1.2 Komiteens merknader
1.2.7 Merknader fra Rødt
Para 36,7% dos adolescentes, a principal função da rádio escolar é informar. Em segundo lugar fica “entreter” (24,5%) e em terceiro “difundir música” (20,5%). Ao comparar com a pergunta “na tua opinião, qual é a principal função da rádio?”, verificamos que “difundir música” e “entreter” são menos associadas à rádio escolar e que “informar” e “educar” são mais associadas. Curiosamente, uma outra diferença está no aumento de respostas relativas ao “difundir publicidade”, o que não era expectável, dado que uma das características da rádio escolar é a ausência de publicidade (Blanco, 2007).
Gráfico 11: A principal função associada à rádio e à rádio escolar (N=229)
Se existisse uma rádio na escola, a música era o conteúdo que mais adolescentes gostavam que fosse emitido (90,8%), o humor fica em segundo lugar (48,9%) e o desporto em terceiro (31,4%)64.
Relembramos que estes são conteúdos frequentemente ouvidos na rádio.
Gráfico 12: Conteúdos que gostavam que fossem emitidos se existisse uma rádio na escola (N=229)
Como se pode verificar, o destaque atribuído ao informar entre as diferentes funções associadas à rádio escolar contrasta com os tipos de conteúdos que os estudantes gostavam que fossem emitidos, pois os conteúdos informativos não têm um lugar de particular relevo. Esta contradição
64 Nesta questão era possível selecionar mais do que uma opção, por isso, a soma das percentagens relativas a cada conteúdo é diferente de 100%.
27,1% 0,9% 3,5% 41,5% 25,8% 1,2% 20,5% 3,1% 14,4% 24,5% 36,7% 0,8% 0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% 30,0% 35,0% 40,0% 45,0%
Difundir música Difundir
publicidade Educar/Cultura geral Entreter Informar Outra
Rádio Rádio escolar
90,8% 48,9% 31,4% 18,3% 13,1% 7,4% 2,2% 0,9% 0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% 60,0% 70,0% 80,0% 90,0% 100,0%
Música Humor Desporto Informação Previsão do
tempo
Fóruns Informações
de trânsito Outro
poderá estar associada à diferença entre aquilo que entendem por rádio escolar e aquilo que preferiam que fosse. Contudo, importa sublinhar que as rádios escolares podem funcionar como instrumento didático-pedagógico ou meramente recreativo (Peruzzo, 2011), o que significa que uma componente mais recreativa não é contrária à sua natureza, pelo menos do modo como é entendida por Peruzzo (2011). Já Blanco (2007) refere que uma das características deste tipo de emissoras é o facto de terem uma programação eminentemente didática.
Quanto à possível existência de uma rádio na escola, 59,8% dos inquiridos gostavam e 28,8% adoravam. Assim, apenas 11,4% deram uma resposta negativa.
Gráfico 13: Opinião sobre a possível existência de uma rádio na escola (N=229)
Considerarem que seria divertido (24,1%), uma forma de entretenimento (22,1%) e que possibilitaria a audição de música (21,4%) são aspetos recorrentemente mencionados nas justificações para gostarem ou adorarem (N=145), o que também contrasta com a função associada por um maior número de adolescentes à rádio escolar (informar). Para estar informado (6,9%) e para ter informação especificamente sobre a escola (6,2%) também são questões que sobressaem, apesar de serem referidas muito menos vezes.
Olhando para as razões para não gostarem ou detestarem, verificamos que o número de respostas válidas é muito reduzido (N=9) e que não há nenhum dado que sobressaia de forma evidente. Ainda assim, podem destacar-se dois grupos de respostas: três inquiridos sublinham que não haveria interesse e três referem que a rádio faria muito barulho.
4,4% 7,0% 59,8% 28,8% Detestava Não gostava Gostava Adorava
Àqueles que disseram que gostavam ou adoravam ter uma rádio na escola foi ainda perguntado se gostariam de participar. Nesta pergunta aumenta o número de respostas negativas (41,3%). No entanto, ainda há um predomínio de respostas afirmativas (39,4% gostavam e 19,2% adoravam).
Gráfico 14: Opinião sobre a possível participação numa rádio da escola (N=203)
Olhando para a totalidade da amostra, verificamos que 34,9% gostaria de participar e 17,0% adoraria, o que significa que 51,9% da totalidade dos alunos gostaria ou adoraria participar se existisse uma rádio na escola.
Considerarem que seria divertido é a justificação apresentada mais vezes (22 inquiridos). A possibilidade de terem voz/visibilidade (6), gostarem de pôr/ouvir música (6), ser uma experiência nova (5), uma forma de ficarem conhecidos (5) e de aprender (5) também são questões referidas por alguns dos adolescentes (N=73).
Entre as razões apontadas para não gostarem ou detestarem a ideia (N=34), são recorrentes respostas relacionadas com o desconforto associado à exposição, sendo que 25 respondentes dizem que são tímidos ou que têm vergonha de falar em público. Contudo, entendemos que esta é uma contrariedade e não uma limitação na implementação de projetos de rádio na escola, porque este poderá ser um elemento ultrapassável com a prática. E, por outro lado, a participação numa rádio não tem necessariamente que implicar uma exposição direta, pois, como referem Santos, Brites e Jorge (2016), “a rádio só na superfície é voz” (p. 133). Considerarem que não têm “jeito” é a justificação apresentada por quatro inquiridos, mas, uma vez mais, esta poderá ser uma questão ultrapassável.
10,8% 30,5% 39,4% 19,2% Detestava Não gostava Gostava Adorava
Àqueles que gostavam ou adoravam participar foi ainda perguntado que função gostariam de ter e o que fariam se fossem responsáveis pela rádio.
Pôr/escolher música (32,7%), humorista (20,4%) e locutor (20,4%) são as funções referidas mais vezes, indicando, uma vez mais, que a música é o elemento mais sedutor da rádio escolar e que o humor também é particularmente importante. Para alguns alunos, é indiferente a função a desempenhar (7,1%). A vontade de ter uma função de chefia (4,1%), de ser comentador (3,1%) e de ter um papel de destaque (3,1% dizem querer ter o “papel principal”) também é revelada em algumas respostas.
Gráfico 15: Função que gostavam de ter se participassem na rádio da escola (N=98)
Quando confrontados com a questão “se fosses responsável pela rádio da tua escola, o que farias?”, a maioria indica que tipo de conteúdos escolheria para emitir (55,1%), referindo, por exemplo, que “colocaria música e humor” ou “música, humor e desporto”. Estes dados podem estar associados à importância atribuída à escolha de conteúdos e/ou à presença desses conteúdos na própria rádio.
Tentar fazer o melhor (8,8%), organizar e/ou coordenar (7,8%) e tentar saber o que os restantes alunos queriam ouvir (4,9%) já são respostas menos frequentes. Alguns estudantes não quereriam essa responsabilidade (3,9%) e outros afirmam que não fariam nada (3,9%).
32,7% 20,4% 20,4% 7,1% 4,1% 3,1% 3,1% 2,0% 7,1% 0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% 30,0% 35,0% Pôr/ escolher música
Humorista Locutor(a) Qualquer um Função
diretiva/ de chefia
Gráfico 16: O que fariam se fossem responsáveis pela rádio da escola (N=102)
Relembramos que é possível aceder à internet na escola e que apenas 3,5% dos adolescentes não têm internet em casa nem num dispositivo móvel, o que significa que seria possível acederem a um espaço no qual fossem disponibilizados os programas radiofónicos feitos pelos alunos caso existisse um projeto desta natureza na escola.
Em relação ao interesse, 77,7% dos inquiridos acham que seria útil esta disponibilização. As razões mais recorrentes podem ser agrupadas em dois grandes grupos (N=128). Por um lado, existem inquiridos a aludir à possibilidade de acesso daqueles que não se encontram dentro do recinto escolar (48,8%) e, por outro lado, existem outros que chamam a atenção para o facto dos próprios alunos poderem aceder (19,8%). Ser divertido (5,8%), interessante (5,8%) e possibilitar ouvir num momento posterior àquele em que é emitido (5,8%) também são respostas relativamente frequentes.
Relativamente ao porquê de não ser útil colocar os programas na internet, apenas são 32 as repostas válidas, sendo que em 15 é referido somente que não valia a pena e em 12 que não haveria interesse em ouvir esses programas. Além disso, três inquiridos consideram que os próprios alunos não iriam tirar proveito dessa funcionalidade. No nosso entender, estas respostas não evidenciam nenhum fator impeditivo de fazer a experiência, até porque unicamente sugerem que poderá não haver adesão. Contudo, existem duas respostas que já levantam um facto que poderá ser impeditivo. Estas estão associadas ao perigo da exposição, o qual é ilustrado pelas expressões “porque somos menores e não devemos passar na internet” e “porque iam gozar com
55,1% 8,8% 7,8% 4,9% 3,9% 3,9% 2,9% 2,9% 2,0% 7,8% 0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% 60,0% Escolhia
conteúdos Faria o melhor Organizava e/ou coordenava Procurava saber o que os colegas queriam ouvir Não queria o
cargo Nada Entreteria os alunos Divulgava a rádio colunas em Colocava locais estratégicos
os alunos”. Esta é, no nosso entender, uma preocupação a ter em conta aquando do desenvolvimento deste tipo de projetos.