8. STRATEGISK LØNNSOMHETSANALYSE
8.1 N ETTO DRIFTSRENTABILITET :
8.1.1 Resultatgrad/EBIT-margin:
Identificado como um talento diferenciado, Zico, apesar de assinar seu primeiro contrato aos 20 anos, havia estreado no profissional aos 18 anos, pelo o que vinha fazendo dentro de campo, aproveitando todas as oportunidades.
Com contrato, com 20. Mas joguei no profissional em 71 e 72, com 18, 18 anos eu estreei. Acabou o campeonato de juvenil em 71. Foi meu primeiro campeonato de juvenil, eu fui artilheiro do campeonato. Aí quando acabou o campeonato, [...] a gente foi o terceiro. Terceiro ou segundo, e eu fui o artilheiro do campeonato. Aí o Solich {refere-se a Fleitas Solich}, [...] Aí eu joguei o campeonato nacional como centroavante do profissional com 18 anos, é centroavante, “9” mesmo lá.
Diferentemente das categorias de base, onde sempre jogou de meia-esquerda, no início de sua experiência profissional, Zico atuou em todas as posições do meio para frente, destacando-se sempre, ampliando as possibilidades e os desafios que surgiam a todo o momento.
[...] eu joguei em todas do meio para frente... Joguei na escolinha
Quando eu subi... de centroavante, "9". Aí depois com o Zagalo, tinha um ataque assim, Rogério, Afonsinho no meio, Dario, Doval, Paulo César Caju. Machucava o Rogério, eu entrava na direita, machucava o Paulo César, eu entrava na esquerda. Machucava, eu era o coringa, jogava em todas. Então com o Zagalo joguei de ponta direita, joguei de "7", joguei de "8" no meio campo, joguei de "11". Então eu era o primeiro substituto né, eu então. {Interrupção do entrevistador: quem saiu em definitivo quando você entrou?} Doval... que era o 10. {Complementação do entrevistador: você não saiu mais?} Aí não, eu joguei em 73 os últimos jogos do campeonato nacional. O Flamengo estava sem ganhar um tempão... e saiu fora da disputa e faltavam cinco jogos. Aí me colocou. Nós ganhamos cinco jogos, dois foi de 1 a 0 com gol meu. E eu fiz gol nos cinco jogos. A gente ganhou do Botafogo, do América, do Olaria, acho que dois times de fora, eu fiz gol, acho que no Atlético Mineiro. Eu fiz gol nos cinco jogos. Aí terminou o ano. Aí o Zagalo foi para a Seleção, 74, Seleção brasileira que ia disputar a Copa do Mundo. Aí veio o primeiro treino e o Joubert... assumiu no lugar dele... Eu vinha, [...] campeão, título com o Joubert, artilheiro [...]. Aí veio o primeiro coletivo. O Joubert me colocou no time reserva, [...] eu queria matar ele. Ele botou esse ataque... Rogério, Afonsinho, Dario, Doval e Paulo César e eu treinei na reserva. Aí eu acabei com o treino, fiz o diabo, e tinha um jogo na terça-feira, isso foi no sábado. Aí quando chegou na segunda, no outro coletivo, o jogo era na quarta, não tinha que alojar. Na quarta o Joubert chamou eu, o Doval e o Dario, que era os três né. Falou, olha, a partir de hoje o Zico é meu titular vocês dois vão disputar a posição. Aí o Doval foi para frente. Aí jogou o Dario, eu e o Dario, 3 a 1 e eu fiz dois gols. Aí fomos jogar em Minas, 4 a 0, fiz dois gols. Fui jogar em Indaiatuba, sete, eu fiz três gols. Aí eu fui jogar no Ceará, sete, eu fiz mais 3 gols. Eu fiz, eu sei que eu fiz 10 gols assim, quatro, cinco jogos. Aí nunca mais saí do time... Isso com o Joubert... Agora se fosse o Zagalo [...] Eu ficava [fora] uma porrada de tempo... Como o Joubert me conhecia né, viu tudo o que eu fazia, o Joubert... ele via o moleque... tem que bota ele, e eu correspondia... Também tem isso, se ele bota e você não faz nada...
Quando começou a jogar pelo profissional, aos 18 anos vivenciou uma situação que quase o fez desistir da carreira. Convocado para a Seleção Pré- Olímpica foi campeão na Colômbia com seu gol no jogo da final com a Argentina. Mesmo com boa participação, não participou das Olimpíadas de Munique de 1972.
[...] Veio a seleção olímpica, aí eu fui convocado [...] disputar o pré- olímpico na Colômbia em dezembro. Aí fomos campeões e eu fiz o gol da vitória contra a Argentina de 1 a 0 e nós... classificamos para... a Olimpíada. Aí veio 72. Aí quando chegou 72 mudou tudo, saiu o Solich e entrou Zagalo. Aí o Zagalo achou que eu era muito novo. Foi lançado prematuramente. Me mandou, mandou eu de volta, mas se você quiser ficar aí tudo bem. Aí eu passei um mês, eu ia no Flamengo mudava de roupa, sentava, de short, sentava lá e nem treinar eu treinava, só ia lá no clube cumprir a minha. Porque se eu, para eu sair, eu tinha que ficar dois anos de estágio para ir para outro lugar. Aí eu fico. Aí, aí o Antoninho {refere-se à Antônio Fernandes}, que era o técnico da seleção olímpica foi no Flamengo conversar comigo. Ele falou, você tem que voltar a jogar no juvenil de novo, porque eu não posso te convocar se o você não está nem treinando. Você tem que voltar a treinar, como você vai para a Olimpíada. Aí eu voltei para o juvenil. Aí fomos campeões, eu fui artilheiro de novo. [...] e não me convocou, não me convocou para seleção. Quase parei de jogar por causa disso. Saí do Flamengo, fui embora para casa, não jogo mais. Aí o meu irmão Edu, não, não faz isso, o Flamengo não tem nada a ver com a história, esse foi um erro do treinador, aconteceu comigo. Aí, eu fiquei 10 dias sem aparecer no clube. Aí voltei lá, aí já voltei... para o... juvenil. Aí fui requisitado de vez em quando. Era chamado para jogar em 72, jogava, voltava. Aí em 73 já fui de vez para o profissional. {Confirmação do entrevistador: com 20 anos?} Com 20 anos. Aí fiz o primeiro contrato em maio, completei 20 anos, fiz o primeiro contrato do profissional. Aí eu fui embora.