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2. SJUKEHEIMEN - EIN HEIM FOR SJUKE?

2.1 Utvikling av sjukeheimen – eit kort historisk riss

2.1.3 Bustadfasen 1985 - dd

3.2.1.1 POLÍTICA EXTERNA28

No corpus analisado, o conceito ESTADO tem se apresentado como elemento central do domínio-alvo POLÍTICA EXTERNA. A expressão linguística “país” é usada constantemente em referência ao conceito. Nos contextos, a expressão não se refere apenas a território, região. “País”, usado com o sentido de “estado”, tem um significado amplo. Refere- se a estado politicamente organizado, constituído por um território definido, por um povo e por um governo que exerce soberania sobre seu território e seu povo. Relacionados a “país” (ou “nação”, palavra também presente nos textos com o mesmo sentido), os textos revelaram diversas expressões do campo semântico da política. São unidades linguísticas vinculadas aos conceitos ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS – como a Organização das Nações Unidas (ONU), Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e ÓRGÃOS /AGENTES GOVERNAMENTAIS – como presidente, ministro, embaixada etc.

As organizações internacionais são instituições ou grupos dos quais um país (estado político) pode se tornar membro. São exemplos encontrados no corpus a ONU (Organização das Nações Unidas), a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), o NAFTA (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio), a OTAN (Organização do Tratado Atlântico Norte). Além de referências a essas organizações internacionais, que são agentes da

28 Nesta dissertação, as palavras grafadas em

VERSALETE, indicam que estamos nos referindo ao conceito (ou

domínio conceptual) representado pela palavra. Trata-se de uma convenção adotada no âmbito da Linguística Cognitiva.

política externa, os exemplos do corpus utilizam também expressões mais generalizantes como “demais países latinos”, “seus aliados”, “resto do mundo”, “potências mundiais”, dentre outros.

Se externamente um país pode aliar-se a outros, são as estruturas internas do estado – como as instituições administrativas, as autoridades políticas – que tornam possíveis essas alianças. O corpus expõe alguns elementos vinculados à estrutura interna do estado, dos quais são exemplos: GOVERNO, SEDE ADMINISTRATIVA, REPRESENTANTES GOVERNAMENTAIS. Estas unidades do domínio POLÍTICA EXTERNA são representadas linguisticamente por expressões como “governo”, “presidente” (que personifica o governo), “Washington”, “Casa Branca”, “Kremlin”, “Lula”, “Obama”, “o governo chinês”, dentre outros. O estado conta com um aparato complexo para exercer o poder político: os ministérios, as secretarias, as instituições governamentais etc. Vinculados aos órgãos governamentais, temos os servidores do estado que, ao exercerem seus cargos, são representantes legítimos do governo. O conjunto dos servidores obedece a uma hierarquia que se estende dos mais altos cargos do governo (presidente, primeiro-ministro, ministro das relações exteriores, embaixador, etc.) a cargos de menor prestígio.

Dessa forma, o conceito ESTADOse mostra como o mais predominante no domínio-alvo POLÍTICA EXTERNA. Nos textos, o domínio é representado pelo nome do país (EUA, Brasil, Rússia, Cuba etc.), pela sede política (Washington, Teerã, Kremlin) ou pelo representante político tais como presidente, ministro – há frequentes ocorrências dos próprios nomes das autoridades, como Obama, Chávez, Lula, Bush. As expressões ONU, OTAN, ALCA, também estão associadas ao conceito ESTADO, pois estas organizações são, na realidade, agrupamentos de estados politicamente organizados.

Das expressões do domínio POLÍTICA EXTERNA reveladas pelo corpus, percebemos que a maioria se relaciona com o conceito ESTADO. Mas não apenas isso: uma parcela significativa é constituída de conceitos que podem ser categorizados como sujeitos da política externa. A política externa é executada pelo Estado, através de seus representantes ou agentes políticos. São as ações políticas (e consequentemente seus agentes) que o corpus revelará como conceptualizados em termos de GUERRA e de COMÉRCIO.

Sendo a GUERRA um domínio que, como propõe nossa análise, conceptualiza POLÍTICA EXTERNA, convém tecermos algumas considerações a respeito desse domínio além das que já expusemos no capítulo anterior. O Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa (FERREIRA, 2004, p. 1014), dentre outras definições, conceitua guerra como: 1. Luta armada entre nações ou partidos; conflito; 2. Expedição militar; campanha; 3. Combate, peleja, luta, conflito.

A experiência do conflito, da peleja entre partidos discordantes (para usamos os termos do Aurélio) é provavelmente conhecida em todas as sociedades e culturas. Sabe-se que, entre os homens, a prática de atacar o semelhante para conquistar o seu espaço ocorre tanto em comunidades silvícolas como nas sociedades dominadoras das tecnologias mais avançadas. Ainda que não tenhamos experimentado a guerra in loco, desde muito cedo nos submetemos à experiência do conflito. Na infância, é costume disputarmos objetos com os colegas à base da força; já nas programações infantis de TV, as crianças são expostas a uma grande variedade de programas permeados por cenas de lutas: frequentemente protagonizadas pelos “heróis” dos telespectadores mirins.

As experiências presentes em nossa cultura são suficientes para nos prover de um conhecimento básico de guerra. Mesmo o conhecimento popular nos permite saber que uma guerra consiste na luta armada entre dois grupos (geralmente grupos militares). O objetivo de cada partido é derrotar o oponente, sofrendo o dano mínimo possível, para retirar-lhe algum bem valioso.

Para nossa investigação, que objetiva analisar a conceptualização de POLÍTICA EXTERNA a partir do conceito GUERRA, garimpamos no corpus as unidades lexicais associadas ao domínio GUERRA. Podemos categorizar as palavras relacionando-as a quatro grupos: ação, agente, instrumento/meio e alvo29. De fato, a guerra é baseada em ações realizadas por agentes que se utilizam de instrumentos para atingir um alvo. São exemplos de cada um

destes grupos, respectivamente, ataque, soldado, arma e adversário/vitória.

Do vocabulário típico de ações de guerra, usado metaforicamente para conceptualizar POLÍTICA EXTERNA, os textos apresentam palavras como “defender”, “romper”, “atitudes agressivas”, “ameaças”, “forçar”, “enfrentar”, “advertência”, “ataques”, “combater”, “lutar”, “ameaçar”, “vitória”. Embora limitado, este grupo de palavras evidencia que a parcela majoritária das expressões linguísticas refere-se a ataque, agressão. Isto é totalmente coerente com o cenário da guerra: nos tempos modernos, mesmo a defesa em um combate não se

29 Utilizamos a palavra “alvo” tanto no sentido de objeto de uma ação como no sentido de objetivo a ser

associa mais à figura do escudo, outrora usado especificamente como proteção contra os golpes do inimigo. Atualmente, defender ou atacar são ações que se confundem. Quando Obama afirma, por exemplo, que Israel “tem o direito de se defender” dos ataques do Hamas, o presidente americano se refere à ofensiva militar do exército israelense à Faixa de Gaza. Quanto ao domínio GUERRA, verifica-se no corpus que palavras que expressam passividade são minoritárias.

Sabe-se que os agentes da guerra são, de uma maneira geral, integrantes de um exército cuja hierarquia inclui soldado, sargento, general, dentre outros. Esses vocábulos não aparecem no corpus como conceptualizadores do domínio POLÍTICA EXTERNA. Como vimos, a linguagem utilizada nos textos toma como base o domínio da GUERRA para abordar a POLÍTICA; portanto, encontraram-se agentes da política, metaforicamente conceptualizados como agentes de guerra.

São exemplos de instrumentos de guerra – ou seja, os meios utilizados para atingir o inimigo – mencionados nos textos: “poder”, “aliados”, “tática”, “estratégia”, “obstáculos”, “apoio tático”, “pressão”, “armadilha”. Todos são conceitos que de alguma forma se relaciona com o exercício da força. O poder é a própria força que pode ser ampliada quando usada em conjunto com aliados e otimizada quando se seguem táticas e estratégias adequadas.

O objetivo de qualquer exército em batalha é derrotar o exército inimigo. Na guerra, cada exército é alvo dos ataques do outro. No corpus, percebemos a predominância de palavras relacionadas às ações de guerra (atacar, defender, lutar). Mas o mesmo corpus não revelou ocorrência dos sujeitos/agentes dessas ações, como já mencionamos. As ocorrências de expressões ligadas aos instrumentos e aos alvos da guerra foram bem limitadas.

3.2.1.3 COMÉRCIO

A primeira acepção atribuída a “comércio” pelo dicionário Aurélio (FERREIRA, 2004, p.504) é: permutação, troca, compra e venda de produtos ou valores; mercado, negócio, tráfico. O domínio COMÉRCIO é bem menos complexo do que o domínio GUERRA. A realização do comércio pode ser representada por um esquema bastante simples: os comerciantes interagem em uma permuta na qual um concede um produto e o outro, o pagamento pelo mesmo. O vendedor busca o maior lucro possível, o comprador, o melhor produto pelo menor

preço possível. Os dois têm um objetivo em comum: conseguir o máximo de vantagens com a permutação, compra ou venda.

Da mesma forma que o corpus não apresenta unidades lexicais referentes aos agentes da guerra, não revela expressões linguísticas referentes aos agentes (vendedor e comprador) do domínio COMÉRCIO. Como já mencionado, os textos têm como domínio-alvo POLÍTICA EXTERNA. São, literalmente, os agentes da política que serão conceptualizados a partir de conceitos do domínio COMÉRCIO.

Expressões como “negociar”, “dialogar”, “proposta”, “cobrar”, “investir”, “conversar” são exemplos de vocábulos do domínio COMÉRCIO relacionados às ações do comerciante. Já “acordo”, “troca”, “tratado” dizem respeito aos objetivos das pessoas envolvidas em uma negociação. O número de ocorrência destas palavras é bastante expressivo no corpus.