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KAPITTEL 3. NORSK NASJONAL IDENTITET

3.2 Historiens rolle

Esta categoria aborda questionamentos acerca do que o professor entende sobre Sala de Recursos e sobre o estudante com TGD. No conjunto de respostas analisadas, para o que ele entende sobre Sala de Recursos, foram identificadas quatro subcategorias conforme estão apresentadas na Tabela 12.

Tabela 12 – Percepção do professor sobre a Sala de Recursos (n= 15)

Subcategoria f % % de professor Espaço de apoio para professor, estudante e família 7 33,3 46,7

Ambiente para aprendizagem e realização de atividades 7 33,3 46,7 Vista como espaço fundamental para viabilizar a inclusão 4 19,0 26,7 Espaço que une, protege e proporciona o foco no estudante 3 14,4 20,0

Total 21 100,0

Nota: as porcentagens foram calculadas com base na frequência (f) das respostas e no número de professores participantes.

Sete professores consideraram a Sala de Recursos como apoio ou suporte para o estudante com TGD, para o professor de classe comum e para a família. Eles entendem que esse espaço oportuniza trabalhar com o estudante os aspectos emocionais como: autoestima, tristeza, apatia, insegurança, dentre outros.

Sala de Recursos é o apoio mesmo pro aluno, até pra trabalhar como terapia mesmo. Tem dias que o aluno está triste, não está a fim de fazer nada, aí você vai trabalhar a autoestima. Eu acho importante nesse sentido. (PSR1)

A gente dá um suporte [...] E agente que proporciona isso porque o professor em sala de aula, com os demais alunos, é complicado mesmo para atender, principalmente o TGD, o autismo, é muito complicado. Eu não vejo um desenvolvimento legal pra turma nem com o professor com o aluno, ou ele vai ficar de lado né? Ou não vai resolver nada. Então a gente entra pra dar esse suporte. E aqui eles veem esse suporte acontecer sim! (PSR10)

Em relação a considerar a Sala de Recursos como um espaço para aprendizagem e realização de atividades, sete professores entendem que a Sala de Recursos possibilita que o estudante se expresse do jeito dele, realize as atividades conforme suas condições e como uma complementação do trabalho com o professor de classe comum. Consideraram, também, que

nesse espaço o estudante tem mais possibilidades de aprendizagem por ter um atendimento mais personalizado. A seguir são apresentados alguns relatos:

É um espaço que deveria ser pra todos com dificuldades de aprendizagem, porque, na verdade, o que a gente trabalha aqui são dificuldade de aprendizagens. As crianças que vem pra cá, independente do rótulo delas... O que eu trabalho aqui? Minha parte aqui é pedagógica. Meu cunho, meu objetivo, é pedagógico! (PSR2) Eu acho que esse espaço da Sala de Recursos é muito importante, principalmente na área da deficiência visual porque existe a questão do braile, então ele (estudante com TGD) recebe o material em braile, ele escreve em braile, eles fazem tudo em braile. Se não tiver a Sala de Recursos ali na hora, o professor fica perdido porque ele não sabe o que o aluno fez, se está fazendo direito, se não está, e a Sala de Recursos é o recurso que ele tem para está na hora ali intervindo e dando apoio. (PSR9)

Eu vejo como um espaço privilegiado de construção do conhecimento, dentro do interesse dos meninos, né? Dentro do que eles precisam desenvolver [...] (PSR 14)

Quatro professores não concebem a inclusão sem o espaço da Sala de Recursos, ou seja, consideraram como um espaço necessário e indispensável a partir do momento que se fala a palavra inclusão, no entendimento dos professores, precisa da existência da Sala de Recursos.

A Sala de Recursos eu vejo como um espaço necessário e indispensável, a partir do momento que se fala a palavra inclusão. Eu não consigo conceber a inclusão sem uma Sala de Recursos. [...] E dentro do contexto de sala de aula é difícil ele (estudante com TGD) ter assim... como é que eu falo... é difícil ele perceber que ali também ele é capaz de estar ali junto com os outros. E a Sala de Recursos encoraja ele a isso, a Sala de Recursos consegue dizer pra ele assim: vai que estou aqui te empurrando e tudo vai dar certo. Você está aqui e tem esse apoio aqui. Então eu vejo a Sala de Recursos como um escudo que vai empurrando aquela criança a continuar. (PSR7)

Sala de Recursos é a possibilidade de inclusão. [...] essas crianças com um quadro mais complexo, sem o AEE, sem a Sala de Recursos, não é possível porque a parte comportamental delas é muito particular, especificidades muito grande, que o professor na sala de aula, o regente não está preparado pra fazer todo esse atendimento, ele não consegue. (PSR11)

Então, eu vejo que os pais sentem isso também... que é importante pra ele, não deve faltar. Em que os nossos alunos iam se segurar? É algo que não pode faltar dentro da inclusão é a Sala de Recursos. (PSR15)

Três professores identificaram a Sala de Recursos como uma ponte. Esse espaço tem como foco principal o estudante, mas também foca o professor de classe comum e a família.

Pra mim, a Sala de Recursos é a ponte entre a Educação Especial e a escola regular. [...] acho ainda necessária essa ponte. (PSR12)

Também uma ponte para... assim... é um porta voz do aluno e com o professor de classe comum. Então ele faz essa intermediação, essa articulação com gestores. Pra mim, ele é um representante daquele aluno. O professor de Sala de Recursos, ele representa a voz daquele aluno. (PSR13)

Eu vejo ela (a Sala de Recursos) como um espaço que serve como uma ponte [...] A gente tem que trabalhar com pai, tem que trabalhar com o aluno, tem que trabalhar com o colega, tem que trabalhar com a direção, tem que trabalhar com o atendimento que o aluno faz fora, a gente tem que tá buscando formação. Então eu vejo que é uma ponte em forma de aranha, eu vejo isso... são vários focos, muitas coisas. (PSR15)

Embora muitos professores tenham qualificado a Sala de Recursos como suporte, ponte; houve um relato que a considerou como um espaço ainda não exposto. Esse professor acredita que a Sala de Recursos ainda é um espaço mal explorado dentro da própria escola. Considera que existem alguns profissionais que entram na Sala de Recursos, trabalham nesse espaço, mas a própria escola, onde eles estão não conhece o trabalho deles. E não conhecendo, acaba não reconhecendo o seu trabalho.

Quanto à percepção dos professores de Sala de Recursos sobre o estudante com TGD, foram identificadas quatro subcategorias como mostra a Tabela 13.

Tabela 13 – Percepção do professor de Sala de Recursos sobre o estudante com TGD (n= 15) Subcategoria f % % de

professor Como outro qualquer, mas com limitações e especificidades 5 33,3 33,3 Únicos, com potencial e que precisam ser estimulados 5 33,3 33,3 Uma incógnita, com dificuldades de interação e aprendizagem 3 20,0 20,0 Desafio e aprendizado e com capacidade de escolarização 2 13,4 13,4

Total 15 100,0

Nota: as porcentagens foram calculadas com base na frequência (f) das respostas e no número de professores participantes.

Para este item, a frequência equivale à quantidade de professores entrevistados, pois, no presente caso, o importante foi captar a sensibilidade do professor em relação a este assunto. Nesse sentido, cinco professores entendem que o estudante com TGD é um estudante igual a qualquer outro, a diferença são as suas limitações e especificidades. Entre os relatos:

É uma criança como as outras né? Só que algumas peculiaridades, com algumas dificuldades que em algum momento elas podem ser superadas ou não né? Precisamos trabalhar pra que elas consigam desenvolver né? Dentro das limitações delas, mas eu vejo como uma outra criança qualquer que tem seus gostos, que tem suas preferências, que gosta de brincar. Eu vejo como crianças ativas e produtivas. (PSR14)

É como se fosse um aluno normal, um aluno qualquer, uma pessoa qualquer e que tivesse apenas assim ... pensasse diferente, tivesse um pensamento diferente, mas que é como um aluno qualquer, mas com um pensar diferente. (PSR15)

Cinco professores consideraram que o estudante com TGD é único, possui potencial e precisa ser estimulado.

[...] então assim pra mim, o TGD é uma criança que tem habilidades absurdas, no entanto, não são reveladas. Tem um potencial incrível, no entanto, não é revelado,

não pela questão fisiológica dele, mas eu acho que é pela falta da questão do estímulo, da motivação para que aquilo ali dentro seja revelado. Porque a maior dificuldade dele é se expor, de manifestar aquilo que ele pensa, que ele acha, o que ele sabe e o que ele não sabe. (PSR7)

É uma criança com um potencial incrível, né? Porque tanto o autista quanto o Asperger, né? São possibilidades infinitas. Então são crianças com potencial muito grande, com condições de estar junto com todo mundo, com condições de conviver, de contribuir, de participar, tem possibilidades, tem condições de serem produtivas. (PSR11)

O Estudante com TGD, pra mim, é um estudante capaz, muito capaz. Basta a gente identificar o ponto dele de interesse, o foco dele. Você consegue explorar muita coisa, pegar muita coisa desse aluno. (PSR13)

Três professores consideraram que o estudante com TGD é uma incógnita, uma “caixinha de surpresas” e apresenta dificuldades de interação e de aprendizagem.

Quer queira, quer não, a gente põe os alunos nas gavetinhas, né? E TGD não cabe numa gavetinha por mais que a gente queira encaixar, ele não encaixa, sempre fica um pedaço de fora dessa gaveta, né? Eu acho isso legal! (PSR1)

É mais uma criança que a gente tá aqui pra trabalhar essas questões de interação, essa dificuldade de interagir, de compreensão de mundo e leitura de mundo, como também a dificuldade, muitas vezes na dificuldade de aprendizagem, né? De ler, de escrever, de autonomia, de organização, né? Muitas vezes é uma incógnita, né? Mas é uma pessoa a procura dela mesma, né? E a procura dele mesmo em si enxergar e enxergar o outro também. (PSR2)

É o estudante mais difícil de trabalhar. É o que apresenta maior dificuldade para o professor de Sala de Recursos. Eu não sei se é pra todos, mas pra mim é o mais difícil porque é uma “caixinha de surpresa”. (PSR5)

Dois professores consideraram que o estudante com TGD apresenta capacidade de escolarização, mas é um desafio e um aprendizado para o professor.

Pra mim ele é um ensinamento, eu aprendo muito com eles. Eu aprendi a ver a vida de uma outra maneira. (PSR10)

Pra mim o estudante com TGD ainda é um desafio, talvez um dos maiores desafios. Não vou dizer o maior não, porque às vezes tem desafios maiores que o TGD [...] os que eu peguei até aqui não são tão comprometidos, mas pra mim é um desafio muito grande... alcançar pra mim é um desafio, e foi um desafio que eu já superei que era de fazer o contato, de acessar o aluno. (PSR12)

Além desses aspectos, uma professora considerou, com voz de indignação, que o estudante com TGD é uma criança muito rotulada, pois ao se referirem à criança dizem: “Aquele ali é o TGD?”. Ela enfatizou que o aluno não é o TGD, e ressaltou: “ele é o fulano que tem um espectro e que pode ser mais comprometido, pode não ser tão comprometido, pode ter alguns sinais”. Acrescentou que, quando dizem “o estudante TGD”, considera isso uma marca muito forte para o estudante.