3.3 Vurderinger av dagens system
3.3.3 Iverksette tiltak for å øke
A última pergunta feita aos alunos que participaram do grupo focal objetivou compreender seus pontos de vista a respeito das estratégias que podem ser utilizadas pelos professores quando estiverem fazendo atividades de leitura e de compreensão textual. Os excertos 33 e 34 apresentam as respostas desses estudantes.
Excerto 33 – Grupo Focal 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11
Aluno 1: /.../ Então, assim, adaptar algumas pequenas coisas para não seja, quebrar o
gel/quebrar esse aluno, entendeu? Para que ele não venha se intimidar e na próxima ele não se sentir nem capaz. Eu acho que dinamizar essa aula, é, com pequenos textos como você, é, atribuiu pra gente, já é um grande avanço pra gente, entendeu, aí foi um grande avanço, porque algumas pessoas nem se expressavam e hoje as pessoas já estão mais assim, participando das aulas até mesmo com os outros professores. Então, a gente tem que falar, é::, não é aquela língua assim cul::ta pra que os alunos ( ), eu sei que é o correto. A gente tem que ensinar o português da forma correta, a gente não quer isso, mesmo quando se leia um texto que ele venha escrito pra você fazer a correção. Então, é inadmissível você pegar e aceitar isso aqui, porque isso aqui está errado, pro aluno, lógico que você vais ter que corrigir, mas é adaptar à realidade dele, entendeu, o que ele vive, dentro de pequenos textos.
189 Excerto 34 – Grupo Focal
01 02
Aluna 6: Eles tão fazendo, o M ((referindo-se ao professor da disciplina Sociedade e Meio
Ambiente)) tá fazendo. 03
04
Professora: E assim... quais atividades que vocês consideram interessantes, é... pra que a turma
possa compreender o texto no momento que lê. 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14
Aluna 5: Ah, eu acho que devia, é:: ler com a gente o texto, né. Explicar, aí passar o exercício,
corrigir, né, corrige o exercício. Devolve pra gente saber se a gente foi bem, entendeu, no que, é:: pelo menos, na atividade que você passou, eu gostei muito disso. Então, a gente pôde mais ver onde a gente errou, e tal, que a gente pode melhorar, então, não são todos, mas, o M ((referindo- se ao professor da disciplina Sociedade e Meio Ambiente)), por exemplo, ele passa um filme e a gente tem que fazer um resumo. Só que ele passa dando um visto que vai dando visto de caderno por caderno. Não dá tempo, igual ele falou, quando ele chegou na minha cadeira falou “Ó, eu li por alto, não deu tempo de ver o que você errou”. Entendeu, porque não dá tempo de corrigir. Então, se fosse uma folha que pudesse levar e depois devolver, então, eu acho que a gente, é::: melhoraria mais.
15 16 17
Aluna 6: Eu também acho assim, o interesse é do aluno, né. Mas eu, assim, pessoalmente, eu
acho que você foi muito participativa. Parece que você tava ali e parece que você incentivava a gente, não sei...
18 Aluna 5: Ajudava. 19
20
Aluna 6: Talvez porque você lia e a gente ficava com aquele interesse e aquilo ali foi ajudando a
gente a entender.
No relato do aluno 01 (Excerto 33), ele expressou suas expectativas de os professores terem atitudes que gerassem mais aproximação com seus estudantes, de modo que estes não venham a se intimidar e, consequentemente, se afastarem de seus docentes (linhas 01 e 02). Esse aluno também falou em dinamizar a aula com pequenos textos, fazendo referência à maioria dos textos trabalhados com a turma que pertenciam aos gêneros charge, tirinhas e anúncio publicitário. Ou seja, os textos de curta extensão, segundo esse estudante, colaboraram para que os colegas pudessem se expressar mais por meio da participação nas aulas, inclusive, dos outros professores. Por fim, o aluno 01 defendeu ser preciso ensinar o
português da forma correta, mas que, antes disso, era necessário que o professor se adapte à realidade do aluno, aproximando-se dele e da sua realidade para que, depois disso, corrigisse-
o e avançasse no processo de ensino.
No Excerto 34, a aluna 06 relata que o professor da disciplina Sociedade e Meio Ambiente estava desenvolvendo atividades de leitura e compreensão textual (linhas 01 e 02), e a aluna 05 retomou a ideia da aproximação do professor com o aluno por meio da devolutiva dos trabalhos, a fim de que os estudantes soubessem o que haviam errado para que pudessem, com os erros, evoluir no aprendizado. A aluna 06 ratificou o que a colega havia dito e elogiou
190 as aulas da professora-pesquisadora, pois realizava atividades de leitura coletivamente, incentivava os alunos e os auxiliava na compreensão dos textos.
O intuito de realizar essas perguntas, ao final das duas sessões do grupo focal, foi de avaliar as ações realizadas pela professora-pesquisadora e perceber a receptividade dos alunos em relação às atividades de leitura e compreensão textual. As respostas apontaram para práticas de leitura voltadas para a interação entre professores e alunos. Os estudantes revelaram que quando o professor interfere nas atividades realizadas por eles, seja através de correção das atividades escritas, seja proporcionando momentos de discussão coletiva, eles se sentem capazes de progredir no processo de compreensão textual. E o professor tem papel relevante nesse processo de natureza essencialmente cooperativa. (KLEIMAN, 1989b, p.192)
Finalmente, convém retomar o conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal – ZDP proposto por Vygotsky (1991). O processo de aprendizagem acontece na ZDP, intervalo entre o desenvolvimento real e o desenvolvimento potencial, ou seja, entre aquilo que o aluno compreende e o que ele ainda não consegue compreender (vide item 2.3, p. 85). E, no contexto escolar, o professor precisa intervir, cuidadosamente, com atividades que privilegiem o desenvolvimento da capacidade de reflexão sobre o texto, as quais envolvam, primeiramente, práticas individuais para familiarização com os sentidos do texto e, depois disso, discussões coletivas que forneçam aos alunos a oportunidade de aprender por meio da interação.
5.4. Sobre os processos inferenciais revelados: uma proposta didática para atividades de