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L IKVIDITETSANALYSE – ANALYSE AV KORTSIKTIG RISIKO

6. ANALYSE AV KREDITTRISIKO

6.1 L IKVIDITETSANALYSE – ANALYSE AV KORTSIKTIG RISIKO

O Interacionismo Simbólico meadiano trabalha a questão dos significados que as coisas têm para nossas vidas, significados do agir no presente com o objetivo de mudar seu passado com as possibilidades objetivas que se apresentam no presente. Interação que também ocorre em seu interior. Na medida em que significa as coisas realiza uma introspecção entre o “ser” interior e o dever-ser social. A realidade social para Mead é o “resultado” de nossas interações, de como as escolhemos ou somos deixados ‘levar’ pela interpretação da situação desejante que nos é apresentada através da imagem que induz a atitude que devemos tomar sobre o que esta ‘retratado’ na imagem. Porém, o ator social de Mead não é um ator passivo, antes, expressa seus desejos e significados; os encontrando nas imagens e discursos veiculados, logicamente será seduzido pela autoridade da mensagem publicitária que lhe explora os sentidos.

A imagem, portanto, para Mead deve, necessariamente, apresentar objetos do universo desejante do receptor e deve de tal forma ser persuasiva a ponto de seduzi-lo para a tomada de atitudes que esta remete. Como psicólogo social e, portanto, conhecedor do processo cognitivo que ocorre na mente do indivíduo, Mead afirma:

I

It is most frequently the image wich enables the individual to pick out the appropriate stimulus for the impulse wich is seeking expression. This imagery is dependent on past experience. It can be studied only in man, since the image as a stimulus or a part of the stimulus can only be identified by the individual, or through his account of it given in social conduct. But in this experience of the individual or of a group of individuals, the object to wich the image refers, in the same sense in wich a sensory process refers to an object, can be identified, either as existing beyond the immediate range of sensory experience or as having existed in what is called the “past”. In other words, the image is never without such reference to an object. (MEAD, 1992, p.338).68

II

Thus contents which refer to objects not present in the field of stimulation and wich do not enter into the object, i. e. images of distant objects in time and space which are not integral parts of the physical surroundings as they extend beyond the range of immediate perception, nor of the memory Field which constitutes the background of the self in its social structure, are psychical (MEAD, op cit. ib id. p.338-9) 69

III

From this standpoint the image in so far as it has objective reference, is not private or psychical. Thus the extended landscape reaching beyond our visual horizon. [...] As the perceptual sensuous experience is an expression of the adjustment of the organism to the stimulation of objects temporally and spatially present, so the images are adjustments of the organism to objects which have been present but are now spatially and temporally absent. These may merge into immediate perceptions, giving the organism the benefit of past experience in filling out the object of perception; or they may serve to extend the Field of experience beyond the range of immediate perception, in space or time or both; or they may appear without such

68 É mais freqüentemente a imagem que permite ao indivíduo selecionar o estímulo apropriado para o impulso

que procura exprimir-se. Essa imaginação depende de experiências anteriores e pode ser estudada apenas em homens, visto que a imagem como um estímulo ou como parte de um estímulo só pode ser identificada pelo indivíduo ou através da sua importância na conduta social. No entanto, nessa experiência do indivíduo ou de um grupo de indivíduos, o objeto ao qual a imagem se refere, da mesma forma que um processo sensorial refere-se a um objeto ao qual a imagem se refere, da mesma forma que um processo sensorial refere-se a um objeto, pode ser identificado como existente além da escala imediata de experiência sensorial ou ter existido no que é chamado “passado”. Em outras palavras, a imagem não existe sem referência a um objeto. (p.338)

69

Portanto, conteúdos que se referem a objetos que não estão presentes no campo da estimulação e que não adentram ao objeto são psíquicos; isto é, imagens de objetos distantes no tempo e no espaço que não são partes integrais dos arredores psíquicos, por estarem além do campo da percepção imediata e não estarem presentes no campo da memória que constitui o passado do indivíduo em sua estrutura social (p.339)

reference, although they always imply a possible reference, we hold that they could always be referred to the experiences out of which they arose if their whole context could be developed.(MEAD, op cit. ib id. p. 340)70

Nas três citações de Mead as palavras percepção e estímulo constituem elementos nucleares para que ocorra a interação imagética entre emissor e receptor, mensagem e significado, sentido e significado. Entre a imagem que significa e os estímulos para a significação persuasiva um longo caminho é percorrido.

Os grandes estrategistas de campanhas publicitárias vitoriosas o foram não por que exploraram o objeto que se pretendia persuasivo em si utilizando palavras de ordem grosseiras, impositivas e ameaçadoras71; seu sucesso advém do conhecimento de técnicas de persuasão que exploram o campo sensorial do indivíduo de forma a levá-lo a empreender um ‘raciocínio’ além do eminentemente exposto como objeto persuasivo. Aqui, merecem alguns esclarecimentos: quando afirmamos que o consumidor ou público - alvo é levado a empreender um ‘raciocínio’ além do objeto persuasivo afirmamos que esse ‘raciocínio’ de maneira nenhuma ultrapassa o limite da utilidade de uso do objeto.

Nenhuma campanha publicitária consegue êxito ou sucesso objetivado “impondo” o produto ao público-alvo, seja em que segmento for. A propaganda impositiva ou convocatória só emerge quando um acontecimento, dada a magnitude de interesses e urgência na sua resolução está no seu acontecer, no seu percurso de um momento em que as emoções estão de fato tão afloradas que as palavras de ordem passam a constituir o estratagema para uma operacionalização mais impositiva ou responsiva no sentido de despertar mais o ânimo para o embate. O Nazi-Facismo utilizou de forma estratégica a propaganda convocatória e impositiva.

70 Desse modo, a imagem, apresentando referência objetiva, não é restrita ou psíquica. É, portanto, o alcance da

paisagem expandida além do nosso alcance visual. Como a experiência de percepção sensorial é uma expressão de ajuste do organismo à estimulação de objetos temporal e espacialmente presentes, então, as imagens são ajustes dos organismos a objetos que estiveram presentes, mas que estão, agora, temporal e espacialmente ausentes. As imagens podem incorporar-se a percepções imediatas, dando ao organismo o beneficio de experiências passadas, preenchendo o objeto de percepção; ou podem servir para estender o campo de experiência além do limite da percepção imediata em tempo e/ou espaço; ou podem aparecer sem tal referência, embora sempre impliquem numa referência possível, ou seja, acreditamos que as imagens sempre podem referir-se a experiências que estão além das quais foram originadas, caso o contexto possa ser desenvolvido( p.340).

71 Um exemplo do fracasso publicitário nesse sentido percebemos no acompanhamento de algumas campanhas

governamentais, particularmente quanto à epidemia de dengue; quanto mais “medo” a campanha impunha sobre os males da doença causada pelo mosquito, menos percebíamos a diminuição nos índices da epidemia; o contrário passou a acontecer quando o governo modificou a estratégia da campanha convidando o povo a tornar-se, ele mesmo, um agente responsável pela modificação do quadro da epidemia instalada.

Para o Interacionismo Simbólico meadiano, a percepção só acontece se a imagem apresentar elementos já presentes no campo sensorial do indivíduo mas que, até então, não haviam sido despertados. Elementos que permitem ao indivíduo identificar semelhanças entre o que o seu self deseja e o que está presente na imagem projetada. Após identificar elementos semelhantes ou convergentes a esse “eu” (self), o indivíduo entra na fase de atribuição de significados para sua mente, o que lhe proporcionará os impulsos necessários para a motivação da tomada de decisões que a imagem evoca como resposta. As respostas serão fornecidas depois de realizadas as mediações e interações após ouvidos os julgamentos, opiniões e conversas com membros do grupo ou comunidade social a que pertence.

The central nervous system provides not only necessary physiological mechanism for this process, but also the necessary physiological condition of delayed reaction which this process presupposes. Intelligence is essentially the ability to solve the problems of present behavior in terms of its possible future consequences as implicated on the basis of past experience – the ability, that is, to solve the problems of present behavior in the light of, or by reference to, both the past and the future; it involves both memory and foresight. And the process of exercising intelligence is the process of delaying, organizing, and selecting a response or reaction to the stimuli of the given environmental situation. The process is made possible by the mechanism of the central nervous system, which permits the individual’s taking of the attitude of the other toward himself, and thus becoming an object to himself. This is the most effective means of adjustment to the social environment, and indeed to the environment in general, that the individual has at his disposal. (MEAD, 1992, p. 99-100)72

A tomada de atitudes organizadas envolve como os receptores compreendem ou lhes são explicitados os necessários ajustes, resultantes em atitudes, para ação necessária. Somente quando o indivíduo realiza o processo mental de forma em termos de ‘resultados’ eficientes para os problemas do seu presente imediato ou um futuro incerto sem as perspectivas que esse presente lhe apresenta realizará a tomada de decisões inteligentes que a ação exige. Mas somente, repetimos, da tomada inteligente da significação em termos de respostas sociais.

72 O sistema nervoso central fornece não apenas o mecanismo fisiológico necessário para esse processo, mas

também a condição fisiológica necessária de reação atrasada que esse processo pressupõe. A inteligência é essencialmente a habilidade de resolver os problemas de comportamento presentes em termos de suas conseqüências futuras possíveis como implicadas na base da experiência passada – a habilidade, ou seja, solucionar os problemas do comportamento presentes à luz do, ou pela referência ao passado ou futuro; isso envolve tanto memória quanto precisão. E o processo de exercitar a inteligência é processo de atraso, organizando e selecionando a resposta ou reação para os estímulos da determinada situação ambiental. O processo torna-se possível pelo mecanismo do sistema nervoso central, que permite ao indivíduo tomar a atitude do outro em direção a si próprio tomada, e se tornando, com isso, um objeto para si. Este é o meio mais efetivo de ajuste ao ambiente social, e, de fato, ao ambiente em geral, que o indivíduo tem à sua disposição.

Mas o que é, como funciona e qual a finalidade do sistema nervoso sensorial? Achamos importante alguns esclarecimentos neste sentido uma vez que trabalhamos com um referencial teórico que utiliza uma grande carga de compreensão do significado de sentido e percepção. Recorremos, então, à medicina para nos explicitar o assunto. A citação é longa, porém, bastante esclarecedora para nossos propósitos.

O Sistema nervoso sensorial é a parte do sistema nervoso responsável pela análise dos estímulos oriundos dos meios ambientes externo e interno ao organismo. As informações sensoriais são usadas para atender quatro grandes funções: percepção e interpretação, controle do movimento, regulação de funções de órgãos internos e a manutenção de consciência Ao analisar o ambiente, o sistema nervoso sensorial o faz detectando determinados aspectos do ambiente por meio de órgãos sensoriais específicos cujas informações são então processadas por vias neurais rotuladas. Assim experimentamos modalidades distintas (visão, audição, gustação, etc.) e suas sub - modalidades (intensidade, duração e localização, etc.) [...] Assim, do órgão receptor periférico (somático ou visceral) até o cérebro existe uma cadeia de neurônios relacionados com aquela modalidade sensorial e do mesmo modo, existem vias motoras específicas que inervam um determinado órgão efetuador. [...] Quando as informações sensoriais chegam ao SNS, podem ser imediatamente processados no local, resultando na elaboração de comandos motores reflexos, bem como, serem retransmitidos para estações sinápticas mais cefálicas através de neurônios de projeção. [...] Percepção é a capacidade de veicular os sentidos a outros aspectos da existência como comportamento e o pensamento [...] A percepção é processada em um nível de complexidade neural muito maior que a simples sensação [...] No entanto a qualidade perceptiva depende do nível de atenção do indivíduo [...] Mas é no cérebro que a percepção consciente das informações ocorre assim como a sua interpretação. As diferentes modalidades sensoriais enviam as respectivas informações sensoriais para áreas específicas do córtex sensorial e ocorre a constituição completa do meio ambiente. [...] A variação na intensidade do estímulo resulta na percepção quantitativa da impressão sensorial. [...] Além de qualidade e quantidade dos estímulos, a percepção sensorial resulta também em uma definição temporal do estímulo como, por exemplo, a duração e taxa de variação de um determinado estímulo. Finalmente, outro aspecto importante é que o sistema sensorial é capaz de detectar a origem dos estímulos sensoriais (localização) e informar-nos sobre a nossa posição no espaço e nos fornecer informações sobre o nosso mapa corporal. (NISHIDA, 2007, p. 54 passim)73

A definição de Nishida sobre o sistema nervoso sensorial não difere em grau de complexidade da apresentada por Mead, mesmo os dois autores pertencerem a áreas aparentemente ‘diferentes’ do conhecimento. Os dois, cada qual no seu campo de saber, nos explicitam como ocorrem os julgamentos, conversas, troca de informações, comparações, estímulos, percepção, interação, consciência. Mas, possuir um sistema sensorial fisiológica-

mente perfeito não significa que o nível de entendimento ocorra sem a necessidade de outros instrumentos que proporcionam o objetivo visado.

Em A Arte da Retórica, Aristóteles nos apresenta os elementos essenciais para a arte do bem dizer que utilizados por um líder que apresente credibilidade e carisma torna-se praticamente impossível neutralizá-lo ou impedir sua ascensão.

Há três coisas que inspiram confiança no orador, porque há três razões que nos levam à convicção, independentemente das demonstrações. São o bom senso, a prudência, a sabedoria prática (phrónesis), a virtude (aretê) e benevolência (eúnoia). Os oradores podem afastar-se da verdade por todas essas razões ou por uma dentre elas. Por causa da falta de bom senso, podem não exprimir uma opinião correta; por causa de sua malvadeza podem, mesmo pensando bem, não expressar aquilo que pensam; mesmo sendo prudentes e honestos, não podem ser benevolentes. Por essas razões, os oradores podem, mesmo conhecendo a melhor solução, não aconselhá-la. Não há nenhum outro caso (II, 1378a)

O carisma e a credibilidade do orador, condições essenciais para a legitimidade de uma retórica persuasiva sempre foi amplamente utilizada como instrumento arregimentador. O carisma pode levar multidões ao delírio a aderir à estratégia do orador. Todavia, o carisma em si mesmo, sem significação, isto é, sem uma simbologia que lhe signifique pode não apresentar os resultados esperados. A arte da oratória, da sedução através da palavra e da imagem deve apresentar de modo claro e preciso a que veio, e não pode ser ou estar tão destoante de uma verdade, mesmo que ela seja apresentada de forma maquiada. Não há carisma que prescinda de uma base legitimadora do discurso que apresenta ou funda. Não basta ter carisma, o orador deve convencer por justificação. Como nos diz Aristóteles (op cit), o orador deve imprimir convicção sobre o que fala ao (seu) ouvinte.

Como bem nos diz Weber (1982; p. 105): “uma coisa é viver “para” a política,

outra bem diferente é viver “da” política”. O jogo é bem complicado, no qual uma gama de

interesses e alianças, em sua maioria não explicadas à comunidade, faz o movimento de bairro e da política em geral não obter a confiança legitimadora que deveria possuir. A realidade nos mostra a cooptação desses líderes a cargos ou tornam-se assessores de políticos para obter a influência persuasiva na/daquela comunidade para a política partidária desse ou daquele partido.

No interior e sertões nordestinos na década de 1940 esses líderes desempenharam papel muito importante na retórica/persuasiva de Vargas para a Batalha da Borracha.

Chamados de arregimentadores, poderiam ser o padre, o prefeito, o trabalhador sedento por mudança de situação, o sertanejo, o matuto (beradeiro na Amazônia) além, é óbvio, de funcionários e agentes arregimentadores pertencentes ao quadro de pessoal do governo Vargas. Quanto mais dotados da autoridade conferida pelo governo central, e, portanto, da missão que lhes cabiam desempenhar mais confiança imprimiam ao público alvo, e, assim, mais persuasão arregimentativa conseguiam.

Todavia, como nos diz Aristóteles (op cit), uma pessoa pode não possuir alguma das características citadas e ser um excelente orador, convencer pela aparência da palavra; os intelectuais orgânicos, excelentemente trabalhados por Gramsci, constituem um exemplo.

Nas três citações de Mead sobre a imagem, percebemos o conhecimento do autor sobre as Leis da Gestalt,74 teoria desenvolvida por psicólogos alemães que trabalha as questões relativas à percepção; dessa forma proporciona elementos que respondem muitas questões quanto à compreensão das mensagens emitidas pelas imagens. Um dos maiores estudiosos da percepção visual afirma que “os princípios de meu pensamento psicológico e

muitos dos experimentos que citarei em seguida provém da teoria da Gestalt” (Arnheim;

2008).

A Interação, como vimos explicitando, é um conjunto de atitudes na qual os significados vão sendo elaborados e estabelecidos ao longo dos atos da linguagem; seja gestual, escrita ou visual. Parafraseando Heidegger ‘ser-no-mundo’ só existe na probabilidade; ou seja, na possibilidade de ‘ser com os outros’. Dessa forma, é somente na vida em sociedade que se encontram os princípios valorativos e perceptíveis da conduta em sociedade. Portanto, nossa percepção visual está impregnada do sistema valorativo ao qual pertencemos e, dependendo de como esse sistema valorativo é internalizado pelo agente social, poderá desejar um outro lugar em que possa realizar um outro ser da conduta até então desejada, reprimida ou negada. Da teoria gestaltina apresentamos quatro de suas leis mais utilizadas nos estudos sobre a percepção e úteis aos propósitos de nosso trabalho:

similaridade- é a semelhança de certos elementos no conjunto, favorecendo a

compreensão do todo pela lógica e clareza que oferecem; 2) proximidade- exige rigorosa escolha do componente principal da mensagem, a eliminação do que é supérfluo e a adição de estímulos simples e iguais ao componente principal, tanto no

74 Teoria da Percepção criada pelos alemães Max Wertheimer, Kurt Koffka e Wolfgang Kökler no final do

século XIX. A Gestalt trabalha como a percepção é realizada pelo cérebro humano que para sua realização, a mensagem veiculada deve ser clara, simples, objetiva, ser compreendida e, portanto, apresentar o (s) resultados (s) / objetivo (s) esperado (s).

conteúdo com na forma, que são apresentados em blocos unidos [...] tudo o que é desconexo, ilógico, retira a proximidade dos elementos essenciais. Próximo do sujeito está o que ele leu, viu e aprendeu ontem, o que já sabia anteriormente, nunca aquilo que está fora das fronteiras de seu conhecimento, cultura ou interesse; 3)

continuidade- a similaridade e a proximidade, necessariamente, levam à

continuidade; 4) fechamento- é a compreensão da totalidade; para tanto, as frase devem ser curtas e completas, de forma que o sujeito não tenha que se perguntar. (TISKI-FRANCKOWIAK, 1997 p. 88-90)

Ou seja, tanto para o Interacionismo Simbólico meadiano quanto para a Gestalt, os elementos de identificação, projeção e a compensação, constituem-se primordiais para a persuasão da mensagem veiculada. Elementos também presentes nas três citações de Mead sobre a imagem, que a apresenta portadora dos significados do universo sensorial e, portanto, desejante do receptor. A imagem interacionista desperta e produz no receptor, pois, os estímulos necessários para a tomada das decisões necessárias para o presente. Diante da forte similaridade que seus elementos apresentam com o universo desejante do receptor, convida seu receptor a interagir, discutir, conversar, trocar informações sobre o veiculado na imagem para a ação persuasiva que foi cuidadosamente elaborada.

Os cartazes persuasivos de Chabloz para a Batalha da Borracha bem demonstram o poder que uma imagem desperta no receptor quando apresenta os elementos desejantes do