2 Prosjektets teoretiske grunnlag
3 Valg av studieretning: Yrkesfag eller studieforberedende?
3.1 Rammer for søkningen til videregående
1.2.3.2.1 Constituição do universo das escolas privadas
Embora o contato com as escolas municipais tenha sido facilitado pelo acesso aos órgãos gestores da educação pública, que têm controle, contato e relação das escolas que fazem parte da sua rede de ensino, essa mesma perspectiva não se aplica à realidade das escolas privadas.
Depois de muito pesquisar constatei a inexistência de um órgão que congregasse as escolas privadas no município de Natal, para constituir inicialmente a lista de escolas a serem pesquisadas. Nesse sentido, após diversas tentativas sem sucesso, tive que fazer uma opção
para chegar até as escolas privadas existentes e, dada a urgência para o andamento do trabalho, optei por fazer contatos telefônicos, de acordo com a lista telefônica, Listel on-line10 dos anos 2009 e 2010, da cidade de Natal. Mesmo sabendo dos limites e dos problemas para obter a relação das escolas por essa via, não encontrei outra alternativa no momento que precisava efetivar o trabalho. Assim, decidi que, mesmo diante dos limites dessa escolha, era o caminho viável naquele momento11.
Iniciando com duzentos e sessenta escolas, essa lista foi disposta em tabela contendo “Nome da Escola”, “Endereço” e “Telefones”, seguido de colunas para preenchimento durante os primeiros contatos telefônicos, a saber: “Educação Infantil” (sim/não), “Artes” (sim/não), “Música” (sim/não), “Professor” (nome), “Telefone Professor”, “Questionário Entregue” (sim/não), “Questionário Recebido” (sim/não).
Contudo, durante os contatos, o total de escolas reduziu-se para duzentos e oito, devido à atualização do cadastro, escolas que fecharam unidades, números diferentes de uma mesma unidade de uma escola, números que não correspondiam a escolas, dentre outros. Ressalto que tenho ciência dos limites da forma de acesso a essa relação, mas entendo, também, que foi um caminho possível o qual me possibilitou chegar a um número bastante abrangente de escolas.
1.2.3.2.2 Contato Telefônico
Da mesma forma que para as escolas públicas, fiz os primeiros contatos através de ligação telefônica, me apresentando como pesquisadora e professora de Música, e solicitando falar com a coordenação ou direção da escola. Em algumas pude falar diretamente com a direção, outras com a coordenação pedagógica e/ou gestores diversos (coordenação de Artes, das “escolinhas”12 etc.). Após ser atendida, apresentava rapidamente os objetivos da pesquisa, e solicitava a resposta de três perguntas: “Existe educação infantil na escola?”, “Existe, na
10 http://telelistas.net/
11 Após a conclusão do trabalho tive acesso a informação de que a secretaria de educação do estado,
possivelmente, dispõe de uma lista com todas as escolas atuantes no estado, o que incluiria as escolas privadas. Todavia, o trabalho já tinha sido realizado e não havia mais tempo hábil para incorporar tais informações ao contexto da pesquisa.
12 “Escolinhas” é o termo utilizado em muitas escolas para se referirem às aulas extracurriculares, em geral
específicas como flauta doce, canto coral, ballet, natação etc., e realizadas em horário inverso ao da aula regular.
educação infantil, aula de Artes?”13 “Existe, na educação infantil, aula de Música?”. Geralmente essa última pergunta era acompanhada do questionamento sobre ser ou não aula regular ou atividade extracurricular. Caso fosse positivo para aula regular, solicitava o horário em que poderia encontrar esse professor ou algum contato.
Particularmente referindo-se à escola privada, os dados sobre a formação dos professores responsáveis pela disciplina de música eram conhecidos por praticamente todos os gestores. Provavelmente porque nesse contexto a aula de música vem se apresentando como um diferencial, de forma que, as escolas que a oferecem colocam em destaque e distribuem um horário de aula específico. Tal fato facilitou o contato telefônico de forma que alguns gestores faziam questão de ressaltar o pioneirismo e a importância da aula de música no contexto específico de sua escola.
1.2.3.2.3 Relação do campo com a Universidade: redes e contatos
No primeiro semestre do ano de 2010, o Curso de Licenciatura em Música da UFRN ofereceu duas turmas da disciplina “Atividades Orientadas I: metodologia do ensino da música na educação infantil e fundamental” (MUS5011), que exige estágio de observação em aulas de pelo menos um desses níveis educacionais. Assim, foi autorizado pelas professoras das duas turmas dessa disciplina o acesso aos locais campos de estágio de observação dos alunos. Para tal, disponibilizei uma planilha entregue às respectivas professoras contendo “Nome da Escola”, “Professor(a)”, “Contato (telefone ou endereço do professor ou da escola)”, e “Horários (do professor na escola)”. Posteriormente, foram descartadas dessa lista as escolas referentes ao ensino fundamental. As escolas que ofereciam educação musical na educação infantil e que não estavam contempladas na relação realizada inicialmente foram integradas e/ou atualizadas. Vale salientar que ao todo foram somadas à lista já estruturada apenas mais uma escola privada e uma escola pública.
Ainda na Universidade, percebi que muitos graduandos da Licenciatura em Música já se inseriam no mercado de trabalho justamente nas escolas de ensino infantil e anos iniciais do fundamental. Como nessa época trabalhava como servidora Técnico Administrativo na Coordenação de Extensão da EMUFRN, pude estabelecer contato com alunos que também me indicavam escolas, professores e até amigos que atendiam aos requisitos da pesquisa.
13
Em alguns momentos, em virtude de contratempos em geral motivados pela pressa dos diretores e gestores, não foi possível perguntar sobre a existência da aula de Artes, questionando diretamente sobre a aula de música na educação infantil.
Nesse contexto, a atualização do número de instituições na planilha geral das escolas privadas de duzentos e sessenta para duzentos e oito contou também com a inserção e atualização referente a esses contatos com a Universidade.