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Why inquiring about features indicative of truth confronts the inquirer with ought-questions inquirer with ought-questions

In document Feminism, Epistemology & Morality (sider 47-57)

THE ARGUMENT FOR VALUE-FREEDOM: A CRITICAL ASSESSMENT

2.2 Assessing the second premise 56

2.2.2 Why inquiring about features indicative of truth confronts the inquirer with ought-questions inquirer with ought-questions

Considerando o que foi exposto acima acerca das trajetórias profissionais dos sujeitos, tornou-se possível compreender que os processos formativos dos egressos foram iniciados de forma variada e se constituíram de múltiplas atividades musicais e interferências sociais que aconteceram de forma não linear na vida dos músicos.

Cada um deles, a seu modo, relatou experiências durante as suas vidas, mostrando que os diversos acontecimentos vividos musicalmente passaram a integrar as suas formações. Isso me fez refletir que eles estabelecem relações entre as variadas vivências tornando-as parte da relação formação e atuação em um se fazer profissional da música.

O estudo de Morato (2009) colaborou para entender aspectos da relação formação e atuação profissional. A autora buscou entender como os estudantes ao cursarem música e viverem o trabalho estabelecem relações e constroem sentidos na dimensão de se fazerem profissionais. O estudo mostrou que estes sentidos se modificam de acordo com o modo como os estudantes vão se tornando profissionais. As relações estabelecidas pelos músicos entre as demandas dos espaços de atuação profissional e o curso que frequentam resultam em diferentes perfis de professores de música e de intérpretes, o que revela que a formação profissional em música é uma construção social, uma vez que cada aluno delineia sua formação de maneira particular.

Dando continuidade a essas considerações, apresento depoimentos em que os egressos puderam destacar as ideias e ações que os levaram a buscar a qualificação musical. No âmbito dessas ações, eles falaram do incentivo dos colegas, do apoio de instituições diversas e das experiências musicais servindo de reflexões para melhorar as suas atividades profissionais.

Hermes me declarou que a primeira orientação direcionada para a formação profissional veio dos próprios colegas músicos. Ele teve experiências de tocar em bandas estudando um tempo em escolas particulares, seguindo orientações de alguns amigos, quando o orientavam: “[...], faz um curso particular primeiro e entra lá [no

Conservatório]” (Hermes, C. E. p. 39).

Para Hermes, a melhoria da sua qualificação profissional foi despertada pelos colegas. Inicialmente, buscou-a em aulas particulares. Depois disso, percebeu que podia ampliar suas atividades. “Aí os colegas queriam ter aula comigo, aprender. Então veio a

necessidade de buscar outros conhecimentos também.” (Hermes, C. E. p. 41). Avaliou que a entrada em uma instituição profissional seria importante. Hermes foi para o CEMCPC e ingressou no curso técnico só depois de estar atuando no mercado de trabalho com bandas e como professor. Desta forma, buscou na instituição a continuidade de sua formação.

Os depoimentos de Sérvio levaram a perceber que a própria entrada em um curso especializado em música pode propiciar a inserção do músico no mercado de trabalho. No caso dele, isto se deu ainda quando estava no curso fundamental, “depois que já tinha dois

anos que eu já estava lá que eu comecei a trabalhar” (Sérvio Túlio, C. E, p. 128). Pude avaliar que foi o fato de ter iniciado sua formação específica em música no CEMCPC que favoreceu o início de sua trajetória profissional.

No caso de Sócrates, o ensino profissionalizante veio como uma continuidade da sua formação iniciada na família e na igreja. Para Beto, a música como profissão foi acontecendo aos poucos. Contou-me que despertou para buscar uma profissionalização por incentivo de um amigo. Foi por meio dele que soube do curso do Conservatório. Nessa época, Beto estava com 35 anos de idade.

Essa é uma parte que eu fico [emocionado], de uma certa forma, eu me toco bastante com essa parte porque, tem um amigo meu chamado Senhor C. que me via sempre, apoiava, carregava a gente para tocar nos lugares e via meu sofrimento com dois, três acordes, [gargalhadas], com aquela música de rua, música de boteco [...], aí ele falou: “cara, eu estou no conservatório, porque que você não entra no conservatório?”. Eu falei: “não, não estou na idade mais não”. (Beto, C. E, p. 88).

Também Beto contou que foi ouvido por dois professores do Conservatório quando tocava com os amigos e, novamente, foi incentivado a procurar melhorar sua formação. “Meu amigo insistiu muito e me apresentou para o professor B, [...] um cara que respeito muito, e daí conheci o professor M., que hoje é um dos vice-diretores, e me viram ali cantando, e [...] tocando num certo momento, também me falaram a mesma coisa: “Por que você não procura melhorar isso?”(Beto, C. E., p. 88).

Beto assegurou que foi com este “empurrão” do amigo e professor, que entrou no curso fundamental. Então, passou a se interessar por música popular brasileira pela harmonização, teve curiosidade em conhecer coisas novas e passou a participar de projetos e grupos musicais.

No caso de Beto e Sérvio, que não tinham a música como profissão antes da entrada no Conservatório, a formação a nível técnico forneceu ferramentas para sua atuação no mercado de trabalho. Hermes e Sócrates já se encontravam no mercado musical e

revelaram-me que o curso técnico foi primordial para atuarem com mais qualidade no mercado de trabalho.

Lima (2003) considerou, em seu estudo, que há escolas profissionalizantes de música da capital São Paulo que são estabelecimentos que oferecem formação musical com possibilidades profissionais tendo em vista a longa trajetória dessas escolas e políticas locais existentes e adequadas ao trabalho profissional. Isto permitiu entender que, em cada cidade ou região, dependendo do contexto das atividades musicais existentes, estas influenciam os sujeitos e podem ser consideradas na relação que músicos fazem acerca da formação e atuação profissional onde vivem. A autora também comenta que a habilidade de profissionais competentes em todos os segmentos musicais não pode ser feitas em tão curto espaço de tempo, como são projetados nos RCN na área de música. Neste aspecto, as propostas de ensino técnico de música devem considerar a continuidade dos estudos nos diversos níveis de estudo, o que impediria a formação de técnicos polivalentes que tudo sabem de forma imprecisa e permitiria aos músicos delinearem suas trajetórias profissionais para atuarem com competência.

In document Feminism, Epistemology & Morality (sider 47-57)