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Ildimere Bispo da Silva (SILVA, I. B.): Discente do Curso de Graduação em Fisioterapia da Faculdade de Educação e Meio Ambiente – FAEMA;

Kaíque Rodrigues Carvalho (CARVALHO, K. C.): Discente do Curso de Graduação em Fisioterapia da Faculdade de Educação e Meio Ambiente – FAEMA;

Ana Claudia Petrini (PETRINI, A. C.): Mestre, Docente e Coordenadora do Curso de Graduação em Fisioterapia da Faculdade de Educação e Meio Ambiente – FAEMA;

Lirianara Facco Souza (SOUZA, L. F.): Especialista, Docente do Curso de Graduação em Fisioterapia da Faculdade de Educação e Meio Ambiente – FAEMA (O).

1. INTRODUÇÃO

As doenças sexualmente transmissíveis (DST‟s) são doenças que passam de uma pessoa para outra através da relação sexual sem preservativo, seja de homem com mulher, homem com homem ou mulher com mulher. Qualquer pessoa pode contrair essas doenças. Algumas DST‟s, como a sífilis, a hepatite B e a AIDS, podem ser transmitidas também através do sangue contaminado. (SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE, 2006).

As DST‟s são frequentes em todo o mundo. (SILVEIRA, 2002). Existem mais de vinte tipos diferentes de doenças que são transmissíveis através do contato sexual. (JIMÉNEZ, 2001).

As DST‟s podem causar doenças graves, podem causar problemas sexuais, esterilidade, aborto, nascimento de bebês prematuros, deficiência física ou mental nos bebês de grávidas contaminadas e alguns tipos de câncer. Além disso, quando uma pessoa apresenta uma DST tem uma chance maior de pegar outra DST, inclusive a AIDS. (SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE, 2006).

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As DST‟s estão entre as principais causas de procura por serviço de saúde, por provocarem graves complicações, tais como infertilidade, abortos espontâneos, malformações congênitas e até a morte, se não tratadas. (CARRET et al., 2004).

2. OBJETIVOS

Os objetivos desse trabalho é descrever as causas das DST‟s, demonstrar as causas de contágios, relatar os principais sinais e sintomas das DST‟s e elencar os principais objetivos de tratamentos fisioterapêuticos para as DST‟s.

3. METODOLOGIA

Esse trabalho foi realizado por meio de uma pesquisa bibliográfica que sendo as bases de dados consultadas material de artigos científicos indexados nas bases de dados Scielo, PubMed e Bireme.

4. REVISÃO DE LITERATURA

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST‟s) são doenças causadas por vários tipos de agentes. São transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o uso de camisinha, com uma pessoa que esteja infectada e, geralmente, se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. Algumas DST‟s são de fácil tratamento e de rápida resolução. (CARRET et al., 2004).

As DST‟s são os principais fatores facilitadores da transmissão sexual do vírus da AIDS, pois feridas nos órgãos genitais favorecem a entrada do vírus da imunodeficiência humana (HIV). (TAQUETTE, 2004; CALDAS, 2015).

A prevenção é a principal estratégia para o controle da transmissão das DST‟s/AIDS, priorizando informações constantes para a população em geral por meio de atividades educativas que envolvam tanto mudanças no comportamento das práticas sexuais quanto na adoção de medidas que enfatizem a utilização adequada de preservativo. (COSTA, 2015).

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De acordo com o Ministério da Saúde, o modo mais seguro de se evitar as DST‟s é utilizar preservativo em todas as relações sexuais, e juntamente com a realização periódica de consultas com médico e/ou enfermeiro, assim evitando a disseminação dessas doenças. (MOREIRA et al., 2012).

As DST‟s há tempos acometem a população mundial e constituem um expressivo problema de saúde pública. Existem múltiplos fatores interferem para o seu controle, tendo, como principais: o comportamento da população, as questões de gênero, a cultura e os costumes. (ARAÚJO; SILVEIRA, 2007).

As DST‟s são consideradas de alta transcendência pela elevada morbidade, por facilitar a transmissão do vírus HIV, pois feridas nos órgãos genitais favorecem a entrada do HIV, pelo impacto psicológico que causam aos seus portadores e pelos elevados custos para a economia. (ARAÚJO; SILVEIRA, 2007; CALDAS, 2015).

Em relação os índices de infecções por doenças sexualmente transmissíveis, nos adolescentes são duas a três vezes superiores aos observados em homens e mulheres com idade superior a vinte anos. (MELLO et al., 2005).

As mulheres são especialmente vulneráveis às DST‟s por características biológicas: a superfície vaginal fica exposta ao sêmen esta é relativamente extensa, e o sêmen apresenta maior concentração de HIV do que o líquido vaginal. As DST‟s são mais frequentemente assintomáticas e a mucosa vaginal é frágil, principalmente em mulheres mais jovens. (SILVEIRA et al., 2002). A prevenção é estratégia básica para o controle da transmissão das DST‟s e do HIV, dar-se-á por meio da constante informação para a população geral e das atividades educativas que priorizem: a percepção de risco, as mudanças no comportamento sexual e a promoção e adoção de medidas preventivas com ênfase na utilização adequada do preservativo. (MINISTERIO DA SAUDE, BRASILIA, 2006).

As DST‟s são causadas por vírus, bactérias e parasitas. Os vírus são causadores de grande parte das DST‟s, como verrugas genitais, herpes genital, hepatite B e infecção pelo HIV. As bactérias causam doenças como gonorréia, clamídia, cancro mole e sífilis. Escabiose (sarna), tricomoníase e piolho púbico (chato) são causados por parasitas. (CORREIOS ORG, 2012).

As formas de contaminação se da pelo ato sexual e compartilhamento de instrumentos que cortem ou perfurem (ex.: seringas e agulhas contaminadas), sendo a pele penetrada por uma

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agulha ou outro instrumento cortante contendo sangue de uma pessoa infectada pelas DST‟s/HIV. (CORREIOS ORG, 2012).

Para as mulheres, as DST‟s podem causar sofrimento por complicações e sequelas decorrentes da ausência de tratamento, já que, apesar de algumas serem curáveis, a maioria dessas doenças apresentam infecções subclínicas ou podem ser assintomática durante muito tempo. (GOTLIEH; HARDY; ZANECELD, 2001).

Entre os principais sintomas encontrados nas DST‟s podem ser citados: coceira vaginal, corrimento vaginal associado a hiperemia, e/ou edema, ulcerações/lesões de origem não traumática e dor a mobilização do colo ou anexos ao toque vaginal cominado. (CARRET et al., 2004; MOREIRAM, 2012).

Nos sintomas iniciais da AIDS os mais frequentes são: febre persistente, calafrios, dor de cabeça, dor de garganta, dores musculares, manchas na pele, gânglios ou ínguas embaixo do braço, no pescoço ou na virilha e que podem levar muito tempo para desaparecer. (MALISKA et al., 2009). Na AIDS um sistema de representações do senso comum a magreza é um sinal de fraqueza, fragilidade, impotência, falta de força, traduzindo-se em um sinal de doença, podendo apresentar também, queda de cabelo, diarreia. (MALISKA et al., 2009).

Três sistemas orgânicos importantes são afetados com o processo infeccioso HIV/AIDS: o sistema respiratório, o trato gastrintestinal e o sistema nervoso; estes interferem na qualidade de vida do paciente com HIV além de trazer sérias complicações funcionais. (NOBRE; COSTA, 2008).

As complicações secundárias ocorrem, frequentemente, favorecendo vários padrões de compensação da marcha como resultado da síndrome da neuropatia periférica relacionada ao HIV ou da alteração da biomecânica do pé e do tornozelo devido ao Sarcoma de Kaposi, essas sendo causadas pela Terapia Antirretroviral (TARV). (NOBRE; COSTA, 2008).

Entre os diversos problemas que afligem os portadores de HIV/AIDS, destacam-se na visão fisioterapêutica: fraqueza e retração muscular, presença de movimentos involuntários, hemiparesias, paraplegias, afasia, hipertonicidade, parestesias, dispnéia, dependência de oxigênio, secreção pulmonar purulenta, diminuição da expansibilidade pulmonar, dor cervical, dor lombar, edema nos joelhos, cotovelos e extremidades, mialgia, artralgia, dificuldade ou impossibilidade de deambulação e úlceras de decúbito. (SEGATTO, 2010).

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Os objetivos de tratamento fisioterapêutico nestes casos compreendem: controle da dor e do edema, prevenção das úlceras de decúbito, prevenção de deformidades ou diminuição das retrações musculares, prevenção das complicações respiratória, drenagem das secreções pulmonares, estimulação para deixar o leito, treino de marcha, equilíbrio e/ou relaxamento do tônus muscular, visando o recomeço das AVD‟s (Atividades de Vida Diária). (SEGATTO, 2010). Portanto o fisioterapeuta assim como qualquer outro profissional da saúde, tem o dever de promover saúde, tratando o indivíduo HIV/AIDS, não obstante a sua condição clínica. (SEGATTO, 2010).

5. CONSIDERAÇÕES

O estudo demostra importância da prevenção fisioterapêutica em pacientes portadores de DST‟s/HIV, orientando sobre os principais meios de cuidados que influenciam na sua qualidade vida e necessidade de conhecimento da saúde sexual.

O fisioterapeuta, assim como qualquer outro profissional da saúde, tem o dever de conhecer e promover a saúde, trabalhando e tratando indivíduos com DST independente da sua condição clínica e a partir dai formar objetivos e condutas proposta com intuito de melhorar a funcionalidade e qualidade de vida do paciente.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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