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Kap. 2541 Dagpenger

In document (2020–2021) (sider 43-47)

2. Forslag under det enkelte departement

2.5 Arbeids- og sosialdepartementet

2.5.4 Kap. 2541 Dagpenger

Os participantes começaram por definir os tipos de conteúdos a incluir nos programas. Sem surpresas face ao diagnóstico, a música e o humor foram logo referidos. Alguns estudantes chamaram a atenção para a importância de saber o que gostariam de ouvir os restantes alunos da escola, demonstrando uma preocupação com a sua potencial audiência. Apresentámos, então, os dados provenientes do diagnóstico referentes a esta questão. Não se mostraram admirados perante a informação e a ideia inicial foi reforçada. De acordo com os participantes, música e o humor não podiam faltar. Foram dando mais ideias e, no final, decidiram incluir música, humor, entrevistas, curiosidades, opiniões dos alunos, informações sobre as atividades da escola e sobre desporto. Assim, os programas combinariam diferentes temas. Quanto à periodicidade, definiram que fariam um programa por sessão, ou seja, seria semanal.

O nome e o slogan também foram definidos em conjunto. Deram diferentes sugestões e, no final, votaram. Para auxiliar nesta decisão, foi necessário questionar os participantes sobre o significado da sua proposta e o que pretendiam transmitir.

Foi relativamente fácil ajudar na escolha do nome. Owl Click foi o escolhido. A opção baseou-se na imagem do agrupamento – um mocho – e no facto do projeto ter um espaço online.

Figura 4: Quadro utilizado para auxiliar na escolha do nome e do slogan

Porém, com o slogan o processo foi distinto, pois, depois de refletirem em conjunto sobre cada proposta, acabaram por votar na opção “Em Valença, para tudo e para todos”, a qual adaptaram para “Da escola de Valença, para tudo e para todos”. A escolha não foi unânime. Aliás, alguns estudantes advogaram que não tinha “sentido nenhum”, mas mesmo assim essa foi a proposta com mais votos. Procuramos, então, alongar um pouco mais a discussão. Sugeriu-se que apresentassem o slogan a colegas de outras turmas e que procurassem observar a sua reação. Fizeram-no e, posteriormente, alteraram a sua decisão, evidenciando, assim, o desenvolvimento de uma atitude crítica face à mesma. Optaram, então, por “Num clique, ganha ouvidos de mocho!”. No final, todos pareciam convencidos de que tinham feito uma boa escolha.

Quanto à imagem da rádio, todos sugeriram que fosse um mocho desenhado por uma das participantes, a Ana. No final, deram a sua opinião e aprovaram.

Relativamente ao jingle, o Alex, o Gabriel e o Hugo disponibilizaram-se para escolher os sons, gravar o nome e definir como seria editado68. No final, a turma aprovou. Destacamos o facto de o

jingle se distinguir dos das emissoras ouvidas pelos adolescentes. Aliás, os alunos chegaram a discutir a hipótese de seguir uma lógica de imitação, tendo-nos questionado se seria “correto” sair desses padrões. Depois de alguma discussão, optaram por sons que, segundo eles, os fizessem lembrar da turma.

Figura 6: Participantes enquanto selecionavam os sons para o jingle

No que diz respeito à divulgação, decidiram que seria essencial criar um site e uma página de facebook e colocar alguns cartazes na escola. Contudo, por limitações de tempo, os participantes responsáveis por estas tarefas acabaram por decidir não fazer os cartazes.

As restantes decisões foram tomadas em pequenos grupos, após a divisão de tarefas69. Foram

criados oito grupos, sete responsáveis pelos assuntos que a incluir nos programas e um responsável pela comunicação da “nossa rádio”. Com algum auxílio, os participantes escolheram as tarefas que queriam executar. Contrariamente ao esperado tendo em conta o diagnóstico, as preferências não estiveram particularmente centradas em torno de pôr/escolher as músicas, ser locutor e humorista. Poderia supor-se, então, que as funções indicadas no diagnóstico estariam limitadas aquelas que conheciam nesse momento. Aliás, por exemplo, no início da divisão de tarefas, ninguém tinha pensado na possível existência de um grupo responsável pela

68 Sendo o tempo para o desenvolvimento das atividades limitado, foi necessário fazer opções. Por isso, o jingle foi editado pela responsável pelo

ateliê a partir de indicações detalhadas dos participantes responsáveis pela tarefa.

comunicação. Neste sentido, pode dizer-se que a experiência permitiu alargar o conhecimento sobre as atividades e profissões ligadas à produção radiofónica.

Por onde começar? De que falar? O que é importante? Estas foram algumas das muitas perguntas que emergiram ao iniciar a preparação da primeira emissão. Apesar de alguns grupos demonstrarem uma facilidade maior para se organizarem, no geral, este foi o momento que mais dúvidas gerou. Os estudantes solicitaram várias vezes ajuda para definir os passos a dar e estavam muito agitados. Porém, este foi, simultaneamente, o ponto em que se observou um maior progresso. Esta evolução foi particularmente visível na última sessão, na qual surgiram dois obstáculos. O grupo responsável por abordar as atividades escolares apercebeu-se que não existiam quaisquer atividades relevantes, pelo que precisaram de encontrar outro assunto. Sugerimos que pensassem em alguma atividade fora do contexto escolar e rapidamente começaram a olhar para os filmes que iriam estrear e a preparar o texto. O grupo responsável pelas entrevistas não conseguiu contactar com a entrevistada previamente pensada, mas no início da sessão já tinham uma solução. Além disso, também foi visível a capacidade de alterar o previamente planeado em função daquilo que, num determinado momento, lhes parecia mais adequado. Referimo-nos de forma particular ao grupo responsável pelo humor, o qual na última emissão quis falar sobre a importância do humor na sociedade. Apesar de não terem explorado de forma cuidada a ideia, no nosso entender, esta é uma evidência da apropriação do projeto por parte dos participantes e da capacidade de o usar como meio para se expressarem e serem protagonistas.

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