4.3 EØS-avtalen og utviklinga av norsk energipolitikk
6.3.1 Diskusjon og vekselverknad mellom perspektiva
O Turismo é uma fonte importante de riqueza e um dos sectores em crescimento mais rápido na economia mundial. É um fenómeno à escala mundial, envolvendo um número crescente de pessoas que fazem grandes viagens. É uma actividade global que concorre para a globalização.
O sector do Turismo é um dos mais importantes da economia portuguesa, tendo um papel decisivo no desenvolvimento do país e contribuindo significativamente para a criação de riqueza. Assim, torna-se crucial uma maior e melhor qualificação deste sector. Neste sentido, acreditamos que a certificação assume um papel importante e apresenta-se como uma estratégia essencial para manter e promover um Turismo economicamente interessante e sustentável.
Segundo o seu site oficial, o Turismo de Portugal, está integrado no Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, sendo a Autoridade Turística Nacional responsável pela promoção, valorização e sustentabilidade da actividade turística,
81 agregando numa única entidade todas as competências institucionais relativas à dinamização do turismo, desde a oferta à procura.
A missão do Turismo de Portugal consiste em:
- Qualificar e desenvolver as infra-estruturas turísticas; - Desenvolver a formação de recursos humanos; - Apoiar o investimento no sector;
- Coordenar a promoção interna e externa de Portugal como destino turístico; - Regular e fiscalizar os jogos de fortuna e azar.
Com uma relação privilegiada com as outras entidades públicas e os agentes económicos no país e no estrangeiro, o Turismo de Portugal está empenhado em cumprir o desígnio de reforçar o turismo como um dos motores de crescimento da economia portuguesa.
Programa Nacional de Turismo Natureza (PNTN)
O Turismo de Natureza foi criado em 1998, com a publicação da Resolução do Conselho de Ministros nº 112/98, de 25 de Agosto.
A criação do PNTN decorreu de um Protocolo celebrado no dia 12 de Março de 1998 entre o Ministério da Economia e o Ministério do Ambiente, tendo em conta a Resolução do Conselho de Ministros nº 102/96, de 8 de Julho, que visa o estabelecimento de medidas concretas para o desenvolvimento sustentável das áreas protegidas, das quais se salienta o apoio a práticas turísticas de recreio e lazer não nocivas para o meio natural e ao enquadramento legal para a utilização turística de casas tradicionais recuperadas que ainda não se encontravam abrangidas por legislação.
É, desta forma, reconhecido o potencial que permitirá consolidar a imagem de Portugal como destino turístico de qualidade, com novos destinos vocacionados para novos tipos de procura. Por outro lado, assumem-se as áreas protegidas (AP) como únicas, em termos de património natural e cultural, devendo estar claramente vocacionadas para actividades de lazer ligadas ao contacto com a natureza e com as culturas locais. Porém, na opinião de Vairinhos (2010), o contexto actual de crise económica mundial, não permite investimentos estatais nesta área e, desta forma, torna-se impossível concorrer com o Mercado Internacional em nichos especializados se não houver investimento na formação, o que não se sucede neste momento. O contexto socioeconómico é bastante desfavorável para que haja um investimento na formação e para que se consigam formar pessoas para novas funções emergentes que se equiparem às existentes.
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2.2.1. Contexto específico da Região do Algarve
É necessário definir qual ou quais as vertentes do Desporto e Turismo se pretende apostar e dinamizar na Região do Algarve, para que, de acordo com as características e interesses de cada sub-região ou concelho e de cada organização pública ou privada, possamos adoptar estratégias comuns que actuem de forma sinérgica e permitam conquistar posições diferenciadoras no mercado internacional.
Nesta prespectiva, consideramos fundamental conhecer as características, necessidades e motivações ao nível da procura, dos mercados prioritários da Região do Algarve no que se refere a práticas desportivas, como suporte ao desenvolvimento de estratégias de inovação conducentes à oferta de serviços e produtos singulares. Para caracterizar os clientes/turistas, constata-se a necessidade de uma distinção, que passa pelos clientes de época alta, normalmente de Junho a Stembro, e os clientes de época baixa, que compreende os meses de Outubro a Maio.
Com base na recolha bibliográfica e entrevistas a peritos e especialistas do sector do Desporto e Turismo, verificámos que a época alta apresenta uma maior preponderância por parte do segmento de mercado Turismo de Famílias, enquanto a época média/baixa é frequentada na sua maioria pelo segmento de mercado constituído por uma faixa etária mais elevada.
Nuno Aires, na qualidade de vice-presidente do Turismo do Algarve, durante a sua intervenção no workshop ―O Turismo de Natureza no Algarve‖ (2009), declarou que ―numa futura revisão do PENT acreditamos que o Turismo de Natureza poderá passar a ser considerado como um produto estratégico para o Algarve‖.Mais admitiu, que o Turismo de Natureza ―tem vindo a ser assinalado como um produto cada vez mais interessante pelos operadores e agentes turísticos‖. Por essa razão, o responsável garantiu que já ―começou a olhar com mais atenção para este produto‖, sendo que ―está a fazer esforços no sentido de transformar o Turismo de Natureza num produto estratégico para a região‖.
Segundo relate o site www.publituris.pt, sem excepção, todos os intervenientes deste workshop sublinharam o facto de o Turismo de Natureza não estar contemplado no PENT como um produto estratégico ou prioritário para o Algarve, o que segundo Pedro Dornellas, presidente da Associação Vicentina, ―dificulta a promoção e também o financiamento para o desenvolvimento deste produto‖.
83 Na sua intervenção, Teresa Ferreira, do Turismo de Portugal, observou que apesar de não constar no PENT como prioritário para o Algarve, o Turismo de Natureza ―é um produto com potencial de crescimento porque há uma maior consciência ambiental e fuga à massificação turística. Sublinhou que este produto pode ser considerado (tal como já sucede como o Golfe) na redução da sazonalidade do turismo da região algarvia. ―O Turismo de Natureza é encarado como um produto complementar, alternativo, para diversificar a oferta turística do Algarve‖, disse acrescentando que ―há muitos desafios para os agentes turísticos nesta matéria‖.Teresa Ferreira deixou o alerta que ―é preciso trabalhar de forma integrada com as instituições que já existem para estruturar a oferta complementar‖.
Nuno Aires concordou que a região algarvia apresenta várias potencialidades para desenvolver o Turismo de Natureza, e que é urgente apostar nos produtos complementares ao Sol e Mar porque o turismo da região ―vive da conjugação de experiências que os vários produtos turísticos oferecem‖.
Produtos Caracterização/Importância
Estratégica
Sol e Mar Produto Turístico prioritário para Portugal
Golfe Produto de mais-valia económica e cuja
sazonalidade não coincide com os picos sazonais da procura para Portugal
Meetings, Incentives & Events Produto de alto valor acrescentado cuja sazonalidade não coincide com os picos sazonais da procura para Portugal
Marinas e Portos de Recreio Produto qualificador da imagem do produto Sol e Mar
Turismo Desportivo Activo/Estágios Desportivos
Produto de Nicho
Desportos Náuticos e de Ondas Produto de Nicho Outros produtos no âmbito do turismo
activo
(Ex: Saúde e Bem estar, Desporto Natureza, Animação Desportiva)
Produtos emergentes
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