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Thompsons perspektiv

4 M EDIEPERSPEKTIVER OG MORALSK PANIKK

4.5 Moralsk panikk

4.5.2 Thompsons perspektiv

Após a realização da revisão bibliográfica e levantamento documental, o estudo compreendeu os diversos procedimentos metodológicos dispostos na Figura 1 que demonstra os procedimentos metodológicos, na ordem em que estão expostos, no sentido de construir um modelo que possibilite a análise dos resultados.

Figura 01: 3.1 Procedimentos Metodológicos

Escolha dos Bioindicadores

Analíticos

Seleção da Área de Estudo

Levantamento Sanitário e

Ambiental

Coleta de Amostras de

Águas e Hortaliças

Análises Laboratoriais das

Amostras de Águas e

Hortaliças

Avaliação da comparação

dos dados analíticos

anteriores, realizados pelo

Pró-Folhosas e atuais.

Tabulação e Divulgação

dos Resultados Analíticos e

3.2 Seleção da Área de Estudo.

De todas as áreas produtoras de hortaliças folhosas no Distrito Federal, o Núcleo Suburbano de Vargem Bonita (NHSVB), foto 01, apresenta-se como área de excelência para a proposta deste estudo, em razão de constituir-se uma área de significativa produção de hortaliças folhosas com 40% da produção do DF e que movimentando cerca de R$ 1,1 milhão de reais/ano, segundo relatórios técnicos da EMATER-DF em 2005. Quase a totalidade das propriedades localiza-se em uma área com elevado lençol freático, formando uma várzea, de onde originou o nome do agrupamento rural formado por expressivo número de produtores rurais nipônicos. As propriedades rurais são pequenas, dois hectares em média, as condições adequadas para o destino de esgoto, lixo ou, ainda, águas servidas não são inteiramente atendidas, possibilitando o surgimento de diversos focos de contaminação para o solo, águas de consumo e de irrigação e para as culturas de hortaliças folhosas.

Foto 01: Núcleo Hortícula Suburbano de Vargem Bonita,

Para efeito da pesquisa, foi delimitado os dados sanitário-ambientais e laboratoriais referentes às dezenove propriedades rurais do Núcleo Suburbano de Vargem Bonita, localizado na Área de Proteção Ambiental (APA) Gama e Cabeça de Veado.

A APA das Bacias do Gama e Cabeça de Veado foi criada pelo Decreto Distrital nº 9.417, de 21 de abril de 1986, com o objetivo maior de proteger as cabeceiras do ribeirão do Gama e do córrego Cabeça de Veado, de forma a garantir a integridade dessas drenagens, responsáveis por um terço das águas do lago Paranoá. Nela, se encontram importantes instituições de pesquisa científica: as estações ecológicas do Jardim Botânico e da Universidade de Brasília, a Reserva Ecológica do IBGE, a Fazenda Experimental Água Limpa e o Jardim Zoológico, além de áreas de relevante interesse ecológico, como o Santuário de Vida Silvestre do Riacho Fundo, Capetinga-Taquara e do Cerradão.

A APA das Bacias do Gama e Cabeça de Veado localiza-se na Bacia do Paranoá que drena aproximadamente 3634Km2 do território do DF. Criada pelo Decreto Distrital nº 12.055, de 14 de dezembro de 1989, tem como objetivos a proteção de parte da bacia hidrográfica do lago Paranoá, dos ninhais de aves aquáticas, da vegetação remanescente de cerrado, da encosta íngreme na parte norte e da mata ciliar que protege os córregos e ribeirões e garante a qualidade das águas que abastecem o lago Paranoá.

A APA do Paranoá soma-se ao Parque Nacional de Brasília, à APA das bacias do Gama e Cabeça de Veado, à ARIE da Granja do Ipê, ao Parque Ecológico do Guará e à Reserva Ecológica do Guará para formar um grande corredor ecológico que integra essas unidades de conservação da bacia do lago Paranoá. 3.3 Escolha dos Bioindicadores Analíticos

Segundo Lima, (2006), os Bioindicadores são definidos como organismos ou comunidades que respondem à poluição ambiental alterando suas funções vitais ou acumulando toxinas. Estes organismos podem ser usados para detectar alterações ambientais provocadas pelas atividades humanas, as quais podem ser perigosas para o próprio homem.

Os bioindicadores que foram adotados neste trabalho foram a quantificação de coliformes termotolerantes, coliformes totais e Escherichia coli na água de

irrigação, água de consumo e lavagem de hortaliças e, a presença de cistos, larvas ou ovos de enteroparasitas na água de irrigação e de lavagem de hortaliças, nas hortaliças lavadas e nas hortaliças do canteiro.

3.4 Levantamento de Dados Sanitários e Ambientais.

A literatura sobre a metodologia científica apresenta os tipos de pesquisa sob variadas formas. Gil (1987) classifica as pesquisas em três grandes grupos: exploratórias, descritivas e explicativas. Segundo o autor, a classificação apropriada das pesquisas:

“[...] é muito útil para o estabelecimento de seu marco teórico, ou seja, para possibilitar uma aproximação conceitual” (GIL, 1987, 47-53).

Dada à escassez de referências teóricas e práticas sobre as condições específicas deste estudo, e visando não comprometer a viabilidade de um estudo descritivo da situação em análise, esta pesquisa classifica-se como exploratória, conforme classificação de Selltiz e al. (1974).

O estudo exploratório, conforme estes autores (SELLTIZ,1974, p.60):

[...] pode ter outras funções: aumentar o conhecimento do pesquisador acerca do fenômeno que deseja investigar em estudo posterior, mais estruturado, ou da situação em que pretende realizar tal estudo; o esclarecimento de conceitos; o estabelecimento de prioridades para futuras pesquisas; a obtenção de informação sobre possibilidades práticas de realização de pesquisas em situações de vida real; apresentação de um recenseamento de problemas considerados urgentes por pessoas que trabalham em determinado campo de relações sociais.

Nesta pesquisa, foram utilizados dados primários e secundários. Para a coleta de dados primários, foram utilizadas entrevistas estruturadas, realizadas com os produtores e trabalhadores rurais do NHSVB, a partir da aplicação de um roteiro de perguntas e observações, registrando-se as respostas previamente elaboradas em função do roteiro. O tempo médio de cada entrevista foi em torno de 25 minutos.

Rudio (1980) enumera uma série de precauções que devem ser tomadas na elaboração das perguntas. Dentre estas preocupações destaca-se a clareza e a facilidade de compreensão por parte do entrevistado. Para o autor, o entrevistador deve evitar confusões e ambigüidades, além de procurar utilizar linguagem acessível ao entrevistado em detrimento de jargões e termos técnicos.

A aplicação de entrevistas é uma das técnicas mais utilizadas no âmbito das Ciências Sociais (GIL, 1999).

“Enquanto técnica de coleta de dados, a entrevista é bastante adequada para a obtenção de informações acerca do que as pessoas sabem, crêem, esperam, sentem ou desejam, pretendem fazer, fazem ou fizeram, bem como acerca de suas explicações ou razões a respeito das coisas procedentes” (SELLTIZ et al., 1974, p.60).

Apesar disso, Goldenberg (1999) alerta que o grau de veracidade dos depoimentos configura-se como um dos seus principais problemas. Para a autora, a utilização desta técnica de pesquisa lida com o que os indivíduos desejam revelar e até mesmo ocultar, além da imagem que intencionam projetar de si mesmos e de outros.

Gil (1999) ressalta que dentre os fatores relacionados com o êxito das entrevistas está à criação e manutenção de uma atmosfera favorável através da preparação antecipada do grupo a ser entrevistado.

No caso deste trabalho, a preparação se deu mediante uma comunicação telefônica e posteriormente pessoal ao escritório local da Emater-DF de Vargem Bonita, apresentando o trabalho como uma retomada dos estudos anteriores, compreendidos nos períodos de 1992 a 1996, que faziam parte do Projeto de Parasitologia no Meio Rural do Distrito Federal.

O estudo preliminar citado foi realizado em 1992 e 1996, no Núcleo Hortícula de Vargem Bonita, pelo Projeto de Parasitologia no Meio Rural, sob a coordenação do LACEN-DF. Contou com a participação da EMATER-DF (escritório local de Vargem Bonita), CAESB (Assessoria de saneamento rural) e DIVISA (Inspetoria de Saúde e Vigilância Sanitária do Núcleo Bandeirante), a integra deste projeto encontra-se no apêndice A.

3.5 Coleta de Materiais de Investigação

Foram definidos como materiais de investigações:

• Uma variedade de hortaliça folhosa retirada do canteiro e dois espécimes da mesma variedade de hortaliça folhosa após serem lavados;

• Água de irrigação das hortaliças em frasco de 500 ml estéril e galão plástico de 5000 ml;

• Água de lavagem das hortaliças folhosas em frasco de 500 ml estéril e galão plástico de 5000 ml.

• Água de consumo humano em frasco de 500 ml estéril;

A coleta dos materiais de investigação foi realizada no período de maio a julho de 2007. Em cada horta, foram selecionados três canteiros cultivados e de cada um deles retirou-se um pé de hortaliça folhosa, sendo a maioria de alface crespa. Em um dos pés de alface foi preservada parte da raiz e não foi lavado e os outros dois pés de alface foram lavados e embalados para comercialização. Não se levou em conta o tamanho ou peso que apresentavam, compondo de três pés, um para análise microbiológica e dois para análise parasitológica. Estes materiais de investigação foram acondicionados em sacos plásticos estéreis devidamente fechados e etiquetados, com indicação do tipo de análise: microbiológica ou parasitológica, procedência, data e hora da coleta e preservadas em caixa isotérmica. Todas as amostras chegaram até o laboratório no prazo máximo de duas horas após a coleta.

A obtenção dos materiais de investigação de água realizou-se no período de maio a julho de 2007, sempre no turno da manhã. Foram coletados em frascos estéreis de vidro, de boca larga, cor âmbar, com 500 ml de capacidade. Foram coletadas nas fontes (açudes de água do canal de irrigação) e em diferentes pontos de coleta da água de consumo (minas, poços e fontes de abastecimento público fornecido pela CAESB) de cada uma das dezenove propriedades estudadas no Núcleo Hortícula Suburbano de Vargem Bonita. Com todos os cuidados de assepsia, removeu-se a tampa do frasco, e com uma das mãos segurou-se o mesmo pela base, que rapidamente foi mergulhado com a boca para baixo a aproximadamente 20 cm de profundidade da superfície da água, evitando a introdução de

contaminantes superficiais. Após a inclinação do frasco para retirada do ar e enchimento total do mesmo, desprezou-se uma pequena porção da amostra para posterior homogeneização e armazenamento. O transporte das amostras para o laboratório foi realizado sob condições de refrigeração, utilizando-se caixa isotérmica contendo gelo a temperatura inferior a 10°C. A cada amostra anexou-se uma ficha de registro contendo informações de procedência, data e horário da coleta. O tempo decorrido entre a coleta e o início das análises não ultrapassou duas horas.

3.6 - Análises Laboratoriais das Amostras de Águas e Hortaliças

As análises parasitológicas em saúde pública sempre foram realizadas em fezes humanas, desta forma foi necessário fazer adaptações de técnicas de análise de fezes para análise de hortaliças folhosas e água.

As hortaliças foram analisadas segundo o Método de Lutz ou de Hoffmann, Pons e Janer (PESSOA; MARTINS, 1988) modificado para a análise de hortaliças e as águas foram analisadas segundo o Método de Faust (PESSOA; MARTINS, 1988), modificadas para a análise de águas. As referidas modificações foram realizadas no Laboratório de Parasitologia de Alimentos e Ambientes. As citadas modificações foram idealizadas diante da necessidade, que ao deparar com todas as técnicas de análise parasitológica eram exclusivamente para o diagnóstico parasitológico em fezes, relegando a importância da contaminação de enteroparasitas em hortaliças (da SILVA et al. 1995; GELLI; TACHIBANA et al, 1979) e águas(PATOLI et al. 1966; OLIVEIRA; GERMANO, P.M.L,1992) , fato que foi e é objeto de inúmeros estudos em saúde pública com grande invés ambiental e sanitário.

O Laboratório de Parasitologia de Alimentos e Ambientes recebeu em recipiente térmico uma variedade de hortaliça lavada, outro espécime da mesma variedade retirado do canteiro e também as águas acondicionadas nos galões plásticos de 5000ml.

As águas foram analisadas usando-se o seguinte método:

Segundo Faust (1939) apud Pessoa e Martins, (1988) Método de Faust [modificado para análise de água]

1. Colocar 1000ml de água em funil de Inhof de 1000 mL. 2. Cobrir e deixar em repouso de 12 a 24 horas.

3. Aspirar ao sobrenadante (990ml) por meio de sucção a vácuo.

4. Homogeneizar o sedimento e transferi-lo para um tubo de centrífuga de 10mL

5. Acrescentar 2ml de solução de sulfato de Zinco a 33% com densidade 1.180.

6. Centrifugar por 1 minuto a 2.500 rpm.

7. Os cistos (e ovos) presentes estarão numa película flutuante, a qual será recolhida com alça de platina, colocada numa lâmina junto com 01 gota de lugol e coberta com lamínula.

8. Levar ao microscópio com aumento 10X e 40X (leitura em triplicata). Devido à mudança do material de análise, fez-se necessário uma adaptação do Método de Faust (1939), originalmente criado para análise de fezes. Essas adaptações podem ser observadas nos três primeiros passos.

Segundo Hoffmann, Pons e Janer (1934) apud Pessoa e Martins, (1988) Método de Hoffmann, Pons e Janer [modificado para análise de hortaliças]

1. Lavar vigorosamente a amostra com 250ml de solução salina.

2. Filtrar a suspensão para um cálice cônico de 300ml de capacidade, por intermédio de gaze cirúrgica dobrada em quatro.

3. Os detritos contidos na gaze são lavados com mais 40ml de solução salina 0,9%, agitando-se constantemente com o bastão de vidro, devendo o líquido de a lavagem ser recolhido no mesmo cálice.

4. Essa suspensão é deixada em repouso durante 12 a 24 horas.

5. Findo este tempo, decantar o sobrenadante cuidadosamente, para não levantar, se o líquido sobrenadante estiver turvo, fazer nova lavagem com mais uma hora de repouso.

6. Colher uma gota do sedimento e colocar na lâmina. Cobrir com a lamínula e examinar ao microscópio com aumento de 10X e 40X.

O procedimento anterior deverá ser repetido colocando-se uma gota de lugol, com leitura em duplicata.

As adaptações ao Método de Hoffmann, Pons e Janer, foram necessárias em função da técnica ter sido desenvolvida para análise coprológica, porém a única modificação foi no primeiro passo da técnica pela modificação do material de análise.

Cabe ressaltar que as modificações comprovaram sucesso de diagnóstico, conforme o reconhecimento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que através de sua Gerência Geral de Alimentos (GGALI), convidou a Gerência Geral de Laboratórios de Saúde Pública (GGLAS), que por meio do Oficio Circular 10/2007 convocou o Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (LACEN-DF) para participar do Monitoramento Nacional de Pesquisa de Parasitas em Vegetais.

O laboratório de Análises Microbiológicas Ambientais recebeu em recipiente térmico amostras de águas acondicionadas em frascos de 500ml esterilizados, com tampa metálica e rosqueável.

Realizou a determinação da presença de coliformes em amostras de água pela técnica dos tubos múltiplos.

A análise estatística dos resultados foi feita considerando-se a presença ou ausência de Aeromomas spp em l00ml da amostra e o Número Mais Provável (NMP) para coliformes totais e fecais.

No presente, trabalho foi levado em consideração, como dado estatístico, valores de NMP acima de 2000/100ml para coliformes totais e 500/100ml para coliformes fecais, por estar dentro dos limites tolerados pela legislação vigente e ser bastante elevado para um tipo de água que será utilizada na irrigação de alimentos consumidos crus.

Nas amostras lavadas de hortaliças, foram feitas as pesquisas de coliformes fecais, totais, salmonelas e Aeromonas hydrofila, utilizando-se a Técnica do Número Mais Provável (NMP)

4. RESULTADOS

4.1. Levantamento dos Dados Sanitários e Ambientais.

A partir do Levantamento Sanitário e Ambiental realizado com os dados do Diagnóstico da produção de folhosas feito pela EMATER-DF (Anexo C) sobre o processo produtivo de hortaliças, foram obtidos os seguintes parâmetros:

ƒ Identificação do produtor e da propriedade;

ƒ Identificação da área cultivada e dos principais produtos agrícolas; ƒ Identificação do tipo de construção e condições da casa sede, casas

de empregados ou parceiros e as formas de esgotamento sanitário, conforme pode visto no gráfico 01 - Condições de moradia.

ƒ Condições higiênicas e sanitárias da residência e arredores, depósitos e outros, conforme pode visto no gráfico 02 – Tipo de esgotamento sanitário;

ƒ Condições das instalações de abrigo de animais domésticos;

ƒ Identificação do tipo e formas de utilização de adubos e fertilizantes; ƒ Identificação das fontes e formas de desinfecção da água de uso

doméstico, conforme pode visto no gráfico 03 – Formas de tratamento da água de consumo.

ƒ Identificação das fontes de água de irrigação e o método de irrigação, conforme pode visto no gráfico 04 – Fonte da água de irrigação.

ƒ Identificação das fontes de água utilizada para a lavagem das hortaliças e das estruturas de lavagem e higienização, conforme pode visto nos gráficos 05, 06 e 07 – Fonte da água de lavagem; Estrutura adequada para lavagem das hortaliças e Utilização no sistema de lavagem de água renovada.

ƒ Identificação dos procedimentos de pós-colheita;

ƒ Identificação os métodos de embalagem, acondicionamento e transporte de hortaliças, conforme pode visto nos gráficos 08, 09 e 10 - Ocorrência do processo de embalagem das hortaliças folhosas; Ocorrência do acondicionamento das hortaliças folhosas em caixas plásticas higienizadas e Ocorrência de transporte das hortaliças folhosas em veículos fechado e higienizado.

ƒ Identificação do tipo de agrotóxico, forma de adoção, principal fonte de informações, formas de armazenamento e destino da embalagem, conforme pode visto nos gráficos 11, 12, 13, 14 e 15 – Utiliza os equipamentos de proteção individual (EPI’s); Armazenagem adequada dos agrotóxicos, EPI’s e pulverizadores, Realização da tripla lavagem das embalagens de agrotóxicos e Destino das embalagens de agrotóxicos.

ƒ Identificação das maneiras de utilização do meio ambiente no processo de produção de hortaliças folhosas e formas de proteção ambiental, conforme pode visto nos gráfico 16, 17 e 18.

Após a conclusão da pesquisa de campo, as informações coletadas através dos formulários foram compiladas utilizando para isso o software Microsoft Excel 97. A partir das tabelas e dos gráficos gerados procedeu-se à análise dos dados.

Gráfico 01 - Condições das construções de moradias.

CONDIÇÕES DAS CONSTRUÇÕES DE MORADIAS

Alvenaria 88% Madeira

12%

Apesar da maioria (88%) de moradias em alvenaria, observa-se que não há um planejamento arquitetônico nas construções, com destaque a falta de altura adequada das construções e do espaço mínimo de moradia para uma pessoa (10 m2), segundo recomendações da OMS.

Gráfico 02 – Tipo de esgotamento sanitário.

TIPO DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO

FOSSA NEGRA 19%

FOSSA SÉPTICA 81%

O sistema de esgotamento formado pela fossa séptica e sumidouros (81%) constitui a maneira mais eficiente para a destinação dos esgotos e águas servidas em propriedades rurais no Distrito Federal, conforme as normas constantes nas Boas Práticas Agrícolas (BPA) na produção de hortaliças folhosas, segundo a Brasília, (2006). Porém a existência de (19%) de fossas negras, isto é, cavidades abertas sem nenhuma proteção ou isolamento do solo ou ainda dos lençóis subterrâneos, torna-se um fato importante, pois se constitui um potencial foco de contaminação da propriedade, como, também, de outras propriedades vizinhas que partilham o mesmo sistema de drenagem e pela existência na Vargem Bonita de um elevado lençol freático.

Gráfico 03 – Formas de tratamento da água de consumo.

FORMAS DE TRATAMENTO DA ÁGUA DE CONSUMO

não trata 23%

Filtra 77%

A saúde dos trabalhadores e familiares em propriedades de produção de hortaliças folhosas deve ser preservada, em razão da facilidade da contaminação de hortaliças por manipuladores que não observem as normas de higiene sanitária. Desta forma à adoção do sistema de cisterna manilhada pela maioria (95%) das propriedades e filtragem da água de consumo em 77% das moradias é preconizada como uma das necessidades sanitárias básicas para garantir saúde aos trabalhadores rurais.

Gráfico 04 – Fonte da água de irrigação

Fonte da água de irrigação

Córregos 18%

Canal de irrigação 82%

A Vargem Bonita por sua proximidade com a Fazenda Água Limpa, da Universidade de Brasília, dispõem de um reservatório próprio e preservado de água destinada à irrigação das propriedades rurais, formado pelo represamento do Ribeirão do Gama. Os canais de irrigação constituem-se da principal fonte de água de irrigação (82%), porém não atingem todas as propriedades, que justifica o alto índice de utilização inadequada de água de córregos (18%).

Gráfico 05 – Fonte da água de lavagem de hortaliças.

Fonte da água de lavagem de hortaliças

Córrego/água de irrigação 20%

Cisterna protegida 80%

Gráfico 06 – Estrutura adequada para lavagem das hortaliças.

Estrutura adequada* para lavagem das hortaliças * caixas multiplas (pré-lavagem e higienização)

NÃO 53%

SIM 47%

Gráfico 07 – Utilização no sistema de lavagem de água renovada.

Utilização no sistema de lavagem de água renovada