3. MELLOM TO LAND
3.3. D E FILIPPINSKE KVINNENES POSISJON I MOTTAKERLANDET
Para efeito de comparação, disponilizamos, na Tabela 10, os valores dos parâmetros estimados para as principais variáveis, inflação e hiato do produto, de regras tipo “Taylor”, resultantes de alguns modelos. A tabela apresenta, além dos coeficientes, os países e os períodos escolhidos para a cada estimação.
Tabela 10:
Valores para os Parâmetros de Acordo com Diversos Modelos
Inflação Hiato do Produto
País Período
Taylor (1993) 1,50 0,50 EUA 1987.T1-1992.T4
Judd e Rudebusch (1998) 0,57 1,10 EUA 1970.T1-1997.T4
Andrade e Divino (2000) 1,10 0,45 Brasil 1994.08-1999.03
Clarída, Galí e Gertler (1997) 1,31
2,04 1,79 0,25 0,08 0,07 Alemanha Japão EUA 1974.1-1993.12
Clarída, Galí e Gertler (1998) 1,80 0,12 EUA 1960.T1-1996.T4
Salgado, M. (2001) 1,99 -0,43 Brasil 1994.08-2000.12 Presente Trabalho Regra de Taylor* Modificada 2,94 5,21 -24,77 -149,44
Brasil, Alemanha e EUA 1980.T1-2002.T4
* para o período de estabilização econômica do Brasil, o coeficiente da inflação foi de 0,04 e do hiato do produto 0,45, sendo este último não significativo.
Como podemos verificar os parâmetros revelam a robustez de uma função de reação tipo “Taylor”. Estes valores indicam se a autoridade monetária responde, através da taxa de juros, a desvios da inflação e do produto em relação à uma meta estipulada. Podemos verificar que os parâmetros estimados são muito semelhantes. O coeficiente da inflação apresentou relação direta com a taxa de juros, em todos os modelos, e somente no modelo de Judd e Rudebusch (1998), foi menor que um, indicando que um aumento na inflação estimula um aumento na taxa de juros maior, elevando assim a taxa de juros real da economia.
Podemos constatar, ainda, que o hiato do produto também apresentou relação positiva com a taxa de juros, com exceção, do presente trabalho e o de Salgado (2001). Com enfatizamos anteriormente, as informações do PIB podem não ser obtidas tempestivamente e o uso do hiato do produto passado seria mais adequado, o que foi constatado em nosso estudo.
VI – CONCLUSÕES
O objetivo desta dissertação foi estimar uma função de reação do tipo “Taylor” para o Brasil, Alemanha e Estados Unidos no período de 1980 a 2002 e nos sub- períodos de 1980 a 1991, 1992 a 2002 e 1994.T3 a 2002. A abordagem utilizada foi a de ajustamento gradual, da taxa de juros, proposta por Judd e Rudebusch (1998). O modelo contempla uma versão dinâmica com a inclusão de variáveis independentes defasadas. Dessa forma, a regra modificada de Taylor recomendaria uma variação da taxa de juros nominal em função da taxa de juros nominal defasada, da variação da taxa de juros nominal defasada, da inflação, do hiato do produto e do hiato do produto defasado.
Analisando a literatura sobre regras de política monetária, como proposto por Taylor (1993), verificou-se a importância de se derivar uma função de reação, da taxa de juros, crível capaz de traduzir a condução da política monetária. Assim, vários estudos surgiram, com destaque, os de estimação de modelos de ajustamento parcial da taxa de juros, em sua maioria, para países individualmente. Estudos para grupos de países, principalmente aqueles com discrepância de estruturas econômicas, como os países desenvolvidos e desenvolvimento, não são muito comuns. Além disso, havia uma lacuna, na literatura, quanto aos métodos de estimação dessas funções de reação. Neste contexto, a contribuição deste trabalho foi estimar econometricamente uma regra modificada de Taylor, para um grupo de países, usando a técnica de estimação Panel Data, ainda não explorada pela literatura de regras de política monetária.
O presente trabalho, além da estimação proposta, realizou, ainda, uma para a regra original de Taylor, para o grupo de países no período analisado.
Os resultados econométricos, apresentados neste estudo, sugerem que a regra de Taylor original estimada, para o grupo de países, se ajustou melhor ao períodos de 1980 a 2002 e 1980 a 1991, apresentando, parcialmente, os resultados esperados. Dos parâmetros estimados, somente a inflação foi significativamente diferente de zero, indicando que a um aumento na taxa de inflação de um ponto percentual, a regra recomendaria uma variação na taxa de juros de 2,97%, proporcionando variação suficiente para aumentar a taxa de juros real da economia. Quanto à análise para cada país, podemos concluir que a regra estimada para a Alemanha e Estados Unidos foi mais bem ajustada à condução da política monetária sugerida. A função estimada, para o Brasil, revelou que o Banco Central não responde, com variações na taxa de juros, ao hiato do produto corrente.
Com relação ao modelo de ajustamento gradual da taxa de juros, a regra de Taylor modificada, estimada para o grupo, se ajustou melhor à política monetária, no período de 1980 a 2002, ou seja, a variação da taxa de juros responde á variação da taxa de juros passada, ao seu próprio valor defasado, à inflação, ao hiato do produto, corrente e defasado, porém o hiato do produto corrente, apresentou relação inversa com a variação da taxa de juros, o que implicaria em dizer que quanto maior a diferença entre o PIB real e o potencial, menor seria a variação da taxa de juros nominal, diferente ao proposto pela teoria. Contudo nos sub-períodos, essa variável foi não significativa. O hiato do produto defasado apresentou o sinal esperado e foi
estatisticamente diferente de zero. Isso implica dizer que, a variação da taxa de juros responde à variações do hiato do produto passado. Isso pode ser pela não disponibilidade de dados ou por o Banco Central somente reagir a variações do produto se observar um comportamento sistemático, uma tendência de crescimento econômico maior que o seu potencial.
Se analisarmos os países separadamente, podemos verificar que os resultados não foram completamente satisfatórios, tendo em vista, que as funções de reação para a taxa de juros, não apresentaram todas as relações sugeridas pelo modelo. Para o Brasil, o período que apresentou melhores resultados foi de 1980 a 2002, sendo o comportamento passado do hiato do produto mais significativo para a reação da autoridade monetária que o corrente. A função de reação para a Alemanha apresentou os resultados esperados, com exceção do hiato do produto defasado, sugerindo que o ajustamento gradual da taxa de juros se adequou perfeitamente à política monetária do país. Para os Estados Unidos as estimativas sugerem o ajustamento parcial da taxa de juros para os primeiros três sub-períodos, sendo que a variação da taxa de juros passada influencia a variação da taxa de juros corrente somente nos últimos dois períodos. Para estes períodos a variação da inflação não provoca mudanças na variação da taxa de juros.
A evidência mostra que a função de reação, proposta pelo presente trabalho, descreve razoavelmente bem o comportamento do conjunto das autoridades monetárias, do Brasil, Alemanha e Estados Unidos, nas últimas duas décadas. Porém, o método de estimação Panel Data, não apresentou ganhos informacionais
em relação ao OLS de dados empilhados. Dessa forma os métodos fornecem as mesmas estimativas.