4.3 EØS-avtalen og utviklinga av norsk energipolitikk
5.1.5 Uformelle nettverk og kontaktar
Segundo Vairinhos (2010), a profissão de técnico de Balneoterapia é uma das profissões chave de suporte ao desenvolvimento de actividades físicas e/ou desportivas orientadas para a obtenção de Saúde, no contexto turístico da Região do Algarve. Defende que a referida profissão, pela tendência crescente de evolução do Termalismo para um novo conceito de Spa (como acontece nas termas de Monchique), sofrerá alterações no futuro como forma de adaptação ao surgimento de novas necessidades impostas pelo aumento e diversidade da procura do segmento de mercado Turismo de Saúde.
Em relação a profissões específicas do Desporto, destaca o panorama actual dos monitores de Fitness, referindo que houve alterações ao nível da legislação e que apenas os licenciados na área do desporto poderão prescrever exercício físico.15
15 apesar de estar a decorrer um período de 3 anos transitório para dar possibilidade de certificação aos profissionais
59 Goeldner (1989; cit in Hall, 2003) indica 5 componentes do mercado de turismo para a Saúde que correspondem a 5 segmentos de mercado específicos:
1 - Sun and fun activities;
2 - Participação em actividades promotoras de saúde, não sendo contudo esse o principal enfoque (ex: actividades de aventura e de desporto como montar a cavalo, andar de bicicleta ou golfe);
3 - Viagens em que a principal motivação é a obtenção de saúde (ex: um cruzeiro ou uma viagem para um clima diferente);
4 - Viajar para usufruir dos serviços de um Spa (sauna, massagem e outras actividades direccionadas para a promoção de saúde);
5 - Tratamentos médicos.
Os três últimos segmentos de mercado referidos são aqueles que normalmente constituem o mercado das viagens de Spa e de Saúde, na medida em que a saúde assume-se como o principal objectivo da viagem.
O terceiro factor indicado desde há muito tempo assumiu-se como um factor decisivo para viajar, segundo Mathieson et al (1982; cit in Hall, 2003). No século XIX, as pessoas do Norte da Europa que sofriam de tuberculose viajavam e viviam durante algum tempo em climas mais amenos para combaterem a doença. Esta tendência de se deslocar de climas mais frios para climas mais amenos (como acontece no Algarve) contribuiu para que nos nossos dias existam muitos nórdicos com uma segunda habitação com objectivos de saúde similares.
De acordo com Goodrich (1993; cit in Hall, 2003) o conceito de Turismo para a Saúde é destinado pelo menos a dois segmentos de mercado: em termos de saúde, pode ser dirigido a diversas populações especiais ou doentes, como obesos ou hipercolesterolémicos; ou a turistas com o intuito de obter receitas relativas aos elevados preços dos serviços de saúde prestados e de aumentar dos índices de ocupação de hotéis e resorts.
Hall (2003) defende que o mercado do Turismo para a Saúde centra-se em dois segmentos que correspondem a dois tipos distintos de resort: em que o enfoque se situa na promoção de uma boa condição física e da saúde em geral e na promoção do bem-estar; e resorts especificamente destinados para clientes que sofrem de uma doença. Refere que o Turismo para a Saúde é praticado: pela crescente população
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envelhecida das sociedades desenvolvidas que quando se reformam migram na procura de estilos de vida mais saudáveis; e por grupos da nossa sociedade que procuram programas de condição física, lugares onde aliviar o stress e centros de spiritual renewal.
Refere ainda que muitos hotéis e restaurantes, para conseguir dar resposta aos interesses e motivações dos clientes em termos de saúde, disponibilizam outros serviços associados. É o caso da maioria dos hotéis de cinco estrelas que disponibilizam programas de treino aeróbio e com pesos, assim como dietas de baixo teor calórico e colesterol.
Segundo Mitchell (1983; cit in Hall, 2003), as actividades ao ar livre orientadas, a partir dos anos 80, têm vindo a ser cada vez mais procuradas no Ocidente como resposta ao aumento do sedentarismo causado pelos padrões das profissões actuais, considerando esta tendência como uma resposta aos problemas do urbanismo e dos estilos de vida contemporâneos. Altmeyer (1976 et al; cit in Hall, 2003) explica o ressurgimento do interesse das pessoas em geral pela aventura, desporto e saúde e desportos associados como forma de compensar os ―estragos‖ causados a nível físico, espiritual e moral causados pelas sociedades do final do século XX.
Neste contexto, utilizado como forma de escape ao envolvimento urbano, o desejo de adopção de um estilo de vida saudável tornou-se uma motivação intrínseca crescente para viajar.
Hall (2003) afirma que para grande parte das pessoas que participam em actividades desportivas recreativas enquanto turistas, a sua maior motivação para viajar é a melhoria ou a manutenção da sua saúde. O autor refere um estudo que realizou anteriormente sobre saúde, aventura e turismo desportivo, defendendo que as motivações para estes três tipos de turismo estão directamente relacionados com um desejo de melhorar a sua qualidade de vida, através duma participação relativamente activa nesse tipo de actividades.
Paulino (2010) refere que, o cliente para voltar ao destino não só tem que ficar satisfeito, mas que ter ficado com vontade de experimentar outras actividades de animação por exemplo, outros percursos ou rotas interessantes para o turista que ficaram por realizar.
Defende ainda que neste sentido, o Spa é um serviço estático, oferece uma série de serviços num espaço perfeitamente delimitado. E aí a procura de percursos pedestres ou vias para andar de bicicleta em que existem possibilidades de exploração de
61 diversos locais muito diversas e este tipo de actividades torna-se assim um fenómeno de grande peso porque traz novas oportunidades de experiências que poderão levar o cliente a voltar ao mesmo destino turístico.