Que está em construção. E, a gente já tem os indicadores pra onde ela tá indo, e, de alguma maneira, enfim, isso vai depender muito também da, pra onde o país vai politicamente, eu acho que Brasília vai espelhar isso também. Se o país, ele caminha pra uma consciência política mais forte, Brasília vai espelhar isso, entendeu, inclusive, o governo local pras pessoas. Então, eu acho que Brasília não vai estar atrás do país, vai estar sempre junto, né, nem vai estar na frente também, né, então, ela tá sempre junto do país, vai caminhar junto com ele.
Carla
E, hoje ainda é difícil gostar de Brasília, amar Brasília? Barbieri
Não. Eu mudei pra cá porque eu gostava daqui e continuo gostando. Não tenho planos de sair muito embora meu trabalho seja mais fora daqui do que aqui, né, o tipo de cliente que eu tenho, né, os recursos, o meu trabalho ele vem mais de fora de Brasília do que de dentro. Mas eu vim pra cá exatamente porque eu achei uma cidade aberta, uma cidade sem dono, entendeu, uma cidade... em um ano já me tornei um brasiliense, isso é uma coisa muito de Brasília, né, de acolher rapidamente os que vem de fora, então, continuo gostando da cidade, com todas as crises, daqui, ali, a cidade judiada, né, os canteiros, feios, mal-cuidados, mas isso é uma questão política, pode mudar.
Entrevistado Rômulo Andrade (artista visual)
Carla
Na sua opinião Brasília hoje ainda é uma cidade que causa estranhamento? Andrade
Ah, eu acho que ainda acontece sim. Quem vem das cidades convencionais, sejam grandes metrópoles ou cidades pequenas, eu acho que, pelas características da arquitetura e da espacialidade, né, esses grandes espaços que a cidade conservou, eu acho que ainda tem um aspecto assim que se destaca, que se diferencia das cidades convencionais. É claro que muita coisa já mudou bastante né, por exemplo, se você chegar em Águas Claras, você vai achar que ta em qualquer cidade como as metrópoles, né, os arranha-céus, os edifícios, a concentração urbana. Mas, o Plano Piloto e algumas das cidades satélites, eu acho que mantém uma característica de arborização, de presença do espaço, do céu, eu acho que isso é um impacto positivo, né, um estranhamento, acho que no sentido de ver que é possível uma cidade mais arejada, né. E, inclusive, eu acho que cabe ao cidadão de Brasília hoje, lutarem, de alguma forma, por manter essas características, né, porque essa expansão urbana desordenada, ela ameaça toda essa possibilidade de uma cidade mais tranqüila, mais harmoniosa, visualmente menos poluída, né, do que as outras, as outras cidades. Então, eu acho que o cidadão tem que estar alerta pra exercer seu poder de influência, de cobrar das autoridades, pra que a cidade não se descaracterize.
Carla
Agora, existe todo um imaginário no qual Brasília é tida como uma cidade fria, e até desumana, você concorda com esta representação da cidade?
Andrade
Olha, eu atualmente não vejo mais Brasília só como Plano Piloto. Pra mim, a coisa se expandiu. Eu concordo que o Plano Piloto tem um aspecto assim meio frio, e um certo individualismo, eh, eu, às vezes, não me sinto tão bem em alguns lugares aqui do Plano né, eu acho que as pessoas são meio distantes, mas eu acho também que é uma característica de toda cidade que cresce muito, né, começa a ter muita gente, as pessoas vão ficando mais distantes, né. Agora, então como eu vejo outras comunidades, eu, por exemplo, moro próximo do Paranoá, vejo outras Brasílias, né, outros olhares, né. Agora, eu não vejo Brasília só como cartão postal também, né, como essa coisa dos monumentos, da arquitetura do Niemeyer, das quadras, pra mim, a coisa é bem mais complexa, com o desenvolvimento da cidade, com o Distrito Federal em expansão e todo esse movimento aí dos últimos 20 anos né. Porque Brasília era uma cidade muito bucólica até os anos 80, era uma cidade bem tranqüila, que dava pra você viver em baixo das quadras, pras crianças brincarem sem problemas. As pessoas usavam muitos as quadras, né, de uma forma assim bem espontânea. A partir dos anos 90, com o crescimento, assim, mais impactante, isso à partir do primeiro governo Roriz em 91 né, e, foi o momento em que eu me liguei muito a uma campanha de valorização do Cerrado, todo um movimento assim do pensamento ambiental em Brasília, então eu acompanhei bem de perto esse crescimento desordenado que eu acho que é responsável por um certo sentimento que as pessoas tem assim. Agora, o que eu vejo também que às vezes é essa coisa
do vazio, é porque a cidade tem espaço, a cidade tem espaço, tem algum silêncio, mesmo hoje com todo o crescimento, eu acho que a cidade permite um tempo às pessoas que vivem aqui, de se olharem, de terem uma vida interior mais rica né, eu acho que isso é favorável para os artistas, pros músicos que têm um tempo pra estarem consigo mesmo, pra quem estuda, pra quem faz algum tipo de pesquisa. O cotidiano não é tão pesado né, quanto em outras cidades. Eu acho isso um fator positivo né. Agora, tem esses outros aspectos também: o excesso de individualismo né, de uma população muito segregada também, a exclusão social eu acho que é muito evidente aqui, que não é só de Brasília, na verdade né, eu acho que uma característica do mundo atual né, mas a gente sente bastante evidente isso aqui. Quadras que são assim de classe média né, tem dados setores de pessoas mais abastadas né e outros setores de pessoas mais pobres. Eu, como me criei no Rio de Janeiro, passei a infância no Rio de Janeiro, fora dos grandes centros, dos bairros mais chiques, eu me acostumei a conviver com diferentes segmentos sociais né, eu tinha amigos de... todos né, filhos de trocador de ônibus, de motorista de ônibus, de professor, de médico né, na minha rua, então isso eu acho que... essa possibilidade de convivência com diferentes extratos sociais, eu acho que isso é muito rico, e aqui em Brasília, me preocupa um pouco, porque vai havendo uma segregação né.
Carla
É mais difícil essa convivência... Andrade
É mais difícil, eu acho. É, na Brasília de hoje tá mais difícil, eu acho. As crianças freqüentam determinadas escolas onde uma classe se encontra e né, de maior poder aquisitivo, né. Enfim, essas coisas assim que eu acho que não são muito típicas do projeto original, porque Brasília foi proposta dentro de um pensamento de uma cidade mais igualitária né, uma sociedade mais solidária, isso não tem acontecido.
Carla
Agora, a escritora Simone de Beauvoir, em sua primeira visita à Brasília, ainda na década de 60, disse que se tratava de uma maquete em tamanho natural e que a falta de humanidade da cidade saltava aos olhos. Hoje, você concordaria com estes dizeres dessa autora, ou este cenário mudou?
Andrade
Não, eu não concordo nem um pouco. Aliás, questiono esse tipo de visão de uma pessoa que chega aqui numa primeira visita, por mais que seja importante, Simone de Beauvoir, uma grande escritora, mas eu questiono essa visão européia sabe, eu acho que os franceses são muito preconceituosos e, chegam já com uma visão estereotipada e, eu acho que ela está muito equivocada. Acho que ela não viu a cidade, ela só viu a superfície do Plano Piloto, eu diria né, e, quem vive aqui sabe que existem muitas Brasílias né. Eu convidaria essa senhora pra ir a Sobradinho né, pra ir a Taguatinga, Braslândia, pra ver o que é Brasília.
Carla
Agora, um outro imaginário sobre a cidade de Brasília é que ela é uma cidade que induz ao isolamento, principalmente por causa da sua forma arquitetônica
e urbanística. Qual sua opinião sobre este aspecto da cidade? Ela induz mesmo ao isolamento?
Andrade
Acho que não. Não, a minha vivencia não é de isolamento, é de recolhimento. É como eu tava dizendo anteriormente, é uma cidade que... onde é possível se ter um recolhimento né, ter uma introspecção, o que eu acho muito favorável. Agora, isolamento a nível social, de convívio, não. Quem quer conviver, tem bares tem cafés, tem muitos pontos de encontro na cidade, onde é possível haver uma interação.
Carla
Essa questão da praça, ou do lugar público para o encontro, não faz falta? Andrade
Eu acho que esses lugares existem aqui de uma forma diferente, né, uma forma assim... não é aquela grande praça como existe no Rio de Janeiro, ou a praia, que é um ponto de encontro, mas existem outros.
Carla
Agora, o antropólogo Marc Augé, ele diz que é possível ler a identidade de um lugar. Brasília, é uma cidade que recebeu gente de todos as regiões do Brasil. Na sua opinião, o brasiliense hoje, ele tem uma identidade específica? E será que nós podemos ler Brasília pela sua identidade?
Andrade
Eu acho que a identidade ta na informação e, o que caracteriza acho que o cidadão brasiliense de hoje, assim que já tem algum tempo aqui na cidade é meio que uma soma de influências, de diferentes regiões né, que é essa possibilidade de convívio que se tem aqui com pessoas de todas as regiões brasileiras praticamente né, eu acho que isso é que forma uma identidade, de um aspecto assim de multiculturalidade que Brasília vem apresentando, eu acho que isso ainda ta se definindo melhor...
Carla
Ta em construção? Andrade
Ta em construção. Porque eu, por exemplo, que convivo com... fui muitos anos professor no Paranoá né, e como professor eu tive o contato assim com alunos do Nordeste, do Norte, do Sul, do Centro, diferentes sotaques, aspectos de visão de mundo, muito diferentes né, então, isso me chamou a atenção né, isso é a realidade das escolas né, e, de certa maneira, da população de um modo geral né. Eu acho que existem, em Brasília, assim, uma população que gosta da cidade, que se identifica com ela, que ama, luta por ela. Eu faço parte dessas pessoas que se comprometeram com a cidade, que tem um olhar positivo pro que Brasília propôs desde o início, e tem um outro... uma outra turma que é passageira, que chega aqui sempre querendo ter alguma vantagem né, com uma visão de que os salários são altíssimos, sempre uma visão muito focalizada na questão econômica né, em querer se dar, de alguma forma né, esse é um aspecto da cidade que é real também né.
Carla
É possível ler isso? Andrade
É possível, isso existe mesmo, eu convivo com várias pessoas que, por exemplo, eu já estou aqui há 35 anos, tem muita gente que olha pra mim e pergunta “nossa, você já ta com esse tempo todo em Brasília e não enricou?” como se, entendeu, como se aqui eu tivesse perdendo uma oportunidade de morar em uma cidade com um poder aquisitivo alto, mas é porque o meu objetivo nunca foi esse, eu sou um homem da cultura, eu um homem da educação, meu compromisso é com valores assim de construção de um mundo melhor, entendeu. Tenho um compromisso com a educação e, enfim, os salário, infelizmente, dos professores são, são pequenos né. Agora, como o meu foco é outro, então, não incomodo tanto com isso né.
Carla
Agora, você considera que Brasília tenha sido realmente um sonho dos brasileiros, como nação? E, existia expectativas do povo brasileiro em relação à nova capital?
Andrade
Ah, sem dúvida, sem dúvida. Houve uma mobilização nacional nos anos 50 e nos anos 60 também, todas as pessoas que vieram pra cá, vieram com esperança de uma construção de um outro país né.
Carla
E essas expectativas foram alcançadas? Andrade
Olha, em parte, uma grande frustração né e, o golpe militar, eu acho que interrompeu muito desse movimento de um Brasil melhorado. Agora, eu acho que não está totalmente perdido não. Eu vejo aspectos de que esse sonho ainda ta em gestação, essa sociedade solidária, eu não sei se é ideal porque o ser humano não é perfeito, as pessoas são ambiciosas, tem uma série de aspectos que não são assim tão positivos nas convivências das pessoas né, então, pensar numa cidade ideal é sempre meio complicado né. Mas, eu vejo muita gente trabalhando assim nesse sentido assim, uma construção... eu gosto de citar uma frase do jornalista mineiro que andou aqui por Brasília e, de certa maneira, sentiu o sonho, que é o Otto Lara Rezende, o Otto Lara Rezende conseguiu sintetizar uma ideia assim que eu acho muito bacana, que ele diz assim, que “Brasília propôs um país que ainda não se realizou e está até hoje à espera de uma realidade nacional que se aposse dela, que assuma a sua serenidade e a sua pureza”. Então Brasília como reflexo das contradições do país, sociais, econômicas, não pode ser essa maravilha toda que se esperava né, nós estamos ainda numa luta grande, no sentido de nos construir como cidadania, de superar sequelas de uma revolução interrompida né, enfim, é muito complexo né.
Carla
Interessante você falar de contradições porque eu ia perguntar justamente isso, se na sua opinião Brasília é uma cidade de contrastes e contradições, e
quais seriam alguns desses contrastes ou mesmo essas contradições que Brasília carrega?
Andrade
Você ta focando o seu trabalho na cidade de Brasília Plano Piloto, ou você ta pensando na Brasília mais expandida, que inclui as cidades satélites, que inclui essa vivencia da grande Brasília. Qual é o seu foco?
Carla
O foco é o seguinte: num primeiro momento, era só a parte planejada... Andrade
O Plano Piloto Carla
O Plano Piloto, tudo o que foi planejado. Mas, nós começamos a entender que Brasília, hoje, não pode ser considerada só isso, então eu estou caminhando pra abrir, então, eu parto da parte planejada mas, ampliando para uma visão maior.
Andrade
É, com certeza, a vida cultural, por exemplo... tem comunidades muito atuantes no momento atual né. Taguatinga, acontece muita coisa interessante.
Carla
E quem vive Brasília não é só o morador do Plano Piloto... Andrade
Com certeza. É, são muitas Brasílias, eu vivo muitas Brasílias e assim, o meu olhar, assim, pra cidade, é muito partindo do foco da cidade mais ecológica. Brasília, pra mim, tem o aspecto do ‘o que me cativa aqui?’, ‘o quê que me faz assim, permanecer na cidade nesses anos todos?’, apesar das crises que eu vivi, da vontade que eu tive de ir embora, das dificuldades que eu passei aqui, educando meus filhos, e tal.
Carla
Inclusive, você conta nos seus relatos, que você ficou assim, apesar do estranhamento quando te falaram ‘não, mas aqui tem uma vida natural, tem essa possibilidade’ e, que isso te cativou.
Andrade
É, isso me cativou, é verdade. E que é essa coisa da natureza, do cerrado. Carla
Então Brasília, ela oferece essa possibilidade também? Andrade
Tem, tem as cachoeiras lindas né, uma natureza assim, muito especial e esse plano que foi definido pelo paisagista Roberto Burle Marx, eu acho que é muito importante ser lembrado o Roberto Burle Marx porque sempre que falam de Brasília, quase
sempre evidenciam muito o Oscar Niemeyer, a arquitetura do Oscar Niemeyer, que é maravilhosa, revolucionária, projetou Brasília no mundo inteiro, mas nós tivemos aqui a contribuição de gente muito importante e, Lúcio Costa né, que propôs esse planejamento de cidade né, e o paisagista Roberto Burle Marx, que é o responsável por Brasília ter essa arborização né, ter trazido árvores de diversas regiões brasileiras pra cá e, esse eixo norte, sul, o eixão norte e sul, cada vez mais bonito, com sapucaias, com ipê amarelo, ipê roxo, ipê branco, as árvores do cerrado que conseguiram ser preservadas aqui também né, na área do entorno da cidade. Isso eu acho fascinante. Então, eu tenho recebido amigos que vêm de São Paulo, gente que viajou o mundo inteiro, tenho um amigo artista que é o Rubens Matuque que já teve na China, uma pessoa que rodou o mundo assim, vários países do oriente, países dos Países Árabes, ele conhece bem a Europa, ele chega aqui, ele fica fascinado, porque? Se encanta, porque? Aí, quando eu vou recebê-lo, eu pego um pouco a carona, no impacto que ele tem. E, o quê que é? Você tava falando ainda agora se a cidade ainda tem impacto. É claro que tem, e eu observo quem chega assim, das grandes cidades, fica maravilhado com Brasília. Porque? Por causa dessas árvores lindas entendeu, desse espaço bonito, esse céu que tem uma luz maravilhosa né.
Carla
Inclusive, o Nicolas Behr, ele falou, na entrevista dele, que as árvores ajudaram a humanizar a cidade.
Andrade
Certamente. Concordo. As árvores é que tornam a cidade mais agradável, porque senão, seria essa maquete a Simone de Beauvoir descreveu né.
Olha, eu vim pra cá numa época em que falavam muito mal de Brasília, e, eu tenho primos que vieram pra cá bem no início. Um primo meu, inclusive, se tornou empresário aqui, e, acho que ele veio antes de 60 ainda, ou bem no início, e teve 2 cerâmicas aqui, um homem muito bem sucedido, e, os meus primos, falavam horrores de Brasília, que não tinha nada pra fazer, que era uma cidade fria, que isso, que aquilo. Engraçado que eu cheguei aqui, me senti tão bem, porque descobri esse aspecto da natureza né e consegui perceber a cidade numa outra perspectiva né. Carla
É, essa leitura que faziam da cidade antes, será que hoje... Andrade
É, eu acho que os jovens, os jovens dos anos 60 se sentiam muito limitados, porque eram poucas opções de lazer, era uma cidade muito provinciana, muito pequena, que eu ainda senti isso quando cheguei aqui em 75, ainda era bastante provinciana, não tinha espaços assim de exposições de arte, poucos cinemas né.
Carla
Brasília ainda não tinha a sua geração, hoje ela tem, o brasiliense, aquele que nasceu aqui.
Andrade
É, são 35 anos, então, junto com toda essa qualidade de vida, que já não é mais a mesma, já tem trânsito, tem poluição, a seca que se prolonga muito em função de
uma série de impactos ambientais do desmatamento, das queimadas excessivas né, a gente vê as conseqüências disso no clima da cidade hoje né. nós estamos aí hoje vendo uma chuva cair depois de quase 7 meses né, um clima muito abafado né, de uma seca assim, muito difícil. Nos últimos dias eu tava com a vitalidade assim, bem reduzida por causa disso né, conseqüência do impacto ambiental, da maneira que as pessoas vão escolhendo pra viver né, e do crescimento desordenado, dos assentamentos feitos sem muito critério né. Então estamos aí segurando esse impacto né, sentido na pele isso.
Carla
E quais são alguma dessas muitas Brasílias que você fala, porque você diz, em um dos seus relatos, você conta que você e seus amigos fizeram um pôster que dizia: “a qual Brasília você pertence? Então, quais são essas Brasílias? Andrade
Isso, na verdade, é um poema que o Tetê Catalão, de uma exposição coletiva que nós fizemos em 79 chamada ‘grande circular’, e o trabalho do Tetê, acho bom você acentuar isso aí porque tem autoria, ele propunha, como que um questionário assim, perguntando ‘a qual Brasília você pertence?’, e aí, ele alinhavava ali diversos aspectos de Brasília que ele percebia na época né, e que isso é real, eu posso dizer uma série de Brasílias que eu vivo mais de perto, uma é essa, a Brasília ambiental,