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Fabrícia Monteiro Soares (SOARES, F. M.): Discente do 8° período de do curso de Bacharel em Enfermagem na FAEMA. José Cleuvison Freitas Cassiano (CASSIANO, J. C. F.): Discente do 8° período de do curso de Bacharel em Enfermagem na FAEMA.

Rafaela Cristina Bandeira Maia (MAIA, R. C. B.): Discente do 8° período de do curso de Bacharel em Enfermagem na FAEMA. Rogério Anderson Souza dos Santos (SANTOS, A. S. d.): Discente do 8° período de do curso de Bacharel em Enfermagem na FAEMA.

Thays Dutra Chiarato (CHIARATO, T.D.): Especialista, docente do curso de Bacharel em Enfermagem na FAEMA. (O)

1. INTRODUÇÃO

O tema segurança do paciente tem sido foco de atenção de profissionais, instituições e organizações da área de saúde na última década. Em maio de 2002, a 55ª Assembléia Mundial da Saúde, recomendou à Organização Mundial de Saúde (OMS) e aos Estados Membros que direcionassem suas atenções à segurança do paciente. Entre as recomendações estão à elaboração de normas e o suporte aos países, orientando-os no desenvolvimento de políticas e práticas focadas ao tema. (MAZIERO, 2012).

Nessa perspectiva, em outubro de 2004 a OMS criou a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente com vistas ao estabelecimento de metas para a prevenção de danos e lançou os Desafios Globais para a Segurança do Paciente. (BALBINO et al., 2009). Onde destacamos neste estudo um dos desafios globais, o qual tem como objetivo, elevar os padrões de qualidade em serviços de assistência à saúde em qualquer lugar do mundo por meio do estabelecimento de práticas para uma cirurgia segura, contempladas no “Programa Cirurgias Seguras Salvam Vidas”. (OMS, 2009).

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Com isso, especialistas prepararam uma lista de verificação de Segurança Cirúr¬gica, o checklist, composto de três etapas, sendo elas: Identificação, Confirmação e Registro com o objetivo de garantir a segurança do paciente em todos os procedimentos cirúrgicos. (PANCIERI et al, 2013).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em todo o mundo, são realizadas cerca de 234 milhões de cirurgias por ano, com sete milhões de complicações estimadas e um milhão de óbitos, e metade desses considerados evitáveis, onde a segurança do paciente em cirurgias é um problema de saúde pública. (RODRIGUES et al, 2012).

2. OBJETIVOS

Descrever a atuação do enfermeiro frente à implantação do checklist cirurgia segura e sua relevância na prevenção de eventos adversos e sentinelas.

3. METODOLOGIA

Esse estudo trata-se de uma revisão de literatura com abordagem qualitativa, realizada a parti de fontes bibliográficas LILACS, Scientific Eletronic Library Online (SCIELO) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), onde foram selecionados 08 artigos dos últimos 6 anos que estavam em português. Os Descritores em Ciência da Saúde (DeCS) foram: Enfermagem; Gerenciamento de Segurança; Cirurgia; Checklist.

4. REVISÃO DE LITERATURA

Os avanços tecnológicos e científicos na área da saúde têm propiciado aumento significativo no número de intervenções cirúrgicas ao redor do mundo, as quais são, muitas vezes, realizadas em condições inseguras interferindo na promoção e na recuperação da saúde dos pacientes. (GRIGOLETO; GIMENES; AVELAR, 2011).

Diante dessa temática, a Assembléia da Saúde Mundial em 2002 adotou uma resolução, impulsionando os países a fortalecer a segurança da assistência à saúde e dos sistemas de monitoramento. A resolução também solicitou que a OMS assumisse a liderança no

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estabelecimento de normas globais e padronizações e que desse suporte aos países na preparação de políticas públicas e práticas de segurança do paciente.

Com essa concepção, a 57ª Assembléia da Saúde Mundial aprovou a criação de uma aliança internacional para melhorar a segurança do paciente, e em Outubro de 2004 a mesma foi lançada, onde concentrou suas ações em campanhas de segurança enfocadas chamadas de “Desafio Global para a Segurança do Paciente”.

Dentre os vários desafios globais, encontrava-se o “Programa Cirurgias Seguras Salvam Vidas”. O Programa contempla a prevenção de infecção em sítio cirúrgico, anestesia segura, equipes cirúrgicas seguras e indicadores de assistência cirúrgica. (OMS, 2009).

Com isso, especialistas prepararam uma lista de verificação de Segurança Cirúrgica, o chamado Checklist Cirurgia Segura, que é um instrumento de comunicação que propicia a integração entre os profissionais da sala cirúrgica, definindo claramente os papéis de cada um, facilitando a assistência ao paciente cirúrgico. (PANCIERI et al, 2013).

Com a aplicação do checklist, a OMS estabeleceu uma meta até o ano de 2020 de redução das taxas de infecção do sitio cirúrgico em 25% o que implicaria em uma significativa queda da morbidade e da mortalidade. Particularmente nos países em desenvolvimento, onde a infecção hospitalar continua a ser um flagelo, no que tange a infecção cirúrgica (incluindo a do sitio cirúrgico), é a que produz maior mortalidade, complicações e elevação do custo do tratamento. (FERRAZ, 2009).

De acordo com Pancieri; Carvalho; Braga (2014), o checklist cirurgia segura, é composto por três momentos diferentes seriam eles:

• Antes da indução anestésica (sign in) quando se verifica verbalmente a identidade do paciente, o procedimento e o local da cirurgia, e se o consentimento para o procedimento foi assinado.

• Confirmação ou Timeout (antes da incisão na pele - pausa cirúrgica): todos os profissionais presentes na sala de operações e que irão participar ativamente do procedimento se apresentam (nome e função); faz-se a conferência, em voz alta, da identidade do paciente, do procedimento e da parte do corpo que será operada. Em seguida, o cirurgião, o anestesiologista e o membro da equipe de enfermagem, verbalmente, revisam os pontos críticos para a cirurgia, fazendo uso do checklist e confirmando o uso profilático de antibióticos nos últimos 60 minutos; além disso, certificam-se da disponibilidade dos exames de imagem;

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• Registro ou Sign out (antes do paciente sair da sala cirúrgica): em conjunto com a equipe, o coordenador da lista analisa o procedimento, contam-se as compressas e os instrumentos, rotulam-se as peças anatômicas ou outras amostras obtidas, checam-se informações sobre quaisquer danos nos equipamentos, assim como outros problemas a serem resolvidos; finalizam traçando os planos de cuidados em relação ao pós-operatório, antes do encaminhamento do paciente à sala de recuperação anestésica.

Estima-se que é necessário um tempo total de três minutos para aplicação das três fases do processo de verificação e orienta-se que uma única pessoa seja responsável por essa aplicação, sendo o enfermeiro o profissional indicado para orientar a checagem, mas qualquer profissional que participa do procedimento cirúrgico pode ser o coordenador da verificação. A implementação dessa ferramenta é de baixo custo, resumindo-se na reprodução e distribuição do instrumento, e a OMS orienta e indica que as instituições realizem mudanças na estrutura do impresso de acordo com a sua realidade, para facilitar sua aplicação. (PANCIERI et al, 2013).

A principal função do profissional enfermeiro como executor desta ferramenta, está na supervisão e implementação, pois como líder do processo de cuidado dentro da unidade cirúrgica que tem como foco o paciente e sua segurança, o enfermeiro deve propiciar a aplicabilidade do checklist cirurgia segura. (STUMM et al, 2009). Através do encorajamento da equipe multiprofissional por meio de treinamentos da condução do processo de checagem. (PANCIERI et al, 2013).

Mas além das funções citadas acima, o enfermeiro pode ser executor do checklist, aplicando com domínio, responsabilidade e ética todas as etapas propostas, enfatizando a responsabilidade de cada profissional participante. Fazendo da comunicação eixo principal para o bom andamento do procedimento. (PANCIERI et al, 2013).

Já como supervisor do processo, o enfermeiro deve manter a equipe motivada na aplicação da ferramenta, a fim de evitar eventos adversos e sentinelas que são definidos como lesões ou danos não intencionais que resultam em incapacidade ou disfunção, temporária ou permanente, ou morte como consequência do cuidado de saúde prestado, que vão desde posicionamento inadequado do paciente na mesa cirúrgica, a amputações equivocadas. (MOURA, 2010).

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Vale ressaltar que mudanças positivas são observadas no clima de trabalho da equipe, relacionadas com a melhoria da comunicação, advinda da aplicação do checklist, pois diminui o atrito provocado por situações inesperadas. (PANCIERI et al, 2013).

5. CONSIDERAÇÕES

Percebe-se que a atuação do enfermeiro é de grande valia, pois o mesmo deve sempre estar realizando e executando ações que promovam a educação continuada para a equipe multiprofissional, além de realizar auditorias diárias para verificar adesão ao processo, acompanhando os resultados a fim de estabelecer indicadores que garantam a qualidade na assistência ao paciente.

Constata-se também, que a implantação e adesão do instrumento checklist nos procedimentos cirúrgicos, possui como objetivo a redução das taxas de mortalidade e de complicações cirúrgicas, através da adesão ao antibiótico profilaxia e da efetividade na comunicação da equipe multiprofissional.

Infelizmente nota se, que ainda é um assunto pouco explorado na literatura científica em geral, principalmente nos países em desenvolvimento, particularmente o Brasil. Com isso, cabe a sensibilização e empoderamento das equipes cirúrgicas em combinarem diferentes estratégias de implantação do checklist, pois a OMS orienta e indica mudanças na estrutura do checklist de acordo com a realidade de cada instituição.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BALBINO, C. M. et al. Erros de medicação e a segurança do paciente: revisão sistematizada da literatura. Online braz. j. nurs. (Online), v.8, n.3, 2009.

FERRAZ, Edmundo Machado. A cirurgia segura. Uma exigência do século XXI. Rev. Col. Bras. Cir. 2009.

GRIGOLETO, Andréia Regina Lopes; GIMENES, Fernanda Raphael Escobar; AVELAR, Maria do Carmo Querido. Segurança do cliente e as ações frente ao procedimento cirúrgico. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2011.

MAZIERO, Eliane Cristina Sanches. Avaliação da Implantação do Programa Cirurgia Segura em um Hospital de Ensino. Curitiba, 2012.

MOURA, Maria de Lourdes de Oliveira. “Avaliação de eventos adversos cirúrgicos em hospitais do Rio de Janeiro”. Rio de Janeiro, agosto de 2010.

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OMS, ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Estrutura Conceitual da Classificação Internacional sobre Segurança do Doente. Relatório Técnico Final. Publicado pela Organização Mundial de Saúde, em Janeiro de 2009.

PANCIERI, Ana Paula; SANTOS, Bruna Pegorer; AVILA, Marla Andréia Garcia de; BRAGA, Eliana Mara.Checklist de Cirurgia Segura: Análise da Segurança e Comunicação das Equipes de um Hospital Escola.Rev Gaúcha Enferm. 2013.

PANCIERI, Ana Paula; CARVALHO, Rachel de; BRAGA, Eliana Mara. Aplicação do checklist para cirurgia segura: Relato de experiência. Rev. SOBECC, São Paulo. jan./mar. 2014.

PUCCINI, Paulo de Tarso; CORNETTA, Vitória Kedy. Ocorrências em pronto-socorro: eventos sentinela para o monitoramento da atenção básica de saúde. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, set, 2008.

RODRIGUES, Roberta Dalenogareet al. Segurança do Paciente: Check-List como Ferramenta para Cirurgia Segura. UNIFRA, 2012.

STUMM, EnivaMiladi Fernandes et al. Ações do enfermeiro na recepção do paciente em centro cirúrgico.Revista Mineira de Enfermagem, 2009.

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HANSENÍASE EM CRIANÇA MENORES DE 15 ANOS EM RONDÔNIA,

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