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Nyhetsunnvikere

In document Det norske mediemangfoldet NOU (sider 124-127)

6.4 Status for bruksmangfoldet

6.4.5 Nyhetsunnvikere

Para compreender como se configura a cadeia produtiva da música em Brasília é preciso, primeiramente, contextualizar a produção criativa em âmbito nacional. Para isso, faz-se necessário depurar alguns indicadores nacionais e locais que, ao serem cruzados, permitem uma série de conclusões que comporão o arcabouço de informações para a análise espacial.

O ponto de partida é a apuração dos dados nacionais, com vistas a obter um panorama geral da produção e do consumo cultural no Brasil para, assim, contextualizar os indicadores referentes à Brasília. Serão explanados dados acerca do peso das atividades criativas na economia brasileira na forma de dados sobre emprego e renda nas atividades criativas, e também sobre a oferta de música, os quais quantificam a existência de grupos e manifestações musicais em geral e de qualificação profissional em música, dados sobre os

hábitos culturais dos brasileiros e informações referentes aos principais instrumentos das políticas públicas voltadas para a cultura nos estados. Desta forma, é possível contemplar a análise espacial a partir da contribuição epistemológica e metodológica apresentadas por Milton Santos (1985).

O estudo da FIRJAN (Brasil, 2012) apresenta informações gerais sobre emprego e renda nas atividades consideradas criativas. A pesquisa buscou seguir a mesma metodologia do Departamento de Cultura, Mídia e Esportes (DCMS) do Reino Unido, pioneiro na inclusão do potencial de geração de emprego e renda das indústrias criativas nos estudos sobre o tema e que, mais tarde, foi aperfeiçoado pelos pesquisadores britânicos John Howkins e Richard Florida e serviu de base para a unificação do conceito de “indústrias criativas” pela UNCTAD. Além das 12 áreas criativas referenciadas no conceito forjado pela UNCTAD, a FIRJAN ainda acrescenta mais duas: pesquisa e desenvolvimento e biotecnologia. A justificativa para esta inclusão é a de que estas duas atividades também tem a criatividade como principal insumo produtivo, tal qual as outras 12 atividades tradicionalmente consideradas criativas.

O “Cultura em números” (Brasil, 2010) é dividido em quatro partes: oferta de cultura, demanda por cultura, financiamento da cultura e gestão da cultura. Ou seja: as firmas, os homens, as infraestruturas e as instituições, respectivamente, como coloca Santos (1985), para uma análise do espaço social e suas contradições.

O principal objetivo do trabalho, segundo o Ministério da Cultura, é convergir todos os dados referentes à produção cultural brasileira em uma única base de dados, balizada por uma única metodologia de pesquisa: o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), cujo intuito é disponibilizá-lo como uma plataforma aberta de consulta de dados que se torne a mais confiável referência para todos os trabalhadores e pesquisadores da economia da cultura do país e também a mais substancial fonte de informação para nortear as políticas públicas para este setor.

No entanto, os responsáveis pela publicação fazem a ressalva de que não existem dados específicos sistematizados sobre demanda na área cultura. Assim, para a primeira edição, foram utilizados dados de diferentes fontes cujo foco não necessariamente foi extrair informações sobre a economia da cultura,

como o MUNIC-IBGE, INEP e IBOPE, mas que, tratados sob a metodologia analítica do MinC, doravante servirão como pedra fundamental dos indicadores sobre economia da cultura no Brasil. Outro ponto importante a ser mencionado é que, por ser baseado no MUNIC-IBGE, o Distrito Federal não aparece em alguns dos recortes da pesquisa.

Este, aliás, é um dos grandes entraves ainda encontrados para realizar pesquisas sobre o tema no Brasil. A falta de dados sistematizados e de uma metodologia unificada de análise prejudicam a obtenção de informações precisas e confiáveis sobre a economia criativa brasileira. Nesse sentido, a iniciativa do MinC em construir o SNIIC e elaborar o “Cultura em Números” é fundamental. É um primeiro passo rumo à obtenção, metodização e análise de indicadores sobre um setor econômico que já é significativo para o desenvolvimento do país, mas que até então ainda era negligenciado no que se refere ao interesse em conhecê-lo de maneira mais pragmática e, portanto, mais aprofundada. Na medida em que, nas palavras de Santos (1985, p.9), cada elemento espacial é, na verdade, um conceito, e que este “só é real na medida em que é atual”, “Isso quer dizer que as expressões homem, firma, instituição, suporte ecológico, infreaestrutura, somente podem ser entendidos à luz da sua História e do presente.”, este é o motivo pelo qual é tão relevante que se tenha constância na geração de dados sobre a criatividade no Brasil.

Por enquanto, para os fins desta pesquisa, a intenção é compreender o que, como e quanto é produzido pelas indústrias criativas de maneira geral, qual a participação da música neste total e como se dá o consumo de bens e serviços musicais, sob a ótica dos próprios consumidores. Para isso, é necessária uma extração de dados referentes não só aos produtos propriamente ditos como também sobre a maneira como ocorre a difusão destes produtos.

Os dados são apresentados a seguir.

2.1.1 Panorama geral das indústrias criativas na economia Brasileira

Com o intuito de esclarecer como as atividades consideradas criativas inserem-se no rol de atividades vinculadas ao desenvolvimento econômico do Brasil, apresenta-se a seguir um apanhado geral de dados relativos às mesmas.

Os elementos desta seção foram extraídos do Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil (Brasil, 2012). Na medida em que estes dados nos mostram como se espacializam as atividades produtivas que compõem a indústria criativa, logo, eles nos permitem ter uma noção das firmas, que produzem “bens, serviços e ideias” (Santos, 1985), ou seja, elementos fundamentais de análise espacial.

O resumo dos resultados é o seguinte (Brasil, 2012, p.5):

• O Brasil é um dos maiores produtores de criatividade do mundo, superando a produção de países como Espanha, Itália e Holanda. A produção criativa brasileira representa 2,7% do PIB;

• A quantidade de trabalhadores formais nas atividades de compõem o núcleo da criatividade corresponde a 1,7% do total de trabalhadores brasileiros;

• O ramo que tem a maior quantidade de trabalhadores atuando é o da Publicidade;

• O rendimento mensal médio dos trabalhadores criativos é de R$4.693 (quatro mil seiscentos e noventa e três reais), quase quatro vezes maior do que a média nacional, que é de R$1.733 (mil setecentos e trinta e três reais, em 2011);

• As atividades relacionadas à Pesquisa e Desenvolvimento são as que melhor remuneram os trabalhadores, chegando a R$8.885 (oito mil oitocentos e oitenta e cinco reais) de salário médio. Geólogos e Geofísicos são os profissionais mais bem pagos da área, com salários que chegam a R$11.385 (onze mil trezentos e oitenta e cinco reais);

• São Paulo e Rio de Janeiro são os estados com a maior quantidade de trabalhadores criativos, representado 2,3% e 2,2% do total de trabalhadores, respectivamente;

• O Rio de Janeiro é o estado onde os trabalhadores criativos recebem os maiores salários em oito das catorze atividades criativas. Em seguida vem o Distrito Federal;

• O setor Arquitetura e Engenharia é, indubitavelmente, o que mais gera empregos e renda dentre os setores criativos. Em segundo lugar está o setor Moda.

Este apanhado-síntese nos permite dizer que o setor Música não é um dos mais expressivos no escopo das indústrias criativas brasileiras de maneira geral. Na verdade, a maior parte do montante do que é produzido pelas indústrias criativas advém de atividades não ligadas às artes tradicionais. Juntos, os setores de artes cênicas, expressões culturais e música somam apenas 3,5% dos empregos criativos formais, como mostram os gráficos a seguir:

28,4 14,4 12,7 12 6,1 5,4 4,6 4,1 3,2 2,9 2,6 1,5 1,2 0,8 Arquit etura & En genh aria Publi cidad e Desig n Softw are, C omp utaçã o & Teleco m Merca do e ditori al Moda Pesq uisa & De senvo lvime nto Artes Televi são & Rá dio Biotecn ologia Filme & Ví deo Música Artes cênica s Exp ressõ es cu ltura is 0 5 10 15 20 25 30

Gráfico I: Participação em % por segmento

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