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É sabido que a Escola Católica passa por momentos de crise em face de inúmeros agravantes, provenientes do contexto social em que atua. Crise que se configura na perda crescente do número de alunos, o que contribui para o fechamento de algumas de suas Instituições de Ensino e diminuição acentuada e progressiva, também, de religiosas e religiosos que optam por dedicar suas vidas à causa da educação. Acrescente-se a isso a escassez de leigos e leigas bem formados e capazes de oferecerem um testemunho de vida pessoal, numa parceria imprescindível com as Congregações que se dedicam à educação. Outro ponto crítico é a delegação, por parte de muitos pais, de responsabilidade pela educação religiosa dos seus filhos. Vale destacar ainda a insuficiente qualificação político-gerencial de muitos dirigentes das instituições educacionais, aliada ao fato de não estarem preparados para lidar com os múltiplos desafios com que, a cada dia se deparam.

Alguns problemas apontados pelo Episcopado brasileiro também são considerados como deficiências do sistema escolar. São eles: (1) metodologias e padrões de avaliação que discriminam e estigmatizam, sobretudo, os alunos mais pobres; (2) o empobrecimento das famílias; (3) as imigrações e mudança de domicílio; (4) a distância física da escola e dificuldades de transporte. Esses agravantes elevam o nível de inadimplência na Escola Católica, provocando redução de insumos, inviabilizando a melhoria de todo o processo educativo naquilo que caberia realizar em termos de inovação e adaptação às exigências das mudanças hodiernas.

Os diferenciais da Escola Católica ficam na solidariedade, no respeito e identidade, o que muitas vezes, são dissonantes com a prática. A linha metodológica é executada a partir de diapasões diferentes. O valor tradição não garante mais a continuidade dos filhos na escola, já tem valor relativo. Por isso há que se estar atento aos sinais que podem contribuir para a Escola Católica mostrar o seu diferencial.

Ilustrando esta realidade, mencionam-se aqui alguns dados de pesquisa realizada por meio do portal www.correiobrasiliense.com.br, no final do ano de 2008, com um número considerável de escolas particulares, dentre elas, Escolas Católicas do Distrito Federal. Duas questões fizeram parte da pesquisa: (1) o que você gostaria que os seus pais levassem em conta na hora de escolher a sua escola? e, (2) o que você leva em conta na hora de escolher a escola do seu filho? Vários motivos foram elencados, mas o resultado trouxe uma surpresa. Tanto pais quanto filhos elegeram os valores morais e éticos da instituição como um

importante fator na hora de escolherem a escola. O que conta mesmo na hora da escolha é a formação de valores. Na questão número 1, salientou-se, em primeiro lugar, que os valores e a filosofia da escola devem ser compatíveis com a dos pais e os de sua família. Quanto à segunda questão, a escolha da escola para o filho deve realçar os valores morais e éticos da escola como solidariedade, respeito, entre outros conceitos que formam o ser humano, seguido do método pedagógico e o conhecimento que tem que andar junto com os valores (ESCOLHA…, 2008, p. 2).

Estes dados vêm confirmar que a busca pelo diferencial da Escola Católica é constante. Preservar a identidade constitui sua razão de ser ainda que em meio a um turbilhão de situações que tentam ofuscá-la. É preciso estar atento aos sinais e às exigências de mudanças para se coadunar a eles, sempre numa perspectiva de possibilidades e de inovação. Neste sentido, o processo de mundialização e globalização, os avanços científicos e tecnológicos e um mundo dominado pelo fascínio da pressa e da velocidade e, ao mesmo tempo, o despertar da ética e da cidadania planetárias, colocam em crise instituições geradoras de vida como a família e a escola. O ser humano, estando no universo, é chamado a partilhar, a somar com os outros e, pela sua vida e atividade, buscar o próprio bem e contribuir para o bem comum e uma sociedade melhor para todos.

A Escola Católica, como organização e inserida no contexto social, não pode ficar alheia aos apelos provenientes de suas utopias e dos desafios do mundo atual, porque nela adentram as novas gerações que buscam crescer e desabrochar para a vida. É nesse contexto que devem ser colocados os princípios orientadores da ação da Escola Católica, hoje. A pessoa caracteriza-se pelo seu ser, pensar e agir como ser histórico, vivendo com liberdade e em conformidade com sua consciência.

Nesse cenário, confirma-se como um princípio primordial para todo o processo educativo e para a Escola Católica, a centralidade do ser humano e sua formação integral com um direito que se fundamenta no seu processo de vir a ser como pessoa. Processo educativo entendido como crescimento, como construção e reconstrução pessoal, social e planetária. Uma educação que ajude as pessoas a serem sujeitos de seu crescimento, construindo sua identidade individual e descobrindo no outro o caminho da própria realização, numa abertura progressiva para a transcendência (MEIER, 2006).

A ausência de recursos para a sua manutenção, a falta de uma política clara por parte da Igreja para a sua presença no mundo da Educação, a pouca valorização por parte do Episcopado nacional, criaram situações bastante difíceis e conflituosas para a Escola Católica, razão porque muitas encerraram suas atividades (CERIS; ANAMEC, 2006). Além disso, o

crescente número de escolas particulares aumenta a competitividade e, com a elevação da oferta, há uma involução na demanda, diminuindo o número de alunos na Escola Católica. Ao mesmo tempo, vertiginoso crescimento toma conta do setor privado na educação, dominado por um empresariado extremamente competente e organizado na área da gestão educacional.

Há alguns anos que as escolas particulares e, de forma especial, as Escolas Católicas vêm passando por desafios para manterem sua credibilidade acadêmica, para revitalizar suas estruturas organizacionais, fidelizar e aumentar seus alunos. Soma-se a isso a necessidade de as organizações/instituições de ensino desenvolver, estimularem e angariarem ativos intangíveis, como fator de sobrevivência, para fortalecerem-se na busca de sua sustentablidade.

Esse quadro, gradativamente, vai se agravando e até hoje, a situação se reveste de uma série de conflitos que dificultam, sobremaneira, as atividades de Instituições Católicas construídas há séculos. Destaca-se a entrada cada vez mais numerosa de leigos na Escola Católica, quer em cargos de direção, quer em salas de aula.

A retração da Escola Católica se verifica, sobretudo, pela última pesquisa do (CERIS; ANAMEC, 2006), que apresenta uma persistência na queda do número de Estabelecimentos Católicos de educação básica na ordem de 5,1% (1.340 escolas) entre 1996 e 2004, como é possível analisar pelos dados a seguir:

Retração do número de escolas da rede de Ensino Católico

1996 1999 %

Número de Escolas 1.412 1282 - 9,2 %

Número de Alunos 1.031.575 907.717 - 12,6 %

Variação percentual do número de escolas de ensino privado e católico (1996 -1999) Escolas Católicas Escolas Particulares

Ensino Fundamental - 8,7 % + 13,5 %

Ensino Médio - 6,0 % + 25,0 %

Fonte: Pesquisa CERIS/ANAMEC, 1999.

De outro lado, as pesquisas apontam ainda para outras informações relevantes, ao se analisar a evolução da Escola Católica no Brasil, referente aos dados sobre o aproveitamento escolar dos alunos (repetência, evasão, abandono, etc.), que atestam o nível de qualidade acadêmica e pedagógica de seus estabelecimentos de ensino. Soma-se a esse item a qualificação dos gestores e docentes que confirmam a qualidade do serviço educacional prestado pela Educação Católica do país.

Quiçá o maior desafio esteja na capacidade empreendedora das organizações, na criatividade dos seus líderes e no gerenciamento das ações e emoções dentro do ambiente escolar. Já se mencionou, não basta ser um bom profissional, contudo, sem as prerrogativas de liderança, visão proativa, capacidade de interação e articulação, e ausência de visão sistêmica capaz de promover estratégias que gerem resultados.

Destacam-se ainda como desafios os que dizem respeito ao modelo autoritário hierarquizado e centralizador da instituição escolar (GARCIA, 1997), construído ao longo dos anos da realidade escolar brasileira. Neste modelo, as ações educativas se desenvolvem, muitas vezes, sob o imperativo da obediência e da autoridade que detém o poder. Assim, o dia-a-dia da escola acontece de uma forma quase angustiante, com poucas possibilidades de um relacionamento verdadeiro e é onde se constroem também ambiguidades e contradições. Aqui se faz necessário que a ação das pessoas seja analisada por meio do diálogo e da reflexão, a fim de que o professor não se distancie do processo que tem em vista o desenvolvimento e a formação das crianças e dos jovens com vistas a bons resultados.

3.4 A RELAÇÃO ENTRE GESTÃO ADMINISTRATIVA E GESTÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA CATÓLICA

Uma escola se constrói em seu dia-a-dia e são as práticas desenvolvidas no cotidiano escolar que lhe vão dando o contorno das ações. Constitui uma tarefa de pensar e repensar sempre de novo, as definições, os conceitos, os costumes e as atitudes acerca de tudo o que se faz para construí-la, hoje. Refletindo as influências e os desafios do mercado, a Escola Católica se vê atropelada pela concorrência crescente dos grupos econômicos, nem sempre em consonância com a sua filosofia e seus princípios. Enquanto “lugar social” a escola se vê penetrada por todos os condicionamentos impostos pela sociedade de consumo que a envolve.

Desse modo, esse cotidiano escolar necessita ser reinscrito com novas práticas cuja construção é fruto de um trabalho coletivo, expressão da proposta educacional da escola. Abrange a dimensão conceitual, normativa e estrutural explicitada no seu Projeto Político Pedagógico e entendida como o conjunto de diretrizes e estratégias que orientam a prática pedagógica no âmbito escolar. Construí-lo como uma atividade cotidiana implica numa atitude proativa de todos os envolvidos, pois se trata de um documento que retrata a identidade da escola, no contexto da sociedade onde está inserida. Delineando também sua

autonomia e traçando o perfil de uma gestão participativa e aberta para a organização do trabalho do cotidiano escolar.

O projeto educacional deve ser o ponto de partida para a reflexão das finalidades e objetivos da escola, enfatizando a sua finalidade cultural, política e social. Em razão disso, há que se investir numa análise crítica sobre a estrutura organizacional, nos aspectos administrativos e pedagógicos. As estruturas administrativas dizem respeito à gestão de recursos humanos, físicos e financeiros, além de sua estrutura física, enquanto que as estruturas pedagógicas determinam a ação referente às questões do ensino e da aprendizagem, ao currículo e às interações políticas. Acham-se envolvidos ainda todos os setores necessários ao trabalho pedagógico, para poder configurar novas formas de organização, na busca de resultados eficazes. Uma estrutura curricular organizada e atualizada exige um conhecimento escolar estruturado a partir de uma ideia integradora, o que reduz o isolamento e a fragmentação entre as diferentes áreas do conhecimento, garantindo unicidade na diversidade. Estudos comprovam que as instalações de mecanismos de descentralização, que visem à participação e ao envolvimento da comunidade escolar, contribuem para a construção de um Projeto Político Pedagógico de qualidade, levando a uma reflexão sobre as relações de trabalho, negociação de conflitos, a promoção de diálogo e o exercício da comunicação horizontal. Assim, pela via do Projeto Político Pedagógico, a identidade da escola se consolida e amplia-se o aspecto pedagógico para o conhecimento que se constrói no sentido do aprender a aprender, tendo como horizonte a relação educativa e dialógica.

Ao se referir à dimensão pedagógica, convém reportar-se ao próprio tema que envolve um trabalho voltado, especificamente, para a formação continuada do professor, à sua prática no cotidiano escolar, às relações com os alunos, às famílias, direção da escola, enfim com a comunidade educativa. Neste contexto é que se situa o Gestor Pedagógico como alguém sempre atento para auscultar os movimentos e a dinâmica do processo educativo/pedagógico. Entende-se “processo” como ato de proceder a uma ação consciente, a um caminho a trilhar. Este caminho, na maioria das vezes, levará à busca de novas políticas, à (re) visão teórica dos conhecimentos e concepções, para fazer encaminhamentos de formas de ensinar e aprender. Dito de outra forma, um ensinante também é aprendente e, portanto, ensinar e aprender se dilui e se solidifica na experiência fundante do aprender (DIAS, 2004).

Isso significa sucessão de mudanças, de sequências de estados de um contexto que se transforma. Esse processo de transformação se dá na maneira pelo qual se realiza uma operação que traz no seu bojo normas, técnicas, métodos e posturas. E o pedagógico está ligado a toda essa gama de conceitos que também dizem respeito à teoria e à ciência da

educação e do ensino, que conduz os objetivos a serem atingidos. Um processo para ser pedagógico envolve alguns momentos que chamaríamos de planejamento da gestão (momento pré-ativo), a gestão propriamente dita (momento ativo e interativo) e a retroação ou acompanhamento (momento pós-ativo) (GARCIA, 1997).

Essas ações, quando postas em prática, contribuem para que o professor possa se sentir seguro no desenvolvimento de suas atividades. Além de proporcionar um ensino prazeroso, envolve diferentes situações do cotidiano e da realidade. O Gestor Pedagógico estará, então, subsidiando e incorporando à prática pedagógica princípios que se articulam com a visão de mundo, à concepção acerca da pessoa, da sociedade e da educação. Desse modo, a educação se torna o leitmotiv para a transformação social, pois precisa estar atenta ao novo, voltada para o trabalho e a cooperação e ser comprometida com um processo permanente de formação.

Segundo Pierce25 (1975), para um processo de mudança ser eficaz necessita de três estágios, a saber: (1) o da compreensão intelectual; (2) o do engajamento emocional; e (3) o da ação sustentada. Além disso, a atuação pedagógica deve considerar e manter a articulação sistemática entre teoria e prática e que seja um exercício do processo contínuo de adaptação à realidade. Neste sentido, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei 9394/96 apresenta cinco eixos importantes para orientar o trabalho da escola: a flexibilidade, autonomia, responsabilidade, planejamento e participação, que deverão ser considerados na construção do Projeto Político Pedagógico da escola. À luz desses eixos, o Projeto Pedagógico corresponderá a um posicionamento da escola, frente ao horizonte e às possibilidades que ela pode alcançar, a partir do envolvimento dos atores.

Acredita-se que a dimensão pedagógica da Escola Católica seja inspirada nos princípios do Evangelho, da solidariedade, da relação dialógica, na intenção de sempre propiciar a construção de ambientes escolares significativos, prazerosos e humanizadores. No entanto, a realidade que aí está, nem sempre é condizente e coerente com a teoria, por deparar-se também com obstáculos, desafios que, na maioria das vezes, emperram um trabalho de cooperação e ação conjunta, numa prática reflexiva, uma vez que administrar e coordenar o trabalho escolar significa emancipar e humanizar o espaço institucional.

Neste aspecto, a Gestão Administrativa e a Gestão Pedagógica têm um papel importantíssimo a desempenhar. Cabe-lhes a tarefa de liderar, coordenar e apoiar os professores e alunos no desenvolvimento e construção de um trabalho integrado e relacional,

que assegure um patamar de ensino-aprendizagem de qualidade, significativo, crítico, humanizante e solidário. Sentido este que se complementa com o texto abaixo:

A reflexão sobre a prática, a análise da prática, desembute dela a teoria que sustenta refletir sobre ela, revê-la, ampliá-la ou reformá-la, aprofundá-la, reconstruir a prática e novamente refletir sobre a prática... Instaurar um movimento dialético à ação educativa (FREIRE, 1997).

Constatam-se, mais uma vez, que o compromisso e a construção da cidadania são possíveis à medida que se estabelecem, na comunidade educativa, relações de confiança, de respeito mútuo, de cumplicidade, além de criar e manter um ambiente de trabalho libertador. Freire (1998) aponta também para algumas qualidades imprescindíveis a esse trabalho, tais como: humildade, coragem, eticidade, capacidade de decidir, competência. Essas atitudes contribuem para uma escola onde se pensa e se cria, enfim, uma escola que, apaixonadamente, diz sim à vida. A competência e a segurança vão se construindo no processo e é uma conquista no coletivo.

Desse modo, as ações do Gestor Administrativo e do Gestor Pedagógico são ações eminentemente políticas para (re) pensar, mudar e transformar a prática pedagógica escolar, por meio da problematização constante, e de intervenções que sinalizam mediações e atividades que catalisem e preencham necessidades dos professores, dos alunos e da comunidade educativa. Tais ações, quando fundamentadas em princípios, tornam-se eficazes porque humanizam as pessoas que fazem o cenário escolar, por meio de: (1) a comunicação e o diálogo levam à percepção do respeito que se dá por meio da linguagem e da atenção ao outro; (2) e, da sinceridade e acolhida em relação à fala e aos gestos do outro. Na comunicação, explicita-se o reconhecimento, a compreensão e a confiança. Reflexão essa que se complementa com Freire (1997): Se, na verdade, o sonho que nos anima é democrático e solidário é também escutando que aprendemos a falar com os outros. Somente quem escuta paciente e criticamente o outro, fala com ele, mesmo que às vezes, precise falar a ele.

O diálogo que aproxima é também uma forma de criar espaço e satisfação no trabalho e constitui um incentivador na busca de ações consistentes, pois leva: (1) à problematização constante que dá lugar à reflexão, à investigação e favorece a análise da prática e o delineamento pedagógico da escola; (2) à participação que constitui outro elemento, resultando da relação de respeito e confiança entre as pessoas, e do envolvimento que sentem e nutrem pelo trabalho; e (3) à formação permanente que faz com que todos se atualizem e compreendam suas possibilidades de alcançar o próprio crescimento (GARCIA, 1997).

A participação, o envolvimento e a disponibilidade fazem as pessoas se perceberem e se reconhecerem sujeitos do processo. Também a atualização e o aperfeiçoamento atuam para

desenvolver a sensibilidade que amplia o olhar para enxergar mais longe, aguçando a criatividade e a iniciativa.

Desenvolver ações em torno de princípios ajuda a perceber melhor as próprias contradições e incoerências e, com certeza, contribuirá para que o Gestor Administrativo e o Gestor Pedagógico expandam a significação de suas ações e mergulhe na própria transformação da escola e da educação das crianças e dos jovens. Fica evidente que o Administrativo está a serviço do Pedagógico e ambos têm de estar integrados, de forma que as informações circulem, facilmente, para que, visualizando-as, possam ser feitas as previsões necessárias, tendo em vista a integração entre os diferentes setores que compõem a comunidade educativa. Na expressão de Drucker (2007) uma instituição é como uma canção; Não é formada por sons individuais, mas pelas relações entre eles.

Na tentativa de uma síntese sobre o referencial teórico utilizado nesta pesquisa e seus respectivos autores e para sua melhor compreensão, dividiu-se em três blocos, conforme o desenvolvimento da pesquisa e seus desdobramentos, ou seja, (1) teóricos que abordam sobre Questões Metodológicas; (2) teóricos que fazem uma abordagem sobre a Teoria Geral da Administração e Tópicos sobre Gestão; (3) teóricos que discorrem sobre a Trajetória Histórica, a Gestão e a Educação Católica no Brasil, como seguem:

(1) Teóricos que abordam sobre Questões Metodológicas

Spagnolo e Câmara, (2003) Ênfase à identificação dos caminhos possíveis para o problema da pesquisa;

Bodgan e Biklen, (1994) Ênfase ao processo da pesquisa como investigação qualitativa; Rapkin, Grier e Grier 1957,

apud Jahoda et all (1972)

Acento à caracterização da pesquisa qualitativa e utilização da análise e método da verificação;

Gill (1995; 2005) Conceituação da Análise de Discurso como estratégia de pesquisa;

Marconi e Lakatos (2004) Ênfase à técnica da Entrevista como instrumento para a coleta de dados;

Nascimento e Lassance (2000)

Enfatizam o questionário como técnica de investigação e para diagnosticar situações e necessidades, avaliar a efetividade de uma atividade e auxiliar no processo decisório;

Lüdke e André (1986) Apresentam a pesquisa qualitativa tendo o ambiente natural como

fonte direta de dados e o pesquisador como seu principal instrumento. A preocupação com o processo é maior do que com o produto;

Neves, J. L.(1996) Acena para as características, usos e possibilidades da pesquisa qualitativa;

Richardson (1989) Aponta métodos e técnicas da pesquisa social;

(2) Teóricos com Abordagens sobre a Teoria Geral da Administração e Tópicos da Gestão

Lück (2000; 2001; 2006) Refere-se à Gestão Educacional, à Gestão participativa na Escola; à dinâmica das relações que ocorrem no contexto escolar; e, à concepções e processos democráticos de Gestão Educacional;

Drucker (1997; 2007) Traz a gestão como ciência que trata sobre pessoas nas