5.4 Normative forpliktelser i USAs politikk?
5.4.1 Nasjonale interesser i USAs politikk?
Estudos têm demonstrado que, subjacente ao problema da definição e da caracterização de um modelo de gestão escolar, estão implícitas concepções que, no contexto organizacional escolar, definem e reconhecem o que é a gestão escolar, quais os limites e as fronteiras e o que se espera dos gestores e, consequentemente, da gestão. Um modelo de gestão é frequentemente definido como um conjunto estruturado de princípios e regras para gerir racionalmente. No entanto, importante também é considerar a complexidade dos processos de construção social dos modelos de gestão escolar, a pluralidade de focalizações, a diversidade de orientações, ações e atores envolvidos na questão. Um possível entendimento da designação “modelos de gestão escolar”, segundo (LIMA, 1992), passa por considerá-los como modelos teóricos que abrangem grandes princípios de orientações e de perspectivas em torno da administração do sistema escolar, da organização e gestão de escolas e representam referências potenciais, alternativas implícito-explícitas nos processos de construção social. Dentre os modelos teóricos de referências, podem-se incluir os modelos de análise das organizações escolares que permitem realizar leituras e ensaios descritivos e interpretativos das realidades escolares; os modelos normativistas, ou seja, teorias que propõem princípios organizacionais e prescrevem soluções, isto é, apontam como administrar e organizar com base em filosofias e valores; e ainda os modelos juridicamente consagrados que constituem o corpo de princípios e orientações jurídicas fundamentais expressas por suportes oficiais.
A centralidade da Teoria da Gestão é a compreensão e interpretação dos processos da ação humana em uma organização. Historicamente, os precursores presentes nos enfoques da gestão remontam à República de Platão, e encontram uma visão de gestão entendida como uma ação autoritária necessária para realizar ações heróicas. Já na Política de Aristóteles, a visão de gestão é percebida como uma ação democrática e o ser humano é visto como animal
social e político que se mobiliza e participa do seu próprio destino. Esta constitui uma visão filosófica de gestão.
De outro lado, a gestão pode-se identificar ainda com uma sequência de marcos conceituais, técnicos e instrumentais e são orientados por mudanças institucionais (CASASSUS, 1995). Segundo este autor destacam-se os seguintes modelos: (1) o modelo
normativo que é próprio dos anos 1950 a início dos anos 1970 quando se executam os
primeiros planos nacionais de desenvolvimento educacional e que se caracteriza pela introdução da racionalidade na ação governamental, baseada no crescimento quantitativo do sistema da educação; (2) o modelo prospectivo que trouxe a reflexão de que futuro não se explica somente pelo passado, mas também pelo presente; além disso, expressa que os cenários futuros deverão ser construídos por meio de técnicas e metodologias desenvolvidas na época; (3) o modelo da gestão estratégica que centraliza o pensamento estratégico de onde emerge a visão da qualidade total e prioriza a articulação dos recursos humanos, técnicos, materiais e financeiros da organização, em busca da melhoria contínua dos processos; (4) o modelo de gestão na perspectiva do planejamento situacional que se apresenta como um processo de solução de problemas críticos, dentro de um contexto social no qual existem atores e suas ações; (5) o modelo da qualidade total foi desenvolvido no Japão na década de 1950 (só chegou ao campo educacional na década de 1980 e na América Latina em 1990) e introduziu o conceito de qualidade na educação como exigência para obter excelência na qualidade dos produtos, dos serviços e processos da organização, fornecendo o suporte para a melhoria contínua de gerenciamento e manutenção dos processos organizacionais; (6) a perspectiva ou modelo da reengenharia, o redesenho dos processos administrativos, que otimiza os recursos de maneira inovadora e reinventa a organização; situando-se no reconhecimento dos contextos de mudança, questionando, constantemente, os processos e a ação humana; (7) o modelo lingüístico ou comunicativo que se baseia numa gestão que desenvolve compromissos de ação, obtidos por meio de conversações, priorizando reuniões, diálogos informais, palestras, seminários, ou seja, um modelo que enfatiza que a organização deve ser entendida pelas suas redes de comunicação (CASASSUS, 1995).
Quando se focaliza a organização escolar, a partir da diversidade de orientações provenientes do âmbito interno e externo e de práticas em contexto organizacional escolar e de atores intervenientes, percebe-se que ela é marcada por uma pluralidade de orientações e de práticas que não se esgotam apenas no rol das disposições formais e legais (LIMA, 1992, p. 11). Deduz-se, pois que, um modelo de Gestão Escolar encontra-se sempre em processo de criação e recriação. E, enquanto construção social, a Gestão Escolar é plural, diversificada e
dinâmica, dependendo da produção e da reprodução de regras construídas e reconstruídas pelos diferentes atores envolvidos no cenário escolar.
Historicamente, na primeira metade do século XX, a partir do trabalho de sociólogos, administradores e psicólogos o termo gestão está sempre sustentado em uma teoria explícita ou implícita da ação humana. Trata-se de um tema incisivo que demanda o gerir Instituições de Ensino numa perspectiva de futuro e de excelência acadêmica. Assim, refletir sobre como os próprios processos gestores são exercidos constitui elemento essencial para a Gestão Escolar que busca mudanças significativas na e para a educação. Subjacente a uma prática, há sempre uma teoria que a fundamenta.
A organização da Gestão Administrativa, da Gestão Pedagógica corresponde a uma formulação teórica e explicativa. Porém, na realidade do cotidiano escolar, elas até podem ser separadas, mas devem atuar integradamente de forma a garantir a organicidade do processo educativo (CEDHU, 2008)11. Gestão conota tanto as ações de planejar como as de administrar. Pensa-se, então, na equipe gestora: diretor, vice-diretor, coordenadores pedagógicos, orientadores educacionais, assistentes e secretários, como os encarregados de conduzir a comunidade escolar aos limiares da satisfação e sucesso que todo trabalho deve almejar.
O foco deve estar tanto na Gestão Administrativa quanto na Gestão Pedagógica que, supostamente embasadas em teorias de gestão, conduzem as ações educativas, hoje, na Escola Católica. Considerar a escola como um espaço de saberes cujos processos são geridos de forma a construir conjuntamente, possibilita aos atores o despertar de um sentimento de pertença à comunidade escolar.
Ao se pensar no processo de trabalho, há que se enfatizar sobre a importância e necessidade de aliar a dimensão Administrativa à dimensão Pedagógica; e de relacioná-la à construção dos significados, no cenário escolar. A Gestão Escolar não é uma atividade puramente técnica. Está ligada aos valores, à função social da educação, e poderá facilitar e impulsionar a Gestão Pedagógica e Administrativa, ao estabelecer relações dialógicas e reflexivas fundadas na capacidade de construir e reorganizar os espaços escolares. A gestão, como é exercida hoje, dificulta mudanças e inovações na prática social da escola, por conta dos autoritarismos, falta de diálogo e por causa de vivência de atos descontínuos.
A história é testemunha de que a Gestão Escolar é um importante fator na garantia da qualidade e dos impactos na educação. Nesse caso, para que aconteça a integração entre as
dimensões Pessoal, Pedagógica e Administrativa, necessariamente, há que dialogar com o projeto educacional da escola, como um todo, para se encaminhar ações sincronizadas. Atualmente, os modelos de gestão das organizações tendem a pautar-se em valores, e não em regras e papéis, enfatizando o aprendizado e o aperfeiçoamento contínuo (TACHIZAWA; FERREIRA; FORTUNA, 2004). O modelo de gestão é definido normalmente como uma forma ideal de estruturação, um conjunto articulado de preceitos legais, uma hierarquia, um conjunto estruturado de princípios e regras, um jeito de alcançar a eficácia e a maximização dos recursos (LIMA, 1992).
Acrescenta-se ainda, segundo Alves (2006), que um modelo de gestão é constituído de um conjunto de princípios filosóficos (axiológicos), de teorias administrativas e de práticas gerenciais que orientam a gestão de uma instituição. Afirma o mesmo autor que, mesmo tendo o seu modelo de gestão, os dirigentes das Escolas Católicas, na maioria das vezes, não têm consciência do modelo em que operam e, em consequência, não conseguem explicitar quais elementos constitutivos de teorias e conceitos norteadores orientam a instituição que dirigem.
Toda ação precisa ser consciente e tecnicamente fundamentada. Há, hoje, a exigência de dirigentes/gestores que, frente a instituições particulares de educação, tenham na gestão sua melhor performance, com definição do modelo que pretendem adotar e, na prática, levem a efeito a revisão e explicitação dos elementos que constituem esse modelo, aliado a objetivo de adequação aos novos tempos para gerir com eficácia.