4.3 Flerspråklighet
4.3.2 Å lese på et tredjespråk: utfordringer knyttet til engelsk, svensk, dansk og
A etapa de definição possui onze fases: definição de metas de mensuração, revisão e modelagem de processos, entrevistas, definição de questões e hipóteses, refinamento, definição de métricas, avaliação de consistência, produção do plano GQM, produção do plano de mensuração, produção do plano de análise e revisão de planos.
Nessa etapa foram detalhados os procedimentos utilizados na implementação do programa de mensuração. O resultado da etapa de definição originou os planos: GQM, de Mensuração, e de Análise.
A seguir, são apresentados os principais pontos desta etapa e discutidos os aspectos relevantes desse processo de definição.
Metas de mensuração
Foram definidas duas metas para o programa de mensuração (Figuras 5.12 e 5.13). A primeira enfatizava a avaliação da melhoria do processo de gerência de configuração em si e procurava prover dados quantitativos para a melhoria contínua e progressiva desse processo. A outra se relacionava com objetivos estratégicos da organização, pois como o programa de melhoria criado deveria integrar-se aos objetivos estratégicos da organização, havia outro aspecto que necessitava ser mensurado – a satisfação do usuário.
Figura 5.12. Meta GQM formalizada (G1). Figura 5.13. Meta GQM formalizada (G2). Tal avaliação era importante, na medida em que se tornava o elo de ligação entre a melhoria proposta para o novo processo de software e o alcance de metas organizacionais, como, por exemplo, a certificação ISO 9001 do SIJ. Nessa perspectiva, se os processos de software relacionados ao SIJ, principalmente o de GCS, fossem melhorados, a certificação objetivada para o SIJ ganharia impulso. Então, medir a satisfação do usuário em relação à manutenção do SIJ, era uma forma de avaliar tanto o processo de GCS como, indiretamente, a qualidade do SIJ enquanto processo organizacional.
Outrossim, considerando que o processo de GCS tem um subprocesso de controle de mudanças, e este envolve diretamente o usuário do SIJ, de fato, a mensuração do nível de satisfação de quem solicita alterações no SIJ passa a ser fundamental para analisar a evolução do processo de GCS.
A fase de definição é uma etapa do GQM considerada de conhecimento. Como os problemas relacionados ao processo antigo de GCS já estavam claros, até mesmo em função do esforço de modelagem do novo processo, as questões GQM não foram difíceis de formular.
Essa etapa do método prevê ainda a revisão e produção de modelos de processos. Entretanto, o processo de Gerência de Configuração de Software já tinha sido modelado, não fazendo sentido que novas correções e adaptações fossem feitas no momento. Isso seria oportuno, somente após as primeiras análises e interpretações dos dados GQM.
Então, o próximo passo foi formular as métricas. Esse processo foi conduzido pela autoridade do programa de melhoria da qualidade de software do TST. O resultado obtido foi validado pelos líderes de projeto.
Questões e hipóteses
As questões foram formuladas para apoiar a interpretação dos dados que seriam coletados na mensuração. Procurou-se encontrar um equilíbrio entre a definição de questões próximas às metas organizacionais ou estritamente relacionadas ao processo de software. Dessa forma, seria possível atingir as metas sem dificultar a coleta das métricas.
Para cada questão, quando aplicável, formulou-se hipóteses com o objetivo de imaginar um estado ideal para a organização. Essas hipóteses também foram úteis à interpretação posterior das medidas coletadas.
Na Figura 5.14 são apresentadas parte das perguntas e hipóteses contidas no programa de mensurações GQM.
Figura 5.14. Questões e hipóteses iniciais do Plano GQM.
Com a derivação das questões e a formulação de hipóteses, o próximo passo foi a elaboração das métricas. Para a definição das métricas do programa de mensuração, buscou-se respostas objetivas às questões formuladas. Nesse contexto, a identificação das métricas foi um processo mais fácil se comparado à identificação e refinamento das metas. Acredita-se que esta seja uma característica da abordagem GQM, que faz com que o nível de dificuldade diminua na medida em que se caminha na direção da formulação das métricas.
Métricas
As métricas foram definidas de forma a disponibilizar informações quantitativas para responder as questões GQM. Esperava-se que com a coleta e inter-relacionamento entre as métricas fosse possível obter respostas capazes de contribuir para o alcance dos objetivos do programa GQM.
Foram definidas no total 25 métricas, o quadro abaixo (Figura 5.15) apresenta parte delas.
Figura 5.15. Algumas métricas iniciais do Plano GQM. Avaliação de consistência
O foco do programa de mensuração estava centrado na primeira meta (G1), uma vez que se o processo de GCS fosse melhorado, a satisfação do usuário com as manutenções (meta G2) tenderia a acompanhar os resultados obtidos com a primeira meta. Contudo, mais tarde, percebeu-se que na formulação das questões, intuitivamente, priorizou-se mais o conhecimento e avaliação de aspectos relacionados à satisfação do usuário do que propriamente ao processo de gerência de configuração (Meta G1).
Isso pode ser comprovado pelo fato de que na interpretação do GQM, um número maior de questões se relaciona diretamente à meta G2, embora existam aquelas que estejam fortemente relacionadas a ambas as metas.
O fato de haver forte relacionamento entre questões e metas, simultaneamente, sugere um alto nível de consistência para esse GQM. A matriz de relacionamentos entre metas e questões ilustra tal característica (Tabela 5.1).
Tabela 5.1 – Matriz de relacionamento entre metas e questões. Q1 Q2 Q3 Q4 Q12 Q13 Q14 Q15 Q17 G1 G2 Legenda Muito relacionada Relacionada Pouco relacionada
As questões e métricas também estavam fortemente relacionadas, pois grande parte das medidas criadas servia a mais de um propósito. É verdade que no caso das métricas de satisfação do usuário haveria uma dependência relativa ao novo processo de GCS, tendo em vista que esse processo pode atuar como causa capaz de alterar o nível de satisfação dos usuários em relação aos pedidos de manutenção. Contudo, essa dependência não é temporal e permite que a coleta das métricas seja feita de forma independente. A seguir, a Tabela 5.2 apresenta parte da matriz de relacionamento entre as questões e métricas do GQM.
Tabela 5.2 – Matriz de relacionamento entre questões e métricas. Q1 Q2 Q3 Q4 Q12 Q13 Q14 Q17 M1 M2 M3 M4 M5 M6 M7 M11 M19 M20 M21 M25 Legenda Muito relacionada Relacionada Pouco relacionada
5.3.3 Coleta de dados
Nessa etapa de definição do GQM devem ser definidos todos os detalhes da operacionalização da coleta de dados. Isso inclui a forma com que os formulários deverão ser utilizados e o modo como as ferramentas apoiarão o processo.
Desde a concepção do programa de melhoria, havia a preocupação de não tornar burocrática qualquer parte do processo de produção de software no TST. Com o programa de mensuração não foi diferente, pois quando se fala em medir, é necessário coletar dados utilizando parte do tempo destinado ao desenvolvimento de software para preenchimento de formulários.
Nessa perspectiva, buscou-se desde o início uma forma de fazer mensurações por meio da coleta automatizada de métricas, dispensando o uso de formulários em papel. Com efeito, optou-se pela abordagem de formulários eletrônicos e pela coleta automática de métricas [SOLINGEN & BERGHOUT, 1999].
A coleta automática de métricas seria provida pela ferramenta de controle de versões escolhida para apoiar o processo de GCS – Repositório Oracle. Com efeito, ao utilizar as funcionalidades de Checkout/Checkin os desenvolvedores estariam automaticamente alimentando um banco de métricas.
Outra vantagem é que o Oracle Repository permite acesso nativo as suas tabelas, o que favorece a personalização e criação de novas ferramentas de apoio aos novos processos. Nesse sentido, foi dado o primeiro passo para a construção de um Sistema de Suporte a Mensuração [KOOIMAN, 1996] que consiste basicamente em três partes: banco de dados para armazenamento (base de métricas), análise de dados (formulários de análises), e dados para apresentação de gráficos e tabelas (slides de apresentação).
Já para a coleta de métrica baseada em formulários eletrônicos, como mencionado anteriormente, foi desenvolvido o Sistema de Documentação, Métricas e Serviços – DMS, que tinha como principais funções: controlar mudanças e coletar métricas. Uma vantagem dessa automatização é que os procedimentos eletrônicos permitem validar a entrada de dados, aumentando a consistência do repositório de métricas.
A modelagem de dados e o projeto dos formulários eletrônicos do sistema DMS seguiram uma diretriz básica – facilitar a coleta de métricas. Dessa forma, os
desenvolvedores poderiam realizar as atividades dos novos processos, utilizar as ferramentas de apoio e coletar métricas de forma transparente, sem esforço adicional.
Abaixo, a Tabela 5.3 mostra o relacionamento entre as métricas e os softwares que as coletarão. Estão destacadas em negrito as métricas do programa de mensuração GQM que foram utilizadas como exemplo neste capítulo.
Tabela 5.3 – Associação entre métricas e ferramentas de coleta. Software Autoanswer Repositório Oracle Sistema DMS
M12;M19;M22;M23;M25 M16;M18;M20;M24 M1;M2;M3;M4;M5;M6;M7;M8;M9 M10;M11;M13;M14;M15;M17;M21