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Hagen (Frp): Jeg spør delvis fordi dere har sagt at dette er relativt dramatisk, det som her er kommet

Francésly Barbosa Dos Santos (SANTOS, F. B): Discente do curso de Bacharel em Enfermagem da FAEMA.

Rafaela Cristina Bandeira Maia (MAIA, R. C. B.): Discente do curso de Bacharel em Enfermagem da FAEMA.

Rogério Anderson Souza dos Santos (SANTOS, R. A. S.): Discente do curso de Bacharel em Enfermagem da FAEMA. Jessica de Souza Vale (VALE, J.S.): Docente do curso de Bacharel em Enfermagem da FAEMA.

Rafael Alves Pereira (PEREIRA, R. A.): Docente do curso de Bacharel em Enfermagem da FAEMA. (O).

1. INTRODUÇÃO

A Rede Nacional de Bancos de Leite Humano (RNBLH) do Brasil é a maior e mais bem estruturada mundo. (GIUGLIANE, 2002).

Desde 1985, com o progresso do Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno do Ministério da Saúde (MS), um novo paradigma tem norteado as ações dos Bancos de Leite Humano no Brasil – eles deixam de ser simplesmente um local de coleta de um produto que era comercializado para se engajarem na promoção do aleitamento materno, constituindo-se uma importante estratégia de política governamental em prol da amamentação. (GIUGLIANE, 2002).

O trabalho desenvolvido pela RNBLH do Brasil tem sido reconhecido internacionalmente, e foi merecedor do Prêmio de Saúde Sasakawa – Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2001. (GIUGLIANE, 2002).

Os Bancos de Leite Humano tem entre seus objetivos a promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Neste sentido, desenvolvem trabalho para auxiliar as mulheres-mães no período da amamentação, tendo profissionais qualificados para também orientar sobre a saúde da criança. (BRASIL, 2015).

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Para popularizar a iniciativa e promover conscientização, o Ministério da Saúdeorganiza anualmente, no mês de agosto, a Semana Mundial da Amamentação. Outra data importante no calendário da saúde é o Dia Nacional de Doação de Leite Humano, celebrado em 1º de outubro. (BRASIL, 2010).

As doadoras são aquelas mulheres que no período da amamentação produzem um volume de leite além da necessidade do seu bebê, e de acordo com a legislação que regulamenta o funcionamento dos Bancos de Leite no Brasil (RDC Nº 171) a doadora, além de apresentar excesso de leite deve ser saudável, não usar medicamentos que impeçam a doação e se dispor a ordenhar e a doar o excedente. (BRASIL, 2015).

O apoio e assistência qualificada junto às mães-doadoras possuem grande relevância frente a esse contexto, visto que, as mulheres muitas vezes têm dúvida sobre o processo de doação do leite, ato da ordenha, armazenamento, contaminação, quantidade necessária e outros pontos importantes, em momentos como esse se faz necessário um profissional que atue de forma a orientá-las. (ALENCAR, 2010).

O enfermeiro é o profissional de saúde que passa maior tempo com a mulher no seu ciclo gravídico-puerperal, portanto é dado a este profissional a responsabilidade de fornecer as orientações sobre o aleitamento maternode forma a suprir as dúvidas, dificuldades e insegurança apresentada pelas gestantes; além de assistir na promoção, proteção e assistência ao Aleitamento Materno.(DAROZ, 2009).

2. OBJETIVOS

Apresentar as características do Banco de Leite do estado de Rondônia destacando o papel do profissional de enfermagem no incentivo às doações e ao aleitamento materno.

3. METODOLOGIA

Trata-se de uma revisão bibliográfica de caráter descritivo, realizado em três etapas, sendo: Levantamento de dados nos sites de busca Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Eletronic Library Online (sciELO) e Sistema de informações do Ministério da Saúde.Os descritores em Saúde (DeCS) utilizados foram os seguintes: Banco de leite, Papel do Profissional de Enfermagem e Aleitamento Materno, por fim, foi realizada leitura seletiva e

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interpretativa dos materiais encontrados descartando aqueles em língua estrangeira. Não houve delineamento temporal rigoroso das publicações, apenas o cuidado de priorizar aquelas que estivessem dentro do período dos últimos dez anos, visto que, há publicações relevantes consideradas antigas.

4. REVISÃO DE LITERATURA

Os BLH´s são peças-chave em ações de promoção e manutenção do aleitamento materno, porém, o volume que chega a eles para garantir a oferta de leite materno como primeira opção aos bebês de risco e/ou doentes ainda é insuficiente para reduzir a mortalidade neonatal em todo território Nacional. Sendo assim, promover o fornecimento de forma sustentável de leite humano através de doações é um grande desafio enfrentado atualmente por esse serviço afim de, garantir as ações citadas anteriormente. (SILVA, 2010).

Rondônia está se preparando para implantar um novo Banco de Leite e três Postos de Coleta de Leite Humano, resultado do Projeto "Pacto pela Redução da Mortalidade Infantil na Região Nordeste e Amazônia Legal", do Ministério da Saúde em parceria com a Fiocruz/RedeBLH e Secretaria Estadual de Saúde de Rondônia. (BRASIL, 2015).

Atualmente, o único Banco de Leite Humano (BLH) do estado de Rondônia é o Santa Ágata Localizado no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, em Porto Velho, implantado em dezembro de 2004. A clientela do leite são os recém-nascidos com baixo peso, prematuros, com problemas gástricos, os bebês que passaram por cirurgias e todos os internados na UTI neonatal do hospital que tem capacidade para 24 leitos, todos continuamente ocupados. A quantidade disponibilizada a cada paciente obedece à prescrição médica e da nutricionista. (BRASIL, 2015).

Segundo Informativo da Secretaria de Saúde do Estado de Rondônia (2015):

O Banco de Leite Humano Santa Ágata está precisando de novas doadoras. Dos 300 litros de leite que deveriam ser coletados por mês, estão chegando ao banco pouco mais de 120. Assim como a doação de sangue salva vidas, a de leite também pode salvar a vida de muitos internos na UTI neonatal e berçário do Hospital de Base Ary Pinheiro.

Para ser doadora de leite basta se dispor. A candidata passa por uma triagem médica no próprio local, onde é verificada se está apta. A produção de leite que o banco coleta de cada uma é o que sobra do bebê da voluntária. Após habilitada, a doadora é instruída quanto à

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coleta do leite em casa, a higienização necessária e o armazenamento. Ao chegar ao banco, uma amostra do leite é retirada e examinada para verificar algum tipo de contaminação que, se ocorrer, o material é inteiramente descartado. (BRASIL, 2015).

O enfermeiro deve conhecer o funcionamento dos BLH, realizando e aprofundando estudos sobre as questões que envolvem a assistência ao aleitamento materno.Outro papel importante desempenhado pelo profissional de enfermagem responsável pelo BLH é a divulgação do serviço, além de fortalecer campanhas de incentivo a nutriz a amamentar seu filho e doar o leite excedente (GALVÃO; VASCONCELOS; PAIVA, 2006 apud ABRÃO et al, 2013).

Dentre as atividades realizadas pelo enfermeiro estão: recepção à nutriz e gestante, o atendimento à nutriz com intercorrências mamárias, a coleta, pasteurização de leite humano ordenhado com atividades de processamento, controle de qualidade, e visitas domiciliares para orientação e busca do leite humano ordenhado. Também são realizadas ações educativas com as doadoras (quanto aos cuidados com a mama, armazenamento, processamento do leite humano ordenhado) e encaminhamento do leite humano pasteurizado ao BLH. (DAROZ, 2009).

A enfermeira responsável pelo Banco de Leite Santa Ágata diariamente realiza visitas ao setor de obstetrícia em busca de novas voluntárias, segundo ela, muitas se oferecem e têm bastante leite, mas não podem entrar no programa por morarem no interior, o ideal seria que mulheres que residem na capital sejam voluntárias para que possam diariamente realizar suas doações ao Banco. (BRASIL, 2015).

5. CONSIDERAÇÕES

O presente estudo demonstrou que o reconhecimento internacional do trabalho da RNBLH do Brasil é evidente e é clara a necessidade e importância desse serviço para os bebês que não podem obter o leite diretamente do seio de sua mãe, uma vez que a mesma não tenha disponibilidade ou possibilidade de oferecer leite materno. Entretanto, observou-se que no estado de Rondônia o único banco de leite existente, chamado Santa Ágata, não possui reserva suficiente para suprir a necessidade dos bebês do estado e por isso se empenham fortemente em campanhas de incentivo a doações. Liderando estes projetos os enfermeiros caracterizam-se como principais agentes, visto que este é o profissional que dispõe de maior

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interação com a mulher durante o ciclo gravídico, além de ter importante participação em promover programas de educação e saúde.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABRÃO, Ana Cristina; DIAZ, Cláudia Maria Gabert; FELTRIN, Juliane Morais; FREITAS, Hilda Maria Barbosa; INNOCENZZO, Maria D‟. Atuação do enfermeiro em banco de leite humano. Congresso Brasileiro de Enfermagem Obstétrica e Neonatal. Santa Catarina, 2013.

ALENCAR, Lucienne Christine Estevez; SEIDL, Eliane Maria Fleury. Doação de leite humano e apoio social: relatos de mulheres doadoras. Rev. Latino-Am. Enfermagem. Pg. 3. São Paulo, 2010.

BERGAMO, Vinícius de Mello; VIEIRA, Bruna Dallabrida; CASTILHO, Rayane Teixeira. Banco de Leite Humano: Uma Visão Integrativa. Pesquisa apresentada a UNIC Rondonópolis/MT, 2015.

BRASIL, Banco de Leite do Hospital de Base precisa de doadoras; coleta é insuficiente para atender demanda. Secretaria de Saúde do Estado de Rondônia. Rondônia, 2015. Disponível em: <http://www.sesau.ro.gov.br/?p=6328> Acesso em:30 Out 2015.

BRASIL, Conheça o Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno. Portal Brasil. 2010. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/ciencia-e-tecnologia/2010/12/programa- nacional-de-incentivo-ao-aleitamento-materno>Acesso em: 30 Out 2015.

BRASIL, Rede Brasileira de Banco de Leite Humano. Fundação Oswaldo Cruz. Rondônia, 2015. Disponível em: <http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=421> Acesso em: 30 Out 2015.

DAROZ, Sheila Maria. Análise do perfil das doadoras de leite materno do hospital fornecedores de cana, em piracicaba. 17º Congresso de Iniciação Científica da UNIMEP. 2009.

GIUGLIANE, Elsa Regina Justo. Rede Nacional de Bancos de Leite Humano do Brasil: tecnologia para exportar. Jornal de Pediatria Vol. 78, Nº3, 2002pg, 183. Rio de Janeiro, 2012. SILVA, Suzana Lins. Alegações Maternas para doação de leite Humano. Universidade Federal de Pernambuco. Recife, 2010. Disponível em: https://www.ufpe.br/posca/images/documentos/teses_e_cissertacoes/dissertao%20suzana.pdf > Acesso em: 30 Out 2015.

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