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Ikke-vestlige stormakters syn på Responsibility to Protect (R2P) Den videre utviklingen av prinsippet om R2P, der stater har et ansvar for å beskytte

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Filosofia zoológica (Lamarck) Regras do amor

Algoritmos inspirados na evoçução

dos alunos do Mestrado em Ensino em Ciências e Matemática da UFC, com o mapa conceitual sobre “origem das espécies”,3 que é um subtema encontrado no mapa de conhecimento (e que está circulado na figura). Figura 3 – Interação entre o mapa de conhecimento e o mapa conceitual

Fonte: Elaborada pelos autores.

3 Elaborado pelos autores.

FIXISMO Catastrofismo

EVOLUCIONISMO

ORIGEM DAS ESPÉCIES

Lei da herança dos caracteres adquiridos Recombinações genéticas Espontaneísmo Criacionismo Neodarwinismo

Lamarckismo Seleção natural Mutações Lei do uso e desuso Darwinismo Malthusianismo Variabilidade intra-específica Crescimento das populações Lei do gradualismo

de Hutton Princípio das causas atuais de Lyell que inclui

que defende

que inclui

que se baseia

que se baseia baseado no

sobre pode explicar-se

Do mapa de conhecimento, foi mapeado o tema “origem das es- pécies”, classificado como um significado do tipo sinoético. Desse tema, foi elaborado um mapa conceitual que permite ter uma visão es- pecializada desse assunto. Do tema central, surgem subtemas, com po- tencialidade de serem aprofundados fazendo com que novas ramifica- ções desses subtemas apareçam. Esse mapa conceitual, com tema central a “origem das espécies”, pode ser utilizado preferencialmente por professores de Biologia e nos mostra os desdobramentos que po- demos obter com informações que vão das mais gerais para as mais específicas. Partindo-se do tema central, podem-se construir trajetórias que permitam se conceber diferentes explicações para os processos evolucionistas, no caso o “Fixismo” e o “Evolucionismo”. Por sua vez, observamos a especialização desses subtemas em outros subtemas ainda mais específicos, e que estão ligados entre si, como os assuntos advindos do “Evolucionismo”: o Darwinismo, o Lamarckismo e os Neodarwinistas. Em cada um desses subtemas, o professor de Biologia traz um aprofundamento de temas citados e, também, abre a possibili- dade de inserir ligações e intersignificações com temáticas de outras áreas distintas do conhecimento, criando assim uma grande rede de in- formações interligadas e intersignificadas. Tal processo de mapeamento e intersignificações favorece cognitivamente o desenvolvimento da aprendizagem, haja vista que tema e subtemas possuem distintas formas de ligação entre si.

Quando fazemos a associação de determinados conceitos, con- tidos em caixas de um mapa conceitual, com o mapa de conhecimento, percebemos algumas interseções (que estão circuladas no mapa de conhecimento e indicadas no mapa conceitual, por meio de setas). Qual a finalidade dessas interseções? Em um projeto pedagógico, o professor de Biologia pode verificar, no seu planejamento, em que ponto determinado assunto pode ser desenvolvido por outro professor de uma diferente área do conhecimento. Numa exemplificação peda- gógica, o professor de Biologia pode buscar associar ou inter-rela- cionar seus conhecimentos sobre esse subtema juntamente com o pro- fessor de Matemática, quando, ao realizar com os alunos uma discussão, em sala de aula, de determinado assunto, ligado a sua área

de formação, como a função exponencial, apresentará exemplos asso- ciados ao subtema de conhecimento “Seleção natural”, trabalhado pelo professor de Biologia. Por sua vez, o professor de Matemática resolve com os alunos as questões de função exponencial que permite o cálculo do tempo em que determinada espécie de animal pode desa- parecer, se, a cada ano, sua quantidade for reduzida pela metade. Alternativamente, o professor de Biologia pode alinhar seus conheci- mentos, junto ao professor de Filosofia, ao falar sobre o “Criacionismo”, que, no mapa de conhecimento, está inserido na classe de significados sinóptico, onde as Ciências Humanas atuam. E, assim, o professor de Filosofia pode comentar com os alunos sobre os filósofos e correntes filosóficas que levaram a ter essa visão de evolução na Antiguidade, e como isso se apresenta na atualidade. Curricularmente, a presente exemplificação de prática docente constitui uma importante estratégia pedagógica interdisciplinar, que, potencialmente, poderia ser colabo- rativamente mediada, junto a alunos de disciplinas do Ensino Médio (RIBEIRO et al., 2014).

Uma segunda possibilidade na integração que mapas possam acarretar depende do próprio interesse do professor de Biologia que, sabendo que determinado conteúdo de sua disciplina contempla uma determinada classe de significado do mapa de conhecimento, como no caso já citado, o subtema “seleção natural”, o professor pode apro- priar-se de certos conhecimentos de outras áreas das Ciências, no in- tuito de reforçar determinada informação. Um exemplo disso, o pro- fessor de Biologia se apropriaria de novos conhecimentos matemáticos, concernentes à função exponencial, e isso pode ser feito com a ajuda do professor de Matemática. Ele aplicaria esse conhecimento adquirido dentro da sua aula. Isso permitiria que fosse possível trabalhar em sala de aula uma abordagem interdisciplinar de um determinado conteúdo, que é visto tanto na disciplina de Biologia, como também na disciplina de Matemática. As diferentes maneiras de trabalhar pedagogicamente a função exponencial em sala de aula, nesse caso, reforçariam uma infor- mação dentro da estrutura cognitiva do indivíduo, ou seja, o professor de Biologia reveria, agora, sob um olhar pedagógico interdisciplinar, a teoria de função exponencial, pois ele já estudou isso enquanto aluno

colegial no passado. Nesta situação, observamos o trabalho multidisci- plinar do professor.

Conclusão

Uma determinada área das ciências, por si só, não pode ser con- siderada a única detentora da verdade (MORAES; VALENTE, 2008), pois a mesma, em seu processo de estruturação, necessita de outros ramos das ciências para que possa: assumir um caráter mais inclusivo e pedagógico do conhecimento interdisciplinar e dar sustentáculo e vali- dação aos saberes. É nessa ótica que devemos considerar que o conhe- cimento deve ser tratado como um todo (RIBEIRO et al., 2014), abrindo novos caminhos pedagógicos e metodológicos, para que a área em que um professor atue seja receptiva a outras áreas das Ciências.

Essa visão do todo somente é possível se tivermos pleno co- nhecimento do conteúdo que o professor está trabalhando. Para isso, é necessário aprofundarmo-nos no assunto ministrado para poder, então, explorar todas as possibilidades que ele pode nos oferecer, ou seja, quanto mais aprofundamos um assunto, mais ele se torna mul- tidisciplinar. A informação, quando bem trabalhada pelo professor, segundo uma proposta teórico-metodológica e prática, fundamen- tada no mapeamento da informação, leva a uma autonomia em re- lação ao saber, cria uma conscientização sobre a realidade de mundo e nos capacita a distinguir o certo e o errado dentro das várias trans- formações que evidenciamos, sejam elas políticas, econômicas, so- ciais ou ambientais.

A visão do aluno e sua forma de ressignificar e se apropriar de novos conhecimentos são favorecidas e facilitadas, a partir das teorias de Phenix e Ausubel, pois, a partir do conhecimento do mundo e dos processos que nele ocorrem, a sua visão com relação à construção de saberes (onde as disciplinas são fragmentadas e estáticas, consideradas como verdades absolutas e repassadas por grande parte dos docentes que não querem mudar seu comportamento epistêmico) pode ser repen- sada, para promover uma nova visão crítica e embasada nos conheci- mentos adquiridos pelo homem como indivíduo, do seu envolvimento

como membro de uma sociedade e da sua interação com o ambiente que o cerca. Finalmente, o uso do mapa de conhecimento e do mapa concei- tual potencialmente pode possibilitar a emergência de uma visão bem ampla do saber. A integração pedagógica desses tipos de mapas pode constituir uma alternativa para promover a integração pedagógica e cur- ricular da fragmentação observada em certas disciplinas escolares, pro- movendo-se a elaboração de projetos interdisciplinares.

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