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The outset of the recruitment process

5.1. Dimensions of the profile construction

5.1.3. Personal traits

Este estudo foi caracterizado como uma pesquisa descritiva de desenvolvimento transversal (THOMAS e NELSON, 2002).

3.2-Amostra

A amostra foi composta por 20 voluntários do gênero masculino, com idade entre 60 e 74 anos (66,30± 3,92), que tinham como característica principal à prática de exercícios físicos, com uma freqüência de no mínimo três vezes semanais. Foram excluídos deste estudo, voluntários com história de doença cardiovascular não controlada por medicamentos, ou doenças osteomioarticulares de qualquer segmento dos membros inferiores que impedissem a realização dos exercícios propostos neste estudo. O estudo foi autorizado pelo Comitê de Ética da Universidade Católica (ANEXO I).

3.3-Local

As avaliações foram realizadas no Laboratório de Atividade Física e Treinamento-LAFIT, localizado na Universidade Católica de Brasília.

3.4-Procedimentos Utilizados

3.4.1- Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Foi aplicado um termo de consentimento livre e esclarecido (ANEXO II) de cada participante, conforme a orientação do comitê de ética em pesquisa da Universidade Católica de Brasília (UCB) e da resolução nº 196/96, que contém as

diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Antes da assinatura de termo de consentimento, todos os indivíduos foram informados dos propósitos, riscos e benefícios do estudo.

3.4.2- Avaliação antropométrica

Todos os voluntários fizeram uma avaliação antropométrica no primeiro dia de testes, os dados foram coletados pelo mesmo técnico treinado. Foram coletados os seguintes dados: estatura, peso, percentual de gordura (JACKSON e POLLOCK, 1978).

3.4.3- Aquecimento e Familiarização

Todos os voluntários realizaram um aquecimento em bicicleta ergométrica numa potência de 25-50W durante aproximadamente 5 minutos (Figura 1). Uma familiarização prévia no dinamômetro isocinético foi feita por todos os voluntários, fazendo duas séries de dez repetições submáximas de extensão do joelho direito no dinamômetro isocinético.

Figura 1- Aquecimento prévio em bicicleta ergométrica

3.4.4- Avaliação do Pico de Torque.

Com objetivo de evitar comprometimentos de validade interna deste estudo, todos os testes foram realizados pelo mesmo técnico treinado, e antes de cada teste, o dinamômetro isocinético foi calibrado conforme as especificações e recomendações do fabricante.

Os voluntários desta pesquisa foram avaliados pelo dinamômetro isocinético, Biodex Systen 3 (Biodex Medical Shirley, NY). Antes de iniciar o teste, o individuo senta-se numa cadeira ajustável do dinamômetro. Após sentar-se na cadeira, optou-se pela a avaliação do joelho direito, pois segundo AQUINO et al. (2002) não há diferenças significativas entre os picos de torque do quadríceps entre o membro inferior dominante e o não dominante, em indivíduos idosos. A coxa do membro inferior direito foi presa por uma cinta de velcro, assim como foram colocados cintos de estabilização pélvica e tronco para minimizar qualquer outro movimento do corpo. O encosto foi ajustado até que a fossa poplítea do joelho esteja apoiada na parte inferior do assento. O eixo de rotação do aparelho foi alinhado com o epicôndilo lateral do fêmur (eixo de rotação anatômico do joelho). O braço de alavanca foi ajustado e fixado aos maléolos do tornozelo direito. A gravidade da perna (fator de correção realizado pelo próprio dinamômetro) avaliada foi corrigida pelo peso do membro inferior relaxado em completa extensão do joelho. Uma vez o indivíduo posicionado da forma adequada (Figura 2), foi realizado o movimento de extensão de joelho direito numa faixa de 90°, partindo da flexão até a extensão completa do joelho. Ao final dos testes isocinéticos, os dados foram inseridos em uma planilha de dados (ANEXO III).

Figura 2- Posicionamento inicial do teste no dinamômetro isocinético

Fonte: Pesquisa do autor

Os picos de torque isocinético dos músculos extensores do joelho foram avaliados pelo dinamômetro isocinético na fase concêntrica da contração destes músculos, em velocidades angulares de 60°, 90º e 120 por segundo, entre cada velocidade foi dado um tempo de intervalo de 5 minutos. Esses testes foram realizados em três dias diferentes com intervalo de 48 horas entre as sessões de teste. Durante os três testes foram aplicados diferentes tempos de intervalo entre as séries de contração isocinética 30, 60 e 90 segundos. Os intervalos de recuperação e as velocidades angulares foram realizados de forma randomizada. Cada série teve uma quantidade de três repetições (BROWN e WEIR, 2001), na qual o indivíduo foi instruído a realizar uma máxima contração muscular durante todo o movimento angular da extensão do joelho. O maior valor de torque obtido em cada série foi considerado como o Pico de Torque. Todos os participantes

foram instruídos para se absterem de qualquer atividade física durante o período de realização dos 3 testes.

3.5- Análise Estatística

Foi utilizada uma estatística descritiva de análise de variância One-Way ANOVA de medidas repetidas, no tratamento estatístico dos resultados da média do PT obtido nos diferentes tempos de intervalo de recuperação muscular. A análise dos dados foi feita no pacote estatístico SPSS for Windows, versão 10,0. O nível de significância adotado é de p≤0,05.

4- RESULTADOS

Para melhor visualização dos resultados, os dados serão apresentados da seguinte forma: a) características descritivas da amostra; b) médias dos picos de torque na velocidade angular de 60°/segundo; c) médias dos picos de torque na velocidade angular de 90°/segundo; d) médias dos picos de torque na velocidade angular de 120°/segundo.

a- Características descritivas da amostra

As características físicas da amostra deste estudo estão apresentadas na tabela 1. Como pode ser observado (tabela 1), a amostra apresentou uma média de idade de 66,30 ± 3,92 anos, uma estatura média de 165,46 ± 6,38 cm, uma massa corporal média de 73,03 ± 10,70 Kg, e uma gordura relativa média de 17,36 ± 3,21%.

Tabela 1- Características descritivas da amostra (n=20).

Variável Média ± DP Amplitude Idade (anos) 66,30 ± 3,92 60 a 74 Estatura (cm) 165,46 ± 6,38 151,10 a 179,40 Massa Corporal (kg) 73,03 ± 10,70 57,40 a 90,05 Gordura (%) 17,36 ± 3,21 10,35 a 21,74

b- Médias dos picos de torque na velocidade angular de 60°/segundo

Os resultados encontrados dos picos de torque, em contrações isocinéticas concêntricas do joelho, na velocidade de 60°/segundo, não apresentaram diferenças significativas (p>0,05) entre as médias da primeira série em relação à segunda série, nos intervalos de recuperação de 30, 60 e 90 segundos. Como pode ser visualizado na tabela 2, a diferença entre as séries foi

de 3,45 N/m para 30s de intervalo, 0,85 N/m para 60s de intervalo, 0,90 N/m para 90s de intervalo.

Tabela 2- Médias dos picos de torque na velocidade angular de 60°/s (n=20). Variável Média ± DP(N/m) (N/m) Valor de p PT1-30s 116,30 ± 28,92 3,45 0,824 PT2-30s 119,75 ± 27,28 PT1-60s 117,15 ± 29,24 0,85 0,824 PT2-60s 116,30 ± 28,26 PT1-90s 117,20 ± 27,96 0,90 0,824 PT2-90s 118,10 ± 29,06

Onde: (PT1) pico de torque na 1º série; (PT2) pico de torque na 2º série; =PT1- PT2; *p≤0,05

A figura 3 mostra as médias dos picos de torque, obtidos em três diferentes tempos de intervalos de recuperação (30, 60 e 90s) na velocidade angular de 60°/segundo.

60°/segundo

116,3 119,75 117,15 116,3 117,2 118,1 114 115 116 117 118 119 120 121 122 1º30s 2°30s 1°60s 2º60s 1°90s 2°90s Tempo de intervalo P ic o d e to rq u e( N /m ) 1º e 2º séries- intervalo de 30s 1º e 2º séries- intervalo de 60s 1º e 2º séries- intervalo de 90s

Figura 3- Médias dos picos de torque, na velocidade angular de 60°/s, a 30, 60 e 90s de recuperação.

c) Médias de picos de torque na velocidade angular de 90°/segundo

Os resultados encontrados dos picos de torque, em contrações isocinéticas concêntricas do joelho, na velocidade de 90°/segundo, não apresentaram diferenças significativas (p>0,05) entre as médias da primeira série em relação à segunda série, nos intervalos de recuperação de 30, 60 e 90 segundos. Como pode ser visualizado na tabela 3, a diferença entre as séries foi de 7,15 N/m para 30s de intervalo, 3,35 N/m para 60s de intervalo, 5,80 N/m para 90s de intervalo.

Tabela 3- Médias dos picos de torque na velocidade angular de 90°/s (n=20). Variável Média ± DP(N/m) (N/m) Valor de p PT1-30s 98,80 ± 24,96 7,15 0,311 PT2-30s 105,95 ± 24,99 PT1-60s 98,50 ± 25,88 3,35 0,311 PT2-60s 101,85 ± 26,15 PT1-90s 95,55 ± 29,29 5,80 0,311 PT2-90s 94,85 ± 30,23

Onde: (PT1) pico de torque na 1º série; (PT2) pico de torque na 2º série; =PT1- PT2;p≤0,05

A figura 4 mostra as médias dos picos de torque, obtidos em três diferentes tempos de intervalos de recuperação (30, 60 e 90s) na velocidade angular de 90°/segundo.

90°/segundo

98,8

105,95

98,5101,85

95,55 94,85

85 90 95 100 105 110 115 1º30s 2°30s 1°60s 2º60s 1º90s 2º90s Tempo de intervalo P ic o d e to rq u e( N /m ) 1º e 2º séries- intervalo de 30s 1º e 2º séries- intervalo de 60s 1º e 2º séries- intervalo de 90s Figura 4- Médias dos picos de torque, na velocidade angular de 90°/s, a 30, 60 e

d- Médias de picos de torque na velocidade angular de 120°/segundo.

Os resultados encontrados dos picos de torque, em contrações isocinéticas concêntricas do joelho, na velocidade de 120°/segundo, não apresentaram diferenças significativas (p>0,05) entre as médias da primeira série em relação à segunda série nos intervalos de recuperação de 30, 60 e 90 segundos. Como pode ser visualizado na tabela 4, a diferença entre as séries foi de 5,15 N/m para 30s de intervalo, 5,15 N/m para 60s de intervalo, 6,75 N/m para 90s de intervalo.

Tabela 4- Médias dos picos de torque na velocidade angular de 120°/s (n=20). Variável Média ± DP(N/m) (N/m) Valor de p PT1-30s 88,95 ± 20,01 5,15 0,109 PT2-30s 94,10 ± 21,03 PT1-60s 86,75 ± 20,89 5,15 0,109 PT2-60s 91,90 ± 22,61 PT1-90s 84,05 ± 24,85 6,75 0,109 PT2-90s 90,80 ± 24,75

Onde:(PT1) pico de torque na 1º série; (PT2) pico de torque na 2º série; =PT1- PT2; p≤0,05

A figura 5 mostra as médias dos picos de torque, obtidos em três diferentes tempos de intervalos de recuperação (30, 60 e 90s) na velocidade angular de 120°/segundo.

120°/segundo

88,95

94,1

86,75

91,9

84,05

90,8

75 80 85 90 95 100 105 1º30s 2º30s 1º60s 2º60s 1º90s 2°90s Tempo de intervalo P ic o d e to rq u e( N /m ) 1º e 2º séries- intervalo de 30s 1º e 2º séries- intervalo de 60s 1º e 2º séries- intervalo de 90s

Figura 5- Médias dos picos de torque na velocidade angular de 120°/s, a 30, 60 e 90s de recuperação.

Em resumo, os resultados deste estudo demonstraram que 30 segundos de intervalo de recuperação entre as séries de contração isocinética são suficientes, para que não haja perdas significativas do pico de torque, nas contrações concêntricas do quadríceps, em velocidades angulares de 60, 90, e 120°/segundo.

5- DISCUSSÃO

O principal objetivo deste estudo foi verificar qual tempo de recuperação adequado da força isocinética do quadríceps de idosos em três tempos distintos de intervalos de recuperação, 30, 60 e 90 segundos.

A análise estatística do estudo (One-Way ANOVA) demonstrou que os resultados obtidos com a manipulação dos intervalos de recuperação (30, 60 e 90 segundos), entre as séries de contração isocinética na extensão de joelho em idosos, não teve diferença significativa (p > 0,05), na obtenção dos picos de torque, independente da velocidade angular utilizada (60, 90 ou 120°/segundo).

Uma adequada recuperação da força muscular, em treinos de exercícios com pesos e na própria avaliação isocinética de pico de torque, é um pré-requisito essencial, para a geração de tensão muscular adequada na série subseqüente de contração muscular. Os resultados agudos das contrações musculares são, a degradação das fontes energéticas, e acúmulo de metabólitos que interagem com as proteínas contráteis, reduzindo assim a produção de força muscular (FITTS, 1994). SMITH e RUTHERFORD (1995) propõem que a fadiga muscular é um benefício significativo em treinamentos de ganho de força. Quanto à fadiga muscular no idoso ainda não se têm respostas conclusivas, se essas são similares as que acontecem com a população jovem (PORTER e VANDERVOORT, 1995).

Não se tem evidencias cientificas consistentes sobre o assunto, e uma breve revisão na literatura revela que os estudos relacionados ao tempo de intervalo de recuperação muscular, entre as séries de contrações isocinéticas na avaliação do pico de torque são contraditórios, e escassos principalmente ao se tratar da população idosa.

Neste estudo, o protocolo adotado, duas séries de três contrações concêntricas isocinéticas, na extensão de joelho, revelou que há um declínio nos picos de torque, quando se aumentam as velocidades angulares, esses resultados são similares aos resultados de SPENDIFF et al. (2002). Esse fenômeno pode ser explicado principalmente pelos tipos de fibras que serão recrutados, pois em velocidades angulares mais baixas existe uma maior produção de força muscular, e as fibras do tipo II ou glicolíticas são recrutadas em maior número quando comparada as fibras do tipo I, resultando em um pico de torque maior (THORSTENSSON et al., 1976).

No presente estudo, os tempos de intervalo de recuperação de 30, 60 e 90 segundo foram adotados entre as duas séries de contração isocinética de extensão do joelho, em idosos, onde foi verificado que o tempo de 30 segundos foi suficiente para que não houvesse declínio no pico de torque.

Os resultados do presente estudo vão de encontro aos de PINCIVERO et al. (1997), onde os autores verificaram um aumento de força no quadríceps, com o tempo de 40 segundos de intervalo entre as séries. O estudo foi realizado com dois grupos experimentais, com amostra do sexo masculino (n=15), e em cada grupo foram usados dois tempos de intervalos entre as séries, 40 e 160 segundos, quatro séries de dez repetições, e velocidades angulares de 60 e 180°/segundos.

BILCHECK et al. (1993) analisaram dois grupos, um controle (n=6) e outro experimental (n=10), ambos do sexo feminino, manipulando três tempos distintos de recuperação muscular (2.5, 5 e 10 minutos), em uma avaliação da fadiga muscular do quadríceps. Os autores utilizaram um protocolo de três séries com trinta repetições, com velocidades angulares de 30 e 120°/s. Os resultados

indicaram que, um tempo de 2,5 minutos (150 segundos) são suficientes para recuperação da força muscular isocinética do quadríceps.

Em estudos mais recentes PINCIVERO et al. (1998) e PINCIVERO et al. (1999), analisaram dois grupos experimentais, do sexo masculino (n=14), em velocidades angulares de 90 e 180°/segundo, respectivamente. Em ambos os estudos foram utilizados tempos distintos de intervalo de recuperação muscular, 40 e 160 segundos para cada grupo experimental, e foram realizadas quatro séries de 20 repetições, os autores concluíram, que é necessário um tempo de 160 segundos, para que não haja declínio no pico de torque do quadríceps. Os resultados diferenciam-se do presente estudo, por alguns motivos metodológicos, além da utilização de dois grupos experimentais, a quantidade de repetições em cada série de contrações isocinéticas do joelho (20 repetições) não são adequadas para se avaliar força ou pico de torque, pois segundo BROWN e WEIR (2001) não se deve ultrapassar o número de cinco repetições em cada série. Nesta pesquisa utilizou-se um protocolo com três repetições em cada série.

Similar ao presente estudo, PARCELL et al. (2002) realizaram uma pesquisa, com um grupo experimental, manipulando quatro intervalos de recuperação (15, 60, 180 e 300 segundos), utilizando cinco velocidades angulares (60, 120, 180, 240 e 300°/s), e um protocolo de cinco séries de quatro repetições. A investigação foi realizada em uma amostra do sexo masculino (n=11), e os resultados demonstraram que um tempo mínimo de 60 segundos é suficiente para que não ocorram perdas significativas no pico de torque do quadríceps. Os resultados não coincidem com os do presente estudo, talvez pela escolha dos tempos a serem manipulados, possivelmente o tempo de 30 segundos poderia ter

sido suficiente para uma recuperação adequada do pico de torque, o que não foi possível com o tempo de 15 segundos, escolhido por PARCELL et al. (2002) como tempo mínimo a ser manipulado.

Possivelmente, a discordância dos resultados do presente estudo em relação a outras pesquisas, se devem as metodologias utilizadas, principalmente quanto ao número de repetição em cada série. Neste estudo foi usado um protocolo de três repetições em cada série de contrações isocinéticas, obedecendo as recomendações de TERRERI et al. (2001) que afirmam que são necessários de três a cinco repetições para se avaliar o pico de torque, em velocidades abaixo de 180°/segundo, além de seguir o protocolo de AQUINO et al. (2002), que ao avaliar o pico de torque dos idosos faz-se o uso, de séries de três repetições.

Segundo BROWN e WEIR (2001), na utilização de testes de força não é necessário que se ultrapassem cinco repetições em uma série de contrações musculares, a justificativa dos autores se baseiam em um estado de pré-ativação neural das unidades motoras, ou seja, uma primária ativação neural do movimento, que afeta as variáveis da força muscular, e que deixam aptos os músculos para uma grande produção de força ou torque, a partir da segunda repetição. Segundo KUSHMERICK e MEYER (1985) as atividades contráteis ocorrem em duas fases, uma rápida e outra lenta, onde a primeira tem a sua recuperação da Creatina Fosfato (PCr) intramuscular em torno de 20 a 30 segundos, parecendo ser similar ao intervalo de 30 segundos de intervalo de recuperação entre as séries de contração isocinética do presente estudo.

6- CONCLUSÃO

Baseado nos resultados deste estudo, as seguintes conclusões são apresentadas:

1) Não foram encontradas diferenças significativas (p>0,05) entre as médias dos picos de torques obtidos na velocidade angular (VA) de 60°/segundo, nos diferentes intervalos de recuperação (30, 60 e 90 segundos), na extensão de joelho em idosos. Portanto a hipótese I deste estudo foi aceita.

2) Não foram encontradas diferenças significativas (p>0,05) entre as médias dos picos de torques obtidos na velocidade angular (VA) de 90°/segundo, nos diferentes intervalos de recuperação (30, 60 e 90 segundos), na extensão de joelho em idosos. Portanto a hipótese II deste estudo foi aceita.

3) Também não foram encontradas diferenças significativas (p>0,05) entre as médias dos picos de torques obtidos na velocidade angular (VA) de 120°/segundo, nos diferentes intervalos de recuperação (30, 60 e 90 segundos), na extensão de joelho em idosos. Portanto a hipótese III foi aceita.

Em resumo foi observado que em avaliações com dinamômetro isocinético (Biodex Systen 3) em idosos, um tempo de 30 segundos parece ser suficiente para recuperação da força muscular, seguindo um protocolo de duas séries de três repetições, na extensão de joelho.

6.1- Sugestões de estudo

Sugere-se que sejam realizados novos estudos em populações idosas de ambos os gêneros, com intuito melhor de verificar os tempos de intervalo de recuperação que devem ser utilizados, tanto no que diz respeito das avaliações

isocinéticas, quanto entre séries de exercícios resistidos. Sugerem-se também novos protocolos de avaliação no dinamômetro isocinético, não apenas na avaliação de pico de torque, mas também de outros parâmetros como: resistência muscular, índice de fadiga, trabalho e etc.

7- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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