Screening the pool
6.3. Screening: Beyond the experiment
6.3.3. Do minority applicants lack qualifications?
O MPQ é uma das ferramentas mais usadas em pesquisas e na prática clínica nos últimos 30 anos (SKEVINGTON, 1998; DUDGEON, 2005; LAMÉ, 2005). É aceito como fidedigno, válido, sensível e preciso (SILVA; RIBEIRO FILHO, 2006; CASTRO, 1999) e já foi traduzido para diversos idiomas (LÁZARO et al., 1994; PIMENTA; TEIXEIRA, 1997; GEORGOUDIS; WATSON; OLDHAMC, 2000). O MPQ possui adequadas propriedades psicométricas (ICC = 0.88–0.96). (SILVA; RIBEIRO FILHO, 2006; GRAFTON, FOSTER; WRIGHT, 2002; WRIGHT; ASMUNDSON; McCREARYA, 2001; MASEDO; ESTEVE, 2000; MELZACK, 1987).
Um instrumento ideal para avaliação e mensuração da dor deve atingir os seguintes critérios: ter propriedades de uma escala de razão, fornecer informação imediata sobre a acurácia e a fidedignidade do desempenho dos sujeitos sobre as respostas escalares geradas, ser simples de usar em pacientes com dor, em contextos clínicos e de pesquisa, ser sensitivo às mudanças na intensidade da dor, ser capaz de avaliar as dimensões sensitivas e afetivas da dor, ser útil tanto para a dor experimental quanto para a dor clínica e permitir comparações confiáveis entre ambos os tipos de dor (GRACELY; DUBNER, 1981).
A escolha de um instrumento para mensurar a dor deve, antes de tudo, ser de fácil aplicabilidade e adequar-se ao nível de compreensão do paciente. Poucos instrumentos de mensuração da dor foram padronizados para a população idosa.
Entretanto, algumas escalas unidimensionais elaboradas para indivíduos mais jovens têm gerado dados fidedignos quando utilizadas em idosos. Dentre essas escalas, estão a Escala Verbal e a Escala Numérica de 11 pontos, de 0 (zero) a 10 (dez) (HERR et al., 1998; STUPPY, 1998; WEINER et al., 1999).
Os instrumentos para mensurar a dor podem ser uni ou multidimensionais (PEREIRA; SOUSA, 1998). As Escalas de Intensidade pertencem ao primeiro grupo, pois avaliam somente uma das dimensões da experiência dolorosa. Destacam-se, dentre as escalas unidimensionais, a Escala Numérica ou Escala Linear Analógica Visual, graduada de 0 a 10, na qual 0 significa ausência de dor e 10 significa a pior dor imaginável, e a Escala Visual Analógica (EAV), que consiste de uma linha reta, não numerada, com indicações de “sem dor” e “pior dor imaginável” nas extremidades. Na EAV solicita-se que o indivíduo marque na linha o local que representa a intensidade da dor sentida. O observador deve medir, em centímetros, a distância entre a extremidade ancorada pelas palavras “sem dor” e a marca feita pelo paciente, que corresponderá à intensidade de sua dor. A EAV requer nível maior da função cognitiva (TEIXEIRA; FIGUEIRÓ, 2001).
Há escalas visuais que combinam a EAV, com valores de 0 a 10, com a representação de expressões faciais em cada extremidade da linha horizontal, as quais demonstram variação de amplitude de ausência de dor até dor intensa (TEIXEIRA; FIGUEIRÓ, 2001). Com a Escala Numérica, a dor é classificada como fraca (1 a 3), moderada (4 a 6) e de forte intensidade (7 a 10), podendo-se, assim, realizar a adequação da analgesia de acordo com a intensidade álgica (SAVOIA et al., 2002).
Como a experiência dolorosa é evento amplo, não se resumindo apenas à sua intensidade, consideram-se três dimensões da dor: a sensorial-discriminativa, a
motivacional-afetiva e a cognitiva-avaliativa, avaliadas em escalas
multidimensionais. Melzack (1975) elaborou um instrumento em nível de mensuração ordinal, enfocando as multidimensões da dor, denominado Questionário para dor McGill (MPQ). Embora outros instrumentos mereçam ser mencionados, tais como o Wisconsin Brief Pain Questionnaire (DAUT; CLEELAND; FLANERY, 1983) e o Memorial Pain Assesment Card (FISHMAN et al., 1987), o MPQ tem sido o mais utilizado no meio clínico para avaliação da dor aguda e crônica. No Brasil, Pimenta e Teixeira (1996) propuseram a adaptação do MPQ para a língua portuguesa. O MPQ tem sido utilizado em diversos estudos clínicos e experimentais, visando a
caracterização das dores crônicas e agudas, a eficácia das técnicas analgésicas empregadas para o alívio da dor e a discriminação da dor decorrente de diversas síndromes dolorosas (PEREIRA; SOUSA, 1998a). As validade, fidedignidade e aplicabilidade desse instrumento têm sido exploradas e reforçadas em revisões realizadas por McGuirre (1984), Chapman et al. (1985), Wilkie et al. (1990) e Melzack e Katz (1994).
O Questionário de Dor de McGill na sua versão reduzida ou SHORT-FORM McGill Pain Questionaire – SF-MPQ (MELZACK, 1975) é instrumento de avaliação multidimensional da dor aguda e/ou crônica, desenvolvido para uso em pesquisa clínica quando há necessidade de obtenção de informações de forma célere e quando mais informação sobre a dor é desejada do que aquela provida pelos métodos de intensidade da dor como a EVA ou a intensidade da dor presente (PPI).
A forma reduzida do questionário de McGill (SF-MPQ) correlaciona-se de forma elevada com os maiores índices de dor (sensorial, afetiva e total) da forma longa do questionário LF-MPQ (MELZACK 1987, DUDGEON; RANBERTAS; ROSENTHAL, 1993), sendo sensível às mudanças clínicas devido às várias terapias utilizadas, como drogas analgésicas (MELZACK, 1987; HARDEN et al., 1991), agentes colocados no espaço epidural ou no espaço subaracnoídeo (MELZACK, 1987, HARDEN et al., 1991, SERRAO et al., 1992). Além disso, validade concorrente da versão reduzida do questionário de McGill (SF-MPQ) com a versão normal já foi realizada com resultados muito elevados. (DUDGEON; RANBERTAS; ROSENTHAL, 1993) Estudo de Gagliese e Melzack sugeriu que o SF-MPQ é apropriado para uso em população geriátrica (GAGLIESE; MELZACK, 1997).
Embora o questionário de McGill possa fornecer dados quantitativos e qualitativos sobre a dor sentida e ter a vantagem de mensurá-la multidimensionalmente, apresenta as seguintes limitações: (1) em relação à sua aplicação em diferentes grupos culturais ou sub-culturais, uma vez que as diferenças de linguagem podem ser confundidas com diferenças na expressão da dor; (2) possui maior número de descritores sensoriais do que afetivos e avaliativos, podendo levar os pacientes a valorizarem mais o aspecto sensorial da dor; (3) dada sua extensão, requer tempo longo para ser aplicado, tornando-se impraticável para pacientes em estado grave; (4) os escalonamentos resultantes geram dados apenas