colegas do mesmo, do que quando isso não acontece.
4.2 Grupo 2 – Carmo, Dino, Gui e Hugo