3. MELLOM TO LAND
3.2. N OEN EFFEKTER PÅ SENDERLANDET
A subida acentuada das taxas de inflação em diversos países industrializados durante a década de 70 fez com que esse período ficasse conhecido como o período da “Grande Inflação”. Nos Estados Unidos, a inflação passou de um patamar de 2% para 12%. O FED aumentou a taxa de juros bruscamente do final de 1979 a meados de 1981 num esforço para controlar a inflação. A política restritiva foi acompanhada por duas recessões no começo dos anos 80. Porém, foram seguidas pela mais longa expansão no período pós-guerra.
No período de 1985-1989, as economias alemã e americana, apresentaram taxas de crescimento média anual de 2,7% e 3,4% respectivamente. No final de 89, porém, houve redução acentuada no nível de atividade dos Estados Unidos, de 4,4% para 3,0%. A Alemanha, por sua vez, apresentou aumento do produto de 3,6%, em 1988, para 4,3%, em 1989. Este resultado deveu-se, em grande parte, à
acentuada expansão dos gastos com investimentos e, também , à contribuição do setor externo sobre a atividade econômica do país.
Em 1989, manteve-se a tendência, já iniciada no ano anterior, de política monetária mais restritiva nos países industrializados, visando, essencialmente, controlar as pressões inflacionárias. Como conseqüência, as taxas de juros apresentaram grande elevação no primeiro semestre do ano. Nos Estados Unidos, as indicações de que a economia estava crescendo em ritmo acelerado fizeram com que o Fed mantivesse, nos primeiros meses do ano, gradual aperto da política monetária. Porém, os indícios de menor crescimento da economia norte-americana e a acentuada valorização do dólar, reverteram essa tendência, no terceiro trimestre do ano. A Alemanha, visando diminuir as pressões inflacionárias, aumentou sua taxa de juros no final de 1989. A década de 80 foi encerrada com uma taxa de juros média anual de 6,4%, na Alemanha, e 9,9% nos Estados Unidos. Os preços ao consumidor tiveram expressivo aumento ao final de 1988 e continuaram com tendência de alta em 1989. Na Alemanha o aumento foi de 1,6% para 3,0%, e nos Estados Unidos, de 4,1%, em 1988, para 4,6%, em 1989, o maior nível desde 1982.
As condições propícias para as fortes oscilações das moedas, decorrentes das preocupações dos mercados, a partir de desequilíbrios nos balanço de pagamentos dos Estados Unidos e Alemanha, foram reforçadas em 1990, por expectativas originadas de acontecimentos políticos ligados à reunificação da Alemanha. Essa economia apresentou crescimento econômicos de 4,6%, em 1990.
Porém, os Estados Unidos tiveram a taxa de crescimento reduzida de 2,5% para 0,9%, observando fortes indícios de recessão, no último trimestre do ano.
As taxas de juros internacionais apresentaram, ao longo do ano, freqüentes oscilações, refletindo as condições próprias de cada país, especialmente em relação ao comportamento da atividade econômica e inflação. Como resultado de uma política monetária menos rígida, praticada pelo Fed, no primeiro trimestre do ano teve redução da taxa de juros, fechando o ano com uma taxa de 7,7%, contra 8,65 do final de 1988. Na Alemanha, porém, o aumento da inflação fez com que a taxa de juros iniciasse o ano de 1990 em 7,6% e fechasse em 8,2%.
A economia alemã apresentou desaceleração do período de 1991 a 1993 tendo recuperação em 1994, mas o ritmo manteve-se praticamente o mesmo em 1995. De 5% de crescimento em 1991 a taxa foi reduzida a um patamar negativo de 1,2%, em 1993, e 2,1% em 1995, que ocorreu basicamente pelo aumento da taxa de juros. Com a necessidade de obter recursos para financiar os custos da unificação, bem como conter a inflação, as taxas de juros foram elevadas no transcorrer de 1991, passando a ser reduzidas somente no terceiro trimestre de 1992. A queda no ritmo de crescimento econômico, em 1992, mesmo com a redução nas taxas, se deveu em parte pela perda de competitividade do setor exportados e ao fraco desempenho dos principais parceiros comerciais.
A preocupação de controlar a inflação levou o Bundesbank a reduzir a taxa de juros, de maneira gradativa e cautelosa, em 1993, ritmo que continuou em 1994. A
ausência de pressões inflacionárias, expansão monetária abaixo das metas previstas e evidências de desacelaração da atividade econômica levaram o Banco Central Alemão a reduzir a taxa de juros de 6,4%, em 1993, a 4,0% em 1995.
Na Alemanha, ao final de 1995 e início de 1996, houve expressiva desaceleração da atividade econômica, explicada por aumentos excessivos nos salários e apreciação do marco no mercado internacional. No primeiro semestre, a atividade foi sustentada pelo forte consumo do governo, enquanto os investimentos permaneceram fracos e os estoques se reduziram. No segundo semestre, porém, observou-se recuperação da atividade. Essa tendência se deveu à política monetária menos restritiva e à depreciação do marco alemão, favorecendo as exportações.
A atividade econômica americana apresentou redução no nível de crescimento econômico em 1991, principalmente pelo fato de terem experimentado pressões de excesso de demanda em períodos anteriores. Porém nos anos seguintes, até 1994 a economia americana continuou num ritmo de aceleração, chegando a registrar crescimento de 4,1%, a maior taxa em mais de uma década. Porém em 1995 apresentou redução, que esteve associado á política monetária, implementada pelo Fed, visando adequar o ritmo de crescimento da produção aos objetivos da manutenção da tendência declinante da inflação. As taxas de juros que vinham apresentando queda, em 1994 tiveram um aumento. Dessa forma a inflação também foi mantida sob controle.
Nos Estados Unidos, o PIB cresceu 2,4% em 1996, após expansão de 2% em 1995. Durante 1996, a economia expandiu-se bem próxima de sua taxa potencial de crescimento, algumas vezes parecendo excedê-la, tendo em vista o aumento expressivo na demanda interna, favorecida pelos efeitos de redução das taxas de juros no segundo semestre de 1995 e pelos ganhos observados na renda das famílias.
Nos últimos meses de 1996, a expectativa de alteração na política monetária pelo Federal Reserve havia-se reduzido expressivamente, reflexo do menor ritmo na expansão da economia e da ausência de pressões de preços, ainda que as condições do mercado de trabalho, em face principalmente da baixa taxa de desemprego e da média de ganhos por hora trabalhada, fossem consideradas sob pressão.
Nos Estados Unidos, a taxa de crescimento do PIB foi de 3,8%, superior à de 2,8% no ano anterior e a mais elevada entre as sete nações industrializadas. A atividade econômica acelerou-se nos três primeiros trimestres à taxa anualizada de aproximadamente 4%, após os 3% observados no segundo semestre de 1996. Em geral, a economia trabalhou com cerca de um ponto percentual acima de seu potencial.
Em fins de março de 1997, o Comitê de Política Monetária do Federal Reserve dos Estados Unidos, em virtude da ocorrência de excepcional taxa anualizada de crescimento do PIB de 4,9% no primeiro trimestre e da presença de
pressões inflacionárias, elevou a meta dos federal funds para 5,5%, 25 pontos-base acima. A taxa de juros foi mantida até o término de 1997, muito embora o Federal Reserve tenha-se deparado, no decorrer do ano, com o dilema sobre a suficiência ou não do nível restritivo de sua política para evitar que a criação de crédito se tornasse excessiva.
Na Alemanha, o crescimento de 1,8% do PIB no primeiro semestre deu lugar a uma forte aceleração na segunda metade de 1997, fazendo com que a expansão real da economia ficasse em 2,4% no ano, após 1,4% em 1996. O aumento das exportações (10,4%) e o das encomendas de manufaturados, que cresceram acentuadamente no segundo semestre, foram os principais responsáveis pelo crescimento econômico de 1997, o que poderia indicar que a recuperação econômica está se tornando mais firme e que as firmas estão acumulando estoques.
As taxas de juros foram mantidas nos patamares vigentes em 1996, em torno de 3%. Em outubro, pela primeira vez em cinco anos, o Bundesbank elevou os custos dos empréstimos para os bancos alemães, num movimento preventivo contra o aumento de pressões inflacionárias. A alta na taxa da Alemanha diminuiu o diferencial entre as taxas dos países da União Européia antes da introdução do euro, moeda única da região, havendo expectativa de que as taxas de juros de curto prazo da Europa venham a convergir para 4,5% quando todos os países-membros adotarão a taxa oficial de juros determinada pelo Banco Central Europeu (BCE).
A crise financeira nos mercados emergentes, iniciada em 1997, intensificou- se no decorrer de 1998 e afetou em vários graus as demais economias do mundo. As condições das economias asiáticas não melhoraram e a Rússia foi atingida por crise econômica .Os mercados de ações tornaram-se voláteis e, especialmente nos Estados Unidos, o spread para empréstimos aumentou acentuadamente.
A Alemanha apresentou crescimento de 3,5% do PIB, taxa anualizada, no primeiro semestre do ano, à medida em que a forte demanda interna compensou o fraco desempenho das exportações. A inflação apresentou desaceleração, sendo que, o IPC apresentou variação anual de 0,5% em 1998, a menor da Alemanha unificada.
Em dezembro, dez entre onze países participantes do euro reduziram suas taxas de referência para 3%, exceto a Itália que reduziu para 3,5%. Isso refletiu a vontade do Banco Central Europeu de eliminar discussões sobre juros quando da implantação da moeda única em 1.1.99.
Nos Estados Unidos, a taxa real de crescimento do PIB foi 3,5%, após 3,9% no ano anterior. As tensões no sistema financeiro e o sentimento de que o risco de redução da produção excediam a possibilidade de elevação na inflação fizeram o Federal Reserve reduzir a meta dos federal funds em 50 pontos básicos. A despeito da taxa de 3,5% de crescimento do PIB, elevada para o porte da economia norte- americana, a queda nos preços do petróleo, das commodities e dos produtos importados, resultante das desvalorizações das moedas dos países em crise, fez
com que a inflação continuasse a cair em 1998 e o IPC alcançasse variação de 1,5%.
O padrão monetário único, o euro, foi introduzido no início de 1999 para um conjunto de onze países, que passaram a compor a chamada Área do Euro: Alemanha, França, Itália, Espanha, Holanda, Bélgica, Áustria, Portugal, Finlândia, Irlanda e Luxemburgo.
Na Alemanha, a desaceleração apresentada a partir do segundo semestre de 1998 também foi revertida no segundo semestre de 1999. Apesar da recuperação no segundo semestre, o PIB expandiu-se 1,4%, ante variação de 2,2% em 1998, refletindo o desempenho modesto nos primeiros meses do ano. O IPC anual variou 0,9% em 1999, em comparação a 0,4% no ano precedente, incorporando os efeitos da elevação dos preços de energia e a desvalorização do euro. A taxa de juros apresentou trajetória de queda durante o ano, tendo um ligeiro aumento no último trimestre.
Em 1999, a economia dos Estados Unidos manteve o ritmo de crescimento registrado nos últimos anos, tendo a vigorosa demanda interna sido sustentada pelos níveis de consumo privado, enquanto a produção permaneceu em movimento ascendente. O PIB expandiu-se 4,2% no ano, e constituindo o terceiro ano consecutivo com expansão igual ou superior a 4%. Destaque-se que a manutenção do crescimento da produtividade contribuiu para que as pressões do mercado de trabalho não se disseminassem sobre a trajetória de preços. Nesse sentido, a
inflação ao consumidor atingiu 2,6%, ante 1,5% do ano precedente sido influenciada, basicamente, pela elevação do preço internacional do petróleo e por pressões pontuais.
Considerando os riscos potenciais da elevação dos preços do petróleo e da demanda por mão-de-obra sobre a trajetória de preços, o Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve atuou de forma conservadora em 1999, elevando gradualmente, em 75 pontos percentuais, a meta para a taxa de juros de financiamento interbancário (fed funds) nos meses de junho, agosto e novembro.
Em sintonia com o comportamento da economia global, o nível de atividade na Alemanha apresentou significativa e crescente desaceleração durante todo o ano de 2001. A inflação, por sua vez, apresentou trajetória de alinhamento à referência do BCE nos preços ao consumidor, O IPC, da Alemanha, que desde 2000 apresentava uma trajetória crescente, começou a declinar somente no terceiro trimestre de 2001. Paralelamente, as taxas de juros apresentaram a mesma trajetória, chegando ao final do ano em 3,6% contra 4,8% em 2000.
Encerrando o mais longo ciclo de expansão do pós-guerra, a economia norteamericana foi considerada tecnicamente em recessão a partir de março de 2001. Assim, o PIB real dos EUA apresentou taxas de crescimento trimestrais decrescentes ao longo do ano, até recuar 0,3% no terceiro trimestre. No último trimestre, a economia norte-americana surpreendeu positivamente, crescendo 1,4%. O crescimento de 1,2%, registrado em 2001, foi o menor dos últimos dez anos,
quando teve início o ciclo de expansão recente, em seguida ao biênio recessivo 1990-1991.
Aos primeiros sinais de que a recessão se instalava, o Federal Reserve, na tentativa de evitar a aterrissagem forçada da economia – temor que se agravou com os atentados terroristas de 11 de setembro – começou a promover, ainda em
janeiro de 2001, cortes sistemáticos na meta para a taxa de juros dos fed funds. Foram efetuados, ao todo, onze cortes nos juros básicos ao longo do ano, reduzindo a meta de 6,5% a.a. em dezembro de 2000 para 1,75% a.a. doze meses depois. Quase ao mesmo tempo em que o Fed invertia com intensidade acentuada o contracionismo que caracterizara a política monetária do ano anterior, último da assim-chamada “exuberância irracional” dos mercados, o governo anunciava programa de cortes de impostos e aumentos de gastos para estimular a economia.
Em 2002, o desempenho da economia mundial esteve condicionado à evolução da economia norte-americana, cuja recuperação mostrou-se menos acentuada do que sugeriam os resultados obtidos no início do ano. Adicionalmente, as denúncias de fraudes contábeis em grandes corporações americanas e européias introduziram elevada incerteza nos mercados financeiros, contribuindo para acentuar a trajetória descendente das principais bolsas de valores internacionais, com desdobramentos sobre a formação de expectativas e, em conseqüência, sobre as decisões de investimento e sobre o nível de atividade.
Ao final de 2001 e início de 2002, o cenário de retração econômica norte- americana foi parcialmente revertido beneficiada por estímulos monetários e fiscais, que impulsionaram o consumo privado, possibilitando aquecimento dos mercados imobiliário e de bens duráveis. No ano, a expansão do PIB totalizou 2,3% ante 0,3% em 2001. As taxas de juros foram reduzidas sensivelmente, durante 2002, atingindo o nível de 1,4% ante 2,1%, em 2001. A inflação foi mantida em ritmo declinante porém no final de 2002 já apresentava elevação, 2,2%, contra 1,8%, no último trimestre de 2001.
A recuperação econômica na Alemanha não acompanhou o ritmo imprimido nos Estados Unidos, sobretudo em decorrência do insuficiente dinamismo da demanda interna. As taxas de juros mantiveram-se estáveis, bem como os índices de inflação.
IV – METODOLOGIA
Este trabalho se propõe a estimar uma função de reação tipo “Taylor’, para um conjunto de países, usando técnicas de panel data. Neste capítulo será apresentado, na primeira seção, o modelo a ser estimado dessa função. Na segunda seção, faremos uma abordagem sobre o método de estimação panel data, especificando conceitos e definições a ele relacionados. Na terceira seção é apresentada a área de pesquisa, identificando o grupo de países a ser analisado. Na quarta seção são descritos o período da análise e a fonte de coleta dos dados. Na quinta e última seção, é apresentada a operacionalização da variáveis, identificando quais as variáveis utilizadas no modelo e como essas foram tratadas.