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KAPITTEL 2. TEORETISKE TILNÆRMINGER

2.4 Komparativ analyse av Smith og Hobsbawm

Esta categoria aborda os questionamentos a respeito das atividades realizadas por professores de Sala de Recursos em articulação com os professores de classe comum. Tais atividades abrangem discussões acerca da adequação curricular, que envolve um conjunto de modificações: do planejamento, dos objetivos e das formas de avaliação, para atender as especificidades do estudante com necessidades educacionais especiais. A responsabilidade para elaboração dessa adequação curricular é do professor de classe comum, mas pode contar com o auxílio do professor de Sala de Recursos. Na entrevista também foram mencionados aspectos relacionados ao uso do Plano de Atendimento Educacional Especializado, Plano esse que norteia o trabalho a ser desenvolvido com o estudante, a partir da identificação de suas necessidades educacionais específicas e da definição dos recursos necessários a serem utilizados. A elaboração desse Plano é de competência dos professores que atuam em Sala de

Recursos em articulação com os professores de classe comum. Os resultados estão apresentados em quatro subcategorias conforme mostra a Tabela 11.

Tabela 11 – Atividades desenvolvidas em articulação com o professor de classe comum para o estudante com TGD (n= 15)

Subcategoria f % % de professor Auxílio ao professor regente na adequação curricular 15 31,9 100,0 Elaboração do Plano do AEE 14 29,8 93,3 Orientação ao professor regente na parte pedagógica 13 27,7 86,7 Realização de estratégias de interação para o estudante 5 10,6 33,3

Total 47 100,0

Nota: as porcentagens foram calculadas com base na frequência (f) das respostas e no número de professores participantes.

De acordo com a Tabela 11, todos os professores de Sala de Recursos mencionaram que auxiliam os professores de classe comum, na realização da adequação curricular. Eles ressaltaram que fazem questão de sentar com os professores que apresentam dúvida na elaboração desse documento, pois ao fazerem isso, consideram que conseguem maior engajamento e envolvimento dos professores no trabalho com o estudante. Entretanto, ressaltaram que existem professores de classe comum, que tem mais facilidades com essa articulação. Em outros casos, o professor quer deixar a responsabilidade com o profissional da Sala de Recursos. Consideraram que não existe uma sistematização para a realização da adequação curricular e que os encontros, para essa finalidade, aconteceram a partir de momentos na coordenação coletiva dos professores, via email, ou por agendamentos prévios.

Eu sento. Faço questão de sentar com todos os professores que tiverem dúvida. Eu não tive problemas sobre essa questão. Todos fizeram, com a minha ajuda, a adequação curricular. (PSR1)

A gente agenda, a gente marca um dia, geralmente com uns três encontros ficam prontos. A adequação é uma coisa muito demorada e deve ser feita com muita responsabilidade, pois é um documento que acompanha o aluno sempre. Eu explico pro professor que a adequação é um direito que o aluno tem e que ela é feita com o auxilio da Sala de Recursos. (PSR3)

Fazemos juntos a adequação curricular e com muito cuidado. Um dos critérios que nós adotamos é que vem o aluno, e no segundo bimestre, depois de conhecer melhor o aluno, nós fazemos formalmente a adequação para fazer bem de acordo com a realidade da criança, né? (PSR4)

Eu faço a adequação curricular e depois eu sento com o professor regente e, juntos, a gente vai fazendo só os ajustes, no computador mesmo. (PSR7)

Assim, esse formulário da adequação curricular ele é muito técnico, cheio de coisa. Tem que pegar a pasta do aluno. Então eu sempre faço assim: a parte do aluno eu faço e a parte do conteúdo, eu faço com o professor. (PSR8)

Todas as adequações nós fazemos em parceria. A gente marca um dia, e senta, e faz todas as adequações. A gente procura escrever realmente o que a gente tá vendo e o que é possível fazer. Não adianta mentir, omitir ou acrescentar e depois não traduzir a realidade. Até porque outra pessoa pode precisar daquilo, então a gente procura ser o mais fiel possível, para ver a realidade do aluno. (PSR9)

Existe a articulação, mas é difícil. É difícil encontrar um momento pra gente sentar, porque no começo sempre tem a programação. Dá, mais no decorrer do ano é complicado, mas a gente consegue. Eu ajudo os professores na adequação curricular. A gente marca, e senta, e faz os ajustes necessários. Para isso acontecer, eu parei duas semanas de atendimento com os alunos. E o que está ali escrito, está de acordo com a realidade do aluno. (PSR10)

O professor, sozinho pra fazer a adequação, eu acho muito difícil porque eles não se acham na responsabilidade de fazer aquilo. Eles acham assim: eu já tenho coisa demais pra fazer. E aí, tendo esse momento, eu construo junto com ele. Só a parte de conteúdo eu deixo prá eles fazerem que eu não tenho como entrar no conteúdo, mas nas outras partes eu vou construindo junto com eles. (PSR13)

Sobre a elaboração do Plano do AEE, dos quinze professores entrevistados, apenas (n=1) declarou desconhecer o documento. Em relação aos demais, (n=4) consideraram esse documento necessário; (n=3) faziam o Plano de forma adaptada, por não considerá-lo adequado a sua realidade escolar; e os professores restantes (n=7), fizeram o documento somente para cumprir normas, pois o consideraram repetitivo, sem funcionalidade e consideraram perda de tempo fazer esse documento com tantas repetições, face às suas diversas atribuições. Além de considerar esse Plano repetitivo, os professores ressaltaram que o Diário Escolar foi objeto de algumas mudanças no ano de 2014, e passou a contemplar as estratégias e o planejamento individualizado para cada estudante, por semestre. Com isso, consideraram que não havia mais necessidade do Plano do AEE, pois o próprio Diário Escolar já abrange o conteúdo desse Plano.

[...] a gente perde muito tempo com formulários e a atuação mesmo, ela vai muito alem dos formulários, então eu questiono [...] eu acho que a gente precisa ser mais objetivo, a gente tem que condensar. Então assim, eu tenho. Fiz pra dizer que tenho. Tá aqui preenchido, mas isso não vai determinar o meu trabalho dentro de sala. (PSR7)

Eu conheço e uso, mas acho que ele não deveria ter tantas informações como eles pedem. Eu acho que ele deveria ser mais sucinto. (PSR9)

Eu utilizo, eu sou regra dentro da empresa, mas considero ele funcional, porém muito repetitivo. Hoje o Diário (Diário Escolar), por exemplo, é praticamente o Plano de Atendimento Educacional Especializado, é praticamente a mesma coisa. (PSR11)

Eu acho o Plano necessário porque a gente tem que ter um roteiro. Não é fazer qualquer coisa não, tudo meu está dentro daquele Plano que eu planejei o primeiro semestre e para o segundo semestre. Daí eu vejo o que meu aluno alcançou daqueles objetivos. Se ele não alcançou, no próximo ano vou trabalhar de uma forma diferente. (PSR15)

Treze professores consideram que a orientação da parte pedagógica, para realização do trabalho com o estudante com TGD é uma das atividades que devem ser efetuadas em parceira. Dentre os relatos:

Então existe uma articulação entre a gente sim. Às vezes quando não tem tempo, a gente conversa por email. Também senta nas coordenações, mostra a atividade, ficou boa, não ficou boa. Às vezes, nas avaliações principalmente. Ficou boa? Aí eu falo: vamos utilizar mais de gravuras, a gravura por si só, já ajuda na interpretação, na leitura. Então tem essa troca. (PSR2)

Eu acompanho o que acontece em sala de aula e peço para os professores que eles precisam ter o pé no chão e ver realmente o que os alunos vão dar conta de fazer e o que é específico pra ele, pois não adianta colocar tudo, enfeitar e não acontecer. (PSR3)

Pra fazer a avaliação, a professora regente manda pro meu email e eu adapto e mando para ela. E aí ela acata, imprime e a gente trabalha aqui. Eu é que dou a avaliação pra ele. (PSR5)

Algumas vezes os professores me pedem para acompanhar na aplicação da avaliação bimestral, para que eles façam comigo e eu fico com eles, acompanhando. Às vezes os professores falam que tentou fazer na sala com eles, mas aí eu vou, sento, leio com eles, vou tentando conduzir e realmente eles conseguem fazer, mas precisa de minha orientação. (PSR6)

Então, hoje eu foco muito a parte cognitiva mesmo. Então, dentro do que o professor trabalha em sala eu dou continuidade aqui e vice versa. Então, o que ela começa a tarde, eu dou continuidade de manhã; e o que começa de manhã, eu dou continuidade à tarde. Então assim, aqui dentro da nossa escola, essa parte do planejamento, dentro das necessidades, elas acontecem por meio de uma troca. (PSR7)

Existe articulação e tem que existir porque eles são autistas e cegos. Então, a questão do material, da forma de passar o conteúdo, então a gente tem que sentar juntos, e planejar, e pensar nesses recursos, e nessas alternativas de material, material concreto. Então precisa dessa comunicação entre as duas partes, porque senão, não funciona. (PSR9)

No que diz respeito à realização de estratégias de interação para o estudante com TGD, cinco professores ressaltaram que promovem parcerias junto ao professor de classe comum, em situações como: em ambiente de sala de aula, no momento do recreio e junto com os colegas. Segue alguns relatos:

A gente já combinou: na hora do recreio a biblioteca é aberta pra todos. Essas duas crianças (estudantes com TGD) não, porque senão, elas ficam o tempo inteirinho isoladas lendo e não brincam. Eles agora estão pulando, saltando, correndo, brincando. Pra gente, tranquilo ele sentado lendo, mas ler, ele já faz em casa muito, já faz na escola. Então na hora da recreação, na hora do recreio, na hora do pátio queremos provocar interações. E tem dado certo! (PSR2)

Eu trabalho com o professor e esse elo é importante. Eu sinto que eles têm uma segurança muito grande em relação ao acesso. A gente tem um aluno e tá mais preocupado com o aspecto da escolarização, de ter a relação com o próximo. A gente está trabalhando muito em função disso, no mais, ele já tá tranquilo. (PSR10)

[...] sugestão de como deve se relacionar com essa criança: qual o tipo de estimulo, a questão dos colegas, o local para sentar, parceria dentro de sala da sala, o trabalho de parceria com as crianças. Então, são interações em todos os sentidos. (PSR11)

4.1.4 Percepção dos professores de Sala de Recursos sobre o estudante com TGD e